<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326372</id><updated>2011-04-21T16:58:42.929-03:00</updated><title type='text'>Arte das artes</title><subtitle type='html'>"BUSCAI E ACHAREIS" - Arte das artes é trilhar o Caminho do Buscador - Este é um espaço para peregrinos em busca da Verdade - "PONHAM À PROVA DE TODAS AS COISAS, E FIQUEM COM O QUE É BOM"</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://sounada.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sounada.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12422440324898666553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/0237outros-messbrasil.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>68</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326372.post-116956289211974138</id><published>2007-01-23T12:02:00.000-02:00</published><updated>2007-01-23T22:33:53.750-02:00</updated><title type='text'>Os Sinais continuam?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666600;"&gt;O que&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; poderia significar &lt;a href="http://sounada.blogspot.com/2007/01/sinais.html#links" target="_blank"&gt;aquilo&lt;/a&gt;? Jesus sempre fora meu “mestre” preferido, sempre nutrira pela sua figura um carinho especial. Mas as religiões ditas cristãs, como um todo, haviam me decepcionado demais para que eu pudesse sequer considerar a possibilidade de, assim, de repente, me tornar “cristão”... Será que era isso o que a Sabedoria Infinita havia planejado para minha vida? Tinha que haver alguma outra resposta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meditação... A meditação sempre fora uma das ferramentas mais importantes na minha Busca. Nada parecido com isso eu jamais encontrara dentro das tradições cristãs. E sem a meditação eu não teria chegado até aquele ponto do Caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa bonita tarde de inverno (quase certeza que era uma sexta-feira), sozinho em casa, pouco depois das 15 horas, eu entrei no meu “quarto de meditação”. Sentei-me no chão, como sempre costumava fazer, na postura de “Vajrásana” (sentado sobre os calcanhares, joelhos sobre o tapete e as mãos sobre o colo), posição em que eu era capaz de ficar por longos períodos de tempo. Algo me dizia que naquele dia eu iria precisar de um bom tempo no estado de “suspensão das agitações mentais”, que tanto bem me fazia. Eu precisava entender o que estava me acontecendo, e qual deveria ser o meu próximo passo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tinha sempre o hábito de (nada que tivesse aprendido em algumas das escolas por que passei, mas sim uma espécie de “ritual” pessoal meu), antes de iniciar a meditação, me “despir” de todos os “supérfluos”, de tudo que de alguma forma me apertasse ou pudesse provocar qualquer desconforto durante a prática: Anéis, relógio, óculos (eu usava, na época), correntinhas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim fiz, naquele tarde. Tirei meus óculos, o meu relógio e uma corrente de prata que naquela época eu usava no pescoço, com uma pequena medalha também de prata, que tinha alguns símbolos orientais gravados, cujo significado eu nem conhecia. Acomodei esses objetos sobre o tapete, ao meu lado, e fechei meus olhos. Agora que tinha vivenciado o impressionante episódio com o quadro de Jesus, já não usava mais os mantras indianos para o relaxamento mental, estava começando a optar sempre por uma oração, principalmente o Pai nosso. E em todas as vezes, fechado e sozinho no meu quarto, em completo silêncio e livre de preocupações externas, me admirava mais com a absoluta perfeição dessa oração. Tudo que precisamos saber e pedir está ali. Aproveito esse post pra falar um pouco sobre o tema:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;span style="color:#990000;"&gt;Pai nosso, que estais no Céu, santificado seja o Vosso nome...&lt;/span&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A começar por chamar ao Deus Todo-Poderoso, Criador do Universo, simplesmente de Pai. Isto, embora a maioria das pessoas hoje não imagine, foi uma das maiores revoluções provocadas por Jesus. Até então, a idéia de usar a expressão “Abba” para se referir ao poderoso e terrível “Senhor dos Exércitos”, o Deus “Vingador de Israel”, soaria como blasfêmia para a maioria das correntes religiosas reinantes entre o povo judeu. Pra ser ainda mais específico, a palavra “Abba”, no hebraico, representa a maneira como as crianças chamam seus pais, significando algo assim como “papai”, ou “paizinho”. Uma demonstração inacreditável de intimidade, por parte de Jesus, para com o Deus absoluto que os Judeus tanto temiam. Antes dele, em diversos escritos do Antigo Testamento, o espaço reservado para se designar a palavra com que chamar Deus era deixado em branco, tanto medo tinham de sequer escrever o Santo Nome. Criaram muitas formas, títulos, ideogramas parar se referir ao Senhor, porque se consideravam indignos de pronunciar o Seu nome ou sequer de escrevê-lo. Aí surge um Galileu iletrado, mas que mesmo assim ensinava os mestres na sinagoga, chamando a este mesmo Senhor temível de “Abba” – Paizinho. Isto é o que podemos chamar de uma profunda revolução espiritual, verdadeiramente; porque é uma revolução interior, do tipo que transforma, de dentro pra fora, o comportamento humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;span style="color:#990000;"&gt;...venha a nós o Vosso Reino...&lt;/span&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos convida à reflexão sobre o significado do termo “Reino de Deus”, algo realmente muito profundo, mas está claro nos evangelhos que ele não se referia (somente) a um plano superior em algum lugar mais elevado, mas sim a um estado interior do ser humano - "O reino de Deus está no meio(ou dentro, conforme alguma traduções) de vós" (Lc 17, 21).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;span style="color:#990000;"&gt;...seja feita a Vossa vontade, assim na Terra como nos Céus...&lt;/span&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como na tradição budista e também na hindu, o seguidor é exortado a anular o próprio ego, se despir de todo orgulho e se entregar, com humildade e confiança diante da sabedoria do Criador. A minha própria vontade costuma me levar sempre à destruição e ao engano. Faça-se na minha vida a Tua vontade, meu Pai, porque só Tu é que sabes o que é melhor para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;span style="color:#990000;"&gt;...O pão nosso de cada dia dai-nos hoje...&lt;/span&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viver e permanecer no agora. Nos preocuparmos menos com o dia de amanhã. Parar de fazer tantos planos para o futuro, esquecendo o presente. Confiar em Deus, a cada novo dia, entender que há nessa vida mais do que comer e beber, que representam, aqui, todas as nossas necessidades materiais –&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Por isso vos digo: Não estejais ansiosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer, ou pelo que haveis de beber; nem, quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestuário? Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem ceifam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não valeis vós muito mais do que elas? Ora, qual de vós, por mais ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado à sua estatura? E pelo que haveis de vestir, por que andais ansiosos? Olhai para os lírios do campo, como crescem; não trabalham nem fiam; contudo vos digo que nem mesmo Salomão em toda a sua glória se vestiu como um deles. Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós, homens de pouca fé? Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que havemos de comer? ou: Que havemos de beber? ou: Com que nos havemos de vestir? Porque vosso Pai celestial sabe que precisais de tudo isso. Mas buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã; porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo (Matheus, 6:25 a 34)&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo uma infinidade de mestres yogues, este é o maior segredo para a iluminação espiritual: Viver o agora!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="color:#990000;"&gt;...perdoai as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores...&lt;/span&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lei do karma. Lei do retorno. Simplesmente justiça. - Chame como quiser, não há Regra mais perfeita do que essa, não há caminho mais perfeito para a paz na Terra, para se alcançar uma vida pacífica e feliz em sociedade. Minhas falhas serão perdoadas, se eu souber perdoar também às falhas alheias. Alguém aí discorda que esse princípio é justo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;"...&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim, pedimos ajuda para nos mantermos no caminho correto, e proteção contra todos os males. Perfeita. Irretocável. Esta é mesmo a Oração das orações, e além de tudo é uma aula da verdadeira doutrina do Cristo. E eu só tinha voltado a prestar atenção nisto por causa do que tinha me acontecido. Quanto eu estava perdendo, sem perceber!..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando agora ao meu relato de hoje:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iniciei a minha meditação, e não sei por quanto tempo permaneci ali quieto, sentindo minha mente se libertando, pouco a pouco, da “ciranda” de pensamentos obsessivos, que, infelizmente, é o nosso estado mental normal; e aproveitando a indescritível sensação de entrar num estado de meditação profunda. Me desliguei de tudo, sentindo uma paz incomensurável e preciosa tomando conta de mim. Quando voltei ao estado mental normal, me levantei devagar, ainda meio entorpecido pela experiência. Ao abrir a janela do meu quarto, fiquei surpreso ao perceber que o sol já estava se pondo, tingindo o céu numa composição de cores maravilhosas, em que predominavam os tons em vermelho... Eu devia ter ficado meditando por mais de três horas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazia um friozinho agradável, e eu me permiti ficar por um tempo ali na janela, apreciando a despedida do “irmão sol”, sumindo devagarzinho no horizonte, por detrás dos prédios da Av. Paulista. Que paz profunda eu sentia naquele momento, como se não houvesse problema algum neste mundo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro do quarto já começava a ficar escuro, então acendi a luz, e recolhi minhas coisas do chão. Coloquei o relógio no pulso, coloquei meus óculos... E... cadê a minha corrente? Eu tinha certeza de tê-la colocado junto com meu relógio e meus óculos. Procurei muito bem, apalpei o tapete com as mãos, num gesto irracional, como se a corrente de prata com a medalha pudesse estar ainda no mesmo lugar, invisível. Nada. Olhei embaixo dos móveis, olhei nos quatro cantos do quarto. Nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava sozinho em casa, trancado no meu quarto. Ninguém tinha entrado, ninguém tinha saído. Eu permanecera todo o tempo ali dentro, sentado no tapete, sem sair para nada. E eu tinha absoluta certeza de que tinha tirado a corrente do meu pescoço e a colocado bem ao lado do meu corpo, junto com o relógio e os óculos. Mas agora ela não estava mais lá! Havia desaparecido!? Como isso seria possível? Voltei a procurar. Vasculhei todo o chão, e até abri todas as gavetas, olhei todas as prateleiras, mesmo tendo absoluta certeza de que tinha tirado a corrente do pescoço e colocado no chão... Nada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À noite, quando minha esposa chegou, ainda pedi ajuda para procurar. Buscamos em todos os cômodos da casa, em todos os cantos, cada fresta foi vasculhada. Mais uma vez, nada!..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei desorientado, e um pouco assustado. Lembrei que aquela medalha, que eu carregava sempre no pescoço, trazia gravado um símbolo pagão oriental, e uma série de inscrições parecidas com ideogramas chineses, cujo significado eu desconhecia. Eu a usava porque tinha sido presente de uma amiga, e eu a achava interessante, exótica. Muitas pessoas me perguntavam qual o significado daquela medalha, achavam bonita, mas eu nunca fiz questão de pesquisar sua origem e significado. E agora, ela desaparecera. Para sempre!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora? Mais um Sinal? Será que o que acabara de acontecer tinha alguma relação com o evento envolvendo a imagem de Jesus? Eu devia dar atenção ao ocorrido ou continuar a minha vida sem me importar muito com isso?..&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/4174/2755/1600/81701/pordosol.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/4174/2755/400/889386/pordosol.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326372-116956289211974138?l=sounada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/116956289211974138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/116956289211974138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sounada.blogspot.com/2007/01/os-sinais-continuam.html' title='Os Sinais continuam?'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12422440324898666553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/0237outros-messbrasil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326372.post-116913784424057871</id><published>2007-01-18T13:53:00.001-02:00</published><updated>2007-01-23T22:40:52.763-02:00</updated><title type='text'>E agora, Henrique?! - conclusão</title><content type='html'>&lt;a&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 10px 10px 2px 2px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6514/3707/1024/170307/Kside.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666600;"&gt;Krishnamurti&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; nasceu em maio de 1895 ao sul da Índia, perto de Madras. Foi o oitavo filho de uma família de brâmanes e recebeu este nome em homenagem a Krishna. Um menino que, desde muito jovem, aspirava àquilo que está além da simples vida material; dotado de uma natureza excepcionalmente voltada para a busca interior. Nasceu com este dom, desenvolvido ainda mais, segundo seus biógrafos, com a ajuda da mãe. Aos seis anos já estava firmemente consolidado naquele que seria o propósito único da sua vida: A busca pela Verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por volta de 1904, quando Krishnamurti, então com 9 anos, brincava na rua com seu irmão mais novo, um dos chefes da &lt;a href="http://www.terra.com.br/planetanaweb/358/materias/358_rota_abstrata_espirito.htm" target="_blank"&gt;Sociedade Teosófica&lt;/a&gt; (de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Helena_Petrovna_Blavatsky" target="_blank"&gt;Madame Blavatsky&lt;/a&gt;) de Adyar, que passava por ali, se interessou por ele. Acabou por levá-lo para conhecer a célebre &lt;a href="http://www.sadhana.net/Loja-Nirvana/annie.htm" target="_blank"&gt;Annie Besant&lt;/a&gt;, então presidente da Sociedade Teosófica. Mme. Besant, admirada com suas qualidades, adotou-o e passou a dirigir seus estudos. Em 1910 foi mandado para Londres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa mesma época os chefes da Sociedade Teosófica fundaram a "Ordem da Estrela do Oriente", cuja finalidade era agrupar espiritualistas do mundo inteiro na espera de um "grande instrutor". Krishnamurti logo foi declarado chefe da Ordem. Foi nessa época que ele escreveu seu primeiro livro, sendo que uma frase deste livro já resumia parte do seu ensinamento futuro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;span style="color:#666600;"&gt;A superstição é um dos maiores flagelos do mundo, um dos entraves dos quais é preciso se libertar inteiramente&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bom lembrar que isto foi escrito por um rapaz de 14 anos(!). Em 1911, com 16 anos, escreveu um segundo livro: "&lt;em&gt;O Serviço na Educação&lt;/em&gt;". Ele estava ainda em Londres, e a aproximação da guerra criava um clima tenso na Europa. Consciente da responsabilidade individual de todo ser, escreveu neste novo livro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;span style="color:#666600;"&gt;Um crime não deixa de ser um crime se for cometido por muitas pessoas&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi também nessa mesma época, ainda criança, que Krishnamurti começou a falar em público. Suas conferências em pouco tempo tornavam-se cada vez mais numerosas. Mas, enquanto todos os chefes da Sociedade Teosófica enxergavam nele o futuro "Grande Instrutor", capaz de agrupar as diferentes correntes espirituais do mundo, Krishnamurti se revelava um “rebelde”. Mais tarde ele mesmo viria a explicar as razões dessa revolta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;span style="color:#666600;"&gt;Eu me revoltei contra tudo, contra a autoridade dos outros, contra os ensinamentos dos outros, contra os conhecimentos dos outros. Nada queria aceitar como verdadeiro até que eu mesmo pudesse encontrar a Verdade. Eu não me opunha às idéias dos outros, mas não queria aceitar suas teorias e sua autoridade sobre a minha vida... Nada me satisfazia. Eu escutava, observava. Procurava aquilo que está além das ilusões das palavras&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No décimo-sétimo poema do livro O Amigo Imortal, ele escreveu:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;“&lt;span style="color:#666600;"&gt;Sim, eu procurei o meu Bem-Amado,&lt;br /&gt;E o descobri em meu próprio coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu Bem-Amado olha com meus olhos,&lt;br /&gt;Porque agora somos um só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sorrio com Ele, brinco com Ele.&lt;br /&gt;Essa sombra não é mais minha,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a sombra do Coração de meu Bem-Amado,&lt;br /&gt;Porque agora somos um só.&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Krishnamurti explica o que ele entende por "Bem-Amado":&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;span style="color:#666600;"&gt;Para mim, o ‘Bem-Amado' é cada um de vocês, ou uma planta qualquer, o pobre e o rico, o cachorro infeliz, as montanhas grandiosas, as árvores magníficas...&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À luz de sua própria existência, Krishnamurti sacode o torpor de todos que o cercam. Torpor que os fazia aderir a crenças e seguir cegamente seus "guias espirituais". Ele entendia que o erro consiste em aceitar, em vez de compreender... Dizia que “&lt;span style="color:#666600;"&gt;é muito mais fácil seguir cegamente do que compreender e tornar-se assim verdadeiramente livre&lt;/span&gt;”. Então, compreendendo tudo isto, ele um dia declarou aos seus seguidores, que já começavam a adorá-lo como um deus, deixando de lado os seus pensamentos: "&lt;span style="color:#666600;"&gt;Não &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;quero espectadores, não quero discípulos, admirações ou louvores de espécie alguma. Quero ser o &lt;strong&gt;companheiro&lt;/strong&gt; e não o mestre&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;”. Assim, em 3 de Agosto de 1929, em Ommen, ele dissolveu a Ordem da Estrela do Oriente, para evitar a formação de uma seita em torno dele. Queria que cada um se sentisse responsável por sua própria vida. Tudo que ele menos desejava era que criassem nele um novo tipo de dependência. Mas os jornais da época já começavam a chamá-lo de “&lt;em&gt;O Messias dos Teósofos&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Por isso, depois de ter constatado com clareza esses fatos, ele declarou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;span style="color:#666600;"&gt;A Verdade é um país sem caminho... Ilimitada, incondicionada, inatingível para qualquer caminhante e impossível de ser 'organizada'&lt;/span&gt;”. E dissolveu toda a organização que já havia sido criada em torno dele, restituindo todos os bens que lhe haviam sido dados, recusando-se para sempre a ter discípulos, e partindo sozinho em sua própria Jornada. Sem pestanejar, abriu mão da oportunidade de ficar rico. Abdicou da fama, dos confortos, de um belo "futuro garantido" e da admiração do mundo, em prol de realizar a sua verdadeira Busca pela Verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas centenas de livros que viria a escrever e palestras e conferências que ministrou, nunca se propôs a "ensinar" coisas, mas somente a "cutucar" o indivíduo humano, tentando fazer com que despertasse do estado de dormência em que se encontra. Criticou duramente a facilidade com que aceitamos, sem questionamentos, as palavras de tantos "mestres" e "gurus" como se fossem expressão da Verdade. Krishnamurti propunha um despertar pessoal, o que ele chamou de "&lt;em&gt;mutação interior&lt;/em&gt;". Faleceu em 1986.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse breve resumo da história de Krishnamurti é insuficiente para fazer entender a sua grandeza e a importância que suas idéias tiveram no inconsciente coletivo da humanidade. Eu apenas tentei passar aqui uma noção geral do que foi a sua vida e qual a sua mensagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6514/3707/1024/897644/Krishnamurti.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6514/3707/400/326954/Krishnamurti.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666600;"&gt;Quanto&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; a mim, enquanto tentava entender o que me havia acontecido, digerir a Mensagem que tinha recebido (que contei no post “&lt;a href="http://sounada.blogspot.com/2007/01/sinais.html#links" target="_blank"&gt;Sinais&lt;/a&gt;”), resolvi me abrigar por um tempo à sombra deste grande pensador e filósofo, procurando reorganizar minhas idéias. Passei a freqüentar o &lt;a href="http://www.krishnamurti.com.br/index2.htm" target="_blank"&gt;Grupo de Estudos Filosóficos “K”&lt;/a&gt;, uma turma que se reúne aos &lt;a href="http://www.krishnamurti.com.br/reunioes.htm" target="_blank"&gt;sábados numa biblioteca da Vila Mariana&lt;/a&gt;, em São Paulo, para assistir aos vídeos das palestras de Krishnamurti e dialogar e trocar experiências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma experiência válida, sem dúvida nenhuma, que eu recomendo pra qualquer pessoa. Ali pude fazer novas e boas amizades. Esse grupo reunia cerca de trinta e poucas pessoas, desde jovens pós-adolescentes deslumbrados com a sabedoria de Krishnamurti até anciãos com mais de 80 anos de idade. Homens, mulheres, ricos, pobres, professores, intelectuais, artistas, poetas, espiritualistas e “alternativos” de todos os tipos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As longas conversas que se desenrolavam, começando às 16 horas (após assistirmos em vídeo a alguma das conferências do Krishnamurti) e muitas vezes prolongando-se até à noite, eram muito produtivas para todos, mesmo que a Filosofia seja, por si só, inconclusiva, e qualquer um que procure um grupo como esses com o objetivo de encontrar conclusões definitivas, vai sair decepcionado. Lembro-me de um rapaz que questionava se a mesa em torno da qual nos sentávamos era mesmo real, se ela existia de fato, ou não... Hana, do meu lado, às vezes disfarçava um sorriso involuntário. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para se discutir alguma coisa com alguém, é necessário que haja pelo menos uma base de concordância mínima, alguma premissa em comum, por onde iniciar o diálogo. Se alguém começa a falar: - “...&lt;em&gt;Pra ser feliz na vida, é preciso&lt;/em&gt;...” – Aí o outro interrompe: - “&lt;em&gt;Mas o que é a felicidade? E o que é a vida? Essas coisas existem mesmo, ou serão só ilusões?&lt;/em&gt;..” – Aí fica meio impossível de se chegar a uma conclusão sobre qualquer coisa. Esse tipo de situação acontecia, nesse grupo, às vezes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas esse foi o lugar onde, até hoje, eu encontrei a maior concentração de buscadores sinceros, autênticos, independente de credo ou sectarismo religioso. Pessoas dispostas, assim como eu, a não se contentar com menos que a Verdade. Ali ninguém estava preocupado em defender este ou aquele livro considerado sagrado, nem este ou aquele princípio de fé... Para mim foi muito bom saber que haviam outros como eu...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326372-116913784424057871?l=sounada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/116913784424057871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/116913784424057871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sounada.blogspot.com/2007/01/e-agora-henrique-concluso_18.html' title='E agora, Henrique?! - conclusão'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12422440324898666553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/0237outros-messbrasil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326372.post-116899071481505544</id><published>2007-01-16T21:24:00.000-02:00</published><updated>2007-01-17T11:15:10.526-02:00</updated><title type='text'>E agora, Henrique?!</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6514/3707/1024/915414/Knows.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6514/3707/400/795988/Knows.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666600;"&gt;Depois&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; dos acontecimentos que eu narrei no post “&lt;a href="http://sounada.blogspot.com/2007/01/sinais.html#links" target="_blank"&gt;Sinais&lt;/a&gt;”, eu me tornei ainda mais pensativo do que já costumava ser normalmente (se é que isso é possível, Hana que o diga...). Eu tentava entender o ocorrido, tentava articular na minha cabeça o que poderia significar o Sinal que eu havia recebido. Num primeiro momento, como já relatei, eu tentei encontrar alguma explicação natural, lógica. Mas não pude. Para mim estava claro que eu tinha recebido uma resposta, de Deus ou do Universo, para a pergunta que estivera me angustiando. E agora eu precisava entender essa mensagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma imagem representando Jesus Cristo destruindo, literalmente, uma imagem representando Krishna... Na verdade, em toda minha vida, eu sempre nutri uma devoção especial por Jesus. Apesar de ter freqüentado tantos templos budistas e hindus, na hora da meditação era sempre o nome de Jesus que me vinha à mente. Enquanto as pessoas ao meu lado, na “&lt;a href="http://www.yogananda.com.br/grupos.asp" target="_blank"&gt;Self Realization Felowship&lt;/a&gt;”, no templo hindu “&lt;a href="http://www.sahajayoga.org.br/" target="_blank"&gt;Sahaja Yoga&lt;/a&gt;” ou nos budistas “&lt;a href="http://www.sotozen.org.br/" target="_blank"&gt;Soto Zenshu&lt;/a&gt;” e “&lt;a href="http://www.centrodedharma.com.br/modules.php?name=Content&amp;pa=showpage&amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;pid=3" target="_blank"&gt;Shi De Choe Tsog&lt;/a&gt;” entoavam mantras em línguas estranhas, eu costumava mentalizar um Pai Nosso. Mas a Busca me havia levado para outros lugares, agora, e voltar ao Cristianismo estava completamente fora de questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas afinal, será que era isso mesmo que eu devia fazer? Voltar ao Cristianismo? Impossível! Pra ser verdadeiramente honesto, tenho que reconhecer: Àquela altura da minha Busca me parecia simplesmente insuportável a idéia de voltar a ser evangélico. Nunca mais seria um “bitolado”, eu resolvera comigo mesmo. E católico, então? Agora eu já conhecia a Bíblia o suficiente pra entender o quanto os católicos são incoerentes. Nenhuma chance...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas então, o que queria dizer aquele Sinal? Jesus de pé, Krishna no chão, despedaçado... E isso acontecendo de modo sobrenatural! A interpretação mais óbvia que se poderia fazer, seria: “Deixar o Hinduísmo e as influências orientais (representados por Krishna) e voltar ao Cristianismo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, não. Não podia ser isso. Inadmissível. Devia haver uma outra explicação!.. E eu haveria de encontrar alguma outra maneira de interpretar esse Sinal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se é que realmente aquilo tinha sido mesmo um Sinal. Só porque não somos capazes de explicar alguma coisa, não significa que não exista alguma explicação natural, certo? E eu haveria de entender. Mas naquele momento me sentia um pouco saturado de tanto conhecer religiões e filosofias novas, sem conseguir jamais encontrar a certeza que eu queria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu sabia exatamente onde “fazer uma parada” pra colocar as idéias em ordem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;span style="color:#666600;"&gt;O que procuramos? Procuramos a Verdade, não segundo a crença de vocês ou a minha; porque para encontrar a Verdade em qualquer assunto eu não devo ter crença. Quero encontrar a Verdade. Por isso eu pesquiso, coloco na mesa tudo que diz respeito a uma questão, não me abrigando atrás de nenhuma espécie de preconceito. Diria que eu busco honestamente. Meu espírito é muito &lt;strong&gt;honesto&lt;/strong&gt;, e ao tentar compreender, não me deixaria levar pelo Bhagavad Gita, pela Bíblia ou por meu guru favorito. Eu quero saber e para isso devo ter a intensidade necessária para prosseguir nessa minha tarefa. E o homem que está preso a uma crença, qualquer que seja a extensão da corda que o prende, está retido e por isso não pode explorar. Examinará somente sob o raio da sua servidão e nunca encontrará a Verdade&lt;/span&gt;”. - &lt;em&gt;Jidu Krishnamurti&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei a ler &lt;a href="http://br.geocities.com/jidhukrishnamurti/" target="_blank"&gt;Krishnamurti&lt;/a&gt;. Considerado por muitos estudiosos como um dos maiores filósofos que já viveram em nosso planeta, em todos os tempos; a altura de um Sócrates, um Platão, Aristóteles, Descartes, Hume, Kant... Seu pensamento influenciou de modo indelével a maneira de pensar da humanidade. E isso não é exagero. Sua principal característica era nunca falar sobre onde está a Verdade, mas sim esclarecer, por meio de raciocínio inapelável, onde ela não está. Eliminadas todas as possibilidades de engano, o acertado surge.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Krishnamurti é o tipo de personagem que, por mais que se fale dele, parece que nunca é o suficiente. Por isso mesmo, não vai ter jeito: Pra não ficar uma coisa muito resumida, pela metade, e nem virar um texto gigantesco, o post sobre ele (e sobre o grupo filosófico que se reúne para discutir seus livros e suas idéias) terá que ser concluído numa segunda parte, que eu prometo pra depois de amanhã, próxima quinta. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326372-116899071481505544?l=sounada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/116899071481505544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/116899071481505544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sounada.blogspot.com/2007/01/e-agora-henrique.html' title='E agora, Henrique?!'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12422440324898666553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/0237outros-messbrasil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326372.post-116889006057057550</id><published>2007-01-15T17:00:00.000-02:00</published><updated>2007-01-23T22:48:46.136-02:00</updated><title type='text'>Hare Krishna</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/4174/2755/1600/215977/Krishna.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/4174/2755/400/138687/Krishna.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666600;"&gt;&lt;strong&gt;Ao publicar&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; minha última postagem, me lembrei de contar uma coisa que aconteceu mais ou menos uns 7 ou 8 anos antes dela: Minha visita ao templo central do &lt;a href="http://pt.krishna.com/" target="_blank"&gt;Movimento Hare Krishna&lt;/a&gt; em São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi lá que eu adquiri aquela imagem de Krishna, que como eu contei, foi completamente destruída. Acho que acabei me esquecendo de contar essa etapa da minha busca, porque ela não foi assim tão marcante. Por isso, agora, antes de passar à sequência cronológica do post anterior, faço um pequeno resumo de como foi essa experiência:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O templo ficava (acho que não está mais lá) na Avenida Angélica, região da Avenida Paulista, e era uma casa muito grande, com diversas salas bastante amplas. Fui com um amigo, que na época iria ser meu sócio numa empresa de distribuição de incenso (o negócio não deu certo)... Chegando lá, fomos recebidos por um monge muito gente boa (do qual infelizmente não me lembro o nome), usando aquele traje típico, que o pessoal costuma brincar dizendo que a calça parece “cueiro de nenem”...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho muito a dizer sobre esse dia, a não ser que fiquei mais ou menos umas três horas, ininterruptas, conversando com o monge, e o assunto não acabava. Interesses em comum, sabem como é... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enquanto conversávamos, outros monges iam chegando, vindo do seu trabalho diário de vender incenso e livros nas ruas, com o qual sobrevivem, e se prostravam diante da imagem de Krishna. Depois que vários deles estavam reunidos, começaram a dançar e cantar alegremente, com pandeiros e chocalhos, entoando seu mantra que nunca termina: "&lt;span style="color:#666600;"&gt;&lt;em&gt;Hare Krishna, Hare Krishna, Krishna Krishna, Hare Hare / Hare Rama, Hare Rama, Rama Rama, Hare Hare...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;" &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os caras procuram seguir os Vedas (escrituras hindus), ao pé da letra, mais ou menos como alguns grupos evangélicos mais radicais tentam seguir a Bíblia, só pra se ter uma noção. A diferença é que os costumes dos hindus são muito diferentes dos nossos, ocidentais, então fica aquela coisa super exótica...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei bastante interessante encontrar dentro do templo uma estátua à imagem do fundador do movimento, &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bhaktivedanta_Swami_Prabhupada" target="_blank"&gt;Sri Bhaktivedanta Swami Prabhupada&lt;/a&gt;, tão perfeita e realista que parecia ser o ancião, de verdade, sentado numa poltrona almofadada ali no canto. Chegava a assustar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6514/3707/1024/106544/Prabu.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6514/3707/400/839585/Prabu.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://picasa.google.com/blogger/" target="ext"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Também achei curioso o fato de eles manterem uma comunidade alternativa em diversas cidades do interior do Brasil, chamada “&lt;a href="http://www.novagokula.com.br/" target="_blank"&gt;Nova Gokula&lt;/a&gt;” onde os devotos procuram seguir a vida monástica; esta sim, bastante parecida com a dos monges católicos ou budistas: Os monges são celibatários, fazem voto de pobreza e de obediência, entregam suas vidas ao seu senhor Krishna e não comem carne em nenhuma hipótese.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato mais marcante, que me lembro daquele dia, do meu diálogo com o monge, foi o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;H K Merton: -&lt;/span&gt; “&lt;em&gt;Uma coisa que eu gostaria muito de entender melhor, é o porquê dessa forma de representar Krisnha, um ser com a pele azul, sempre ornamentado com muitos adereços e com sua flauta a tiracolo?&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Monge: - &lt;/span&gt;“&lt;em&gt;Isso não é uma forma de representar o Senhor Krishna. Esta é a sua forma real. Ele realmente &lt;strong&gt;é&lt;/strong&gt; assim&lt;/em&gt;...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse diálogo eu gravei muito claro na memória porque até então eu achava que aquela forma tão diferente, azul e tudo mais, fosse apenas um jeito poético de representar essa grande encarnação, que eles acreditam ter vivido há 5 mil anos na Índia, e tendo permanecido entre nós por 125 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como nos últimos posts eu andei falando bastante sobre o Yoga, os Vedas, as Upanihsads, os Yoga Sutras e o Hinduísmo, de um modo geral, vou deixar pra esmiuçar os detalhes sobre essa ordem religiosa num momento oportuno, depois que terminar a primeira fase do Arte das artes. Pra quem quiser conhecer os princípios básicos da organização Hare Krishna no Brasil, basta uma pesquisa no site oficial, que eu deixei linkado no começo do post.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Amanhã, o post-continuação de "&lt;span style="color:#990000;"&gt;Sinais&lt;/span&gt;".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326372-116889006057057550?l=sounada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/116889006057057550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/116889006057057550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sounada.blogspot.com/2007/01/hare-krishna.html' title='Hare Krishna'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12422440324898666553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/0237outros-messbrasil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326372.post-116854701523995922</id><published>2007-01-11T17:10:00.000-02:00</published><updated>2007-01-23T12:55:35.850-02:00</updated><title type='text'>Sinais</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666600;"&gt;&lt;strong&gt;A experiência&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; que vou contar agora é extremamente significativa. E &lt;strong&gt;muito&lt;/strong&gt; importante para mim. É algo difícil de se avaliar, ou mesmo entender. E é muito pessoal. Por isso peço sobriedade a todos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O ano é 2001. Como não poderia deixar de ser, eu andava um pouco decepcionado com essa história de Avatares e grandes mestres (depois de Osho, Sri Mataji, Ramana Maharishi, Sai Baba...). Mas, como já deve ter ficado claro, o orientalismo, em especial o Hinduísmo e as disciplinas do Yoga haviam me marcado profundamente. Eu achava muito sentido e coerência na sua maneira de entender a vida e Deus:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;span style="color:#666600;"&gt;&lt;em&gt;Deus está em tudo - Qualquer forma de adoração é válida - Todos os caminhos acabam levando, inevitavelmente, ao mesmo Lugar - Não há o binômio Criador/criatura, só há Deus, e Deus é tudo - O homem exalta Deus como onipresente, onisciente e onipotente, mas ele ignora Sua Presença nele mesmo! - Cada religião esquece que Deus é todas as Formas e todos os Nomes, todos os atributos e asserções&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;”...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa linha de pensamento me soava tão plácida, tão agradável e reconfortante... Diz que não precisamos ter trabalho algum... Bem no fundo, me dizia que toda aquela história de Busca era desnecessária, inútil. Tudo que eu tinha a fazer era relaxar... A vida por si só se encarregaria de me levar ao Caminho que eu tanto procurava... Tudo era permitido, não havia nenhuma necessidade de observância de regras morais de nenhuma espécie, nem disciplina alguma...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas algo estava errado... Se o Caminho é assim tão fácil, tão natural, se ele se abre espontaneamente pra todas as pessoas, e a realização é o destino inevitável do homem, então por que há tanta infelicidade no mundo? E principalmente por que, &lt;strong&gt;por que&lt;/strong&gt; quando eu me colocava só e em silêncio, alguma coisa dentro de mim gritava que havia muito a ser feito ainda, que nada é fácil e que o meu tempo estava se esgotando e não havia mais tempo a ser perdido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, as palavras saíram de minha boca, quase que contra a minha vontade: “&lt;em&gt;Eu tenho algo a fazer, mas não sei o que é! Eu não encontrei ainda o meu caminho, não sei o que vim fazer aqui, e o meu tempo está se esgotando!&lt;/em&gt;..” – Falei isso pro meu amigo Cleber Rocha (se algum dia vier a ler isso, um salve pra você, querido!), uma das (muito) raras pessoas pra quem eu ousei abrir essas minhas intimidades, em toda minha vida. Ele me respondeu: "&lt;em&gt;Mas o que mais você poderia fazer, afinal?&lt;/em&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa pergunta ressoou em meus ouvidos por muito tempo... Na hora da meditação, quando a agitação dos pensamentos se acalmava, ela surgia, desafiadora: “&lt;em&gt;O que eu tenho que fazer?&lt;/em&gt;”... Já me pegava considerando a possibilidade de desistir de tudo. Toda uma vida buscando repostas, agora já me encontrava além da casa dos trinta, e mesmo assim nunca tinha sentido nem sombra das certezas que eu tanto desejava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que muitos me consideram maluco, por ter me atirado assim, de corpo e alma, tantas vezes abrindo mão dos prazeres desta vida, em prol de buscar algo que, em última análise, eu nem mesmo sabia se existia. Mas, ao menos vocês, amigos aqui do blog, tentem entender: Este era eu! Este sempre fui eu! Se não podia enxergar qual caminho seguir, ao menos uma coisa eu sabia: Devia continuar. Tive minhas fases de desânimo, e a que estou contando agora foi uma das piores, mas a certeza de que a Busca não seria inútil nunca me abandonou. Está em mim querer encontrar o que há além, o que não pode ser visto do lugar onde nos encontramos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez eu disse que, se um dia eu viesse a perder completamente a minha fé na existência de uma Realidade maior, eu me atiraria de cima do edifício mais alto que eu pudesse encontrar. Assim, ao menos poderia realizar o sonho de voar, ainda que por alguns segundos, antes de me despedir deste mundo insano. Isso faz parte da minha natureza, eu fui feito assim. Acreditar que a vida é apenas &lt;em&gt;isso&lt;/em&gt;, que não passamos de sacos de carne e sangue, desfilando nossas insanidades por aí, significaria para mim o pior dos tormentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa época, logo que fui morar com Hana, havíamos transformado nossa casa numa espécie de templo hindu, com referências budistas e cristãs. Num dos cômodos da nossa casa, retiramos todos os móveis, colocamos um tapete no chão e muitas almofadas espalhadas. No centro, montei um cavalete com um quadro com uma imagem de Jesus místico, e na parede um belo retrato de Krishna sobre uma flor de lótus. Num pequeno altar que montamos, fixo no outro canto da sala, dia e noite queimávamos pequenas velas e incenso suave. A idéia era temos um lugar em nossa casa para nos sentirmos em paz, para meditar e/ou orar. Ficou muito bonito...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa fase, em que andava atormentado pelas questões fundamentais da minha vida mais do que nunca, chegou um dia em que me recolhi para uma oração, e depois permaneci por um longo tempo em meditação profunda, esperando por respostas. E pedi, falando mais ou menos assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Onde está a Verdade? Por que não consigo encontrá-la? Já tive em minha vida todas as provas de que precisava para saber que não estou me iludindo, ao persistir na Busca. Mais importante, eu &lt;strong&gt;sinto&lt;/strong&gt; isso em cada fibra do meu ser, em cada uma das micro-partículas que compõem o meu corpo! Eu sei disso plenamente, no mais profundo do meu espírito, seja lá o que signifique ‘espírito’... Mas eu não sei, agora, o que devo fazer. Não sei que direção devo tomar, nessa Busca que parece não ter fim... Não sei mais o que fazer para encontrá-Lo, meu DEUS! Conheci muitos lugares, muitos mestres, muitos caminhos e muitos erros... O entendimento que me deste me ajudou a discernir muitas coisas, me permitiu ver o engano em diversas partes, mas ainda não posso ver o Teu real Caminho&lt;/em&gt;...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De olhos fechados permaneci ali, prostrado em cima daquele tapete, diante das imagens de Jesus e Krishna, por um longo tempo. "Olhava" com intensidade para dentro de mim mesmo, procurando angustiadamente por um sinal, uma resposta para as minhas dúvidas. “&lt;em&gt;O que eu devo fazer? Qual é o meu caminho?&lt;/em&gt;”...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente me levantei e me retirei. Era uma tarde de sábado. Na sala vizinha, sentei no sofá e liguei a TV. Estava um pouco frustrado porque nada havia acontecido, nenhuma resposta havia surgido na minha mente, como muitas vezes me acontece após as sessões de meditação. E aí... &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não haviam se passado ainda 5 minutos, quando ouvi o ruído de alguma coisa caindo, e algo como vidro se quebrando, na “sala de meditação”! Hana não estava em casa, eu estava sozinho. Nessa época, eu não tinha nenhum animal de estimação, que pudesse provocar algum ruído no outro cômodo. Desliguei a TV e apurei a audição: Tudo quieto. Pensei em esquecer e voltar a ligar a TV, mas algo me dizia: “&lt;em&gt;Vá ver&lt;/em&gt;...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantei do sofá e voltei para a sala de meditação. E devo ter ficado pálido:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cavalete com o quadro da imagem representando Jesus havia caído, tombando para o lado, e parou apoiado na parede. Acontece que o quadro de Jesus, ao cair para o lado, bateu exatamente em cima do retrato de Krishna, derrubando-o. Este caiu e se desfez no chão, em vários pedaços. Não só o vidro se espatifou como também a bonita moldura dourada havia se quebrado em muitas partes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei estático. Seria minha resposta chegando, mais claramentede do que eu jamais poderia sequer imaginar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/4174/2755/1600/888076/luz-do-Sol.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/4174/2755/400/905646/luz-do-Sol.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mas o que aconteceu, afinal? &lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Segue a minha análise, tão fria quanto possível:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Eu estava sozinho em casa, estava no outro cômodo e as portas estavam trancadas, portanto, não existe a menor possibilidade de alguém ter derrubado o cavalete com a moldura de Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Naquela sala, que eu usava para fazer meditação, não passava nenhuma corrente de ar, que pudesse ter derrubado o cavalete com a pesada moldura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. O cavalete onde o quadro de Jesus estava colocado era bastante firme, pesado e seguro. Além disso, a moldura do quadro era de madeira maciça bastante grossa, revestida de metal, além do vidro de proteção, um conjunto também pesado. Portanto, posso dizer que nunca, jamais, essa estrutura iria cair apenas pela ação do vento ou algo do tipo (isso se houvesse vento no local, o que, como já expliquei, não era o caso).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Pra quem não sabe, eu sou artista plástico, pinto telas e às vezes fabrico minhas próprias molduras. Sei que elas são fortes. Mas todo o quadro com a imagem de Krishna, a base, a moldura e o vidro, se quebraram de uma maneira que não poderia mais ser consertado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de recolocar o cavalete com o quadro de Jesus na posição normal, fiquei parado por um tempo, com o que restara do quadro de Krishna na mão, tentando compreender o que havia acontecido, tentando racionalizar, &lt;strong&gt;mas não havia como explicar aquilo de um modo racional!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então era isso? O Caminho definitivo a ser seguido era mesmo Jesus? será que chegava a hora de abandonar as minhas influências hindus?..&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326372-116854701523995922?l=sounada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/116854701523995922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/116854701523995922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sounada.blogspot.com/2007/01/sinais.html' title='Sinais'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12422440324898666553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/0237outros-messbrasil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326372.post-116838931379237276</id><published>2007-01-09T22:23:00.000-02:00</published><updated>2007-01-10T00:35:12.413-02:00</updated><title type='text'>Outro recomeço, outra tentativa... - conclusão</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/4174/2755/1600/590287/foto14.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/4174/2755/400/483901/foto14.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/4174/2755/1600/431686/close040.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666600;"&gt;O homem&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; que se chama Sathya Narayana Raju, ou simplesmente Sai Baba, é uma figura extremamente controversa, para os que se dedicam a estudar espiritualidade, disso não resta a menor dúvida. Muitos o consideram como um grande sábio ou santo. Outros ainda acreditam piamente que ele seja de fato uma encarnação divina, um Avatar (na verdade um Purnavatar&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;**&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;) comparável ao que representa Krishna para o hinduísmo ou Jesus para o cristianismo, encarnado na Terra para reconduzir a humanidade ao caminho correto. Mas também não faltam aqueles que o vêem como um charlatão, que usa truques de salão para ludibriar os ingênuos.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;**&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Haveriam dois tipos de avatares: Os 'Amshavatares' e os 'Purnavatares'. Amshavatares seríamos todos nós, seres humanos que não deixam de ser, de certo modo, encarnações divinas(parcialmente), porém ainda presos às ilusões de Maya, vivendo vidas mundanas e escravos de apegos e vícios. Os Purnavatares seriam os que já transcenderam as ilusões mundanas, manifestando sua divindade para o mundo. Estes últimos estão completamente livres das dificuldades e limitações do mundo físico. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não há como negar que as palavras de Sai Baba nos trazem grande conforto e são imbuídas de grande sabedoria e beleza, como se pode observar nos exemplos que eu transcrevo abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="color:#666600;"&gt;&lt;em&gt;O amor não age com interesses; o egoísmo é falta de amor. Amor vive de dar e perdoar e o egoísmo vive de tomar e esquecer&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="color:#666600;"&gt;&lt;em&gt;Deixem que existam diferentes religiões, deixem que floresçam, deixem que a glória Divina seja louvada em todos os idiomas do mundo. Respeitem as diferenças entre religiões e reconheçam-nas como válidas, sempre que estas diferenças não tratem de extinguir a chama da irmandade do homem e a paternidade de Deus&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="color:#666600;"&gt;&lt;em&gt;A verdadeira finalidade da educação é a formação do caráter&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“&lt;span style="color:#666600;"&gt;&lt;em&gt;A alma nasce neste mundo e viaja através dos reinos da experiência sensorial para adquirir a consciência de Deus&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“&lt;span style="color:#666600;"&gt;&lt;em&gt;Sejam seu próprio Guru, seu próprio mestre, a lâmpada existe dentro de vocês mesmos. Acendam-na e prossigam sem temor&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Toda a história da sua vida, &lt;strong&gt;como contada por seus devotos&lt;/strong&gt;, está repleta de acontecimentos misteriosos e sobrenaturais. Conta-se que já o seu nascimento foi precedido por fatos extraordinários: Quando sua mãe estava para lhe dar à luz, ouviu uma música maravilhosa, “não produzida por mãos humanas”. Depois que ele nasceu, sua mãe encontrou uma serpente em seu berço, sendo que a serpente para os hindus é um símbolo da divindade. Desde pequeno, mesmo a sua família sendo carnívora, ele, por conta própria, tornou-se vegetariano. Ainda criança, começou a demonstrar grande amor ao próximo e piedade para com os menos afortunados; vivia trazendo mendigos das ruas para se alimentarem na sua casa. Ainda durante sua infância, afirmava que era acompanhado por um misterioso "espírito amigo", que estava sempre com ele, o alimentava e ajudava em tudo. Ele organizava cultos de adoração na escola onde estudava, reunindo seus colegas em frente a uma imagem divina, sendo que depois desses rituais distribuía a todos o Prasada (alimento abençoado) que tirava, inexplicavelmente, de uma bolsa vazia que sempre levava pendurada no pescoço. Seeeerá??&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Aos 14 anos foi picado por um escorpião. Ficou dois dias inconsciente, e quando acordou, começou a comportar-se de maneira estranha. Um feiticeiro foi chamado, e submeteu o garoto aos mais dolorosos processos pra tirar espíritos. Os pais então desistiram de tentar "curá-lo", e após algum tempo ele manifestou o seu real potencial, passando a apresentar-se como Sai Baba. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Interessante observar também que o profeta Maomé, num de seus discursos (intitulado ‘O Oceano de Luz’), previu a chegada de um grande “Mestre Prometido”, cujas descrições combinam bastante bem com Sai Baba: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;Seus cabelos serão espessos, sua fronte será alta e côncava, seu nariz será pequeno com uma ligeira curva, seus dentes da frente serão abertos entre si, não terá barba, mas estará sempre perfeitamente barbeado, terá um sinal lunar na face esquerda, sua vestimenta terá a cor do fogo e usará sempre duas, uma sobre a outra (Sathya Sai Baba usa sempre o "dothi" sob Sua túnica de cor laranja). A cor de seu rosto mudará com freqüência e será luzidia como o bronze, amarela como o ouro, radiante como a lua. Seu corpo será pequeno e Seu ventre será mais evidente com o passar dos anos. Todos os ensinamentos das religiões do mundo estarão em Sua mente e em Seu coração, desde o nascimento. Todas as coisas pedidas a Deus por Seus devotos, o Mestre do mundo as concederá. Todos os tesouros do mundo estarão a Seus pés. Ele presenteará com objetos que terão a forma da luz. Seus devotos se reunirão debaixo de uma árvore. Ele se aproximará de Seus devotos colocando Sua mão sobre a cabeça de cada um deles e, poder vê-Lo, os fará bastante felizes. Ele sairá desta Terra aos 95 anos&lt;/em&gt;". &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Como se não bastasse, Maomé ainda previu que esse grande mestre viveria sobre uma pequena colina. E previu também que, para que as pessoas não se deixassem enganar, ele faria sair objetos de Suas mãos. - Só pra constar: O Ashram, em Puttaparthi, onde Sai Baba vive, se situa sobre uma pequena colina. Quanto aos objetos saindo das mãos, bem, isto é uma das coisas que Sai Baba mais fez (e faz) durante sua vida, e é também o principal motivo de controvérsia entre os que acreditam nele e os que não... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A principal e mais freqüente materialização realizada por Sai Baba, considerada por devotos e até por alguns pesquisadores como “milagrosa”, é a da “cinza sagrada” chamada “vibhuti”, que supostamente sai de suas mãos nuas, inexplicavelmente. Em diversas ocasiões, como em certos eventos e festas espirituais da Índia, esse material chega mesmo a “jorrar” de suas mãos, como torrentes de água saltando de uma cascata (apesar de que, nesses casos, sempre é colocado um jarro sobre suas mãos, o que impede uma completa visão do fenômeno...). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Além do caso que eu contei no post anterior, o da suposta cura de um câncer maligno por intermédio direto do Sai Baba (que eu pretendo investigar pessoalmente), existem inúúúúmeros casos de acontecimentos inexplicáveis envolvendo seu nome. Se eu resolvesse relatar esses casos aqui, acho que iria precisar de uns cem posts. Pra quem tiver maior interesse no assunto, uma breve pesquisa no Google será mais do que suficiente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No site “&lt;em&gt;Saindo da Matrix&lt;/em&gt;”, Acid Zero descreve dois casos bem interessantes: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Lá em Campina Grande soube de duas histórias de pessoas que foram visitar Sai Baba. A primeira é a de um bebê que gostava de ingerir o Vibhuti. Diariamente ela comia um pouquinho. Hoje ela já é adulta e permanece a mesma quantidade de cinzas no potinho (?). A segunda é mais perturbadora: Em uma excursão que saiu do Brasil, um dos integrantes perdeu seu relógio de ouro inglês. Óbvio que ele ficou P da vida e nem teve ânimo pra ficar junto das outras pessoas que foram ver de perto Sai Baba. Só que, no meio daquele concorrido evento, Sai Baba pede pra falar exatamente com o cara. Surpreso, ele vai até lá e Sai Baba lhe pergunta se ele perdeu o relógio. A pessoa diz que sim, e Baba retira do manto um relógio igualzinho, só que novo. O cara, incrédulo (e desconfiado) diz que não pode aceitar, pois não poderia passar pela alfândega do aeroporto sem a nota desse relógio. Então Sai Baba retira do manto uma nota fiscal de uma loja inglesa. Ainda mais desconfiado, o cara resolve, no outro dia, ir para a Inglaterra, atrás dessa loja. Ela de fato existia, e ao ser questionado sobre a venda do relógio, o vendedor disse que ontem (na mesma hora em que o rapaz estava falando com Sai Baba) veio um homem esquisito, do cabelo grande, comprar o relógio. E que quando saiu, parou e voltou para pedir a nota fiscal&lt;/em&gt;”. - &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fonte: “&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2005/04/sai_baba.html" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Saindo da Matrix&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;”&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Claro que essas histórias todas são extremamente difíceis de se comprovar, e aqui eu prefiro citar um ditado que minha mãe costumava dizer: “&lt;em&gt;O que dizem eu não afirmo!&lt;/em&gt;”. Ou seja, eu realmente acho que nesses casos um pouquinho (ou muito) de “pé atrás” é sempre bom. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu já tinha ouvido falar muito de Sai Baba, é claro, muito antes de Hana aparecer na minha vida, cantando seus mantras e contando a história da sua ex-professora. Mas, como tudo acontece no momento devido (eu realmente acredito nisso), foi a partir daí que eu resolvi me dedicar a estudar o assunto mais profundamente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Conhecemos (eu e Hana) o templo da &lt;a href="http://www.sathyasai.org.br/" target="_blank"&gt;Organização Sathya Sai&lt;/a&gt; em São Paulo, que fica no bairro Santa Cecília, na rua Jesuíno Paschoal. Lá, encontrei pessoas um tanto quanto bem intencionadas, e embora eu não seja místico, acho que posso dizer que senti uma energia muito boa ali. A responsável pelo local, Sra. Regina, nos recebeu e apresentou aos devotos brasileiros residentes em São Paulo. Me chamou bastante a atenção o fato de que um dos freqüentadores, rapaz muito novo, dos seus 17 anos, que dizia sonhar com Sai Baba todas as noites, mesmo sendo louro, usava o cabelo (um tanto quanto peculiar) igual ao do seu mestre: Enorme, despenteado e muito armado, uma das principais características de Sai Baba. A Sra. Regina ainda nos mostrou um quadro que fica na parede principal, representando aquela que seria a encarnação anterior de Sai Baba, sendo que a parte interna do vidro que recobre o retrato, encontrava-se com uma parte completamente tomada por um estranho material cinzento, semelhante a uma espécie de cinza, que ela dizia se tratar de vibuthi, materializado ali milagrosamente. Nesse local os devotos se reúnem, trocam idéias e impressões, compartilham experiências e aprendem sobre a vida, obra e ensinamentos do seu guru. Observação: Sai Baba não se refere a Deus na 3ª pessoa. Ele não diz "&lt;em&gt;Deus é&lt;/em&gt;...". Ele diz "&lt;em&gt;Eu sou&lt;/em&gt;...".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o fator mais decisivo na formação da minha opinião pessoal a respeito de Sai Baba, foi ter assistido a uma palestra do profº Nelson Marchetti, na “&lt;a href="http://www.casadebruxa.com.br/" target="_blank"&gt;Universidade Livre Holística Casa de Bruxa&lt;/a&gt;”, (cidade de Santo André) sobre o tema. Nesta palestra foi contada toda a história da vida de Sai Baba, desde antes do seu nascimento, além de diversos casos de “milagres” realizados por ele, muitos deles envolvendo brasileiros. Foram passados diversos vídeos de alguns desses milagres, além de informações detalhadas a respeito das &lt;a href="http://www.valoreshumanos.org/saibaba.asp" target="_blank"&gt;obras assistenciais&lt;/a&gt; de Sai Baba, em especial as Universidades (isso mesmo!) e obras de saneamento que ele mantém em diversas partes carentes da Índia, África e outros países em desenvolvimento. Todos os participantes dessa palestra receberam o vibuthi, inclusive um pequeno pacote cheio da “cinza sagrada” pra levar pra casa. Eu, claro, cheirei e provei o material, que me pareceu muito parecido com pó de incenso queimado, com um leve perfume, e o gosto era de cinza, mesmo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas, sem dúvida, havia um problema: No meio do caminho havia uma pedra. Eu disse que assistir a essa palestra foi decisivo na formação da minha opinião a respeito de Sai Baba, e agora vou explicar porque... &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi nessa ocasião que primeiro pude assistir a um dos vídeos de um dos supostos “milagres” de Sai Baba. E agora eu preciso contar uma coisa pra vocês, que ainda não sabem sobre mim: Eu já trabalhei como assistente de mágico... Alguém já ouviu falar em &lt;a href="http://www.magico.hpgvip.ig.com.br/website.htm" target="_blank"&gt;Marco o Mágico&lt;/a&gt;?” – pois é, o cara até que é bom, já andou se apresentando em programas como Ana Maria Braga, Gugu e outros do tipo. Ele é um mágico profissional, ou, como prefere ser chamado, um “ilusionista”. E eu, num dos meus muitos períodos de desemprego, me prontifiquei a trabalhar com o cara, auxiliando-o nos shows que faz em buffets, empresas, escolas, condomínios, churrascarias... Meio "micão" mesmo, aquela coisa de ficar todo vestido de preto, fazendo cara de paisagem atrás do mágico, ajudando a guardar os aparatos e disfarçar a atenção da galera na hora de esconder os truques, e coisas do tipo... Nos shows mais elaborados, como os que ele fazia (e faz) em empresas grandes, eu também cuidava da parte de iluminação e sonoplastia. E daí? Bem, já dá pra imaginar. Baseado nos meus conhecimentos em ilusionismo, posso afirmar que boa parte dos supostos “milagres” de Sai Baba são &lt;strong&gt;de fato&lt;/strong&gt; truques de salão. O vídeo em que ele “vomita” um lingam (jóia em formato oval) de ouro, que cai num pano branco que ele tem nas mãos, por exemplo. Pra mim é muito claro que aquilo é um truque de salão muito simples. Basta observar que ele leva o pano à boca, e quando o retira, o ovo já apareceu. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Estou deixando &lt;a href="http://video.google.com/videosearch?q=sai+baba+exposed" target="_blank"&gt;aqui o link de alguns vídeos&lt;/a&gt; que comprovam o que estou falando, pra que não me chamem de caluniador. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Abaixo, o vídeo que mostra claramente que não há nenhuma "materialização milagrosa" de vibuthi, surgindo “do nada” nas mãos de Sai Baba, mas sim uma pequena cápsula contendo o pó, que depois de quebrado entre seus dedos, é distribuído entre os crédulos seguidores, que o saúdam de mãos postas... Cliquem para ver em tamanho ampliado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;embed src="http://youtube.com/v/uViE3_oXOoA" width="425" height="350" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;Vlad, você deve estar se divertindo... Observem bem, no final do vídeo, a pequena cápsula contendo o pó compactado, que ele desfaz entre os dedos e depois despeja sobre as mãos de algumas pessoas, fazendo parecer que fora por ele materializada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, na verdade acho que fiquei um pouco decepcionado ao constatar a realidade de que Sai Baba, ao menos no que diz respeito aos seus alegados milagres, não passa de um picareta. Essa constatação aconteceu há quase seis anos, e Hana até hoje prefere não comentar nada sobre o assunto... Imagino que pra ela tenha sido ainda mais triste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, quanto a mim, eu continuava buscando a Verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/4174/2755/1600/431686/close040.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 5px 2px 0px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/4174/2755/400/317962/close040.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Sabem aquela cena do filme “The Matrix” em que o personagem Cypher pede ao agente Smith para voltar à Matrix, mesmo sabendo que ela é apenas uma grande ilusão criada por computador, porque prefere viver na agradável tranqüilidade da ignorância do que encarar a dureza da realidade? Pois é. Eu vejo, todos os dias, que essa é a escolha de muitos. E vejo também que nunca será a &lt;strong&gt;minha&lt;/strong&gt; escolha. Qualquer coisa menor que a Verdade é insuficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"&lt;em&gt;Encontrareis a Verdade, e a Verdade vos libertará"&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. (João, 8:32)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas ela, a Verdade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326372-116838931379237276?l=sounada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/116838931379237276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/116838931379237276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sounada.blogspot.com/2007/01/outro-recomeo-outra-tentativa-concluso.html' title='Outro recomeço, outra tentativa... - conclusão'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12422440324898666553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/0237outros-messbrasil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326372.post-116795602285623162</id><published>2007-01-04T22:05:00.000-02:00</published><updated>2007-01-04T22:43:32.693-02:00</updated><title type='text'>Outro recomeço, outra tentativa...</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6514/3707/1024/370641/cruzada04.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6514/3707/400/195278/cruzada04.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666600;"&gt;De volta&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; à estrada, mas agora não mais sozinho. Agora eu tinha Hana do meu lado, algo muito importante pra mim. Ela me apareceu num momento em que eu já começava a acreditar que seria um solitário por toda minha vida. Perguntava-me se isso acontecia como uma espécie de “efeito colateral” por ser um buscador tão ávido. Depois de tanto me decepcionar com o ser humano e me desencantar com a falta de seriedade das (poucas) pessoas que conheci que se aventuravam nos mesmos caminhos que eu, honestamente já não contava mais com um encontro com o que chamam de “alma gêmea”. E embora eu quisesse e tivesse pedido muito por ela, já não tinha muitas esperanças de encontrá-la. Foi exatamente aí que ela surgiu na minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é uma história muito interessante, o modo como as coisas aconteceram entre nós, a maneira como tudo parecia conspirar em nosso favor... Nossa história está repleta de acontecimentos interessantes, uma interligação sem fim de conjunturas e coincidências que nos levaram a ficar juntos. Imagino que vocês gostariam de saber, e eu também gostaria de contar, mas isso vai ficar pra uma outra vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que nós éramos iguais em quase tudo. Não aquele igual chato, aquele relacionamento do tipo em que um só concorda com o outro o tempo todo. Tínhamos discordâncias e também nos desentendíamos, às vezes. Mas os nossos interesses e objetivos eram muito parecidos. Nosso jeito de encarar a vida, o mundo e as pessoas era muito igual. Hana demonstrava ter certas qualidades que eu um dia também tivera, mas que havia perdido ao longo do caminho. Ela me lembrava de coisas muito importantes que eu tinha esquecido. Depois de três meses de namoro, resolvemos e fomos morar juntos (e assim estamos até hoje, cinco anos e nove meses depois, cada vez mais felizes).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabem aquela velha história, “os opostos se atraem”? Na física pode ser, e na verdade nos relacionamentos eu sei que isso também acontece. Só tem um porém, atração é uma coisa, convivência é outra, muito diferente. Passei toda minha vida me relacionando com “opostos”, e posso dizer que já cumpri a minha cota de viver em “inferno astral”. Quando finalmente encontrei alguém que gostava das mesmas coisas que eu e que seguia uma mesma escala de valores, finalmente descobri o que significa felicidade num relacionamento. Posso dizer que isso existe e é possível. Ao menos foi assim comigo. Acho que é uma questão de escolha… Mas enfim, esse post não é sobre relacionamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hana vivia cantando um mantra específico, em sânscrito. Era um mantra suave e melódico, muito agradável de ouvir. Ela sabia a recitação completa, que era bastante longa e complicada. Um dia perguntei onde tinha aprendido e ela me disse que esse mantra era de autoria de um mestre que era para ela muito querido. Ela me disse também que sua antiga professora de expressão corporal, chamada Lídia Zózimo, havia sido curada de um câncer maligno no estômago, em estágio avançado, por este grande “homem santo” da Índia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa tal professora Lídia, que eu não cheguei (ainda) a conhecer, segundo Hana vinha se submetendo há meses a tratamento quimioterápico, sem resultados. O câncer no estômago se alastrava para outros órgão internos, e ela encontrava-se já com seus dias contados. Foi aí que resolveu se desfazer de boa parte de tudo que tinha para angariar fundos para uma viagem à Índia, e para morar e se sustentar lá por alguns meses. Mística como ela só, seu objetivo era pedir ajuda ao “grande avatar”: O autor daquele mantra, do qual Hana tanto gostava. E assim ela fez. Conheceu pessoalmente esse famoso mestre e guru, considerado por milhões de pessoas ao redor do mundo como uma encarnação divina. Foi por ele recebida, conviveu com ele por um período, e... Por ele foi curada, completamente, do seu câncer maligno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até dois anos depois dessa experiência, período em que minha esposa concluiu o curso de teatro e as duas perderam contato, nenhum sinal de retorno da doença. Lídia possui e apresenta, como um troféu, exames da doença, datados de antes e depois do seu encontro com o grande mestre. Antes: completamente desenganada pela medicina, o único conselho dos médicos era para que tentasse aproveitar o resto do tempo que tinha da melhor maneira que pudesse. Comprovadamente. Depois: 100% curada. Comprovadamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse exato instante estou movendo esforços para tentar localizar essa moça. Na verdade, eu já tinha esquecido essa história, e só agora que resolvi contá-la aqui no Arte das artes, minha curiosidade foi novemente aguçada. Quero muito entrevistá-la pessoalmente. Na verdade, esta é uma idéia antiga, mas devido às dificuldades eu acabei me esquecendo. Pra complicar ainda mais, "Lídia Zózimo" é um nome fictício. Coisas de uma professora de expressão corporal que dá aulas para alunos de teatro. Mas agora surgiu uma nova esperança: Recentemente, através do encontro de Hana com uma amiga antiga, surgiram notícias da antiga professora. E uma pista quente para encontrá-la. Estarei indo ao seu encontro em breve, e as minhas impressões, podem contar que vou divulgar por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas afinal, quem é esse grande guru e mestre, que cura doentes terminais e que supostamente é capaz de realizar inúmeros e incríveis milagres? O nome é &lt;a href="http://www.sathyasai.org.br/" target="_blank"&gt;Sai Baba&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326372-116795602285623162?l=sounada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/116795602285623162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/116795602285623162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sounada.blogspot.com/2007/01/outro-recomeo-outra-tentativa.html' title='Outro recomeço, outra tentativa...'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12422440324898666553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/0237outros-messbrasil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326372.post-116775113259082027</id><published>2007-01-02T13:12:00.000-02:00</published><updated>2007-01-02T13:48:25.133-02:00</updated><title type='text'>Fim do grupo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666600;"&gt;Aos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; poucos eu e Hana íamos nos afastando do nosso grupo de estudos e vivências, o “Satsanga Guruji”. As diferentes maneiras dos membros interpretarem a espiritualidade começavam a se tornar diferentes demais, se é que me entendem. E as escolhas de caminhos diferentes, obviamente, nos levavam a lugares diferentes. Pouco a pouco, começamos (eu e Hana) a nos afastar. Comecei a me ausentar das reuniões, e Hana começava a preferir ficar comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beatriz gostava de estudar, ler, pesquisar, fazer cursos. Ela tinha grande interesse em aprender novidades, técnicas para “sair do corpo” ou conseguir poderes sobrenaturais. Mas não me parecia preocupada em encontrar a Verdade ou praticar o Amor ao próximo no seu dia-a-dia - E esta era a única prática que eu, pessoalmente, tinha constatado como realmente útil na Busca. Pouco a pouco eu me tornava cético com relação às suas reais intenções, mas a gota d’água veio no dia em que ela apareceu com um folheto de divulgação de uma “vivência” que seria realizada num hotel-fazenda caríssimo no interior de São Paulo, ministrada por um suposto “mestre swami”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa vivência, o “mestre” estaria ensinando suas “técnicas especiais para iluminação espiritual” a preços módicos. ;-) Algo em torno de R$ 800,00 por 2 dias de convivência com um autêntico “guru iluminado” indiano. Uma pechincha! Engraçado que na foto do panfleto dava pra ver que a figura tinha a pele super clara, usava uma barba meio ruiva e tinha olhos azuis de ator hollywoodiano. Na boa, a gente sabe que indiano de olhos azuis é uma coisa que simplesmente não existe... Ela fez questão de participar da tal vivência e voltou achando que tinha encontrado a Verdade. Mas quando percebeu que o restante do grupo não estava muito a fim de saber o que tinha aprendido por lá, se mostrou muito irritada. Acho que não tinha se iluminado o suficiente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roberto, como eu disse antes, era um praticante seríssimo do Yoga. Formado em ciência da computação e professor de educação física, abriu mão de uma carreira profissional e até dos confortos materiais para viver uma rotina de ascetismo digna de um monge. Observava rigorosos jejuns todos os meses, às vezes por mais de uma semana seguida(!) Acordava praticando Yoga e ia dormir praticando Yoga, desde a parte física postural e de limpeza corpórea até as práticas de meditação, passando por um rigoroso treinamento respiratório e etc. Ele realmente acreditava que poderia alcançar a felicidade e a realização através da prática sistemática do Yoga. Era o tipo do cara que nunca dizia “postura”, mas sim “ásana”, nem falava em processo respiratório, dizia sempre “pranayama”. Fazia questão de se expressar sempre usando os termos em sânscrito, sabia de cor os nomes originais de milhares de ásanas, conhecia profundamente todos os textos védicos e tinha os Yoga Sutras decorados do princípio ao fim... E se sentia infeliz na maior parte do tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez, no alto da cobertura do luxuoso apartamento de Beatriz (onde costumávamos nos encontrar), logo após uma sessão de meditação, ele se aproximou de mim e perguntou: “Qual é o seu segredo, Henrique? Pelas coisas que me conta eu percebo que você está mais adiantado do que eu, embora eu saiba que eu pratico mais do que você. Não entendo...” – Bem, eu nunca tinha encontrado, até então, oportunidade para lhe falar sobre essas coisas profundas. Embora nos conhecêssemos e convivêssemos já há algum tempo, nossa relação de amigos nunca tinha ido além de conversas superficiais sobre a parte puramente técnica do Yoga e filosofias orientais, e a troca esporádica de livros sobre esses mesmos temas. Isso acontecia porque Roberto fazia a linha “professor”, um cara que já sabe tudo e mais um pouco sobre os assuntos que lhe interessam. Sabe aquela pessoa pra qual você tem receio de tentar dar uns toques, ensinar alguma coisa, porque parece que, subliminarmente, ela está sempre dizendo: “Eu já sei tudo que preciso saber. Eu sei mais até do que você, então, o que você poderia me ensinar?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é... Beatriz se deslumbrava com essa postura dele, do grande sábio, mas para mim parecia que estava fazendo tudo errado. Pra falar a minha opinião sobre ele de um jeito bem resumido, eu diria que a sua atitude se parecia com a de alguém que valoriza mais o papel do que a bala, sabe como é? O tempo todo preocupado em aprender o jeito certo de se pronunciar as palavras, a posição correta em que o dedo mindinho deve ficar na hora das práticas posturais... Mas, da mesma maneira que nossa amiga Beatriz, que ensinava sua filha de 5 anos a se curvar diante de estatuetas de deuses hindus, nada de pensar no mais simples: o Amor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas então, Roberto me perguntava qual era o meu segredo. E eu imagino que vocês já saibam qual foi a minha resposta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu sinto e cultivo o Amor, dentro de mim. E tento praticar esse Amor. Só isso! Não acho que o Yoga seja um fim em si mesmo. Eu o vejo como apenas um meio para chegar onde quero. Quando pratico, me concentro apenas em elevar meus pensamentos. Concentro todas as minhas energias em DEUS, e dissolvo todas as minhas expectativas e preconceitos num sentimento de Amor fraternal por todos os seres e todas as coisas...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele me olhou com uma expressão de absoluta surpresa, por um longo instante. Depois de uma pausa, respondeu com um “Ahh...” pensativo. Ficou por um bom tempo sem falar nada, refletindo no que eu acabara de dizer. Depois de um longo tempo soltou um profundo suspiro, e finalmente me respondeu: “Eu nunca tinha pensado por esse lado...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 10px 0px 1px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6514/3707/1024/976927/solidao-na-neve.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Fiquei estupefato tentando imaginar como um homem tão culto, que estudava Yoga há tantos anos e o praticava tão seriamente podia não ter idéia do que eu estava dizendo! Então era isso!! Ele sabia tudo de práticas físicas, respiratórias, conhecia o sânscrito e a história da Índia profundamente. Sabia de cor os Yoga sutras e a biografia completa de diversos “grandes mestres”. Praticava ascetismo nas 24 horas do seu dia, mas... não sabia amar! Acho que naquele dia eu o ajudei muito mais do que jamais poderia imaginar, apenas com uma palavra. A minha preferida: Amor. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326372-116775113259082027?l=sounada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/116775113259082027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/116775113259082027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sounada.blogspot.com/2007/01/fim-do-grupo.html' title='Fim do grupo'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12422440324898666553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/0237outros-messbrasil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326372.post-116647048572350617</id><published>2006-12-18T16:59:00.000-02:00</published><updated>2006-12-18T18:25:24.390-02:00</updated><title type='text'>Sexo e espiritualidade - conclusão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666600;"&gt;&lt;strong&gt;Mais&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; uma vez eu vivi o privilégio de comprovar, por mim e para mim, que realmente há mais na vida do que a rotina massacrante do dia-a-dia, a que infelizmente acabamos nos acostumando. Creio firmemente que somos assistidos, guiados. Creio numa Força maior, que trabalha constantemente a nosso favor, e que podemos encontrar nossas respostas e soluções, se procurarmos com verdade e discernimento. “&lt;span style="color:#666600;"&gt;Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei e abrir-se-vos-á; porque todos os que pedem, recebem; os que buscam, acham; e a quem bate, se abre&lt;/span&gt;.” (Mateus 7:7-11). Continue a leitura e entenda porquê...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme descrito no post anterior, eu vivia um angustiante dilema interior sobre o papel do sexo na vida do buscador. Eu tinha a espiritualidade como prioridade na minha vida, mas mesmo assim, sou um ser humano comum, feito de carne e osso. Entenda-se que para mim, espiritualidade nunca foi sinônimo de alienação, de me desligar da realidade concreta das coisas. Espiritualidade para mim nunca significou pseudo-misticismo, bitolação... Na verdade, eu nunca fui do tipo que acredita em duendes :P...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde muito cedo percebi também que espiritualidade é uma coisa distinta de religião, embora na maioria das vezes as duas andem juntas. De um certo ponto de vista, poderia dizer que as diferentes religiões são meios para conduzir o ser humano à espiritualidade. Encontrar essa espiritualidade, para mim, significava encontrar o significado da vida, desvendar os segredos do Universo (só isso), alcançar as respostas para as questões fundamentais, como “Por que estou aqui? Quem sou eu? De onde vim e para onde vou? Há um Deus? Quem é Ele e o que quer? E, porque eu deveria me preocupar em saber o que Ele quer?”. O sentido de tudo, enfim, e outras coisas parecidas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interessante notar que a Psicologia clássica, hoje, admite que o ser humano, além de um “animal racional”, como tradicionalmente classificado pela biologia, também é um “animal emocional” e um “animal espiritual”. Isso é assim desde a era das cavernas. Mesmo no período da história humana em que as prioridades absolutas eram proteger a própria pele dos inúmeros e imprevisíveis perigos, e correr atrás (literalmente) do alimento que garantiria a sobrevivência por mais um dia, o homem já tinha consciência da realidade do Transcendente. Objetos e desenhos dos períodos pré-históricos que remontam à época do surgimento do homem na Terra, há cerca de 3,5 milhões de anos, encontrados abundantemente em escavações arqueológicas, demonstram que o homem, nesses períodos primordiais, já praticava rituais em honra a um Poder/Energia superior, que ele acreditava existir acima dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas então lá estava eu, um homem com um dilema na cabeça, procurando por uma resposta. Muitas vezes as respostas para essas questões internas e íntimas, dúvidas que surgem na minha mente e me perturbam por algum tempo, acabam surgindo como que espontaneamente, afloram em meio aos meus pensamentos, quando menos espero. Outras vezes, aparecem com toda clareza após uma sessão de meditação. Mas dessa vez isso não estava acontecendo. E eu não entendia o porquê. Essa questão era, com certeza, fundamental para o desenvolvimento da minha busca. Não que eu estivesse pensando em me tornar celibatário ou coisa que o valha, mas, como já dito, eu atravessava uma fase prolongada de abstinência que me trazia muitos bons frutos. Eu estava muito feliz assim, e agora podia até entender, de um jeito inteiramente novo, a opção dos monges e seminaristas. Ficar sem sexo, pela primeira vez na minha vida, não me parecia um grande sacrifício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas qual o papel do sexo na vida de um buscador? Qual a sua importância, de que maneira devemos interagir/conviver com essa energia tão poderosa? De que maneira entender o sexo? Que tipo de valor ele têm? Será que deveria ser encarado apenas como meio de procriação, usado somente para “continuidade da espécie”? Ou eu deveria me liberar para curtir esse prazer à vontade, da maneira que bem quisesse, sem culpas ou medos?.. Estes eram os pensamentos de um cara chamado Henrique, há cerca de 7 anos, que não se conformava por não conseguir encontrar suas respostas tão esperadas. Então...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num finalzinho de tarde de uma sexta feira, eu estava na região central da cidade de São Paulo. Tinha ido buscar minha futura esposa no trabalho, mas cheguei cedo, então resolvi dar uma voltinha pelas ruas próximas ao edifício onde ela trabalha. Passei em frente à livraria “Temos Livros”, na Av. São João, 526. É uma livraria pequena mas charmosa, tradicional na região central da minha cidade. Naquele exato momento, eu não estava pensando em nada em especial. No instante em que entrei na livraria, o fiz apenas por hábito (eu não consigo passar em frente a uma boa livraria sem dar uma entradinha, pra conferir as novidades...). Comecei a olhar as prateleiras, despreocupadamente. &lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/4174/2755/1600/684103/livroyogananda.gif"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 10px 2px 0px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/4174/2755/400/577140/livroyogananda.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Antes que visse qualquer outra obra, um pequeno livro de capa vermelha, acomodado numa das prateleiras mais baixas, quase no nível do piso, me chamou a atenção: Olhei e vi que era de autoria do guru indiano pelo qual eu tinha um carinho especial, conforme já falei em &lt;a href="http://sounada.blogspot.com/2006/11/yogananda-avatar-do-amor.html#links" target="_blank"&gt;outros posts&lt;/a&gt;: Paramahansa Yogananda.&lt;br /&gt;Eu pego o livro, que eu ainda não conhecia, olho a arte da capa por um instante, e logo depois o abro. De primeira, abro na página 154, e imediatamente fixo meus olhos num dos seus últimos parágrafos. Bem, eu não vou falar mais nada. Meu relato de hoje termina aqui, e as conclusões deixarei a cargo dos meus possíveis leitores. Abaixo, a imagem da página em que eu abri o livro naquele dia, e a seguir, a transcrição do trecho que li, de pronto, como se a minha atenção tivesse sido atraída para ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/4174/2755/1600/808908/Onde%20existe%20Luz%20-%20Yogananda.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/4174/2755/400/178645/Onde%20existe%20Luz%20-%20Yogananda.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;Clique na imagem para ver maior. Sim, eu trouxe o livro pra casa. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“O sexo tem o seu lugar no relacionamento conjugal entre o homem e a mulher. Mas se ele se tornar o fator primordial desse relacionamento, o amor bate as asas e desaparece por completo. No seu lugar aparece então a possessividade, a familiaridade excessiva, os maus tratos, a perda da amizade e da compreensão. Embora a atração sexual seja uma das condições sob a qual nasce o amor, o sexo por si só não é o amor. O sexo e o amor estão tão afastados um do outro quanto o sol e a lua. &lt;strong&gt;Somente quando a qualidade transmutadora do verdadeiro amor é suprema na relação é que o sexo se torna um meio de exprimir o amor&lt;/strong&gt;. Aqueles que vivem demasiadamente no plano sexual se perdem e não são capazes de encontrar satisfação no relacionamento conjugal. Por meio do auto controle, no qual o sexo não é a emoção determinante, mas apenas incidental em relação ao amor, é que marido e mulher podem saber o que é o amor real. Neste mundo moderno, infelizmente, o amor é quase sempre destruído por causa da ênfase exagerada que se dá à experiência sexual”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Apenas uma pergunta: semelhanças entre este caso e&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://sounada.blogspot.com/2006/09/amor-reposta.html#links" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;o que descrevi aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;span style="color:#666666;"&gt;são mera coincidência? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326372-116647048572350617?l=sounada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/116647048572350617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/116647048572350617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sounada.blogspot.com/2006/12/sexo-e-espiritualidade-concluso.html' title='Sexo e espiritualidade - conclusão'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12422440324898666553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/0237outros-messbrasil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326372.post-116623143516953124</id><published>2006-12-15T23:08:00.000-02:00</published><updated>2006-12-16T11:33:18.770-02:00</updated><title type='text'>Sexo e espiritualidade</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6514/3707/1024/142531/morrigan2.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6514/3707/400/775166/morrigan2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666600;"&gt;Nesse&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; post, vou abordar uma questão delicada. Eu não me permito ao luxo, aqui, de esconder partes, separar o que deve e o que não deve ser compartilhado, caso contrário minha tarefa estaria incompleta. Permito que você entre no meu íntimo e fique a vontade para usar o que lhe puder ser útil, e descartar o que não tiver utilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exatamente nessa fase, quando eu participava do grupo que descrevi no post anterior, eu comecei a me "encanar" um pouco com a questão do sexo. Eu vinha de uma fase relativamente longa, já de alguns meses, em completa abstenção sexual, só me dedicando ao Yoga, ao estudo do sagrado e à meditação. Sou um cara espiritualizado, sempre fui, mas sou de carne e osso e vivo no Brasil. Embora eu considere que nunca tenha sido um “devasso” também nunca deixei de ter minhas namoradas e aventuras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas preciso ser sincero comigo e com todos aqui, e dizer que enquanto vivia esse período de abstenção, eu me sentia ótimo, ao contrário do que poderia até então supor. Eu me sentia mais lúcido, desperto... Sentia-me mais conectado com a minha intuição do que nunca. Eu tinha muitas pequenas “visões” que vinham a se realizar - coisas como sonhar com alguém que não via há anos, e encontrar esse alguém no dia seguinte, ou saber quem estava me ligando só de ouvir a campainha do telefone. Sim, essas coisas são comuns, acontecem com todo mundo, mas eu percebia que nessa fase tudo estava mais claro, muito mais forte, real, quase palpável. Eu tinha sonhos lúcidos, dos quais podia captar toques e dicas úteis, que acabava usando no meu dia-a-dia. As soluções para os meus problemas pareciam surgir espontaneamente em minha mente, como se eu estivesse mais conectado com o meu inconsciente (ou o inconsciente coletivo?) do que jamais estivera antes. Nas horas de meditação, então, eu parecia flutuar! Parecia-me que mais um pouco e sairia levitando pelo quarto. Nesse período tive outras experiências extremamente importantes, de foro íntimo, como aquela que descrevi no post “&lt;a href="http://sounada.blogspot.com/2006/10/samadhi.html#links" target="_blank"&gt;Samadhi&lt;/a&gt;”. E o sexo não me fazia falta! Algo para se estranhar, afinal eu era um homem jovem e saudável, habituado a uma vida sexual ativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E comecei a me questionar: Por que o sexo é tão importante em nossas mentes? Por que achamos que não pode haver prazer maior nesta vida? Por que o sexo, por vezes, nos torna obcecados? Por que amamos e adoramos todos os seus aspectos, inclusive (e por que não dizer principalmente) o que achamos mais "sujo", mais profano? Por que procuramos transcender a carne, justamente por meio da própria carne? Por que será que eu poderia perdoar a qualquer defeito, qualquer crime ou falha da minha amada, menos que ela seja ou mesmo tenha sido muito promíscua? Por que me é insuportável, no mais íntimo e sincero do meu ser, imaginá-la entregando-se a outros corpos? Por que associar símbolos sagrados ao ato sexual parece ser o pior tipo de blasfêmia que pode haver? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por que o sexo é mais importante para uns que para outros? Para alguns é irresistível, para outros é perfeitamente controlável, como o desejo de comer açúcar, por exemplo. E numa pessoa dotada de grande sensibilidade, o prazer que o sexo dá, por questões que não cabem agora, será com certeza tanto mais apaixonante. A importância que damos ao sexo, em última análise, depende de nós, e não do sexo em si, como se ele fosse uma "entidade" independente. Há patologias e registros de dependência sexual de todo tipo, na história da medicina... Dr. Freud que o diga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta opinião, de que não pode haver prazer maior nesta vida, com certeza será rebatida por muitos, especialmente os que se encontram já há muito tempo trilhando sendas espirituais. O prazer do sexo é subjetivo, como todos os prazeres carnais. Comer uma barra de chocolate, por exemplo, pode ser considerado um prazer incomensurável, sobretudo por um comedor compulsivo, e/ou viciado em açúcar. Esse mesmo prazer, no entanto, poderia ser analisado por outro indivíduo humano, de modos e hábitos menos vorazes, como uma sensação nem tão maravilhosa. Toda dependência traz sofrimento. Vício é uma doença também psicológica, como um "demônio" que intermitente perturba a paz do espírito, fazendo com que não consigamos pensar em mais nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Vício é algo que nos torna escravos. Pecado é o que nos impede se sermos livres (I Cor, 6, 12).&lt;/span&gt; A característica principal das doenças psicológicas que nos impedem de viver nossas vidas como queremos é a dependência, uma escravidão de si mesmo. Assim perdemos a noção do real, do mundo, das pessoas que nos cercam... Qualquer dependência, seja química ou psicológica, tem um ponto em comum: A perda da identidade, do poder sobre nossos próprios atos, uma espécie de auto hipnose destrutiva, que nos cega para o óbvio e o sensato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um outro aspecto primordial no que concerne ao sexo humano, que o torna tão desejado e idealizado: O sentimento de entrega. A própria questão encerra, em si, sua resposta: “Transcendemos a carne, justamente por meio da própria carne”. É uma entrega profunda, despir-se de tudo que não somos, deixar cair, diante alguém, toda a fantasia e as máscaras que precisamos usar perante a sociedade. É como um grito de liberdade, é o momento em que podemos gritar como animais, gemer e rastejar, sem precisar manter uma pose. Para muitos, a imensa maioria dos indivíduos, é o único momento em que baixam a guarda. Comumente é, para estes, o único momento em que são eles mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há ainda a questão do sentimento de estar se “dissolvendo” em outro. Naquele momento, trocando fluídos, estamos deixando de ser o que os outros imaginam que somos para nos tornarmos o que realmente somos. É uma rara oportunidade de dissolver o ego; neste caso, em outra pessoa. Claro que dissolver o ego no Todo é muito mais sublime. Mas, quem conhece esta Arte?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente o sexo, em si, não é uma força negativa, danosa ou nociva. Porém, será sempre potencialmente perigoso, na medida em que pode se tornar um vício. Talvez por ser o mais antigo e fácil (posto que é gratuito) vício da humanidade, a maioria das religiões o condenem, o façam impuro, imoral, imundo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sexo representa o oposto de tudo que é autocontrole, tudo o que “deve” ser, tudo aquilo que nos foi incutido como correto, sagrado e puro, desde a mais tenra idade. Também, sendo essencialmente carnal, é obviamente a representação mais perfeita de antítese do espiritual. Nem o beberrão, nem o glutão, nem o mentiroso, nem o ladrão, e nem mesmo o assassino, seriam pecadores tão impuros quanto os promíscuos, os lascivos, os que se entregam de corpo e alma à luxúria, porque este é o pecado cometido com o maior prazer. Em nenhum dos demais pecados, tornamo-nos tão completamente irracionais. Por meio da prática de nenhum deles é possível transcender o próprio ego, e em nenhum deles envolvemos outras pessoas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu pensava e meditava tanto em tudo isso, por uma razão muito simples: Porque eu estava, como disse, muito bem sem o sexo. Todas as perfeições espirituais que eu buscava, lentamente, começavam a se fazer presentes em minha vida. E agora, justamente agora, surgia Hana em minha vida. Eu me apaixonei, mas hesitava em iniciar um relacionamento e perder tudo que estava ganhando com a minha dedicação exclusiva ao espírito. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;O fim dessa história fica para a próxima segunda-feira, dia 18. Até!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326372-116623143516953124?l=sounada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/116623143516953124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/116623143516953124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sounada.blogspot.com/2006/12/sexo-e-espiritualidade.html' title='Sexo e espiritualidade'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12422440324898666553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/0237outros-messbrasil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326372.post-116605008722362629</id><published>2006-12-13T20:37:00.000-02:00</published><updated>2006-12-14T17:37:26.866-02:00</updated><title type='text'>O grupo "Satsanga Guruji"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666600;"&gt;Assim&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; eu consegui, inesperadamente, o que tanto queria: Fazer parte de um grupo onde todos tinham os mesmos interesses que eu. E verdade seja dita: Nos dias de hoje, quando o assunto é espiritualidade desprovida de religião, encontrar quem se interesse é cada vez mais difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse grupo, como disse no post anterior, era formado por 4 pessoas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 – Hana = Minha futura esposa, uma buscadora autêntica. Ela era (e é) uma mulher naturalmente espiritualizada, pura e amorosa, bem humorada e ao mesmo tempo séria na busca, com várias experiências em comum comigo. Ela também já tinha estudado Gnose, era uma seguidora da filosofia do Yoga e praticante de meditação transcendental. Ela era na época uma espécie de ”pós-hippie”, com um estilo assim meio despojado, do tipo que usa tênis all-star e jeans megadesbotados, mas com uma certa “chiqueza” natural, um jeito nobre de se portar, de andar, falar (ela me conquistou pela voz) – ô voz linda!.. Sempre carregando uma daquelas bolsas de crochê, feitas com cordão cru, com uma ou duas caixinhas de incenso e retratos de São Francisco dentro. Conhecedora de diversas disciplinas orientais e um ser humano altamente sensível. Desde a primeira vez que a vi, pareceu-me que havia uma espécie de luminosidade especial em torno dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 – Roberto = Um dos yogues mais dedicados que eu já conheci em toda a minha vida. Um cara extremamente perspicaz, com duas universidades na bagagem e partindo para a formação acadêmica em Yoga. Apesar de ele ser o tipo de cara que muitas pessoas chamariam de pomposo (por causa do alto grau de erudição nos assuntos que nos interessavam, como Yoga, orientalismo e História antiga), depois de conhecê-lo bem, percebe-se que é uma pessoa extremamente humilde. Uma figuraça. Espero um dia ter a oportunidade de falar mais sobre ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 – Beatriz = Na verdade, a pessoa de quem partiu a idéia e a iniciativa de formarmos um grupo. Era no apartamento dela que se realizavam as nossas reuniões e encontros. Versada também em Yoga (sua irmã é professora de Hatha) e iniciada em Krya, trazia uma bagagem de muitas vivências, inclusive internacionais, em instituições diversas. “Formada” no IIPC em projeção astral e uma verdadeira enciclopédia ambulante das diversas linhas de pensamento espiritual do oriente e do ocidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 – Eu = Leiam os posts anteriores e saibam quem sou eu :D.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a base espiritual de todos nós era o Yoga, denominamos o nosso grupo de “Satsanga Guruji”: a primeira palavra, em sânscrito, quer dizer “boa companhia”, ou “comunhão espiritual”, e a segunda, era uma alusão ao querido guru Yogananda, já que, indiretamente, foi por intermédio dele que acabamos nos conhecendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/4174/2755/1600/950927/Celsojunior2.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/4174/2755/400/748591/Celsojunior2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nos reuníamos sempre aos sábados. Fazíamos sessões de meditação coletiva, trocávamos livros, discutíamos sobre as diversas linhas espiritualistas e religiosas. Às vezes, um de nós trazia uma questão especial para o grupo, e o tema era desenvolvido em conjunto. Às vezes chegávamos a um consenso, outras não. Também fazíamos grandes planos para o futuro. Um deles era montar uma pousada em Parati, uma espécie de hotel e “spa” multifuncional, que agregaria relaxamento, Yoga, dieta vegetariana e meditação. Infelizmente, Beatriz, a única do grupo que possuía as condições financeiras para levar o projeto adiante, acabou mudando de idéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse período foi produtivo no sentido de aprender coisas novas e trocar experiências diretamente com outros buscadores, mas principalmente, me serviu para conhecer maneiras diferentes, de pessoas diferentes, de entender e interpretar a espiritualidade e o desejo de fazer o certo. Eu percebia que embora todos ali acreditassem em praticar o espiritualismo desprovido de dogmas ou religião, cada um tinha prioridades diferentes. Cada um acreditava em fatores totalmente diversos, como sendo os mais essenciais na Busca. Eu achava que o principal era manter o contato com o próximo. Tentar ajudar, do modo possível, a quem precisasse de ajuda. Fazer o bem, visitar orfanatos, casas de caridade, corredores de doentes graves nos hospitais e levar conforto aos desesperados, por exemplo. Essa era a idéia que eu tinha de prática espiritual perfeita. Praticar o verdadeiro Yoga, para mim, incluía necessariamente estar próximo do próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hana concordava comigo, mas Roberto e Beatriz discordavam. Achavam que para auxiliar quem quer que fosse, seria preciso primeiro alcançar a nossa própria perfeição. “Como podemos ajudar alguém, se nós mesmos ainda precisamos de ajuda? Quem somos nós para ajudar quem quer que seja? Isso é arrogância da sua parte...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acabava concordando, em parte, mas algo dentro de mim me dizia que a coisa não era bem assim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desse modo, Roberto e Beatriz preferiam aperfeiçoar seus corpos e mentes por meio de práticas yogues cada vez mais avançadas. Viviam refinando as suas técnicas respiratórias e as de purificação corporal. Dedicavam-se duramente ao treinamento de disciplina física. E se aprofundavam no estudo da vida e obra dos chamados grandes mestres, principalmente o &lt;a href="http://http://www.falconi.com.br/sala_sri_maharishi.htm" target="_blank"&gt;Ramana Maharishi&lt;/a&gt;, de quem ambos eram devotos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda quero falar mais do Ramana, em momento oportuno, ele é um cara muito importante para a história da espiritualidade mundial. Falando de um jeito &lt;b&gt;bem&lt;/b&gt; resumido, a doutrina do Ramana diz que o mais importante de tudo é você se conhecer, olhar para dentro de si mesmo, completamente “desarmado”. Esse seria o único meio de atingir a tão desejada iluminação, a única maneira de conhecer a “verdadeira Verdade”. Essa frase dele resume bem o conjunto dos seus ensinamentos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;span style="color:#666600;"&gt;A verdade de si mesmo é a única que vale a pena ser buscada e conhecida. Realização não é nada a ser adquirido. Ela está sempre aí, mas obstruída por uma tela de pensamentos. Realização é simplesmente a perda do ego. Destrua o ego pela procura da sua identidade. Uma vez que o ego não é nenhuma entidade, ele automaticamente desaparecerá, e a realidade irá brilhar por si mesma. &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;Este é o método direto, enquanto todos os outros se concretizam somente através da retenção do ego&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;H K Merton resume ainda mais: “Destrua o ego e veja a Verdade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí? Bem, eu concordo com isso. Concordo totalmente e já tive o privilégio de comprovar isso na prática. Por isso o endereço do blog é “Sou Nada”. Esse “eu”, que é igual a nada, a que me refiro, é o ego, que precisa ser transcendido, ultrapassado, para que a verdadeira essência do ser apareça. Nosso verdadeiro eu encontra-se dentro de nós mesmos, em algum lugar lá no fundo, sufocado pelas ilusões e preocupações transitórias do mundo, e é preciso trazê-lo à tona. Existem vários meios para isso. Terapia é um (dos mais lentos). Meditação é outro, mas nem todos se dão bem com isso. Essa é outra longa história, que fica para uma outra ocasião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O único (grande) problema que eu tenho com a doutrina do Ramana é exatamente este: Ele prega que ninguém pode ajudar ninguém, de fato, porque cada um deve buscar as próprias respostas, por si mesmo. Cabe a cada um a busca pela iluminação, que é uma realização pessoal e intransferível. Sim, isso é verdade, eu não posso abrir a cabeça de ninguém e enfiar lá dentro, à força, as coisas que eu já comprovei, por mim mesmo, como boas e verdadeiras. Mas o problema é que a maioria dos seguidores do homem acaba levando isso ao pé da letra, o que não acho legal. Um seguidor do Ramana, ao conhecer o meu blog, por exemplo, diria que o que eu faço aqui é inútil. Que eu tenho que seguir a minha própria busca e deixar cada um se virar por si mesmo. Eu reafirmo: Isso é verdade, mas só em parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagine se todos os buscadores se fechassem em si mesmos. Tudo seria muito mais difícil. A troca de experiências é importante. Mais do que isso, é vital! A experiência dos que já estão há mais tempo no caminho muitas vezes serve para auxiliar outros. Dizem que se conselho fosse bom não se dava de graça. Acho esse dito um dos mais imbecis que já inventaram! As melhores coisas da vida são de graça!! A começar pela saúde, a amizade, o amor de nossas mães ou o de nossos filhos... Posso dizer que já tive minha vida salva, literalmente, por seguir um bom conselho de um amigo sincero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, se todos seguissem o princípio de “viver cada um pra si”, o que seria do Amor em nossas vidas? Amor, que a meu ver é o resumo de tudo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;Continua... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326372-116605008722362629?l=sounada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/116605008722362629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/116605008722362629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sounada.blogspot.com/2006/12/o-grupo-satsanga-guruji.html' title='O grupo &quot;Satsanga Guruji&quot;'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12422440324898666553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/0237outros-messbrasil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326372.post-116584726212931954</id><published>2006-12-11T12:01:00.000-02:00</published><updated>2006-12-13T20:50:16.113-02:00</updated><title type='text'>S R F</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666600;"&gt;Agora&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; volto ao tempo contínuo da minha narrativa. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu continuava progredindo bem na prática do Yoga, no Vidya Ashram. Mas sentia falta do lado devocional. Eu queria, eu precisava encontrar DEUS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falar em Deus, nos dias de hoje, suscita muita confusão. Vivemos uma época em que não existe um consenso do que vêm a significar essa palavra, e mesmo os que têm fé não concordam entre si, sobre como devemos nos comportar ou qual deve ser a nossa postura, enquanto buscadores, diante desse Deus. Claro que eu vou ter que explicar a maneira como eu entendo essa questão, muito claramente, e o farei em breve, assim que essa minha história terminar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus era para mim fundamental. Estava feliz e satisfeito com a minha vida de yogue praticante, mas esse vazio ainda persistia. E eu também sonhava, já havia muito tempo, em fazer parte de um grupo em que todos pensassem como eu, compartilhassem os mesmos interesses, buscassem as mesmas coisas e pudessem entender as minhas angústias. O caminho do buscador tem fases muito solitárias... Eu queria encontrar a minha "turma"!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, como eu disse antes, agora já existia uma coisa chamada "internet", que me trazia um novo e incrível mundo de possibilidades. Como a de encontrar e conhecer outros buscadores como eu. Eu sabia que eles existiam, que eram muitos, e que estavam perdidos por aí, querendo também encontrar outros como eles. Como eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 5px 10px 2px 0px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 291px" height="328" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6514/3707/400/65976/master_03.jpg" width="264" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um belo dia, me lembrei do guru que para mim tinha sido a "porta de entrada" para esse novo e belo universo chamado Yoga: Paramahansa Yogananda. Teclei &lt;em&gt;yogananda.com&lt;/em&gt; e assim descobri que havia um site dele em português, e através deste descobri que havia um grupo de meditação dirigido pela Self Realization Fellowship (instituição fundada pelo próprio Yogananda) aqui mesmo no meu país, e na minha cidade! Ali estava a oportunidade que eu procurava para agregar minha evolução técnica à parte devocional do Yoga. E quem sabe também encontrar, finalmente, o meu lugar. Foi só pegar no site o endereço e os horários de atividades da &lt;a href="http://www.yogananda.com.br" target="_blank"&gt;Self Realization Fellowship&lt;/a&gt; (daqui pra frente, SRF) aqui em São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lugar é uma espécie de "templo" adaptado em dois bonitos apartamentos num prédio no elegante bairro do Itaim Bibi. No 9º andar há uma grande sala onde se realizam, regularmente, três vezes por semana, sessões coletivas de meditação e exercícios de &lt;a href="http://www.kriya.org.br/" target="_blank"&gt;Krya Yoga&lt;/a&gt; (técnica exclusiva dos monges da ordem dos Swamis que são discípulos do guru Lahiri Mahasháya). No 7º andar funciona o escritório, e também uma espécie de loja onde se vendem incensos, livros, quadros e materiais relacionados à prática do Yoga, além de uma sala de práticas menor, onde acontecem aulas dominicais para os filhos dos membros, aos domingos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sala de meditação é um ambiente muito agradável, mantido sempre à meia luz, com quadros representando os "grandes avatares" e Jesus Cristo ao centro, num altar em estilo hindu. Uma bela moldura com a foto de Yogananda, momentos antes da hora do seu falecimento (que os hindus chamam de 'mahasamadhi' - a última vez em que um yogue abandona conscientemente o seu corpo físico para entrar definitivamente nos planos beatíficos) com um tranqüilo sorriso no rosto, ficava em lugar de destaque, sempre com grandes e lindos arranjos de flores aos seus pés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6514/3707/1024/186943/ultimo%20sorriso.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6514/3707/400/450587/ultimo%2520sorriso.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eu comecei a freqüentar a SRF, regularmente. Os dias de meditação coletiva aconteciam da seguinte maneira: Logo após as práticas de relaxamento iniciais, de curta duração (em torno de 15 minutos) as luzes eram diminuídas, pequenas velas eram acesas no altar e um dos alunos mais adiantados em Krya Yoga se posicionava diante de uma espécie de púlpito, de onde lia passagens de livros e/ou algumas máximas deixadas por Yogananda. Depois, todos cantávamos algum dos muitos (e belos) &lt;a href="http://www.lotusdosaber.com/TLL/pages/ceuazul.html" target="_blank"&gt;cânticos, de composição do próprio guru&lt;/a&gt; (com letras em português), acompanhados por um instrumento típico indiano que se parece com uma mistura de órgão e acordeom, que produz um som muito agradável. Ao final do cântico, que normalmente se encerrava com a diminuição do volume até o silêncio total, começava a sessão de meditação propriamente dita, com uma hora e meia de duração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu passei bons momentos ali, e tinha toda a intenção de me iniciar em Krya, o mais rápido possível. Para se iniciar, é preciso seguir este processo: Enviar uma carta com um formulário preenchido e fotos, pedindo a iniciação, para a sede central mundial da SRF, que fica na Califórnia, EUA. Os Swamis mandam, de lá, lições via correio, para serem feitas casa, que devem ser seguidas pelo candidato ao pé da letra, em todos os detalhes. Concluídas as lições, o candidato se torna apto para um teste, e se passar, é iniciado em Krya, diretamente pelos monges, que visitam os países onde há filiais da SRF, em média, duas vezes por ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho ótimas lembranças de todo o período em que participei das atividades da SRF com maior freqüência, mais ou menos uns dois anos. Me lembro, por exemplo, de quando participei da “Meditação Longa de Natal”, evento que é realizado todos os anos, num sábado, poucos dias antes da semana de Natal. Essa meditação especial começa às dez horas da manhã. Deve-se comparecer em jejum, levando frutas para depositar em grandes mesas que são colocadas nas entradas das duas salas, a do 9º e a do 7º andar. Ambas as salas são usadas para a meditação, e são inteiramente ornamentadas com flores e pétalas, e o retrato de Yogananda é substituído pela imagem de Jesus Cristo, em torno do qual se colocam colares de flores coloridas. Cada um se ajeita no lugar que lhe parece mais adequado. Alguns preferem o chão, outros as cadeiras. E é bom escolher bem, porque a meditação longa de Natal tem esse nome por um bom motivo: Ela dura 7 horas! Eu me sentei no carpete, sobre uma almofada, num lugar que me pareceu confortável. Depois de umas duas horas de meditação, começaram os sons do “khirtan” (música devocional, feita por grupos de músicos especializados em instrumentos tradicionais indianos, como cítaras e flautas). Hora de abrir os olhos e relaxar um pouco a postura de meio-lótus (ficar em "rája padmásana" - lótus completo, por 7 horas seguidas, não dá...). E só aí eu percebi que estava sentado bem em frente à atriz Lídia Brondi, uma devota fervorosa de Yogananda. Dez ou quinze minutos de cânticos, e mais duas horas de meditação. Assim prossegue o dia, até às dezessete horas, quando se encerra a meditação de Natal, com mais khirtan. Então, acontece uma grande confraternização, e todos se dirigem às mesas, para o fim do jejum, degustar as frutas trazidas, que formam grandes pilhas sobre as mesas delicadamente arrumadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6514/3707/1024/640605/sala13c.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6514/3707/400/72899/sala13c.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ali acabei fazendo grandes amigos, buscadores como eu, inclusive uma moça iniciada em Krya, chamada Beatriz. E foi assim que começou um grupo independente para pesquisa, estudos e troca de experiências, não só dos princípios relacionados ao Yoga, mas todas as formas possíveis de se praticar a espiritualidade. Esse grupo era constituído por essa Beatriz, um rapaz chamado Roberto, eu e a minha atual esposa (que eu acabara de conhecer, mas não lá). Cada um de nós possuía vivências e conhecimentos bastante aprofundados em diversos caminhos espirituais diferentes, e estes encontros se tornaram bastante produtivos para todos nós. Começamos a marcar reuniões aos sábados à tarde, onde trocávamos livros e vivências.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326372-116584726212931954?l=sounada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/116584726212931954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/116584726212931954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sounada.blogspot.com/2006/12/s-r-f.html' title='S R F'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12422440324898666553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/0237outros-messbrasil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326372.post-116544672248390835</id><published>2006-12-06T20:59:00.000-02:00</published><updated>2006-12-09T15:56:08.660-02:00</updated><title type='text'>Projeção astral e EQM - conclusão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666600;"&gt;O que&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; eu poderia concluir, depois de tudo que contei no último post? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É possível aprender alguma “técnica” para aprender a sair do corpo? Baseado em minha própria experiência, testemunhos que colhi e estudos aprofundados, que incluem entrevistas com diversos professores do IIPC, estou convencido de que a resposta é não. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Além disso, resolver essa questão de uma vez por todas na verdade seria muito simples: Ora, se alguém pudesse realmente se "projetar" no astral, na hora em que bem quisesse, isso não seria muito fácil de se comprovar através de uma experiência extremamente simples? Os que se autodenominam “projetores conscientes” afirmam que podem dar a volta ao mundo em segundos, estar em qualquer lugar que queiram com a velocidade do pensamento, quando libertos do corpo físico, certo? Então é tudo muito simples, em vez de ficar discutindo, tentando convencer as pessoas através de exemplos e teorias complicadas, bastaria alguém sair do corpo e dizer o que está acontecendo num outro lugar (como foi proposto naquele famoso programa "Globo Repórter", e nada aconteceu...). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma vez eu falei o seguinte pra um desses “projetores”: “Você quer que eu acredite? Eu vou te dar o meu endereço e explicar como chegar lá. Nós combinamos um dia e horário, você vai até lá em “corpo astral” e me diz o que eu vou estar fazendo naquela hora. Se você fizer isso, se você ao menos me disser qual é a cor da parede da minha sala, então eu acredito que você pode viajar no astral”. O gajo foi pego de surpresa. Hesitou um pouco, começou a mexer as mãos, nervosamente, depois sorriu amarelo: “Ah, mas é melhor você experimentar por si mesmo”...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro, a desculpa é sempre a mesma. E pra experimentar por mim mesmo eu tenho que pagar e fazer o curso, certo?.. Acho que se esse país fosse sério, essas instituições seriam fechadas e os responsáveis impedidos de continuar enganando as pessoas. Eu não costumo fazer afirmações aqui, quando se trata do imponderável. Mas esse assunto merece que eu abra uma exceção: &lt;b&gt;Na minha opinião não existe esse negócio de "projetor consciente". Se existisse, isso já teria sido comprovado definitivamente, de forma inapelável, há muito tempo&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas e o fenômeno em si, existe? É real? &lt;strong&gt;Acredito que sim, por diversos e concretos motivos&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; O testemunho de inúmeras pessoas idôneas e respeitáveis,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; A imensa quantidade de casos relatados: entre 6 e 26% das pessoas ressuscitadas nas UTIs pelo mundo afora (isso é muuuuuita gente!), sendo que muitas eram declaradamente céticas, antes de passar por essas experiências),&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Os vários pontos em comum entre todas as narrativas, mesmo antes da era da globalização, levou diversos neurocientistas à conclusão de que se tratam de mais do que mentiras ou delírios,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4.&lt;/strong&gt; Em diversos casos, a morte cerebral permaneceu por um período de tempo que, clinicamente, impossibilitaria a continuidade das faculdades cerebrais normais, no caso de o indivíduo vir a se recuperar. Mas esses pacientes voltaram a vida normal depois de passar por uma experiência de EQM,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5.&lt;/strong&gt; Este assunto foi uma espécie de tabu para os cientistas, até a virada do milênio. Hoje, sem ligar muito para a rejeição dos acadêmicos, vários cientistas dos EUA e Europa se propõem a estudar o fenômeno com metodologias sérias e 100% científicas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6.&lt;/strong&gt; Processos cerebrais que foram ativados durante eventos de uma EQM já foram detectados. Isso prova que algo real aconteceu com essas pessoas. Exemplo: Você está com fome e se depara com um prato com uma deliciosa fatia de lasanha aos 4 queijos, fumegante e perfumada, bem diante de você. Seu cérebro detona um processo que ativa as glândulas salivares e culmina na sua boca cheia “d´água”. Se você, no dia seguinte, novamente com fome, apenas se lembrar da lasanha, a salivação ocorre do mesmo jeito. &lt;b&gt;Só de se lembrar&lt;/b&gt;. Então, a simples ocorrência do processo de salivação prova que você um dia saboreou essa lasanha, sabe que ela é gostosa, cheirosa, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;7.&lt;/strong&gt; Experiências extracorporais incluem lembranças de fatos ocorridos enquanto os pacientes estavam desacordados. Por exemplo, um homem em coma atendido pela equipe do médico holandês Pim van Lommel teve a dentadura retirada. Acontece que essa dentadura foi perdida pela equipe médica. Mas o paciente reconheceu a enfermeira que lhe retirou a dentadura e disse que ela tinha guardado num carrinho de instrumentos cirúrgicos, coisa de que ela não se lembrava mais. E ele estava certo. Casos como esses são numerosos. Nós podemos escolher entre acreditar no fenômeno EQM ou não, mas é &lt;b&gt;um fato&lt;/b&gt; que não há explicação satisfatória para casos como esses, a não ser a própria alegada "viagem" da consciência. Qualquer tipo de memória de um período em que a atividade cerebral for igual a zero é cientificamente impossível. E os casos estão aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Concluindo, eu acredito no fenômeno em si, mas também acredito que ele acontece quando deve acontecer, por motivos específicos, que nós não sabemos ainda como entender ou controlar&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/4174/2755/1600/820035/galaxy.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 0px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/4174/2755/400/300645/galaxy.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Atualmente, a situação está no seguinte pé: O médico britânico Sam Parnia pretende provar, usando meios estritamente científicos, que a mente não depende do cérebro. Se bem sucedida, suas experiências podem vir a dissipar as controvérsias a respeito da EQM, através da observação objetiva: Seu estudo, que deve durar até 5 anos, envolverá 1500 pacientes na Inglaterra. Como as experiências extracorporais costumam ser narradas da perspectiva de quem flutua logo abaixo do teto, Sam vai posicionar telas de TV com seqüências aleatórias de imagens que só poderão ser vistas dessa posição. O ambiente será monitorado o tempo todo, assim como os sinais vitais do paciente no leito. Caso um paciente venha a identificar quais figuras foram projetadas durante sua morte clínica, estará provado que ele “voou” pela sala de cirurgia, já que a s imagens serão impossíveis de serem vistas de baixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso abriria um campo de estudos completamente novo para a ciência, que pressupõe que a mente e a consciência são produtos do cérebro, mas até hoje não explicou como um conjunto de circuitos elétricos pode gerar uma percepção individual do mundo e do próprio indivíduo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326372-116544672248390835?l=sounada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/116544672248390835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/116544672248390835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sounada.blogspot.com/2006/12/projeo-astral-e-eqm-concluso.html' title='Projeção astral e EQM - conclusão'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12422440324898666553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/0237outros-messbrasil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326372.post-116543956849077175</id><published>2006-12-06T19:03:00.000-02:00</published><updated>2006-12-06T19:33:41.590-02:00</updated><title type='text'>Projeção astral e EQM - parte 2</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/4174/2755/1600/18238/astral3.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/4174/2755/400/202197/astral3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666600;"&gt;A sigla&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; I. I. P. C. significa “Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia”. Esse instituto supostamente se dedica ao estudo dos fenômenos espirituais, em especial as experiências de “desdobramento” ou “projeção astral” (ou ainda ‘viagem astral’). Esta foi a primeira organização a se criar, em solo nacional, voltada a esse tipo de atividade. Hoje, fazendo uma breve pesquisa no Google, podemos encontrar umas duas dúzias de similares. Não quero parecer maldoso, mas os motivos me parecem óbvios: a coisa dá dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando você assiste a uma palestra de apresentação do &lt;a href="http://www.iipc.org/progcurricular/cpc.php" target="_blank"&gt;IIPC&lt;/a&gt;, descobre que a única coisa gratuita ali é a própria palestra. Por uma hora e pouco, os caras tentam convencê-lo de que o fenômeno da projeção astral consciente é real. Quer dizer: todos temos a capacidade de abandonar o corpo biológico, em espírito (ou alma, atman, self, corpo sutil, corpo etéreo, etc...), que eles chamam simplesmente de "consciência", e sair voando por aí, à vontade, para onde quer que desejemos. Usando todo tipo de teorias, comparações e elucubrações mirabolantes, além de citações de casos diversos, tentam fazer a cabeça da assistência, para logo a seguir, oferecer um “curso de projeção”, no qual seria possível aprender todos segredos para se “projetar” à vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dominar essas técnicas significaria conquistar um poder incrível, o tipo de coisa com que se sonha quando criança, e que podemos ver, por exemplo, nos filmes do Harry Potter. Imagine estar aqui, agora, e no minuto seguinte poder estar passeando no Japão, ou então conhecer as pirâmides do Egito, ou apreciar o interior da Capela Sistina ou as obras do Louvre, por exemplo. E tudo de graça, afinal, o espírito não precisa de passagens ou ingressos para entrar onde quer que seja, além de ser, claro, invisível e indetectável. Quer saber se o presidente Lula sabia ou não das armações da turma do "mensalão"? Fácil: é só se “desdobrar” e ir fazer uma visita à Casa da Dinda, invisível, para ouvir as conversas. Algumas coisas que você iria ver e ouvir por lá, com certeza o fariam definir o seu voto, por exemplo. Imagine toda uma nação dominando esses poderes incríveis: Seriam os eleitores mais conscientes do mundo! Claro que isso também poderia ser usado para o mal, mas deixa pra lá...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora voltando ao planeta Terra, para participar desses cursos, é preciso pagar, e os valores não são nada accessíveis. Espiritualidade só pra quem pode pagar! O mais interessante de tudo é que eles afirmam que podem provar tudo o que alegam, mas preferem não fazê-lo! Por que? Fácil: Eles têm um lema, que seguem à risca: “Não acredite em nada do que estamos dizendo aqui. Faça os nossos cursos, aprenda as técnicas e comprove por si mesmo!”...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Legal, né? O único detalhe é que, como já disse, para fazer os cursos, é preciso pagar, e caro. Só por curiosidade e pra poder chegar a uma conclusão definitiva, eu participei de alguns desses cursos (eles acontecem em módulos) - E faço questão de quebrar o segredo e falar pra vocês como eles são: Os candidatos são colocados deitados em cima de colchonetes e induzidos a um relaxamento profundo, através de música suave e técnicas de alongamento e respiração. Depois de um tempo, o instrutor simplesmente pede a todos que se desliguem das sensações físicas e foquem suas atenções em suas consciências, e que tentem deixar seus corpos. Ele explica que é algo como dormir, mas mantendo a consciência ativa. Todos são deixados assim por um período de tempo determinado, que vai aumentando aula após aula. E é só isso. Claro que sempre tem uma senhorinha mais impressionável no meio da turma, que começa a chorar, no meio da prática, dizendo: “Oh! Acho que estou conseguindo! Eu saí do meu corpo!..” – O instrutor sorri e diz: “Parabéns! Continue assim!”... E o resto da turma logo se impressiona também: “Olha, ela conseguiu!”...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é tudo. A grande maioria, que não consegue nada, é aconselhada a continuar com as práticas em casa, diariamente, que logo, logo, vão obter resultados. E se não conseguirem, é porque não estão fazendo direito, afinal, o processo não é assim tão fácil. &lt;b&gt;Pergunta&lt;/b&gt;: “Mas na palestra disseram que era tudo muito simples, e que essas capacidades estariam ao alcance de qualquer pessoa!” – &lt;b&gt;Reposta&lt;/b&gt;: “Sim, todos têm essa capacidade, mas uns encontram mais dificuldade para relaxar do que outros!”...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, não preciso dizer o que eu acho de toda essa história de instituições e escolinhas para ensinar a “viajar” no astral... O que mais me choca nisso tudo é a credulidade das pessoas. A “galera” que freqüenta essas palestras e cursos parece que &lt;b&gt;quer&lt;/b&gt; ser enganada! Como se acreditar nessas coisas funcionasse para elas como uma espécie de anestesia, um consolo para as dificuldades e decepções dessa vida... Muitos que vêm aqui devem conhecer a lista “Voadores”, por exemplo: Muito blábláblá e nada de confirmações concretas de tudo que é alegado. Acho triste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, e quanto ao fenômeno em si? Não é porque alguns irresponsáveis se valem desses artifícios para explorar a ingenuidade alheia, que devemos descartar toda e qualquer possibilidade da existência de casos reais de projeção extracorpórea. Minha própria esposa vivenciou uma situação de projeção consciente, quando ainda era adolescente. Ela viu o seu próprio corpo deitado, logo abaixo dela. E eu posso deixar aqui a minha palavra de que ela é uma pessoa idônea. Na verdade, uma das mais idôneas que eu já conheci em toda minha vida, incapaz de inventar uma história assim. Além disso, há os casos de EQM (Experiência de Quase Morte, quando um paciente permanece clinicamente ‘morto’ por um certo tempo, voltando depois à vida, contando que teve experiências místicas fora do corpo): Existem muitíssimos casos documentados de fenômenos ocorridos nesse sentido, muitos inclusive com celebridades nacionais. O velejador Lars Grael é um desses casos, o apresentador &lt;i&gt;punk&lt;/i&gt; João Gordo (por incrível que pareça) é outro. No futuro, eu pretendo apresentar, em detalhes, alguns desses casos. Uma pesquisa feita em 1982 pelo Instituto Gallup dos Estados Unidos mostrou que aproximadamente 8 milhões de pessoas, ou 4% da população americana teria experimentado sensações físicas de quase morte! E quem seriam essas pessoas? Gente com boa saúde mental, o que elimina a possibilidade de delírios ou distúrbios, e de formação cultural e religiosa muito diversa, o que elimina a possibilidade de um fenômeno localizado em algum estrato social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas dos casos ocorridos em nosso país, um dos mais famosos e respeitados, inclusive por pesquisadores internacionais, é o da radialista Cida Cavalcânti (capa da revista Superinteressante nº 216), que diz ter passado por 3 experiências de quase morte. A mais importante teria sido a ocorrida após um acidente automobilístico em 1994, no Estado de Santa Catarina. Ela afirma ter visto seu próprio corpo sendo resgatado após o desastre. Como ela também afirma que agora consegue se “desdobrar” na hora em que quiser, e “viajar no astral” à vontade, eu resolvi pedir ajuda a ela. Mandei-lhe um email, cujo conteúdo segue abaixo, na íntegra:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Cara Cida,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde os quatro anos de idade eu tenho buscado pelo caminho da espiritualidade, desde que recebi, diretamente de minha mãe, a chocante informação de que nossas vidas não são eternas, inclusive a minha. Ao saber da fatalidade da morte, iniciei uma procura desesperada pelo Criador, aquele Deus absoluto de que todos falavam. (...) Essa busca parece não ter fim, e embora tenha sido repleta de felicidades, também me levou a muitíssimas frustrações. Escrevo porque (...) sempre me interessei pelo fenômeno conhecido como E.Q.M., e também pela chamada projeção extra-corpórea da consciência. Embora eu tenha vivenciado algumas experiências que não posso explicar, até hoje não consegui encontrar ninguém que pudesse realmente me dar informações dignas de crédito ou ao menos coerentes sobre o assunto. O que conheci foram instituições que me receberam com frases do tipo: “Sim, nós temos a chave para o ‘processo’. Basta fazer um pequeno ‘curso’ conosco, pelo qual o Sr. Pagará a módica quantia X e assim aprenderá as ‘técnicas’ e os ‘métodos’ que lhe possibilitarão se projetar conscientemente para fora do corpo físico, e ainda conhecer outros planos de realidade...”Quando pergunto se esses supostos ‘mestres’ teriam como ao menos tentar comprovar que estas experiências são reais (o que eu tenho certeza, seria muito fácil para alguém que realmente domina tais capacidades) tudo que ouço são evasivas, do tipo: “Experimente e comprove por si mesmo” – Uma postura bastante conveniente...Depois de tanto tempo nesta Busca, chega o momento em que começo a me desencantar com a idéia de que possam existir evidências da vida espiritual (...) Se na sua experiência você entendeu que deveria ajudar outras pessoas a encontrar a mesma paz que você encontrou, ajude-me. Basta uma palavra sensata e verdadeira. Isso é tudo que eu espero." &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para minha surpresa, a resposta veio nos seguintes termos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Henrique, olá,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ajudar de verdade, não é passar a mão na cabeça e fazer cafuné. Às vezes, para ajudar, é preciso &lt;b&gt;dar uma porrada na cara&lt;/b&gt; de alguém, para que essa pessoa &lt;b&gt;acorde para a vida&lt;/b&gt;. Enquanto eu fiquei me sentindo vítima do mundo, me lamentando, eu era um horror de pessoa, triste, baixo astral. Precisei tomar uma porrada da vida para abrir os olhos, de fato, abrir a mente e o coração. Mas não creio que você queira um acidente automobilístico como eu tive: cair 50 metros de altura, fraturas na coluna e outras tantas escoriações para poder acordar para a vida.Em primeiro lugar, calma, controle a ansiedade. Eu só posso falar da espiritualidade pelas minhas vivências. Para mim, eu garanto que tem vida fora do corpo biológico. Mas eu fui buscar essas evidências experimentando, sim, por mim mesma. Só assim, eu tenho certeza de que é real, não é conversa de alguém. (...) &lt;b&gt;você é quem deve buscar suas respostas&lt;/b&gt;. Eu acreditei em mim e nas minhas experiências, e não nas experiências dos outros. &lt;b&gt;E pare de ficar procurando uma 'muleta' para se apoiar&lt;/b&gt;, querendo provar a existência de Deus. Daí você não consegue e fica frustrado. Não existe ninguém que tenha provado isso. &lt;b&gt;E para que você quer provas? Para se sentir protegido? Por que você precisa de alguém ao seu lado para se sentir seguro? E por que, nessa idade, você não perdoa a sua mãe por ter te contado a verdade? Ou você preferia ter sido enganado por ela? Se você ficar procurando motivo pra drama na tua vida, você vai achar&lt;/b&gt;. Está na hora de olhar o lado positivo das coisas que te acontecem (...) &lt;b&gt;E não fique esperando cair do céu todas as respostas prontinhas no teu colo. Vá atrás. Faça cursos, sim. É uma maneira saudável de obter conhecimento&lt;/b&gt;.&lt;b&gt;E as respostas coerentes e dignas de crédito, que você menciona, e diz que não as recebeu, é porque quer todas de uma vez, e fica bravo se não te dizem o que você quer ouvir. Primeiro, paciência, rapaz! Vá buscar conhecimento nos livros (tem vários, muito bons), nos cursos, também. (...) Não fique esperando um “mestre” comprovar para você. Você diz que eles deveriam ter facilidade. O que é isso, Henrique??? Você está pensando que são mágicos de circo, que fazem aparecer e desaparecer coisas? Esse assunto é muito sério e Amparador nenhum doa energia para demonstrações públicas. Quem tem que buscar é você, com suas próprias experiências. E “postura conveniente” é a tua, de querer passar para os outros a responsabilidade de dar respostas para os teus questionamentos. Está mais do que na hora de amadurecer. Olhe no espelho; converse com a pessoa refletida lá e mexa-se! &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um abraço da Cida&lt;/i&gt;."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, pra quem já me acompanha neste blog há algum tempo, não preciso dizer que fiquei pasmo com essa reação. Se ela não tivesse citado o meu nome, eu iria imaginar que tinha enviado essa resposta para a pessoa errada, por engano. Afinal, ela está respondendo a uma série de perguntas que eu não fiz e me acusando de um monte de outras coisas que eu não sei de onde tirou!! Depois ela me aconselha a ler livros, fazer cursos, buscar por mim mesmo, sendo que eu já havia dito que isso é exatamente o que eu tenho feito, com a máxima seriedade, a minha vida inteira!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, tudo que pedi foi uma resposta sensata, e isso foi tudo que não consegui. Bem, por algum motivo, ela parece ter se ofendido com as coisas que eu falei. E foi só a partir daí que, fazendo uma pequena busca na internet, descobri que ela própria também dá palestras e ministra cursos em instituições diversas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;A seguir a conclusão (não tente adivinhar qual será).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326372-116543956849077175?l=sounada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/116543956849077175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/116543956849077175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sounada.blogspot.com/2006/12/projeo-astral-e-eqm-parte-2.html' title='Projeção astral e EQM - parte 2'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12422440324898666553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/0237outros-messbrasil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326372.post-116523871979137332</id><published>2006-12-04T11:12:00.000-02:00</published><updated>2006-12-04T11:59:13.053-02:00</updated><title type='text'>Projeção astral e EQM</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666600;"&gt;Abro&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; os olhos. É madrugada (A madrugada de um sábado para domingo, há uns dez anos – o que vou contar agora ocorreu pouco antes dos fatos narrados no post anterior). Tudo em volta está escuro, só a suave luminosidade de alguns raios de lua passam por entre as frestas da cortina, na janela do meu quarto. Estou deitado de barriga pra cima, olhando o teto, e estou sem sono. Completamente sem sono. Depois de um tempo “pensando na vida”, resolvo me levantar e descer (eu morava num sobrado) até a sala para assistir um pouco de TV, e talvez dar uma passada na cozinha antes, para um copo de água gelada. Foi então que algo muito estranho aconteceu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me levantei e fui até a porta do quarto, mas quando fui abri-la... minha mão simplesmente atravessou a maçaneta, como se ela (a mão) fosse feita de vapor! Desculpe-me por contar algo assim tão incomum com essa naturalidade, mas é o único meio que encontro. Eu estava ainda meio entorpecido, afinal tinha acabado de acordar, e talvez por isso não tenha me espantado tanto, na hora, como seria de se esperar. Tentei abrir a porta novamente, e aconteceu a mesma coisa: Minha mão parecia não mais constituída de matéria sólida, ela insistia em atravessar a maçaneta(!). De repente, senti um calafrio: de um estalo, compreendi que eu ainda estava dormindo, ou seja, eu deveria estar sonhando... Ou então, eu estava de pé, ali, em espírito, ou em “corpo sutil”, “corpo etéreo”, “duplo etérico”, ou como quer que prefiram chamar!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pensei em me voltar e olhar para a cama, pra ver se o meu corpo continuava lá, deitado. Mas eu não sei explicar porque, tive medo de fazer isso. Ali, naquele momento, sozinho no escuro, eu não queria me virar para olhar o meu próprio corpo, separado de mim, como se eu estivesse morto. Hesitei por alguns minutos, sem saber o que fazer; mas não apavorado, apenas confuso. E então tive uma idéia insólita: Reclinei-me para frente, em direção à porta, até tocá-la com a minha testa. Aí, estiquei um pouco mais o pescoço para a frente, e... aconteceu algo ainda mais estranho: minha cabeça atravessou a porta, e eu fiquei assim, com a cabeça e uma parte do pescoço pro lado de fora do meu quarto, atravessando a porta fechada, e o resto do corpo dentro do quarto!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contando isso, agora, não consigo descrever o quanto uma experiência como essas pode ser assustadora. É claro que eu já tinha lido muita coisa sobre experiências fora do corpo, desdobramento astral, EQM (Experiência de Quase Morte), e um montão de assuntos como esses, mas uma coisa é ler ou ouvir falar sobre, outra bem diferente é &lt;b&gt;viver&lt;/b&gt; uma situação como essas. Nessa hora, sim, eu me apavorei, tentando entender o que estaria acontecendo, e o que veio a seguir foi algum tipo de “black out”; como se a “tomada” da minha consciência tivesse sido desconectada de repente. Logo depois, voltei a acordar, deitadinho na minha cama, como se nunca tivesse saído de lá, e tudo tivesse sido apenas um sonho muito realista. Ainda assustado, me sentei e esfreguei o rosto, tentando assimilar o que havia acontecido. Será que eu tinha me “desdobrado”? Depois de um tempo, o sono voltou, e eu dormi novamente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/4174/2755/1600/383023/foto_wager2.gif"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/4174/2755/400/415743/foto_wager2.gif" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;No dia seguinte, eu me lembrava de ter visto, quando minha cabeça atravessou a porta e olhei para fora do meu quarto, a luz azulada da TV refletida na parede, no final das escadas. Do que só podia concluir que a TV estava ligada, na sala. Como naquele final de semana eu estava recebendo a visita do meu pai, logo que o vi, pela manhã, perguntei se ele tinha ido dormir muito tarde, na noite anterior. Ele respondeu que sim, que tivera dificuldades pra pegar no sono e que tinha ficado assistindo TV até de madrugada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não vou, aqui, me prestar ao trabalho de tentar convencer ninguém da veracidade dos fenômenos das experiências fora do corpo, nem nada desse tipo. &lt;strong&gt;Até porque, eu próprio não estou convencido, até hoje, de que tenha sido isso o que aconteceu naquela noite&lt;/strong&gt;. Talvez tudo tenha sido, mesmo, apenas um sonho. Afinal, eu costumo ter sonhos curiosos. E sonho muito, com muita freqüência, e costumo me lembrar de tudo, depois. Basta cochilar no metrô, por 10 minutos, e de repente lá estou eu, esquiando na neve, saltando de pára-quedas ou brincando com peixinhos no fundo do mar... Mas que esse sonho foi meio diferente, eu reconheço. E esse foi o princípio do meu interesse maior por projeção astral e fenômenos afins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu primeiro contato mais direto e mais aprofundado com o tema foi numa palestra do Profº Wagner Alegretti, o pupilo favorito do Profº Drº Valdo Vieira (ex-espírita, ex-médium, ex-“chapa” do Chico Xavier, pesquisador incansável dos fenômenos espirituais, em especial as capacidades projetoras do ser humano e fundador/diretor do &lt;a href="http://www.iipc.org" target="_blank"&gt;I I P C&lt;/a&gt; - Instituto Internacional de Conscienciologia e Projeciologia). Assisti esta e várias outras palestras sobre o tema, com muito interesse. Cheguei a fazer alguns cursos no Instituto, cuja sede em São Paulo ficava na Av. Paulista. Conheci e troquei correspondências com a famosa &lt;a href="http://www.online.unisanta.br/2005/10-08/campus-1.htm" target="_blank"&gt;Cida Cavalcânti&lt;/a&gt;, protagonista de um dos mais comentados casos de EQM ocorridos no Brasil, em todos os tempos (capa da revista Superinteressante de Agosto/2005), que afirma ser capaz de deixar o corpo físico a qualquer hora que queira. Sobre o que conversamos, o que eu aprendi sobre o assunto e quais as minhas conclusões a respeito desse tema, eu pretendo falar no próximo post. Afinal, você deve estar cansado dos meus textos gigantescos. Até. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326372-116523871979137332?l=sounada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/116523871979137332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/116523871979137332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sounada.blogspot.com/2006/12/projeo-astral-e-eqm.html' title='Projeção astral e EQM'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12422440324898666553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/0237outros-messbrasil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326372.post-116491479887540948</id><published>2006-11-30T16:00:00.000-02:00</published><updated>2006-11-30T18:03:11.316-02:00</updated><title type='text'>O Terceiro Pilar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666600;"&gt;&lt;strong&gt;Depois&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; que entrei para o Vidya Yoga Ashram, iniciei uma fase muito produtiva para minha busca. Quando criança, eu meditava de um jeito espontâneo, inconsciente. Toda minha vida era meditativa, de uma forma perene. Depois que eu cresci, esqueci como viver assim, “perdi o jeito”, e tive que reaprender a Arte, como qualquer adulto que venha a se reinteressar por essas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me entreguei totalmente a esse trabalho diário, dedicado e intensivo, de reconquista das capacidades perdidas. E o sucesso veio. Começei a me sentir muito bem em minha nova vida. Eu já tinha tentado ser vegetariano antes, sem muito sucesso, eu sentia falta da carne. Agora, sob a orientação carinhosa e profilática dos professores, eu conseguia me manter na dieta vegetariana sem problemas. Esse período coincidiu com uma fase bastante particular da minha vida: O fim de um relacionamento afetivo de anos, o que acabou por me levar, também, à abstenção sexual por um tempo bastante prolongado (algo tido como benéfico pela maioria das linhas do Yoga); uma coisa inédita em minha vida adulta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha concentração no trabalho e em todas as tarefas diárias aumentava sensivelmente. Eu me sentia desperto, ao mesmo tempo em que experimentava uma grande serenidade. Resumindo, me sentia equilibrado. A prática da meditação, que eu nunca abandonei, agora era mais intensa, e os seus benefícios cada vez mais perceptíveis, em todas as horas do meu dia-a-dia. Eu me sentia profundamente realizado, como se a minha vida fosse perfeita, perfeitamente encaixada no grande contexto cósmico. E aqui cabe dizer que eu não tinha razões aparentes para me sentir assim. Minha situação financeira era sofrível - eu ocupava um cargo modesto numa pequena empresa de comunicação (o salário era uma piada), estava sem namorada e o meu lazer praticamente se resumia a levar minha filha de 10 anos para passear no parque aos finais de semana. Sendo assim, por que, exatamente, estou dizendo que "Tudo estava ótimo"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou me referindo a um profundo estado interior de tranquila satisfação. Totalmente "ilógico", mas muito bom, e trazia resultados. Eu podia comprovar, na prática, que os estados de felicidade e alegria independem dos fatores externos. Quem se importa com o que é ou não lógico, quando se está feliz? As pessoas ao meu redor percebiam esse bem estar, essa serenidade, algo tão raro na nossa sociedade. Colegas no trabalho me perguntavam a respeito, queriam saber qual o “segredo”. Teve até quem viesse me pedir conselhos! No Ashram, eu me realizava. Ao final de cada aula, pouco antes do encerramento, eu me sentia como se me transportasse para alguma dimensão muito melhor do que a comum. Experimentava uma profunda consciência de unidade com o Universo (Pluriverso?), sentia uma paz que não podia simplesmente nascer de uma sequência de posturas e processos respiratórios. Era algo maior! E eu progredia rápido nas práticas. Penso que aprendemos rápido tudo de que gostamos muito, mas meu professor se impressionou, queria saber mais, e um dia me chamou para uma conversa, logo após a aula. Perguntou como estava me sentindo. Eu respondi que sentia harmonia interior e uma paz profunda ao fim de cada aula. E também um sentimento de Amor incondicional, arrebatador, por todas as pessoas e todas as coisas. Algo que eu já sentira antes, mas agora vinha acompanhado de grande serenidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Eu já tivera &lt;a href="http://sounada.blogspot.com/2006/10/samadhi.html" target="_blank"&gt;experiências assim antes&lt;/a&gt;, de ser invadido por uma torrente de felicidade e amor incondicionais, ao meditar. Mas, depois de retornar ao estado mental ordinário, eu ficava desesperado, ansioso para contar pra todo mundo o que eu descobrira, o que eu "vira". Não me conformava em ver alguém sofrendo, porque eu sabia que não havia razão para isso, que havia um propósito maior para tudo, e que sofrer não fazia sentido. Eu queria gritar pra todo mundo, que se desapegassem de seus brinquedos ilusórios, temporários, fossem quais fossem, e que se dedicassem a amar cada vez mais, porque esse é o único caminho para a felicidade real!!!! - E o que acontecia? Uns me ignoravam, outros ouviam sem ouvir, outros ainda me achavam louco. Muito frustrante...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, essas experiências transcendentais maravilhosas continuavam acontecendo, cada vez com mais frequência, mas eu não mais me desesperava na tentativa de convencer os outros do que eu tinha "visto". Entendia que cada um vive em seu próprio tempo. E eu tinha que respeitar isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vi os olhos do meu professor se encherem de água (ele era um cara tímido), e ele me disse: "Isso é muito bom! Que bom que você está conosco, e continue trabalhando!" Ele e sua esposa, os responsáveis por aquela unidade do Ashram Vidya Yoga se empenharam para eu me matricular no curso para professor (&lt;a href="http://www.vidyayoga.org/cursos/alunoresidente.shtml" target="_blank"&gt;yogachária&lt;/a&gt;), o que me permitiria, depois de concluídos os estudos, me tornar o responsável por uma unidade. Mas o meu destino seria outro, como verão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei a ter “insights” impressionantes. Numa certa ocasião, eu me encontrava terrivelmente dividido, ao ter que fazer uma opção profissional, sem saber qual. Tentava fazer duas coisas ao mesmo tempo, e me desgastava demais com isso, sacrificando inclusive minhas horas de sono. A resposta veio da seguinte maneira: Depois de alguns minutos mergulhado em meditação profunda, pude “ouvir” claramente, dentro de mim, a seguinte afirmação: “Você não pode estar em dois lugares ao mesmo tempo – escolha onde vai querer estar, e faça o melhor que puder!”. Esta afirmação soou tão forte, que eu levei como que um “choque”! Anotei esta frase num caderno, para não esquecer nunca mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/4174/2755/1600/48282/DSC_0432-copy.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/4174/2755/400/587622/DSC_0432-copy.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Devo deixar claro, aqui, que o Yoga me ajudou nesse processo, mas praticar não é como aprender uma espécie de “magia” que nos torna super-humanos. O Yoga é apenas mais uma ferramenta a ser utilizada na Busca, como qualquer outra. Os fatores que fazem a diferença são a sinceridade, a seriedade e a total entrega. Se encontrar a Verdade for &lt;b&gt;realmente&lt;/b&gt; a coisa mais importante na sua vida, você alcançará resultados. Mas se você estiver preocupado com os imediatismos, com a grana, as glórias do mundo, as satisfações ou os prazeres carnais, mais do que com a Busca, então você continuará achando que só alguns caras especiais, superdotados, conseguem alcançar alguma coisa. O verdadeiro “dom” é &lt;b&gt;querer&lt;/b&gt;. Enquanto isso não for possível ao buscador, ele só conseguirá continuar vivendo uma existência medíocre, cheia de sofrimentos por causa de ilusões ridículas, caindo e voltando a se levantar, para depois cair de novo, sempre nos mesmos erros... Quando a Busca é encarada como um “hobbie” ou um tipo de distração, algo pra se fazer nas horas vagas, o indivíduo tende a se perder em algum dos muitos desvios que aparecem nesse Caminho. Talvez ele se torne um pseudo-místico, um pseudo-esotérico ou simplesmente uma piada. Mas nunca encontrará a realização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este foi o terceiro Pilar que eu descobri: &lt;b&gt;A sinceridade e a seriedade na Busca. Querer encontrar as respostas, mais do que qualquer outra coisa. Ter a sua escala de valores bem definida, pra você mesmo. Encontrar a Verdade deve ser, de verdade, a coisa mais importante de todas&lt;/b&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326372-116491479887540948?l=sounada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/116491479887540948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/116491479887540948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sounada.blogspot.com/2006/11/o-terceiro-pilar.html' title='O Terceiro Pilar'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12422440324898666553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/0237outros-messbrasil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326372.post-116473084604090656</id><published>2006-11-28T14:02:00.000-02:00</published><updated>2006-11-28T16:12:02.860-02:00</updated><title type='text'>"Vidya"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666600;"&gt;A maneira&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; como vim a conhecer aquela que se tornaria a minha escola definitiva de Yoga foi emblemática. Tendo resolvido que o meu caminho realmente passaria pela prática do Yoga, como preparação física e mental na minha busca, parti para uma pesquisa das principais escolas clássicas&lt;span style="color:#000000;"&gt;**&lt;/span&gt;. Participei inclusive do “&lt;strong&gt;1º encontro internacional de Yoga&lt;/strong&gt;”, evento que durou duas semanas e que juntou mestres e praticantes de todas as linhas, inclusive as mais recentes, como o “&lt;a href="http://www.yogasite.com.br/Poweryoga/index.htm" target="_blank"&gt;Power Yoga&lt;/a&gt;”. Nesse encontro, promovido pelo &lt;a href="http://www.sescsp.com.br/sesc/home/index.cfm" target="_blank"&gt;SESC&lt;/a&gt; e realizado na unidade Consolação, uma das maiores de São Paulo, foi dada ao público a oportunidade de participar de diversos "cursos-relâmpago", com professores especialistas nas escrituras clássicas hindus, Yoga Sutras e outros, além de palestras com gurus indianos, aulas práticas das diversas modalidades, apresentação de danças folclóricas da Índia e etc. Um verdadeiro evento “dos sonhos” para quem se interessa pelo assunto. Isso foi no ano de 1998.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não demorei muito a perceber que a maior rede de escolas de Yoga aqui no Brasil é a Uni Yôga, do mestre De Rose. Cheguei a ler livros dele, e a visitar algumas unidades suas. Mas não me identifiquei. Aquela egrégora não tinha muito a ver comigo: Logo de cara, ao entrar na sala de práticas, vi aquele bando de garotas lindas e saradas (por algum motivo que eu ainda não consegui entender, parece que todas as ‘gostosas’ que se interessam por Yoga procuram a rede De Rose), todas usando mini tops e &lt;i&gt;colants&lt;/i&gt; cavados, entrando no bumbum, fazendo “saudação ao sol” (saudação ao sol, pra quem não sabe, é uma seqüência de movimentos e posturas onde por diversas vezes fica-se ‘de quatro’ e em posição de ‘gatinha se espreguiçando’, com o peito rente ao chão e arrebitando o traseiro ao máximo)... Eu olhei bem praquilo e... sabe, posso ser um buscador, mas dentro das minhas veias corre sangue. Logo vi que ali eu iria conseguir tudo menos a depuração físico-mental-espiritual que eu queria. A começar porque não conseguiria me concentrar nas aulas. :-P Também havia um clima de “azaração” no ar, bem ao estilo “malhação”, sem falar no culto ao "mestre" De Rose, um homem cujo maior sonho é um dia poder se tornar o detentor absoluto do direito de dar aulas de Yoga no Brasil. Algum tempo depois eu cheguei a ler, pessoalmente, um "estatuto" dele, que teria sido enviado para todas as outras escolas de Yoga do Brasil, em nome da Uni-Yoga, convidando (quase intimando) todas a se afiliarem, ou então, “sofrer as consequências”. Havia até essa frase, escrita textualmente: “Para os que não quiserem se afiliar à Uni-Yoga, as chances de crescimento são mínimas. Mas, se mesmo assim, você não quiser se afiliar, mantenha-se discreto. Você não vai me querer como inimigo!”. Ameaça explícita, um horror... E ainda se acha um mestre espiritual (ele até adotou o termo ‘mestre’ como prenome para assinar os livros)...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, por uma questão de pura justiça, devo dizer que a qualidade técnica das aulas na rede Uni Yoga são de primeiríssima linha. Conheci intimamente pelo menos dois praticantes sérios da verdadeira filosofia do Yoga, e que são alunos nessa rede. A além disso, tenho que reconhecer que o De Rose, mesmo tendo um ego maior do que ele mesmo, por outro lado, sabe tudo e mais um pouco. Ele não entrou de “laranja” na história, é um professor excelente. Conhecimentos práticos e teóricos não lhe faltam. Pelo contrário, isso ele tem de sobra. Usando o que aprenderam com ele, alguns dos seus melhores alunos se desligaram da rede e se tornaram grandes expoentes do Yoga em nosso país, como é o caso do profº Pedro Kupfer, responsável pelo ótimo site &lt;a href="http://www.yoga.pro.br/" target="_blank"&gt;Yoga Pro&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu ainda tinha que encontrar a minha própria escola. Primeiro visitei algumas pequenas, de linhas desconhecidas, com professores duvidosos. Caras que dominavam ásanas (posturas) incríveis, intrincadíssimas; capazes de tocar a própria nuca com o dedão do pé, equilibrar o peso do corpo inteiro em cima do dedo mindinho da mão esquerda, fazer e desfazer nós nas próprias tripas, assobiar e chupar cana ao mesmo tempo, etc, etc (exagerando um pouquinho)... Mas que não conheciam "lhufas" da parte filosófica, não sabiam nem pronunciar direito a palavra Yoga - a pronúncia mais correta, próxima do sânscrito, é com o ‘o’ fechado = Yôga. De Rose, como eu disse, um profundo conhecedor do assunto, até adotou o uso do acento circunflexo, na palavra, numa tentativa de acabar, de uma vez por todas, com a mania dos brasileiros de falar ‘ióga’. Não conseguiu. Recentemente até foi fundada uma nova escola que, meio assim, só pra provocar, inventou um &lt;i&gt;acento agudo&lt;/i&gt; no ‘o’ = "Yóga Clássico"! Coisas da vida... guerra de egos. E eu devo dizer que conheci ótimos e autênticos professores, inclusive com vivência internacional, que pronunciam “Yóga”. Então concluo que esses detalhes certamente não são o mais importante. E assim fui conhecendo diversas escolas, enquanto procurava a minha. E fui exigente nessa procura. Cuidar da saúde é coisa séria. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/foto-unidade-m.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 2px 10px 2px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/400/foto-unidade-m.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Mas eu disse no começo que a maneira como conheci a minha escola foi emblemática. Agora vou explicar o porquê: Eu havia coletado na Internet (finalmente chegamos à era da internet, nos meus relatos), o endereço de uma escola que ficava no bairro da Mooca, próximo ao lugar onde eu morava na época. No caminho para essa escola, que se localizava numa rua pequena, meio “escondida”, tomei um caminho errado; então tive que voltar à avenida principal mais próxima, para me localizar, (a av. Paes de Barros), e quando voltava, tentando encontrar um novo acesso... eu a encontrei!! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lá estava ela, bem no meio do caminho! Lembro-me como se fosse hoje; eu parei numa padaria que existe ali na esquina da rua Guaimbé, para pedir informações, e aí... Percebi que o imóvel vizinho à padaria era um belo sobrado em amarelo e azul, muito bem cuidado e com uma porta de vidro espelhado, protegido por uma grade toda trabalhada em metal. Bem no alto da bonita fachada, uma placa com um emblema ao estilo indiano me chamou a atenção. Olhei e li: “&lt;a href="http://www.vidyayoga.org/home/" target="_blank"&gt;Vidya Yoga Ashram – Sacred Filosofy&lt;/a&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pude deixar de pensar que, se eu não tivesse me perdido, nunca teria ido parar naquele lugar. Meu objetivo era chegar num outro endereço, e só por não conseguir encontrá-lo, fui descobrir o lugar que, mesmo sem saber, eu estava procurando. Essas coisas acontecem, eu sei, e se começarmos a discutir se coincidências existem ou não, teremos assunto pra dias. Esse não é o meu propósito. Apenas entendo que a maneira como ali cheguei foi simbólica, até porque o que aconteceu depois me fez ver que a minha procura estava encerrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrei o que estava procurando, sem querer. Cheguei ao meu destino sem saber sequer que ele existia. "Atirei no que vi, e acertei no que não vi", e o que não vi era o exatamente o que eu procurava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O assunto Yoga já rendeu demais, por isso vou deixar maiores detalhes sobre essa excelente escola para o futuro. Por enquanto digo apenas que ali, desde o primeiro dia, encontrei a “minha turma”. Quando apertei o botão do interfone, fui saudado por uma voz agradável. Entrei e vi que aquela casa, por dentro, era tão primorosamente cuidada quanto por fora. Decoração ao estilo indiano, como não poderia deixar de ser. Cores suaves, grossos e macios tapetes pra se pisar. Um cheiro delicioso de incenso no ar (um que eu ainda não conhecia). Fui recebido por um sorridente casal, na recepção; mas ela, depois dos cumprimentos iniciais, teve que se ausentar para a primeira aula noturna. Ficamos, eu e o rapaz, Maurício, conversando, e então descobri que eles eram um casal de fato, marido e mulher. Ali era mesmo um "ashram", ou seja, a escola é também a residência dos professores. Suas vidas dependem do Yoga, literalmente, e eles o vivenciam 24 horas por dia. Pelo sotaque, percebi que Maurício era do Sul do Brasil, mais especificamente, Santa Catarina. Primeiro ponto em comum. Começamos a conversar, eu perguntando e ele respondendo. E a nossa conversa até parecia uma entrevista de emprego, onde ele era o candidato e eu o entrevistador. E ele respondeu exatamente tudo que eu gostaria de ouvir. Se fosse um exame, ele teria tirado um “A”, isto é, Vidya&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Yoga era exatamente o que eu estava procurando, era tudo que eu queria. Depois do final da nossa conversa, ele me disse que, no decorrer do nosso diálogo, eu fazia, inconscientemente, diversos mudrás (gestos simbólicos com as mãos, com significados diversos), mesmo sem saber o que estava fazendo; coisa que ele nunca tinha visto acontecer (??).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim me tornei um praticante de Yoga, definitivamente. Ah! ali todos usavam camisetas do ashram e calças de algodão, brancas e bem folgadas, na hora das aulas. Que bom, ninguém preocupado em exibir o “corpicho” bonito... Virei vegetariano. Deixei de sofrer com uma insônia que me atormentava há meses. Me tornei um ser humano muito mais calmo e centrado. Soube de casos de pessoas que se livraram de diversas fobias, através das práticas. Aperfeiçoei minhas técnicas meditativas e aprendi a me auto-observar melhor do que nunca. E também a ver o mundo com olhos mais calmos e atentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;**&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;Essas escolas são 7: Raja yoga, Hatha yoga, Jnana yoga, Karma yoga, Bhakti yoga, Mantra yoga e Tantra yoga. Todas elas surgiram como caminhos para um mesmo fim: habilitar a aquisição do conhecimento libertador do ego (atman).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;***&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;Vidya, do sânscrito, significa "conhecimento:".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326372-116473084604090656?l=sounada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/116473084604090656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/116473084604090656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sounada.blogspot.com/2006/11/vidya.html' title='&quot;Vidya&quot;'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12422440324898666553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/0237outros-messbrasil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326372.post-116437715690597256</id><published>2006-11-24T12:04:00.000-02:00</published><updated>2006-11-28T16:10:36.643-02:00</updated><title type='text'>Novos rumos até o Yoga</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/4174/2755/1600/475981/15092006_210338.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/4174/2755/400/379512/15092006_210338.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666600;"&gt;No&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Brasil, como em outros países da América do Sul, a maioria das pessoas, mesmo as espiritualmente bem esclarecidas, não têm muita idéia do significado e da importância do Hinduísmo, não só para o desenvolvimento da espiritualidade mundial, mas também para a própria História da humanidade, como um todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Hinduísmo, não no sentido de religião organizada, mas com o seu modo particular de interpretar a existência, me fez entender a vida de uma maneira muito mais agradável. Foi através do Hinduísmo, por exemplo, que eu entendi a experiência de &lt;a href="http://sounada.blogspot.com/2006/10/samadhi.html" target="_blank"&gt;auto-transcendência&lt;/a&gt; que eu havia experimentado. Os hindus sorriram quando eu contei minha experiência, dizendo que eu tinha vivenciado o que eles chamam de “samadhi” (sânscrito: literalmente, ‘dirigir juntos’; estado beatífico transcendente no qual se experimenta um estado de união com o Divino). Alguns deles me diziam, admirados: “Você deve ter vindo ao mundo com um propósito especial; muitos praticantes procuram por uma experiência como essa suas vidas inteiras, e não conseguem encontrar”. - Mas isso era tudo que não me importava ouvir. Esse tipo de "elogio" é uma espécie de tentação muito sutil. Se o indivíduo começa a acreditar nisso, quaisquer progressos feitos na busca (tão duramente conquistados) acabam se perdendo. A “soberba espiritual” é um dos maiores crimes que podemos cometer contra nós mesmos, uma das "ciladas" mais perigosas neste Caminho. Achar-se “o máximo”, é como cair num abismo; é esquecer, perder tudo. E, pra reaprender, depois, só escalando tudo de novo, centímetro por centímetro. Auto obervar-se é preciso - “Vigiai e orai...” - Sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já contei porque deixei o meu primeiro ashram, ao perceber que os alunos eram crédulos demais e presos demais a misticismo e dogmas, pra minha cabeça. E olha que eu nem contei, no post anterior, o que o Prassad Rao, aquele meu “chegado” indiano me contou uma vez. Me disse ele que, aqui mesmo no Brasil, há alguns anos, devotos de Shri Mataji fizeram uma experiência insólita com o objetivo de comprovar, empiricamente(...), que o retrato de Shri Mataji concentra poderes sobrenaturais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escolheram alguns bairros “barra pesada” do Rio de Janeiro, onde o crescimento da violência vinha aumentando muito. Pesquisaram dados nas delegacias desses bairros, montaram um registro detalhado das ocorrências e chegaram a uma estatística da criminalidade local nos meses anteriores: Números médios de assaltos à mão armada, assassinatos, furtos, etc. Então deram início ao experimento: alugaram um helicóptero e levaram o retrato de Shri Mataji para sobrevoar os lugares analisados, por aproximadamente uma hora. Enquanto voavam, posicionavam o retrato de frente para as ruas violentas, entoando mantras, enquanto pediam mentalmente a Shri Mataji que abençoasse a todos os moradores. Resultado: nos meses seguintes, a criminalidade diminuiu enormemente em toda a região onde a experiência foi realizada. Achou forçado? Eu também. Acredito no poder da mente e ainda mais no da oração, mas eles acreditam que o fenômeno aconteceu por influência direta do poder do retrato emoldurado. Aí complica...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já dito, foi esse tipo de crença cega que me fez ver que o Sahaja não era o que eu esperava... Mas, por outro lado, vejam algumas palavras e máximas de Shri Mataji:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;#&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;O Amor é uma fonte de energia que faz as coisas crescerem de uma maneira viva. O Amor não significa que você precise abraçar alguém. Ele é a energia viva que faz você nascer e o alimenta.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;&lt;strong&gt;#&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;em&gt;O homem, na sua busca da felicidade, está se afastando de seu próprio Si - que é a única fonte verdadeira de paz e felicidade.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;#&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Não deixe haver dois tipos de vida, uma interior e outra exterior. Quando o exterior se funde com o interior, então tudo ocorre sem esforço.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;#&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;A sua Alegria não consiste em você rir alto ou em estar sempre sorrindo. Ela é a tranqüilidade e a quietude do Si interior, a paz de seu ser e de seu espírito.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;#&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Você não poderá conhecer o significado da sua vida enquanto não estiver conectado com o Poder que a criou.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;#&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;A realização do Si é um direito seu e não pode ser comprada.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Não posso negar que eu concordo com tudo isso. São maneiras profundas e sublimes de se entender a vida. E eu não queria esquecer nem desconsiderar uma grande parte do Hinduísmo, na minha busca, que eu sabia que poderia ser muito proveitosa. Por isso comecei a me dedicar ao estudo das escrituras clássicas e ler diversos livros de autores hindus. Li o clássico "Mahabharata" (o poema épico máximo hindu), que contém o "Bhaghavad Ghita" (a ‘canção do divino mestre’ - a revelação de Krishna diante de Arjuna, que depois virou música de Paulo Coelho, cantada por Raul Seixas), li os "Devas" e as "Upanishads", e os "Yoga Sutras" de Patânjali. Também li, depois da autobiografia de Yogananda, muitas obras de Ramana Maharishi, Ramakrishna, Deepak Chopra, Swami Prabhupada e outros; além de um retorno agora abalizado às obras do Krishnamurti (naquela época ainda não havia despontado o gênio Amit Goswami).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atraía-me o jeito “bhakti” (amor devocional) de viver o dia-a-dia, entender cada pequeno detalhe de nossas rotinas diárias como muito importante, como mais um passo na direção do Divino. Yoga é isso, buscar a União com o Transcendente em cada pequeno ato, em cada detalhe de nossas vidas. Eu me identificava com isso. E sabia que dentro deste universo havia ainda muito para aprender; chaves para abrir portas nesse caminho que eu escolhi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi assim que eu cheguei até a minha escola definitiva de Yoga. Um ashram não-devocional, onde eram privilegiadas as técnicas de depuração mental e corpórea, e onde eram ensinados os princípios morais e éticos da tradição yogue, mas excluindo-se o culto aos deuses ou gurus. Toda a face religiosa-dogmática era deixada de lado em prol dessa premissa mais "pé no chão". Assim, cada praticante, tendo sua saúde física, mental e espiritual cuidadas primorosamente, era livre para seguir sua própria opção religiosa. Esta experiência é o tema do próximo post.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326372-116437715690597256?l=sounada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/116437715690597256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/116437715690597256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sounada.blogspot.com/2006/11/novos-rumos-at-o-yoga.html' title='Novos rumos até o Yoga'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12422440324898666553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/0237outros-messbrasil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326372.post-116414391128677096</id><published>2006-11-21T19:16:00.000-02:00</published><updated>2006-11-21T20:49:50.966-02:00</updated><title type='text'>Sahaja Yoga e Shri Mataji</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/4174/2755/1600/142859/chart.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/4174/2755/400/727539/chart.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666600;"&gt;No&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; ashram (escola) Sahaja Yoga foi que (depois dos livros) primeiro tomei contato, diretamente, com a religião e a cultura hindus. Ali conheci as práticas ancestrais, antiqüíssimas, para se promover a ascensão da "Kundalini", a energia vital divina que habita cada ser humano, e que se encontra “adormecida” na região do osso sacro ou cóccix, no "Muladhara Chakra". Fazer essa energia subir, serpenteando pelos três canais energéticos chamados “nádis” até uma área no topo do crânio, denominada "lótus de mil pétalas", significaria alcançar a total "conexão" com o Universo e com a Verdade absoluta. Desde tempos imemoriais, os que desejassem alcançar essa conexão seriam obrigados a buscá-la por meio de técnicas muito difíceis, permanentes. Meditação (muita), treinamento físico e mental, auto-observação perene e a prática constante dos Yamas e Nyamas (preceitos morais e éticos) - na Índia, todo esse conjunto de coisas é o que se chama de Yoga. Shri Mataji, a instituidora do Sahaja Yoga, teria vindo ao mundo com a missão de facilitar, enormemente, todo esse trabalho - por meio da sua intervenção, se tornaria possível, a todo buscador, alcançar a liberação do jugo dos sentidos físicos, independente de disciplinas rigorosas. Mas, como ela faria isso? Através exatamente da abertura deste sétimo e último chakra, o "Sahastrara", localizado no topo da cabeça, o único que ainda se encontrava fechado antes da sua vinda. Há milhares de anos, todos os chakras estavam fechados, impedindo a evolução humana (daí tanta dificuldade); mas, no transcorrer da História, grandes avatares vieram ao mundo para abri-los, um por um, a intervalos regulares. Shri Mataji seria a última dessa "linhagem".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A história de Sri Mataji Nirmala Devi, segundo seus devotos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/4174/2755/1600/459470/mataji_5.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 2px 10px 2px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/4174/2755/320/477688/mataji_5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Shri Mataji Nirmala Devi nasceu em 21 de março de 1923. Seus pais eram Prasad e Cornelia Salve, descendentes diretos da dinastia real Shalivahana. Vendo a beleza da criança, eles a chamaram Nirmala, que significa Imaculada. Mais tarde ela tornou-se conhecida pelo nome de Shri Mataji Nirmala Devi, a mãe reverenciada, que nasceu com sua completa Auto-Realização e sabia desde a infância que possuía um dom único que deveria ser repassado para toda a humanidade. Shri Matataji, que quando criança viveu no ashram de Mahatma Ghandi, era freqüentemente procurada por ele, para consultas espirituais. Isso mesmo: Ghandi pedia orientação para essa menina (então com 14 anos)... Mais tarde, Shri Matataji casou-se com Sir C. P. Srivastava, que era secretário da ONU para assuntos marítimos. Valendo-se da oportunidade que tinha, devido à profissão do marido, de viajar pelo mundo inteiro, Shri Matataji iniciou o trabalho de divulgação da sua doutrina por diversos países. Conforme já mencionado, ela nasceu para trazer ao mundo a possibilidade da completa realização do “Si”, a evolução para um novo estágio humano, e esta missão seria realizada através da abertura do sétimo chakra, coisa que só ela seria capaz de fazer. Na linhagem de grandes avatares que vieram antes dela, com o trabalho de abrir os sucessivos chakras e liberar os mortais das suas limitações (incluindo, entre outros, Lao-Tsé e Confúcio), Shri Matataji seria a “sucessora” imediata de Jesus Cristo: Ele teria vindo para realizar a “abertura” do sexto e penúltimo chakra, na via do “despertar” ou elevação da Kundalini, o "Agnya Chakra". Este é exatamente o chakra no qual se cruzam os três canais energéticos por onde ocorre a elevação da Kundalini; o que justificaria a frase de Cristo: “Ninguém vem ao Pai, senão por mim” – já que é impossível se chegar ao último chakra sem passar por este, aberto por ele. Sem ele, nada seria possível. Nem a missão de Shri Matataji, que veio para consumar Tudo em todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A abertura do último chakra, por Shri Matataji, segundo seus devotos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano de 1970, Shri Matataji compareceu a um dos grandes encontros que eram então promovidos por Osho (na época conhecido com Bhagwan Shri Rajneesh) em grandes campos a céu aberto, na Índia. Ao chegar no local, viu as multidões de seguidores do polêmico “guru” se comportando, segundo ela, como porcos. Muitos andavam de quatro no chão enlameado, sacudindo seus corpos e gemendo. Outros tantos rastejavam e/ou rolavam na lama, urrando alto o “grito de guerra” ensinado pelo seu mestre: “Hooh! hooh! hooh! hooh!..” Também ocorriam orgias e sexo grupal, pelos cantos, no chão mesmo, aqui e ali (Osho pregava a total “não repressão” dos sentidos, e seus discípulos o seguiam ao pé da letra). Vendo em que se tornavam as pessoas, em suas buscas pelo sagrado, quando lideradas por um falso mestre, Shri Matataji se consternou e resolveu que naquele dia mesmo tomaria uma atitude. Osho, que a viu e reconheceu de imediato como uma encarnação divina, tentou convencê-la a passar para o "lado negro" (qualquer semelhança com Darth Vader... desculpem, não resisti) - Disse-lhe que, juntos, eles poderiam ganhar o mundo. Mas ela respondeu que a hora tinha chegado, e que agora nada mais iria impedi-la. Dali mesmo ela se retirou para uma praia deserta e se colocou em postura de meditação. Meditou por toda à noite, implorando para que a sua tarefa finalmente pudesse se consumar. Quando o dia já estava nascendo, e os primeiros raios de sol despontavam no horizonte, ela sentiu dentro de si o poder de sua colossal Kundalini se elevando. Pôde ver uma imensa explosão de energia, brilhando de maneira semelhante ao metal em brasa, atravessando todos os chakras dentro de si, um após outro, até que por fim, com um grande estrondo, que pôde ser ouvido a quilômetros dali, o último chakra se abriu, no topo da sua cabeça, iluminado e multicolorido, na forma de um lótus de mil pétalas. Nesse instante, os céus se abriram diante dela, o Universo se transformou num imenso portal, e todas as divindades surgiram e vieram tomar suas posições, cada uma em uma das pétalas desse Lótus incomensurável. Estava feito. A partir desse momento, ninguém mais precisaria perder tempo com as complicadas e difíceis técnicas do Yoga tradicional. Hoje, basta aprender e praticar a meditação Sahaja Yoga, em qualquer dos centros estabelecidos em mais de 85 países mundo afora, para alcançar a iluminação e libertar-se de todas as fraquezas e limitações humanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bonita história, né?.. Vlad Lestat e Roberto devem ter gostado (rs)... Como meus companheiros aqui do blog já devem estar imaginando, eu não duraria muito tempo como membro dessa escola. Foi muito interessante e muito instrutivo enquanto durou, mas depois de pouco tempo eu peguei meu bonezinho e procurei a porta de saída. Eu ainda procurava a &lt;b&gt;Verdade&lt;/b&gt;, e não tinha me esquecido disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Prassad Rao&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo com todas as incompatibilidades, eu sempre tentei aprender o máximo em cada uma das ordens, seitas e religiões que eu conheci. Através do ashram Sahaja Yoga eu vim a entender realmente o significado do Hinduísmo e da sua proposta de vida. A maior parte destas coisas, eu aprendi diretamente de um indiano autêntico, nascido hindu, que se fez peregrino pelo mundo. O seu nome é Prassad Rao, e ele presidia a maior parte das reuniões e encontros no ashram. Profundo conhecedor das tradições do seu país, apesar de reverenciar muitos deuses, se considerava o mais fiel dos monoteístas, e não via nisso nenhuma contradição. Mas Prassad Rao não é uma exceção, grande parte dos hindus têm esse mesmo modo de pensar, que eu até tentei explicar no espaço dos comentários, mas reconheço que é uma tarefa complicada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os hindus praticantes são muito hospitaleiros. Eles não vêem problemas em conviver com pessoas de outras religiões. Como acreditam, por princípio religioso, que Deus está em tudo, para eles não há dificuldades em aceitar que Jesus é manifestação de Deus, que Maomé tenha sido um grande profeta de Deus, ou que Buda tenha sido “o Iluminado”, por graça desse mesmo Deus... Sempre que eu chegava no ashram, era muito agradável entrar na grande sala de meditação, me sentar numa das muitas e muitas almofadas espalhadas sobre os macios tapetes orientais, e então permitir que minha atenção fosse calmamente levada pelos “bhajans” (suave e relaxante música tradicional indiana) que sempre se podia ouvir, em volume baixo, naquele ambiente tranqüilo. A iluminação suave, o perfume do incenso no ar e a chama de uma vela acesa diante do retrato de Shri Mataji, ladeado por arranjos de flores e pétalas, num pequeno altar ao centro, eram capazes de fazer um cara ansioso como eu relaxar por completo. Depois das práticas, lá vinham as yoguinis (moças residentes do ashram), todas vestidas com “saris” (vestidos tradicionais indianos) coloridos, rostos sorridentes e bhindis colados na testa; servir um delicioso chá feito à base de canela e menta. Tenho saudades do clima de amizade entre os frequentadores, da paz e da "energia positiva" reinantes... Foi lá que eu me habituei a usar o termo “buscador” para chamar a todos aqueles que, como eu, buscam a Deus e à Verdade nessa vida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;Observação: Segundo o Hinduísmo, existem milhares de chakras, espalhados pelo corpo humano, com funções diversas. Os sete chakras citados no post e representados na figura no topo, seriam os chakras maiores ou "principais", por onde se daria, diretamente, a passagem da Kundalini.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326372-116414391128677096?l=sounada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/116414391128677096'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/116414391128677096'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sounada.blogspot.com/2006/11/sahaja-yoga-e-shri-mataji.html' title='Sahaja Yoga e Shri Mataji'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12422440324898666553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/0237outros-messbrasil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326372.post-116377211977774456</id><published>2006-11-17T11:41:00.000-02:00</published><updated>2006-11-28T16:17:09.546-02:00</updated><title type='text'>A descoberta do Hinduísmo</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/brahamavishnush.0.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/400/brahamavishnush.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666600;"&gt;Conhecer&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Yogananda e sua história, por meio da qual me foi possível tomar conhecimento da verdadeira essência do Yoga, enquanto caminho de vida, fez despertar em mim um interesse realmente vivo pela religião e pelas tradições hindus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O termo “Hinduismo” se refere ao conjunto das tradições religiosas dos povos que constituiram uma grande civilização na região do Vale do Indo, em cerca de 6 000 a C. Esse termo passou a ser mais utilizado a partir da instalação do império britânico, como forma comum para se designar todas as (muitas) religiões oriundas principalmente do subcontinente Indiano. Há muito a ser dito sobre Hinduísmo, a terceira maior religião do mundo, com aproximadamente 1 000 000 000 de adeptos, e a mais antiga do planeta. Penso mesmo que cem posts não seriam suficientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mais me chamou a atenção, é o mesmo que costuma agradar aos buscadores criados na nossa tradição religiosa ocidental: A doutrina “Advaita” (literalmente, "não dois", ou "não dualidade"), que significa “não separação”&lt;span style="color:#000000;"&gt;**&lt;/span&gt;. Falando a grosso modo, a doutrina Advaita ensina que não há separação entre o “criador” e suas “criaturas”. O ser humano e toda a criação são entendidos como “parte” da Divindade, e não como elementos criados, separados dela. Assim, todo ser humano poderia ser considerado, em última análise, "uma parte" de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse modo de entender a vida está perfeitamente representado na imagem do “deus dançarino” Shiva. Enquanto dança, o deus mantém o Universo “em funcionamento”, já que, dentro da trindade hindu, ele é o responsável pela constante renovação cósmica. Análogamente, se ele parasse de dançar, seria o fim da vida, como a conhecemos. O universo é a “dança” do deus. Assim como a dança não existe sem o dançarino, o dançarino também não existiria, enquanto dançarino, sem a dança; portanto, nesta intrincada analogia, Deus, “é um” com a sua criação. O conceito da separação entre “criador e criatura”, conforme entendido pelas religiões monoteístas, não existe, mas sim uma única Existência Maior, Una e Maravilhosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas então, sendo assim, como explicar a existência do mal e da desarmonia? Simples: É que estaríamos, todos nós, seres humanos, sob a influência de "Mara", o demônio da ignorância e do apego, cegos para essa Realidade Maior, inefável. Nossas vistas encontram-se encobertas pelos “véus” de "Maya" (o mundo ilusório dos fenômenos), o que cria em nossas mentes a noção enganosa de separação da Realidade divina, a única que de fato existe. Por meio da prática diligente, o yogue pode conseguir retirar o véu de Maya da frente de seus olhos, e a partir desse momento ele passa a viver num mundo de beatitude, uma existência de bem-aventurança total. Com isso, muitas vezes, ele ganha poderes sobre-humanos, como uma espécie de “efeito colateral’, pois se torna senhor de si mesmo e dos elementos; algo como um co-criador da natureza e da sua própria vida (qualquer semelhança com o filme "The Matrix" não é mera coincidência).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, sadhus (os homens “santos” da Índia) de todas as linhas desfilam às margens do sagrado Ganges, em especial nos festivais religiosos, como a “Kumba Mela”, demonstrando seus poderes sobrenaturais. Há os que trespassam seus corpos com todo tipo de objeto perfurante, lanças e pregos, sem demonstrar dor alguma. Há também os que pedem para que seus discípulos os enterrem vivos, dentro de caixões de madeira, sem água ou comida, onde permanecem, por semanas a fio, em posição de “rája padmásana” (lótus), sendo depois desenterrados, quando saem caminhando tranqüilamente, sorrindo e saudando os discípulos com “pujas”&lt;span style="color:#000000;"&gt;***&lt;/span&gt; (Um desses casos está documentado e foi exibido na TV, na década de 90, no famoso programa "I Believe it or not?" - “Acredite se Quiser”). Há ainda muitíssimos casos de yogues que sobrevivem por anos sem se alimentar (muitas vezes vidas inteiras - alguns desses casos foram comprovados, com acompanhamento médico e exames clínicos, feitos por pesquisadores norte-americanos) - Esses fenômenos específicos recentemente ganharam popularidade através do livro "Viver de Luz", da autora norte-americana Jasmuheen. Há ainda os que afirmam não precisar dormir nunca, outros dos quais se afirma serem capazes de levitar, realizar a bilocação de seus corpos (estar em dois ou mais lugares ao mesmo tempo), etc, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conhecimento científico dos ríshis (os ancestrais dos yogues modernos) era muito grande. O "Kaushitaki Brâhmana" (escritura hindu) consigna fenômenos astronômicos exatos, indicando que, em 3100 a. C. os hindus estavam muito adiantados em astronomia, a qual tinha um valor prático para determinar os tempos favoráveis às cerimônias astrológicas. Eles detinham uma tradição científica que manteve a Índia na vanguarda das nações da antiguidade, e fez dela a "Meca" dos buscadores de conhecimento. "Brahma Gupta", um dos livros do "Jyotish" (astronomia/astrologia), é um tratado astronômico que estuda fenômenos como o movimento heliocêntrico dos planetas em nosso sistema solar, a obliqüidade da eclíptica, a forma esférica da Terra, a luz refletida da Lua, o movimento diário da rotação da Terra em redor de seu eixo, a presença de estrelas fixas na Via Láctea, a lei da gravitação, e outros fatos científicos que só vieram à luz, para o mundo ocidental, no tempo de Copérnico e Newton (!). Os chamados algarismos arábicos, de valor incalculável para o desenvolvimento da Matemática, chegaram à Europa no século IX, trazidos pelos árabes, mas originários da Índia, onde esse sistema de notação fora formulado na antiguidade. Diversos livros acadêmicos podem ser consultados para se conferir informações, em maiores detalhes, sobre a vasta herança científica da Índia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito importante dizer aqui, e ressaltar, que a nação hindu não é tão politeísta quanto parece. A grande variedade de deuses, gênios e demônios citados nas escrituras vedicas, e que podem ser encontrados representados em seus templos, não devem ser entendidos no sentido literal. A maior parte das tradições ensina a interpretá-los apenas como representações da realidade, pura e simples. Apesar de alguns estudiosos chegarem a calcular em mais de trezentos milhões(!) o número de deuses no Hinduísmo, nega-se o politeísmo, pois todo esse panteão divino aponta para as diversas manifestações de um único Deus Maior. Assim, um hindu pode adorar um ou mais deuses, sabendo, porém, que se trata do mesmo princípio ou essência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mitologia e a cultura religiosa hindus são vastíssimas. E são muito, muito interessantes para o estudante das religiões. Eu, num primeiro momento, simplesmente me encantei. Essa nova forma de entender a natureza e a existência, como emanações do Sagrado (o que para mim era novidade) me agradou muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei a freqüentar vários templos hindus, como o &lt;a href="http://www.sahajayoga.org.br/" target="_blank"&gt;Sahaja Yoga&lt;/a&gt;, que tem como guru a mestra Sri Mataji Nirmala Devi. Quando o conheci, este templo ficava no Bairro da Bela Vista, em São Paulo, na Rua dos Ingleses. Era um casarão antigo, transformado numa espécie de “áshram” (escola tradicional hindu, para ensino do Yoga integral, especialmente o aspecto religioso). Ali conheci um peregrino hindu antêntico, interessado em disseminar sua fé ao redor do mundo, que me ensinou muito. Esse é o tema do próximo post.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;**&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;Embora poucos saibam, há também, dentro do Hinduísmo, a doutrina Dvaita(separação), esta com princípios bem mais próximos aos das religiões ocidentais. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; C&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;umprimento com as mãos postas, à altura do plexo solar, muitas vezes acompanhado da saudação “Namastê” = ‘a divindade que há dentro de mim saúda a divindade dentro de você’. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326372-116377211977774456?l=sounada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/116377211977774456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/116377211977774456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sounada.blogspot.com/2006/11/descoberta-do-hindusmo.html' title='A descoberta do Hinduísmo'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12422440324898666553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/0237outros-messbrasil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326372.post-116352991600092021</id><published>2006-11-14T16:31:00.000-02:00</published><updated>2006-11-28T16:26:28.616-02:00</updated><title type='text'>Yogananda - parte 2</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/master_01.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 2px 10px 2px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/400/master_01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666600;"&gt;O valor&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; de “Autobiografia de um Yogue” é muito maior pelo fato de ter sido o primeiro (e por muito tempo, o único) livro escrito em idioma inglês sobre a religião, a filosofia e o modo de vida hindu, não por um jornalista ou pesquisador estrangeiro; mas por alguém da raça hindu, criado dentro da tradição, e que passou pelo verdadeiro treinamento yogue. Um livro sobre yogues, &lt;i&gt;escrito por um&lt;/i&gt; yogue. E um yogue real, não algum destes “Swamis falsificados” que eu tenho visto por aí, nos últimos anos, cobrando altas “taxas de participação” por uma palestra “iluminada”, em algum retiro esotérico da vida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yogananda foi um dos maiores mestres espirituais da história moderna, e um dos principais divulgadores da doutrina yogue no Ocidente. Seu guru, Sri Yukteswar, previu, com muitos anos de antecedência (Yogananda ainda era um jovem aprendiz e nem sonhava deixar a Índia) que ele seria o principal precursor do Yoga no Ocidente, o que veio a se concretizar quando ele se mudou para os Estados Unidos e passou a viajar para diversos países, divulgando seus conhecimentos e métodos. Segundo o testemunho de diversas pessoas que conviveram com ele, inúmeros acontecimentos extraordinários permearam toda a história da sua vida, como curas de pessoas doentes que o procuravam e a demonstração de capacidades sobre-humanas. Há muito a ser dito sobre a vida e a obra deste grande yogue, o que pretendo fazer em tempo oportuno. Por hora, quero ressaltar o efeito importante que a leitura de sua autobiografia provocou em mim. Sobre o seu enfoque a respeito da disciplina do Yoga, deixo aqui um pequeno resumo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Muitas pessoas mal informadas usam o termo Yoga apenas no sentido de ‘Hatha’. No meu caso, ao falar de Yoga, refiro-me ao sistema exposto nos &lt;a href="http://www.geocities.com/Athens/6709/page8.html" target="_blank"&gt;Yoga Sutras (Rája Yoga de Patânjali)&lt;/a&gt;. Este tratado abrange conceitos filosóficos de tal grandeza que inspirou comentários a alguns dos maiores pensadores da Índia(...) Como os outros sistemas filosóficos ortodoxos, baseados nos &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Vedas" target="_blank"&gt;Vedas&lt;/a&gt;, os Yoga Sutras consideram que o poder da pureza moral (Yamas e Nyamas) é a preliminar indispensável à investigação filosófica idônea. Essa exigência pessoal, &lt;b&gt;sobre a qual não se insiste no Ocidente&lt;/b&gt;, tem conferido duradoura validade às seis disciplinas hindus&lt;strong&gt;**&lt;/strong&gt;. A ordem cósmica que sustenta o Universo não é diferente da ordem moral que governa o destino do homem. &lt;b&gt;Quem não se dispõe a observar os preceitos éticos universais não está seriamente decidido a investigar a Verdade&lt;/b&gt;.(...) O verdadeiro conhecimento é sempre poder&lt;/em&gt;.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outras palavras, mais importante que o treinamento das posturas ou ásanas, técnicas respiratórias ou pranayama, de alongamento, de purificação física, concentração, relaxamento, etc – é a observância do código de ética e conduta do yogue verdadeiro, os chamados “&lt;a href="http://www.existencialismo.org.br/jornalexistencial/magdayogaclas.htm" target="_blank"&gt;Yamas e Nyamas&lt;/a&gt;”. Bem, é fácil observar que, até hoje, a prática do Yoga no Ocidente continua sendo feita com ênfase apenas no lado puramente físico, em detrimento do filosófico/mental. O complexo e elaborado sistema dos &lt;a href="http://www.google.com/custom?q=rishis&amp;cof=L%3Ahttp%3A%2F%2Fwww.vidyayoga.org%2Fimagens%2Fmenu%2Flogo-transparente.gif%3BLW%3A180%3BLH%3A57%3BAH%3Acenter%3BGL%3A0%3BT%3A%23000000%3BGIMP%3A%23990000%3BGFNT%3A%23666666%3BLC%3A%23FF3300%3BALC%3A%23990000%3BVLC%3A%23666666%3B&amp;amp;domains=vidyayoga.org&amp;sitesearch=vidyayoga.org" target="_blank"&gt;antigos rishis&lt;/a&gt;, ao desembarcar em nosso hemisfério foi transformado em apenas mais uma modalidade de ginástica...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yogananda faleceu em 7 de Março de 1952, e mesmo depois da sua morte, não deixou de surpreender aos devotos e também aos céticos. Transcrevo abaixo parte da carta oficial publicada pelo diretor do cemitério de Forest Lawn, em Los Angeles, Sr. Harry T. Rowe, na revista “Time” de 4 de Agosto de 1952:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;A ausência de quaisquer sinais visíveis de decomposição no cadáver de Paramahansa Yogananda constitui o caso mais incomum de nossa experiência enquanto especialistas(...) Nenhuma desintegração física era visível no corpo, mesmo vinte dias após sua morte(...) Nenhum indício de bolor revelava-se em sua pele e nenhum dessecamento ocorreu nos tecidos orgânicos. Tal estado de preservação perfeita de um corpo, até onde vão nossos conhecimentos dos anais mortuários, é algo sem paralelo(...) Ao receber o corpo de Yogananda, os funcionários do cemitério esperavam observar, através da tampa de vidro co caixão, os costumeiros e progressivos sinais de decomposição física. Nossa admiração crescia à medida que os dias passavam sem trazer qualquer mudança visível no corpo em observação. O corpo de Yogananda permanecia evidentemente num estado insólito de imutabilidade. Nenhum odor de decomposição emanou de deu corpo em qualquer tempo... A aparência física de Yogananda em 27 de Março, pouco antes de colocar-se a tampa de bronze no ataúde, era a mesma de 7 de Março&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi por intermédio de Yogananda que passei a realmente me interessar por Hinduísmo, que até então eu conhecia apenas superficialmente, dos livros de Osho e Krishnamurti. Mais do que uma religião apenas ritualística, trata-se de um modo de vida, uma filosofia para ser vivida, incorporada, e não apenas “observada”. O que, aliás, era exatamente o que Jesus queria, e ensinava como sendo a via perfeita para o “Reino” do Pai Celestial. Afinal, sem nenhuma dúvida o cerne da mensagem de Cristo é a conscientização de que mais importante que a observação dos rituais externos, importa ao homem “gravar a Lei” de Deus em seu coração, no mais íntimo do seu ser. Por isso ele diz, por exemplo, que não basta não adulterar - "&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Quem cobiça a mulher do próximo já adultera com ela no seu coração&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;"(Matheus - 5:28). Jesus é claro, não basta “aparentar” virtudes, é preciso “ser”; de verdade. Seja gelado ou quente. Se for morno, será vomitado – "&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Porquanto és morno, te vomitarei de minha boca&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;"(Apocalipse 3:15-17). A proposta é a mudança interior real, plena, integral. Ou então, melhor nem tentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso mesmo, eu, que até então me considerava ainda um “cristão”, ainda que nada ortodoxo, não via incompatibilidades entre Hinduísmo e o que eu gostava no Cristianismo. Apesar de reverenciar a um imenso panteão de muitíssimos deuses e deusas, o hindu esclarecido mantêm-se plenamente consciente de que estas “divindades” todas são apenas aspectos do Deus maior, representações do Supremo Infinito, o qual é inefável, indescritível. Conta uma antiga lenda tradicional hindu que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Os grandes deuses estavam reunidos em assembléia, discutindo qual deles seria o maior: Brahma, o criador, Vishnu, o conservador/mantenedor, e Shiva, o destruidor. Brahma, querendo demonstrar a sua capacidade e se auto-afirmar como o mais poderoso e importante dos deuses, criou do nada um lindo pássaro de penas multicoloridas, que emanava luz e exalava delicioso perfume, conforme batia suas grandes asas. Mas Visnhu rapidamente observou que se não fosse pelo seu poder de conservar a vida, a beleza do pássaro maravilhoso não duraria mais que um breve instante. Shiva riu da conversa dos dois, e num instante mandou uma nuvem negra pra cima do pobre animal, que morreu no mesmo instante. Então falou: "Eu sou o mais poderoso!" – Brahma retrucou, dizendo que poderia criar milhões de outros pássaros iguais. Vishnu gritava que Shiva o havia pego de surpresa, senão teria sido capaz de manter o pássaro vivo. Brahma respondeu: "Mas você só pode conservar o que eu crio. Então eu sou maior!" – "E eu sou capaz de destruir o que você cria! Sou o maior de todos!" – Tornava Shiva. Visnhu não se conformava: "Eu sou capaz de deter a morte e a destruição, conservando e mantendo todas as coisas, enquanto eu quiser! O mundo dos mortais subsiste por minha vontade!"... A discussão parecia que nunca teria fim. De repente surge, do nada, um menino no meio deles. Um menino muito tranqüilo, de olhos suaves. Um menino que Brahma não havia criado, e cuja vida não era mantida por Vishnu. Na verdade nenhum deles nunca tinha visto antes aquela criança. E o que estaria ela fazendo ali, passeando livre, no lugar sagrado dos maiores deuses!? Shiva, então, disse: "Agora vou provar que eu sou o maior de todos os deuses: Este menino, que não foi criado por Brahma, e nem tem a sua vida mantida por Visnhu, será destruído por mim! Assim ficará claro que o meu poder vai além do de vocês!" – Dizendo isto, Shiva voltou suas temíveis mãos para o garoto, e delas emanaram descargas de força destruidora. Nuvens negras envolveram o menino, enquanto Shiva ria. Mas, quando as nuvens se dissiparam, o menino continuava no mesmo lugar de antes, vivo e tranqüilo. Shiva tentou de novo e de novo. Usou todo o poder que tinha, e nada. Então o menino se retirou, do mesmo modo que surgira, sem dizer nem uma palavra.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Esta lenda ancestral alude justamente à crença num Deus Maior, único, detentor de todo o poder, do qual as imagens das divindades, nos templos, apenas representam, grosseiramente, os seus diversos aspectos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época da minha leitura do livro "Autobiografia...", em princípios da década de 90, ainda não havia acesso popular à internet. O conceito de computadores domésticos estava apenas começando a se desenvolver. Por isso eu ainda não tinha como saber que havia um centro de estudos da &lt;a href="http://www.yogananda.com.br/" target="_blank"&gt;Self Realization Fellowship&lt;/a&gt; aqui mesmo, em São Paulo, no Bairro do Itaim, onde estudantes recebiam ( e recebem) a iniciação em Kriya Yoga diretamente de monges da ordem dos Swamis. Só muito depois eu vim a descobrir isso, e o que aconteceu então, eu reservo para os próximos posts.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;**&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Os seis sistemas ortodoxos (com base nos Vedas), são: Shânkiam, Yoga, Vedanta, Mimânsa, Nyaya e Vaisesíka. Não confundir com o “Nobre Caminho Óctuplo” do Budismo, uma guia para a conduta do homem e que abrange: 1- ideais corretos; 2 – motivo correto; 3 – linguagem correta; 4 – ação correta; 5 – meios de vida corretos; 6 – esforço correto; 7 – recordação correta do ser; e 8 – realização correta (Samadhi).&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326372-116352991600092021?l=sounada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/116352991600092021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/116352991600092021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sounada.blogspot.com/2006/11/yogananda-parte-2.html' title='Yogananda - parte 2'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12422440324898666553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/0237outros-messbrasil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326372.post-116317488052159520</id><published>2006-11-10T14:02:00.000-02:00</published><updated>2006-11-16T12:43:17.983-02:00</updated><title type='text'>Yogananda - avatar do Amor</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Para completar o tema “Esoterismo” e “Sociedades Secretas”, resta falar ainda sobre o Priorado de Sião, Templários, Illuminati e a Sociedade Teosófica, de Madame Blavatsky (e de onde surgiu Krishnamurti). Sobre os três primeiros, o meu conhecimento provém apenas do estudo aprofundado, por meio de cursos e da pesquisa nos livros. Por isso mesmo, serão abordas depois do término da narrativa da história da minha busca. Como já sabem, por hora, estou tratando apenas das situações que eu vivenciei pessoalmente. Quanto à Sociedade Teosófica, eu a conheci e conheço pessoalmente, mas houve um intervalo muito grande entre o que eu contei no último post e essa experiência (que na verdade foi recente, e decisiva para o desfecho da história da minha busca, até os dias de hoje). Entre a minha visita à Ordem Rosa Cruz e a minha chegada à Sociedade Teosófica, muita coisa importante aconteceu. Assim, para que essa narrativa tenha sentido, vou manter a ordem cronológica dos fatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666600;"&gt;Resolvi&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; fazer uma pausa na minha pesquisa dos mistérios ocultos e esotéricos quando li, pela segunda vez, o livro “Autobiografia de Um Yogue Contemporâneo” (Cujo título, nas edições mais recentes foi simplificado para ‘Autobiografia de um Iogue’). O autor, Paramahansa Yogananda, nasceu na Índia, dentro da mais pura tradição hindu, com o nome de Mukunda Lal Ghosh (‘Yogananda’ é o seu nome de Swâmi, uma ordem monástica hindu tradicional, e ‘Paramahansa’ é um título religioso mais elevado). Durante sua vida, ele foi chamado ainda de “Premavatar”&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;**&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Lendo o livro, é fácil saber porque ele ganhou esse título.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/master_11.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/400/master_11.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;Posso dizer, sem nenhuma dúvida, que de todos os livros que eu li, este foi um dos mais importantes para mim. Trata-se, como o próprio título diz, de uma autobiografia - a de um espiritualista singular: Yogananda. Ele conta a sua vida, desde o nascimento, em 1893, passando por sua infância, adolescência e juventude, chegando às suas realizações durante a fase adulta, até o ano de 1951. Este livro tem tudo a ver com o que eu faço aqui: É a história detalhada de um buscador, com suas alegrias e decepções, encontros e desencontros, etc.. E é cheio de passagens marcantes, belíssimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pais de Yogananda eram bengalis, da casta Xátria. Ele nasceu em Ghorakpur, nordeste da Índia, perto das montanhas do Himalaia. Bem nascido (seu pai era vice-presidente de uma das maiores companhias ferroviárias da Índia), ele foi, desde muito pequeno, educado nos princípios do hinduísmo, ouvindo as histórias do Mahabhárata e do Ramayâna, contadas por sua mãe, uma piedosa senhora. Mas Yogananda já havia nascido agraciado com o dom do Amor, e desde a mais tenra infância, segundo o livro, viveu experiências sobrenaturais inefáveis, muitas das quais presenciadas por diversas testemunhas. Ainda muito pequeno, com aproximadamente 7 anos de idade, sentiu-se assaltado por um pensamento que lhe avassalou à mente: “Que há por trás da obscuridade dos olhos?”... Então ele teve uma visão de Íswara (nome sânscrito para designar um dos aspectos de Deus), que lhe dizia: “Eu sou Luz!” – Yogananda teria respondido: “Quero unir-me a Ti!” Depois que a visão desapareceu, uma certeza ecoava em sua jovem mente: “Ele é a Alegria sempre renovada!” – Essa lembrança perduraria até o fim de sua vida. Até hoje, na "&lt;a href="http://www.yogananda.com" target="_blank"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Self Realization Felowship&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;"&lt;/em&gt;, organização fundada pelo próprio Yogananda, usa-se um canto mântrico composto por ele mesmo, alusivo à essa descoberta, cuja letra transcrevo abaixo, em português:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;“Ó meu Rei do Infinito (Deus), eu Te vejo em Samadhi! - Em Tua Luz há Alegria,Cada vez mais alegria!”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Uma outra memória da sua infância: Ainda pequeno, de pé na sacada de sua casa, em companhia de &lt;em&gt;Uma&lt;/em&gt;, sua irmã mais velha, ele viu dois meninos empinando pipas (ou papagaios) sobre o telhado de dois edifícios vizinhos, separados de sua própria casa por uma rua. Então ele disse: “Estou pensando como seria maravilhoso se a Mãe Divina me desse tudo o que eu pedisse”. – Sua irmã, ouvindo isso, caçoou dele: “Suponho que ela lhe daria aqueles dois pipas”, e então Yogananda se pôs a rezar silenciosamente, pedindo pelos pipas. Logo depois, os meninos começaram a competir (do mesmo jeito que aqui no Brasil, eles também usam cortante, para cortar a linha um do outro); uma das linhas foi cortada, e imediatamente o pipa flutuou na direção de Yogananda. Sua irmã então lhe disse que isso teria sido apenas uma grande coincidência, e que ela só acreditaria se o outro pipa também viesse cair nas suas mãos. Yogananda relata que voltou a rezar. Logo a seguir, a linha do segundo pipa se rompeu, e ele veio, bailando ao vento, direto na sua direção. Yogananda apresentou seu troféu a Uma dizendo: “A Mãe Divina escuta, certamente!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este relato é apenas um pequeno "aperitivo" da história de Paramahansa Yogananda, neste épico de 457 páginas, onde um dos mais influentes &lt;em&gt;gurus&lt;/em&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;***&lt;/span&gt; espirituais da História moderna conta sua vida, em minúcias. Há muitas passagens emocionantes, como os relatos das diversas visões místicas ou a ocasião em que ele encontra seu próprio bem-amado guru, Sri Yuktéswar. Yogananda sempre traçou paralelos entre todas as boas religiões do mundo. Ele "alternava" visões de Jesus Cristo com as de Krishna e as da Mãe Divina. Pra ele, não haveria discrepâncias entre as diferentes maneiras de se entender ou interpretar a Verdade por trás dos véus de Maya (mundo físico ilusório). Assim, ele era um devoto tão ardoroso dos deuses e santos hindus quanto de Jesus e dos santos cristãos, sem diferenciação. Ele seguia, por exemplo, um ritual específico para celebração do nascimento de Cristo, no Natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A base de seus conhecimentos era centrada na prática regular do Yoga, em especial o Kriya Yoga. Segue um trecho do livro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;A ciência Yogue fundamenta-se no exame empírico de todos os tipos de exercícios de concentração e de meditação. O Yoga habilita o devoto a desligar, e a voltar a ligar, voluntariamente, a corrente vital aos cinco ‘telefones’ sensoriais: visão, audição, olfato, paladar e tato. Alcançando este poder de desligar os sentidos, é simples para o yogue unir sua mente com os reinos divinos ou com o mundo da matéria, à vontade. Ele não é mais trazido pela força vital, contra sua vontade, à esfera mundana de sensações desordenadas e de inquietos pensamentos. A vida de um Kriya Yogue adiantado depende não dos efeitos das ações anteriores, mas apenas das diretrizes de sua alma. O devoto evita assim os monitores lentos e evolutivos das ações egoístas, boas ou más, da vida comum – lerdos e enfadonhos como lesmas para os corações de águia. Pelo método superior de viver em sua alma, o yogue se alforria, emergindo da prisão do ego, e respira o ar profundo da onipresença&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#333333;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;**&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Premavatar significa “Encarnação do Amor” (porque será que eu me identifico tanto com Yogananda?). Mahavatar significa “Grande Encarnação”, ou “Encarnação Divina”. Yogavatar significa “Encarnação do Yoga”. Jnanavatar significa “Encarnação da Sabedoria”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;***&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; A palavra guru quer dizer “aquele que dissipa as trevas” - do sânscrito gu = trevas, e ru = o que dissipa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#333333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;Continua&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326372-116317488052159520?l=sounada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/116317488052159520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/116317488052159520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sounada.blogspot.com/2006/11/yogananda-avatar-do-amor.html' title='Yogananda - avatar do Amor'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12422440324898666553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/0237outros-messbrasil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326372.post-116292803242604172</id><published>2006-11-07T17:18:00.000-02:00</published><updated>2006-11-08T17:30:55.033-02:00</updated><title type='text'>Rosa Cruz - AMORC</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/solalado_col.1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 2px 10px 2px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/320/solalado_col.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666600;"&gt;A próxima&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; ordem místico-esotérica que eu conheci foi aquela que se auto designa pela sigla &lt;a href="http://www.amorc.org.br/" target="_blank"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;AMORC = Antiga e Mística Ordem Rosae Crucis&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Conhecer a Gnose fez aumentar meu “apetite” por mistérios e sociedades secretas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por diversas vezes eu já tinha passado em frente ao edifício da Grande Loja Rosa Cruz, à Rua Borges Lagoa, Bairro Santa Cruz, região nobre de São Paulo. Uma construção impressionante, para dizer o mínimo. O acesso ao prédio se dá através um espaçoso corredor, de uns vinte metros de profundidade, que avança em meio a um belo jardim arborizado. Esse corredor é mais como uma espécie de “avenida”, ladeada à direita e à esquerda por duas filas de grandes estátuas em calcário, representando esfinges deitadas, com enigmáticos hieróglifos inscritos nas suas laterais. Esse caminho, que parece saído de algum sonho místico, conduz às grandes portas de bronze (que eu calculo tenham em torno de 2 metros e meio de altura), por onde se entra na Grande Loja, e no meio das quais se encontra incrustrado o símbolo Rosa Cruz, composto de um triângulo invertido com uma cruz no centro, e as letras R + C na base, tudo dentro de um grande círculo. No topo da fachada em pedra, estão entalhadas as palavras ROSA CRUZ - AMORC, bem ao estilo egípcio (Para ver fotos, clique &lt;a href="http://www.amorc.org.br/programacao/sp/lsp/paginas/nossa_loja.htm" target="_blank"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;) . &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu fiz a minha visita logo após o meu desligamento da Gnose, numa terça feira, único dia em que as grandes portas de bronze se abriam às visitas. Depois de subir as escadas que dão acesso ao grande saguão de entrada, fiquei deslumbrado com a beleza, a imponência e a organização do lugar. No centro do enorme salão, mais um jardim, com outra esfinge no centro, igual às da parte externa, voltada para a entrada. Havia passagens nas duas extremidades deste suntuoso recinto, que davam acesso a escadas, de um lado, para subir, e de outro, para descer, levando a ambientes diversos. O lugar estava tranqüilo, com poucos visitantes, passeando para lá e para cá. Improvável estar naquele lugar e não se sentir envolvido por um “clima” de mistério. Minha atenção se voltou para um enorme quadro, na parede de fundo, retratando algum ritual antigo, dentro de um templo egípcio. Nas paredes ao redor, por todos os lados, haviam representações do panteão mitológico egípcio. À esquerda de quem entra, uma espécie de pequeno museu, com um acervo de obras de pintura de diversos artistas rosacruzes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui recebido por um homem que aparentava ter algo em torno de 45 anos, vestido com um terno escuro, bastante receptivo, com um sorriso no rosto. Eu, que estava me sentindo meio perdido, sozinho naquele lugar enorme e cheio de luxo, disse ao homem que queria saber sobre a Ordem, da qual conhecia muito pouco, apenas informações esparsas, de citações que lera, neste ou naquele livro. O homem (não me lembro seu nome) assentiu com a cabeça, e perguntou se eu tinha o desejo de me associar. Eu respondi, sorrindo, que assim que soubesse o significado disso, estaria em condições de responder. Achei um pouco estranho o fato de me convidarem, assim rapidamente, a fazer parte de uma sociedade que tinha fama de ser tão hermética. O homem também riu, e começou uma detalhada explicação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A nossa Ordem é uma organização internacional, de caráter místico-filosófico, com a missão de despertar o potencial humano, e ajudá-lo em seu desenvolvimento, tanto material quanto espiritual (essa frase está no folheto). Temos uma forte influência das tradições egípcias. Assim como na maçonaria, usamos o termo ‘Loja’, e não ‘Templo’. O templo é voltado à adoração, e as lojas são lugares para reunião e estudo. Acreditamos firmemente no desenvolvimento pessoal, individual, e nos propomos a promover este desenvolvimento, através de um tipo de ‘treinamento’ específico, que possibilita aumentar muitíssimo o potencial humano. Acreditamos ainda que o auto-conhecimento leva à uma interatividade maior com o ‘Eu interior’”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/supri17.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 5px 0px 2px 5px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/320/supri17.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Obviamente, eu queria saber muito mais sobre a Ordem secreta, minhas perguntas estavam apenas começando. Eu não iria sair dali sem antes aprender todo o possível sobre a AMORC. O homem, depois de um tempo, percebeu que eu iria mesmo “alugá-lo” por toda a noite, e como haviam poucos visitantes e vários recepcionistas, se resignou em ser meu cicerone particular, me dando todas as informações permitidas. Começou me explicando, justamente, que apenas uma parte dos conhecimentos e costumes é aberta ao público, e que o principal é reservado apenas para os membros, que eles chamam de “associados” (Não gosto nada desse termo, ele passa uma inconveniente impressão de comércio, de algo que está à venda, o que não deveria ser o caso).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui levado até a grande e bela biblioteca, repleta de livros esotéricos. Depois, ao bazar, onde estão à venda estatuetas de esfinges, pirâmides, símbolos rosacruzes, incenso, publicações esotéricas, etc. Há ainda uma sala de rituais, sobre os quais ele não me falou muito. Tem a ver com cerimoniais em que se usam espadas, punhais e pentagramas. O tempo todo, ele fazia questão de me deixar bem claro que os objetivos eram sempre benéficos, que não tinham nada a ver com rituais de magia negra ou satanismo, como foram muitas vezes acusados. Pensei comigo que o fato de conservarem esses mistérios e segredos todos é que geravam esse tipo de especulação. Porque uma ordem voltada apenas para o bem de todos e a ajuda mútua dos seus membros deveria ser secreta, funcionar escondida do grande público? Mas eu nada disse. Esperei a continuidade das explicações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme eu cobria de perguntas o paciente homem, ele ia me explicando tudo: Os princípios seguidos pela Sociedade Secreta Rosa-Cruz teriam sua origem na época do Egito antigo, estabelecidos pelo famoso faraó Akenaton (ou Amenófolis IV), o grande homem que introduziu (ou tentou introduzir) o monoteísmo em seu país. Por essa razão, ele foi acusado de heresia pelos sacerdotes dos diversos deuses que eram então adorados. Acabou entrando para a História como o “Faraó Herege”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/supri22.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 2px 5px 2px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/320/supri22.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Mas a origem real da filosofia Rosa Cruz se deu na Europa do século XII. A primeira constituição Rosa Cruz foi feita em 1567, por um místico alquimista europeu, que escreveu também o livro "A Reforma Geral do Mundo", em 1614, que contém um pouco da história da Ordem. Seu nome era &lt;strong&gt;Christianus Rosenkreuz&lt;/strong&gt; (considerado o fundador da atual Ordem). Ainda criança, ele foi enviado a um mosteiro, para aprender latim e grego. Um dia, um dos monges o levou a uma peregrinação pela Terra Santa. Com apenas 16 anos, Rosenkreuz se viu sozinho na ilha de Chipre, pois o monge, já velho, morreu durante a viagem. Por conta própria, viajou pela Arábia e Egito, onde estudou com vários sacerdotes e recebeu conselhos para ajudá-lo em sua rotina diária. Depois disso, voltou à Europa, decidido a fundar uma Ordem. Mas poucas pessoas o escutaram, porque suas idéias sugeriam relações místicas e ocultas entre o Cristianismo e outras religiões do passado. Acabou optando por fundar uma sociedade secreta, já que esse tipo de associação estava em moda naquela época. Na Alemanha, conseguiu, depois de muito tempo, reunir um número razoável de seguidores, que começaram a se espalhar por outros países europeus, onde foram bem aceitos, à exceção da França. Segundo a lenda, Rosenkreuz morreu com 150 anos de idade, porque quis, e não porque tinha que morrer. E dizem que, quando abriram o seu túmulo, em 1604, seus seguidores encontraram, no interior, inscrições estranhas e um manuscrito com letras douradas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o passar dos anos, a Ordem tornou-se ainda mais secreta, e centrou-se na tarefa de redescobrir os “segredos perdidos” da Ciência, em especial da Medicina. Novos candidatos à admissão tinham que prometer curar enfermos e comparecer a pelo menos uma reunião anual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Alguns princípios e curiosidades Rosa Cruz, segundo me foi ensinado:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;#&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; O intento da AMORC seria o de fazer com que as pessoas, por meio do uso de conhecimentos milenares, pudessem descobrir-se e superar seus problemas pessoais, financeiros e temporários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;#&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Deus é a palavra usada para designar o Ser Supremo, ou Ser Cósmico. Sua essência está em tudo e compõe a alma humana. A Criação é uma manifestação dos atributos de Deus (ao contrário do que pensam os gnósticos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;&lt;strong&gt;#&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; Dentro da Grande Loja há também o Grande Templo, onde visitantes não podem entrar. Ali são realizadas as cerimônias, apenas para associados, como o ritual secreto de iniciação, e até casamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;#&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Há apenas uma cerimônia aberta ao público. É o “Sanctum Celestial”, uma espécie de ritual de meditação, que permite ter-se uma idéia de como os rosacruzes trabalham.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;#&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Além dos “Fráteres” e “Sórores” (classificações dos associados), as crianças participam ativamente dos trabalhos realizados nas Lojas. São chamadas de “portadores da espada”, por razões simbólicas. Os que atingem o mais alto grau dentro da AMORC são chamados “Magos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;&lt;strong&gt;#&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; As sociedades secretas, no passado, eram predominantemente masculinas; mas hoje, até mesmo Rosa Cruz e Maçonaria abriram suas portas às mulheres.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;&lt;strong&gt;#&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; No passado, (cerca de 100 anos após a fundação da Ordem por Rosencreuz), a AMORC sofreu muitos ataques por parte dos maçons. Mas isso acabou servindo para introduzir alguns usos e costumes maçônicos dentro da própria AMORC; hoje, diversos maçons são também rosacruzes. &lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;&lt;strong&gt;#&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; Diz a lenda que os rosacruzes são capazes de saber as horas com precisão, a qualquer momento, sem precisar olhar no relógio. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;&lt;strong&gt;#&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; A AMORC foi re-estabelecida, nos moldes atuais, em 1915, nos Estados Unidos (confusão essa história de várias fundações e origens diferentes...). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;&lt;strong&gt;#&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; Para entrar para a Ordem, é preciso pagar. Em dinheiro. E os valores não são baixos. Há uma taxa de inscrição e um valor trimestral, pelos estudos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Esse último item talvez tenha sido o principal motivo que me levou a tomar a decisão de não me tornar um “associado” rosacruz. Não porque não pudesse pagar. Mas porque, por princípio, acredito que a Verdade deve ser e será, sempre, dada de graça, a quem busca com sinceridade e consciência. Este é um bom medidor para se diferenciar joio e trigo. Se não for assim, então não é o que eu procuro. Isso não quer dizer que eu condene os rosacruzes; acho que coisas muito interessantes e talvez até úteis podem ser aprendidas ali. Mas eu soube, sem nenhuma dúvida, que o meu caminho não passaria por ali. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326372-116292803242604172?l=sounada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/116292803242604172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/116292803242604172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sounada.blogspot.com/2006/11/rosa-cruz-amorc.html' title='Rosa Cruz - AMORC'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12422440324898666553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/0237outros-messbrasil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326372.post-116256453477438551</id><published>2006-11-03T11:28:00.000-03:00</published><updated>2006-11-10T15:26:00.813-02:00</updated><title type='text'>Gnose</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/cr-edipoesfinge.1.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/320/cr-edipoesfinge.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666600;"&gt;A palavra&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Gnose deriva do grego: gnosis = conhecimento. Hoje, o termo pode ser utilizado para designar um grupo místico religioso de origem milenar. Esse grupo teria surgido nos primeiros anos após a crucificação de Cristo, a partir de uma corrente dissidente do grupo cristão principal, que seguia os discípulos diretos. Nessa época, teve início, na região da Palestina, uma profusão descontrolada de lendas envolvendo Jesus e seus feitos - sua verdadeira doutrina, seus poderes, sua aparência, etc. Surgiam numerosas teorias que tentavam explicar o verdadeiro caminho ensinado por ele para se alcançar a vida eterna. A maioria vinha revestida por uma caráter misterioso, secreto, hermético, cujos segredos mais profundos só poderiam ser revelados aos que se dispusessem a se iniciar nos "Mistérios". Esses grupos dissidentes, muitas vezes conflituosos entre si, depois de algum tempo, passaram a ser denominados “gnósticos”. Esse termo, hoje um tanto genérico, pode significar o oposto de “agnóstico”, ou seja, usado para designar todo aquele que tem fé. Aqui no Brasil, como em diversos outros países, principalmente sul-americanos, os gnósticos que se auto-proclamam descendentes diretos destes grupos cristãos primitivos, estão hoje organizados em um grupo fundado na década de 70, no México, por Victor Manuel Gómez Rodríguez, mais conhecido como Samael Aun Weor (O Quinto Anjo do Apocalipse - o Senhor do Quinto Raio - O Logos de Marte - o Décimo Avatar de Vishnu), líder místico nascido em 1917, na Colômbia, autor de 72 livros e fundador da “Igreja Gnóstica Cristã Universal”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O movimento gnóstico, ou "&lt;a href="http://www.gnose.org.br/capa.asp" target="_blank"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Gnose&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;", é uma ordem místico-religiosa bastante interessante. Para qualquer pessoa empenhada no estudo da religião, como eu, é um prato cheio. A exemplo de Kardec, Samael foi um incansável pesquisador, organizador e sintetizador das grandes religiões universais em todos os tempos. Seu próprio nome iniciático demonstra isso claramente: Samael vem do hebraico, em alusão aos antigos profetas bíblicos e aos anjos judaico-cristãos. Aun é uma corruptela do chamado “som universal” apresentado no Yoga, derivado da língua sagrada hindu, o devanagári (A mesma dos sutras indianos - na verdade, essa adaptação foi equivocada, já que o modo correto de se pronunciar seria “OM”, e nunca “AUM” como fazem os gnósticos. Qualquer estudante de Swasthia Yoga, por exemplo, sabe disso). Quanto ao Eor, bem, aí a coisa se complica um pouco. Teoricamente poderia ter origem numa língua alienígena ou num idioma proveniente de algum dos níveis sutis do "astral".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como eu disse no post anterior, pretendo voltar ao assunto “ordens esotéricas”, no futuro, porque há muitíssimas informações interessantes a esse respeito, e um post só não seria suficiente para tratar o assunto. Por enquanto, deixarei apenas um rápido apanhado das minhas impressões e do conhecimento que de fato pude adquirir em cada uma dessas confrarias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei ao prédio onde funcionava a sede da Gnose em São Paulo, na rua São Joaquim, bairro homônimo, e fui convidado a assistir uma palestra de apresentação. Bem, todos que já me conhecem sabem que eu estou preocupado, antes de qualquer coisa, em encontrar a Verdade onde quer que ela esteja, e, por isso mesmo, no geral, o esoterismo não tem muito a ver comigo. Há muita “viagem” envolvida, muito misticismo gratuito, alegações feitas sem nenhum embasamento sólido, prontamente aceitas pelos membros como realidade incontestável. Mas, no caso da Gnose, eu confesso que, em princípio, fui seduzido. Se não pela possibilidade de encontrar ali as respostas que eu procurava, ao menos pela riqueza cultural e a possibilidade de acesso à vasta quantidade de informação sobre mitologias diversas. A título de curiosidade, se encarada como uma forma de aprimorar minha “bagagem” cultural a respeito das religiões e filosofias antigas, freqüentar as unidades e fazer os cursos gnósticos foi uma experiência bem interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me matriculei no curso “Introdução ao Conhecimento Gnóstico”, cuja proposta era ensinar como responder ao mitológico “enigma da esfinge”: “Decifra-me ou te devoro!” – Segundo os gnósticos, responder a este enigma equivale a responder às 4 perguntas clássicas da “Senda da Iniciação” que conduzem a “ser ou não ser”, isto é: Continuar sendo ou não um “animal humano”. O animal humano vive para atender exclusivamente ao chamado da natureza. Foi feito pela natureza, vive pela natureza, e servirá como alimento para a natureza (Trágico assim). Aliás, os gnósticos não gostam nem um pouco da natureza, eles vêem nela a razão de todo infortúnio, e não acreditam na sua origem divina, mas sim que teria sido criada por demiurgos malignos, dispostos a prejudicar a humanidade, mandando-a de vez ao fogo do inferno e ao sofrimento eterno. Assim, para não continuar sendo apenas um animal racional, seria necessário ao homem “escapar” da natureza, e ir bater às portas dos “Mistérios”, para pedir a Iniciação. Depois, passar por uma série de provas específicas, assumir a “disciplina hermética” como norma de vida e fazer nascer dentro de si o “Filho do Homem”. Seguem palavras textuais da apostila gnóstica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Diante do grande espelho da vida, o Grande Mestre diz àquele solitário buscador que ousadamente decidiu enfrentar a Esfinge: Olha-te! O que vês? Não passas de simples crisálida humana! É preciso re-evoluir e chegar a possuir a tua Alma. Se alcançares tal grau, depois ser-te-á ensinado como encarnar o teu espírito! Estás preparado? Se o aspirante responde sim, a Deusa Psique começa a ensinar-lhe as primeiras letras da ciência sagrada e o Deus Hermes o instrui nas fórmulas sagradas que o levarão a preparar o sal, o enxofre e o mercúrio – os elementos básicos da Grande Obra. Se o aspirante não desistir pelo caminho, um dia o Grande Mestre lhe entregará a Espada de Fogo e o Báculo de Poder. Então, o antigo animal humano terá se transformado num novo Deus da Natureza, e os céus celebrarão uma grande festa nesse dia&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, meus caros, dentre os requisitos necessários para a concretização desse processo de renascimento, um dos principais é Não praticar o sexo “normal”, isto é, a ejaculação é proibida aos homens(!). Aprende-se até um exercício mental para bloquear a ejaculação. Deve-se praticar o ato sexual apenas por um período específico de tempo, e depois parar, sem consumá-lo (ejacular). A razão desta norma de conduta se deve ao fato de os gnósticos acreditarem que toda energia atuante em nosso plano de existência deriva da energia sexual. Por isso mesmo, não poderíamos desperdiçar essa força tão poderosa no ato do coito. Sobre isso, me lembro de um diálogo que tive com um colega “aspirante”, uma figura muito engraçada, uma vez ele me disse mais ou menos o seguinte: “&lt;em&gt;Meu amigo, não estou agüentando mais! Estou praticando essa técnica há mais de um mês. Depois da transa, minha mulher vira e dorme. Mas eu fico acordado por horas, desesperado, com o &lt;strong&gt;#*!#&amp;amp;&lt;/strong&gt; duro! Ontem mesmo eu tive um sonho erótico, acabei ejaculando do mesmo jeito, só que eu estava dormindo. Será que estou fazendo alguma coisa errada?&lt;/em&gt;”... :-P&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Algumas curiosidades e considerações sobre os gnósticos: &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;#&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Afirmam que civilizações extra-terrestres estão prestes a entrar em contato conosco, a qualquer momento, entre hoje (ouvi isso em 1994) e o ano de 2043. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;#&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Se propõem a estudar religião, magia, mitologia, filosofia, psicologia, alquimia, ciência, antropologia, história das civilizações antigas, etc, etc (Parece até o descritivo do Arte das artes)... Como podem perceber, tudo a ver com o velho H K aqui, mas nesse processo acabam fazendo uma grande salada com tanta informação misturada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;#&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Dentro da ordem, não faltam “mestres” que afirmam ter o poder para conversar com Jesus (na hora em que bem entenderem), para fazer chover ou parar tempestades e muitas outras coisas como essas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;#&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Afirmam que o macaco e outros animais derivam do homem. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;#&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Afirmam que o homem surgiu na Terra há 300 milhões de anos, e que há 18 milhões de anos éramos seres hermafroditas, quando ocorreu a separação dos sexos e quando imperavam em nosso mundo os fenômenos telúricos, intensamente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;&lt;strong&gt;#&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; Afirmam que Lemúria e Atlântida de fato existiram, e que são as sucessivas oscilações do eixo terrestre que fazem aparecer e desaparecer continentes inteiros, como está prestes a acontecer, a partir de agora e antes de 2043. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;#&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Samael Aun Weor, segundo um de seus secretários, afirmou, textualmente, sobre seus livros: “&lt;em&gt;Se pudesse, queimaria todos eles&lt;/em&gt;” (Sendo assim, porque hoje seus seguidores têm esses mesmos livros como base de fé?). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;#&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Samael Aun Weor foi preso em sua terra natal, a Colômbia, em 1952, sob acusação de curandeirismo, e teve que fugir do país, tendo ido se exilar no México, lá permanecendo até o fim da sua vida. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;#&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Acreditam ainda que o mesmo Samael Aun Weor, falecido há quase três décadas, viveria hoje, depois de ter ressuscitado, em algum esconderijo secreto no Tibet, junto com inúmeros outros “grandes mestres”, que formam a “Muralha Guardiã do Mundo”, intercedendo por nós, pobres ignorantes, até o ano de(adivinha?) 2043, data prevista por ele para o fim do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluí os cursos introdutórios à Gnose. A partir daí, o próximo passo seria iniciar um período de maior devoção à Ordem, quando me tornaria um serviçal voluntário em alguma das suas unidades. Preciso dizer que foi nesse momento que eu dei meu adeus ao movimento gnóstico internacional?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326372-116256453477438551?l=sounada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/116256453477438551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/116256453477438551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sounada.blogspot.com/2006/11/gnose.html' title='Gnose'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12422440324898666553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/0237outros-messbrasil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326372.post-116232095860633707</id><published>2006-10-31T14:42:00.000-03:00</published><updated>2006-11-03T11:41:48.333-03:00</updated><title type='text'>“The day after” e fase esotérica</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666600;"&gt;Eu&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; via beleza e Luz em todas as coisas e em todas as pessoas que encontrava pela frente. Assim continuei por horas e horas. Esse estado “alterado” de mente durou todo o resto daquela tarde, e também toda a noite, até a hora de dormir (que foi tarde, já que o sono não vinha). Tudo tinha uma razão, e eu podia perceber. Podia ver como cada folhinha de grama cumpria perfeitamente o seu papel no grande e maravilhoso espetáculo da vida. Nada me perturbava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caminho de volta para casa, tudo me parecia perfeito. Dentro do ônibus cheio eu me levantei para ceder meu lugar, não para uma velhinha ou um cara sem uma perna. Eu cedi meu lugar para um rapaz jovem e saudável. Fiz isso apenas porque ele parecia cansado, aborrecido com sua rotina. E eu transbordava alegria! Cada partícula de mim parecia exalar torrentes de energia, e eu me sentia capaz de vencer o mundo... A coisa que eu sinceramente mais desejava naquele momento (dou minha palavra!) era o bem do meu próximo. Como eu gostaria de poder dividir o que eu estava “vendo” e sentindo com o resto da humanidade! Supondo que isto fosse possível, seria o fim da dor e do sofrimento neste nosso planetinha difícil. Um sorriso que parecia permanente estava instalado em minha face, involuntariamente, e eu sei (mesmo!) que naquele momento seria capaz de oferecer a face esquerda, se alguém me mandasse um tapão na direita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto eu viver, tenho certeza, nunca esquecerei do dia que eu tentei descrever no post anterior. Mas depois de experimentar essa poderosíssima experiência interior, que os hindus chamam de “Samadhi (iluminação)”, a única coisa que eu então poderia temer me aconteceu: No dia seguinte a este, em que o Universo se descortinou diante dos meus olhos, despertei na minha cama como se fosse só mais um dia comum... Isso não deveria acontecer! Não podia acontecer... Num dia, eu provara o estado de iluminação espiritual mais precioso, uma espécie de super “insight”; aquilo que monges e místicos procuram, suas vidas inteiras, muitas vezes sem conseguir alcançar. No outro, eu simplesmente acordo... normal. Do jeito normal de sempre. O meu mental voltara ao estado ordinário de preocupação com os problemas imediatos, materialistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso foi &lt;b&gt;muito&lt;/b&gt; frustrante. Mais que frustrante. O que eu tinha vivido foi tão intenso, tão espetacularmente incrível, que eu pensei, enquanto acontecia, que nunca mais voltaria para minha vidinha medíocre. Achei que sairia dali pronto para transformar o mundo, que todas as respostas continuariam surgindo diante dos meus olhos, como que por mágica; que eu nunca mais passaria por dificuldades, nem internas nem externas, que estaria apto a salvar e curar todos aqueles que cruzassem o meu caminho, com apenas um toque ou uma palavra. Que pena, isso não aconteceu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas também devo dizer que, depois desse dia, eu nunca mais voltaria a ser o mesmo. A intensidade da Luz ao meu redor diminuiu. Ou melhor, a minha capacidade para ver a Luz diminuiu. Mas só o fato de ter “visto” a Luz, saber que ela de fato existe, foi o suficiente para fazer de mim um novo ser humano, para sempre. E esse assunto não acaba aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a busca teria que continuar. Sabe aquele provérbio popular que diz que para se ter sucesso é preciso 10% de inspiração e 90% de transpiração? Pois é...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora era como ter uma base sólida debaixo dos meus pés, para continuar caminhando: Essa base era saber que este mundo é ilusório. Que as dificuldades são ilusórias, e que existe algo maior por trás das aparências deste mundo desumano. Algo por que vale a pena procurar, perseguir. E, se eu já fazia isso antes, agora minhas motivações se redobravam. Claro que há muitos caminhos equivocados para se seguir, como eu já havia descoberto. Ou será que todos os caminhos levariam ao mesmo lugar, e no fim tudo dependeria do estágio evolutivo de cada um? Bem, isso é assunto para se discutir por dias... Que eu vou deixar para quando terminar de contar a história da minha busca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora começaria minha fase esotérica. Gnose, Rosacruz, Sociedade Teosófica, Illuminati(é...), Templários(ooohhh...)... Passei por tudo isso, ou estudei profundamente. E olha, foi muito antes do Dan Brown (Código Da Vinci) descobrir que esses assuntos todos poderiam servir como ótima fonte de renda... Por hora não vou tratar detalhadamente de cada uma dessas instituições, ordens e seitas. Eu pretendo fazer isso no momento oportuno, já que fazer isso agora demandaria espaço demasiado. Por enquanto, vou falar apenas das minhas experiências pessoais, como venho fazendo até aqui. Quero deixar minhas impressões e compartilhar as principais situações que vivi dentro de cada uma delas. Posteriormente, sim, desejo voltar ao assunto com a profundidade que ele merece. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Começarei a partir do próximo post com uma das ordens esotéricas mais antigas que existem: A &lt;strong&gt;Gnose&lt;/strong&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326372-116232095860633707?l=sounada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/116232095860633707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/116232095860633707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sounada.blogspot.com/2006/10/day-after-e-fase-esotrica.html' title='“The day after” e fase esotérica'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12422440324898666553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/0237outros-messbrasil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326372.post-116196877315877342</id><published>2006-10-27T13:29:00.000-03:00</published><updated>2006-11-10T15:20:36.666-02:00</updated><title type='text'>Samadhi</title><content type='html'>&lt;div style="COLOR: rgb(0,102,0)" align="justify"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,102,0)"&gt;De uma certa maneira, posso dizer que esse é o mais importante de todos os meus posts até agora. Começo dizendo que, desde que descobri a meditação, nunca deixei de praticá-la. Aliás, “praticar” talvez não seja o termo mais apropriado. Meditação não é algo que se pratica. Na verdade, trata-se de não se praticar nada. É o único momento em que não estamos fazendo absolutamente nada. É o momento para apenas ser. É o momento para simplesmente aproveitar a vida, usufruir em silêncio do fato de fazermos parte da existência.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,102,0)"&gt;Eu posso dizer que me “apaixonei” por meditação, mas de um outro ponto de vista, meditar é “desapaixonar-se” de todas as coisas. Tem a ver com desapego e libertação. Somos escravos do mundo, desde o momento em que nascemos. Escravos da sociedade, escravos do tempo, da lei da gravidade... Ultimamente, cada vez mais, somos escravos do dinheiro. Tudo é difícil, aqui neste nosso plano: Nascer, sobreviver, conviver em sociedade... No momento em que entramos em estado de meditação profunda, as dificuldades acabam, uma sensação de completa liberdade toma conta. Cada micro-fração daquilo que entendemos por “ser” se liberta de todos os padrões impostos. A subjetividade de tudo aquilo a que nos acostumamos chamar de eu, dos valores que nos condicionamos a obedecer, se revela de maneira muito clara. Importante dizer que não se trata de um estado relativo, subjetivo: Esse estado pode e já foi demonstrado clinicamente diversas vezes, através da medição das ondas cerebrais. O estado mental atingido nesses níveis profundos de meditação é denominado como “padrão alfa”. Yogues e monges já provaram que conseguem entrar nesse estágio poucos segundos depois de se colocarem sentados, em quietude.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,102,0)"&gt;Por que estou falando sobre meditação? Porque é o “pano de fundo” para o relato de uma das experiências mais transformadoras que eu já vivi em toda a minha vida.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(204,0,0)"&gt;Desde muito cedo, nesta minha busca, eu aprendi que a grande base para toda possibilidade de crescimento espiritual é o Amor. Não qualquer amor, estou falando do &lt;b&gt;Amor&lt;/b&gt;. Como diz Krishnamurti, a palavra “amor” foi tão maltratada no decorrer dos séculos, que chegamos numa época em que praticamente ninguém mais sabe exatamente o que ela significa. Por isso gosto de grafar Amor com letra maiúscula, quando me refiro ao Amor verdadeiro, aquele proposto por Jesus. Sabendo que o Amor é sem dúvida nenhuma a chave para o sucesso nessa busca a que me entreguei de corpo e alma, tratei de aprender a cultivá-lo, dentro de mim. Ás vezes ouço comentários a respeito da maneira como costumo me comportar em situações de conflito: “Você é um iluminado!” – “Eu não conseguiria me manter tão calmo numa situação dessas!” – Minha esposa ainda se espanta comigo, por eu conseguir sempre (segundo ela) enxergar os dois lados em qualquer situação... Eu comecei este blog dizendo que sou um cara meio estranho... Mas será que eu sou alguém “especial”? Um ser humano “espiritualmente bem dotado”? Honestamente, acho que não. Pra ser mais honesto ainda, tirando alguns talentos importantes com os quais fui agraciado (como qualquer pessoa), eu entendo que todas as minhas virtudes se devem ao fato de eu realmente (mas de verdade, mesmo) tentar viver e evoluir com Amor. Parece piegas, eu sei... Mas o Amor não é piegas, o Amor é tudo. Tudo que você é, tudo que foi e vai ser, tudo o que tem ou vai ter, aconteceu/acontece por causa do Amor. O que não significa passividade. Mas eu não vou enveredar por este assunto agora, ele sem dúvida merece posts exclusivos. Por hora, basta dizer que eu cresci e amadureci cultivando Amor dentro de mim. Amor por todas as pessoas e coisas. Amor pela vida. Eu sinto Amor pelas árvores, pelas formigas... Eu me sinto sempre grato por fazer parte de tudo. E essa capacidade aumentou ainda mais depois que eu fui pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E porque estou falando sobre o Amor? Porque se não fosse por essa energia sublime, que eu quis que fosse a dominante, na minha vida, eu nunca teria experienciado o que vou contar agora. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6514/3707/1024/espaco27.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6514/3707/400/espaco27.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,102,0);font-size:180%;" &gt;&lt;strong&gt;No&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; ano de 1994, eu costumava fazer empréstimos de livros na biblioteca da Mooca, que fica dentro de um grande parque, com uma extensa área verde, cheia de árvores das mais diversas espécies. Um lugar muito aprazível, que hoje infelizmente se encontra decadente, com lixo jogado por toda parte, e muros e bancos quebrados. Mas naquela época era um lugar limpo e muito bonito. Numa bela e ensolarada tarde, eu saía da biblioteca com dois livros debaixo do braço: “Autobiografia de um Yogue Contemporâneo”, e “O Mahabharata”. Para sair da biblioteca e me dirigir até o ponto de ônibus, tinha que atravessar a parte mais agradável do parque, um belo caminho arborizado. Fazia muito calor, e ao passar por entre duas seringueiras gigantes, que me brindavam com sua deliciosa sombra refrescante, de repente fui assaltado por um poderoso sentimento de abstração. Como se a “tomada” que me mantêm ligado ao mundo físico tivesse sido desconectada, de súbito. O ruído suave do vento, soprando por entre folhas, começou a soar como belíssima música. Olhei para cima, e vi que o céu, por trás dos ramos que balançavam delicadamente, parecia mais azul do que nunca... A música do vento se juntou ao canto de pássaros, e o som se tornou um convite irrecusável. Um convite para simplesmente parar um pouco... Fazer uma pausa. Àquela hora, o parque estava completamente deserto, reinava absoluta tranqüilidade. Fiquei parado por um tempo, depois andei mais alguns metros, agora lentamente, e parei diante de uma árvore que parece “grávida”, devido à conformidade do seu tronco (Essa árvore ainda está lá). Ao lado do muro do campo de futebol, também vazio e silencioso àquela hora, sentei-me na grama, para meditar, protegido pela sombra da árvore “grávida”. Posso dizer que fui praticamente “obrigado” a fazer isso. Lembro-me de tudo como se estivesse acontecendo agora, e meus dedos tremem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que me sentei, e coloquei os livros de lado, senti como se uma imensa “onda” de felicidade me cobrisse, da cabeça aos pés! Uma “força”, uma poderosíssima corrente energética me arrebatou! Senti-me “separado” do meu corpo físico, como se tudo que eu realmente sou estivesse livre dessa prisão de carne e osso que chamamos corpo. Senti que este algo que eu sempre entendi por “eu”, na sua concepção mais verdadeira , apesar de se localizar dentro do meu corpo, não é inseparável dele. E entendi que o ilustre Sr. Henrique, com sua nacionalidade, naturalidade, data de nascimento, número de RG, filiação, profissão, tipo físico, etc, etc, etc... &lt;strong&gt;TUDO ISSO NÃO É NADA!&lt;/strong&gt; Esse cidadão simplesmente não existe, não é real, no sentido mais profundo da palavra. O que existe &lt;b&gt;de fato&lt;/b&gt; é algo muito, mas muito maior, indescritível! Algo belo, e livre, muito provavelmente o que as religiões convencionaram chamar “alma”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Êxtase. Permaneci nesse estado, elevado, que jamais havia experimentado, perdido no espaço e no tempo, que aliás também me parecia (o tempo) “diferente”... Meus membros e sentidos físicos foram superados, transcendidos, por esse "algo" maior. Impossível traduzir em palavras... Eu olho para todas as direções, sem mover minha cabeça, sem usar meus olhos. As cores não me parecem mais as mesmas, os aromas também não. Me sinto sem peso e sem forma! Nada parece igual ao que já foi um dia. Eu entendo o que significa a palavra “Felicidade”, integralmente, perfeitamente, absolutamente! O tempo agora não existe, problemas não existem. A individualidade não existe! Eu sou tudo em todos, e tudo em tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DEUS me sorri, absoluto. E diz: “Olá, filho! Não se preocupe, tudo tem um bom motivo… Eu quero que você cresça, e só quero isso porque é o que você quer. Eu o amo! Eu estou sempre com você, eternamente!”...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sorrio, involuntariamente. Seria impossível não sorrir naquela hora. Me pareceu ver Jesus, sorrindo. E ele era mais como uma criança, pura e travessa, a me observar, do que como um juiz vingador. Seus olhos escuros continham estrelas. Estrelas brilhavam e emanavam de seus olhos, por todas as direções. Eu vejo Buda, eu vejo milhões ao meu redor, e todos são um só. Tudo faz sentido. De uma hora pra outra, não existem mais dúvidas! Mais nenhuma pergunta! Encontrei minhas respostas, encontrei o sentido de tudo! Naquele momento, eu finalmente me vi, não mais como um buscador, mas como um ser realizado, integral e pleno!..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns “flashes” se sucedem, quando minha atenção se volta para o meu corpo, sentado ali na grama. Uma pequena folha de árvore, trazida pelo vento, vem cair no meu colo. Eu a observo na palma da mão. Observo o desenho, os veios delicados. Eles são como o sistema circulatório humano. Sinto a vida que flui por todas as árvores, que explode em todas as folhas, a vida que cria estas formas verdes que não querem nada, não ser, &lt;strong&gt;ser&lt;/strong&gt;. Entendo que as plantas obedecem a algo maior do que elas mesmas; que elas também contêm, dentro de si, o segredo do Universo (ou Pluriverso?). Enquanto isso, dentro de salas fechadas, equipadas com ar condicionado, homens de jaleco branco e óculos de grossas lentes, escorregando por seus narizes engordurados, tentam desvendar esses mistérios.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas eu, eu entendo tudo: Eu sou nada. E entendendo isso eu posso ser tudo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#333333;"&gt;Samadhi (sânscrito) significa, literalmente: “dirigir juntos”. É um estado superconsciente beatífico, no qual o Yogue experimenta a desidentificação com o ego e a identificação da alma individualizada com o Espírito Cósmico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326372-116196877315877342?l=sounada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/116196877315877342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/116196877315877342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sounada.blogspot.com/2006/10/samadhi.html' title='Samadhi'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12422440324898666553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/0237outros-messbrasil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326372.post-116172662281438497</id><published>2006-10-24T18:36:00.000-03:00</published><updated>2006-10-26T18:15:20.316-03:00</updated><title type='text'>O V N I ? - conclusão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666600;"&gt;Não&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; sei até que ponto acho aconselhável misturar conjunturas. Vlad Lestat que o diga, já que ele às vezes até parece uma “voz” dentro da minha cabeça, tal a similaridade entre as coisas que diz e o que grita meu lado racional. Confesso que durante muito tempo eu tentei abafar esses gritos, na época em que achava que ter fé significava aceitar, acreditar cegamente em algo, sem questionar. Felizmente, essa fase durou pouco. Mas demorou muito até que eu entendesse que ser religioso, e por religioso quero dizer ser um buscador autêntico, não precisava significar necessariamente aceitar “um pacote pronto” desta ou daquela instituição, sem questionamentos. A chave está em saber conciliar o racional com o emocional. Razão e emoção/intuição: Enquanto humanos, somos aptos a fazer uso destes dois pólos para entender e lidar com a vida. Então, é razoável supor que devemos usá-los bem, em perfeito equilíbrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que acontece se um questionador por natureza, como eu, rejeita as dúvidas que surgem ao longo do percurso, sem refletir, testar e ponderar muito bem, aceitando cegamente qualquer proposta de fé? Simples: Estas mesmas dúvidas, depois de um tempo e quando menos se espera, voltam para reclamar espaço. Vão perturbar, enlouquecer, e por fim derrubar por terra todas as convicções que foram instaladas “à força”. Eu sei. Já vivi isso, mais de uma vez. Muitas vezes eu desejei ser igual àquelas pessoas que se encontram nos templos de qualquer denominação religiosa, que crêem sem precisar ver. E eu sempre me sentindo “Tomé”, precisando ver, testar, comprovar tudo por mim mesmo. Até mesmo no budismo um questionador se torna uma presença incômoda, como eu &lt;a href="http://sounada.blogspot.com/2006/09/eu-budista.html#links" target="_blank"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;descobri&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; por mim mesmo. Um dia percebi que não é de todo justo usar o exemplo de Tomé para condenar todos os que simplesmente não conseguem crer cegamente. Senão, vejamos: Segundo o texto bíblico, Tomé conviveu com o próprio Jesus. Teve muitas provas e viu muitas maravilhas... Até pessoas sendo ressuscitadas! Mesmo assim, precisou ver e tocar para crer. A diferença entre ele e alguém que apenas leu e ouviu falar é imensa!.. Talvez eu pense demais, e penso que penso demais. Às vezes o raciocínio parece inimigo da fé (Mas não consigo entender porque isto é assim). Por que estou dizendo estas coisas? Porque eu não entendo a reação de cultuar/adorar tudo que pareça maravilhoso, mágico. Tudo que é desconhecido leva a reações irracionais, pretensamente místicas. Com a questão dos OVNIs não é diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de ter visto o que vi, e devido aos sonhos que tive, resolvi procurar por respostas. Tomei essa decisão depois que estes sonhos começaram a aumentar, em quantidade, intensidade e principalmente “realidade”. Num destes dias, em que me via remoendo um desses sonhos tão vívidos, assisti na TV uma entrevista com Angela Cristina de Paschoal, fundadora e diretora do instituto de pesquisa &lt;a href="http://www.espacokroon.kit.net/" target="_blank"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Espaço Kroon&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Ela era (e é) uma mulher muito estranha, exibindo sempre um calombo na testa, bem na altura do chakra &lt;em&gt;Ajna&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;Agnya&lt;/em&gt;, chamado popularmente de chakra “da terceira visão”. Segundo seu próprio testemunho, e o de um rapaz que a acompanhava na entrevista, ela mantinha contatos freqüentes com seres extraterrestres, embora nessa ocasião não tenha deixado claro como isso acontecia. E dizia que, justamente nos períodos de contato mais íntimo e constante, esse calombo aumentava de tamanho e assumia uma coloração mais intensa, avermelhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até aí, novidade alguma, entre tantos malucos que contam histórias esdrúxulas sobre ETs e abduções. A não ser o fato de ela afirmar e reafirmar o tempo todo que o seu grupo de pesquisa se valia estritamente de métodos científicos para o estudo dos fenômenos. Que não tinha nada a ver com misticismo. E que o seu objetivo era encontrar evidências cada vez mais incontestáveis da realidade das visitas extraterrestres. Ela afirmava ainda possuir inúmeros documentos (entre fotos, filmes, cópias de documentos oficiais da aeronáutica, etc) e farto material comprobatório da existência dos UFOs e das visitas dos ETs. Mas ela realmente chamou a minha atenção quando começou a narrar uma série de casos de “contatados”, que seriam pessoas comuns, supostamente “escolhidas” por algum motivo que não sabemos avaliar: Contou três ou quatro casos de pessoas que tiveram avistamentos durante a infância e que depois de alguns anos começaram a ter sonhos realistas com naves e abduções. Disse ainda que a maioria dos casos trazia um ponto em comum: O suposto “contatado”, ao acordar, só mantinha a memória até o momento do sonho em que estava prestes a ser capturado por um OVNI, e que lhe parecia acordar logo em seguida, com a sensação de cansaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra quem leu o post anterior, não preciso dizer que essa parte me tocou. Ela acabara de descrever exatamente aquilo que vinha acontecendo comigo, em detalhes. E resolvi que valeria a pena conhecer este grupo de pesquisa. Embora o “centro operacional” do Espaço Kroon ficasse em outra cidade, e as reuniões acontecessem em dias e horários que me eram bastante inconvenientes, eu nunca deixaria de verificar aquilo de perto. E lá me fui, eterno peregrino em busca da verdadeira Verdade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espaço Kroon: Um grande sobrado no inacessível bairro Camilópolis, na cidade de Santo André. Terça a feira à noite. Muita gente reunida. Pessoas esquisitas (pelo menos me senti em casa :P). Fui recebido por uma freqüentadora antiga do lugar, que me apresentou a todos e me levou a conhecer as instalações de perto, contando detalhes das atividades que eram realizadas ali. Conheci a sala de &lt;a href="http://www.transcomunicacao.com/" target="_blank"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;“transcomunicação instrumental"&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, onde se procuram gravar vozes e estabelecer contatos com “entidades” extra-terrestres. Ali haviam alguns monitores de TV conectados a um computador e a gravadores. Havia também uma sala de arquivo, com uma respeitável biblioteca especializada e arquivo de fotos e vídeo, incluindo os registros de alguns dos fenômenos mais importantes ocorridos até hoje ao redor do mundo. Realmente existem, catalogados, casos impressionantes, imagens avaliadas por especialistas em fotografia, de diversas partes do mundo, que permanecem inexplicáveis. Muitas fotos tiradas na década de 70 e antes, quando ainda não era possível realizar fraudes tão convincentes por meio do Photoshop, mostram luzes parecidas com as que eu vi, tendo como referência a Lua, nuvens, montanhas ao fundo, etc. Há imagens impressionantes de UFOs entrando no mar, em sentido vertical, o que nos permite considerar novas teorias, como a de que o fenômeno talvez não tenha origem em outros planetas, enfim, mas sim no interior do globo terrestre ou no mais profundo dos mares. Afinal, o homem ainda não é capaz de chegar nas maiores profundidades dos oceanos (Alguém aí assistiu ao filme “O Segredo do Abismo”? Recomendo...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o maior e principal intuito do Espaço Kroon era o contato com nossos “visitantes” misteriosos. Este era o objetivo principal. Esses contatos, segundo os participantes, já aconteciam há algum tempo, principalmente através da fundadora, que seria uma espécie de “médium”, capaz de contatar os ETs por meio de “canalização mental”. Entre os freqüentadores do instituto, era comum a idéia de que não só a existência dos OVNIs é um fato, mas também a de que existem alienígenas entre nós, misturados à nossa sociedade, caminhando pelas ruas e trabalhando em repartições públicas, com forma humana, no intuito de nos conhecer de perto e nos ajudar. Acreditam também numa certa hierarquia dos ETs, e fazem uma classificação das suas diversas “raças”. Os mais conhecidos do público leigo, através de filmes e revistas, seriam os “grays” (cinzas), aqueles mesmos, pequenos e com grandes olhos numa cabeçorra desproporcional ao corpinho magérrimo. Hmmmmmm... Já comecei a não gostar. Mas até aí, tudo bem, já que essas crenças todas não eram impostas, em momento algum, apenas havia um “grupo” dentro do grupo maior, que seguia essa linha mais “viagem na maionese”. Conheci uma garota muito interessante dentro do Espaço, com a qual cheguei a fazer amizade. Uma linda loura, que estava cursando o último ano de jornalismo, e se dizia questionadora, mas estava plenamente convencida da realidade dos contatos com aliens, ali realizados. Muito misteriosa (acho que estava tentando fazer um pouco de chame, na verdade), dizia que não podia me contar tudo, mas que podia afirmar e me garantir que os contatos aconteciam mesmo, e que ela já tivera inúmeras provas incontestáveis desse fenômeno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já em outras visitas, procurei me aprofundar junto àqueles supostos especialistas, a respeito do meu próprio caso. Me disseram que deveria iniciar um treinamento específico, que com certeza o meu caso trazia todas as características dos casos dos contatados. Colocaram-me numa sala, com um bloco de papel e uma caneta nas mãos, depois apagaram as luzes e me disseram que deveria me concentrar. Ao meu lado, uma “pesquisadora” veterana do Instituto murmurava numa voz suave: “Se há algum visitante de outros planos, por aqui, manifeste-se ao nosso novo amigo” ... “Se vossas senhorias por algum motivo levaram este rapaz para viagens fora do nosso planeta, por favor, manifestem-se”...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/extra_terrestre.5.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/400/extra_terrestre.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eu dou a minha palavra de que no começo até tentei levar a sério… Mas, depois de alguns minutos, quando ela começou a me pedir que deixasse a mão segurando a caneta “solta” sobre as folhas em branco, para ver se alguma coisa acontecia, eu não pude conter um sorriso. Mesmo assim, eu fiz o que ela pediu. Deixei minha mão o mais solta que pude, sobre a folha, segurando a caneta. Ficamos nisso um bom tempo. Nada. Quando a mulher já fazia menção de se levantar para acender as luzes, eu não resisti (;-P): Comecei a mover minha mão, me esforçando ao máximo para não rir, e rabisquei algumas letras na folha. A pobre mulher se empolgou. “São eles! São eles!” – Depois que terminou a “sessão”, minha folha de papel rabiscada passava de mãos em mãos. Os “especialistas” do instituto franziam as sobrancelhas enquanto examinavam, muito sérios, os rabiscos. Um deles chegou a arriscar: “Pela minha experiência, isto quer dizer que em breve voltarão a falar com você, através de sonhos!”... Foi a gota d´água! Eu não sou um cara encrenqueiro, mas ali, naquele momento, a brincadeira perdeu a graça. Simplesmente estava em busca de uma resposta séria para minhas indagações. E tudo que eu esperava era um “Não sei” verdadeiro, seguido de um “Vamos tentar entender juntos”, e talvez um “O seu caso se parece muito com estes outros, vamos comparar semelhanças...”. Mas jamais esperava encontrar um intrincado e desconexo roteiro de filme de ficção científica, escrito em conjunto por um grupo de pessoas insanas, misturando essa misteriosa realidade com espiritualidade. Ficção por ficção, prefiro “Star Wars”...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantei-me e disse: “Fui eu que fiz esses rabiscos. Nenhum ET esteve aqui. Se a sua experiência diz que isso significa que vou sonhar de novo, ou qualquer outra coisa, então sua experiência não serve pra nada, a não ser confundir os ingênuos, o que graças a Deus não é o meu caso. Estou indo, e obrigado pelo seu tempo”. Olhos arregalados me olhavam, quando desci as escadas, irritado. Ainda tive tempo para um olhar pra minha amiga loura, e um erguer de ombros. Ela retribuiu o olhar, envergonhada. Eu nunca mais voltei a vê-la. Àquela altura já tinha percebido que minha pesquisa sobre UFOs não haveria de obter resultados por essa via...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#333333;"&gt;Consideração final: Para encerrar o tema (ao menos por enquanto), gostaria de esclarecer que intitulei esse post como OVNI? - assim, com uma interogação, pelo simples fato de que essa sigla significa Objeto Voador Não Identificado. Acontece que, a respeito desse fenômeno, nós não sabemos o suficiente nem para chamá-lo assim. Afinal, não podemos ter a certeza de que se tratam de "objetos".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326372-116172662281438497?l=sounada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/116172662281438497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/116172662281438497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sounada.blogspot.com/2006/10/o-v-n-i-concluso.html' title='O V N I ? - conclusão'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12422440324898666553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/0237outros-messbrasil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326372.post-116138145373175826</id><published>2006-10-20T18:13:00.000-03:00</published><updated>2006-10-20T21:47:58.186-03:00</updated><title type='text'>O V N I ? - parte 2</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666600;"&gt;&lt;strong&gt;No&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; dia seguinte ao que foi relatado no último post, passando numa banca de jornais, pude constatar que a primeira página do "Diário Popular" trazia a seguinte manchete: "&lt;strong&gt;Aparição de OVNI Assusta Moradores da Região do Ipiranga, Cambuci, Vila Prudente e Arredores&lt;/strong&gt;". Se fosse hoje, eu teria comprado um jornal para guardar, até como referência. Na época, eu não pensei nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou certo de uma coisa: O que eu vi, nas duas ocasiões que descrevi, &lt;strong&gt;não&lt;/strong&gt; era algo deste mundo(!). &lt;strong&gt;Não&lt;/strong&gt; era algo que faça parte da "nossa realidade". Era qualquer coisa que está completamente fora do conjunto das coisas que entendemos por "normais". Posso afirmar isso com certeza e honestidade, baseado em alguns fatos muito simples:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1º - No caso do primeiro avistamento, de quando eu tinha 6 anos - Os movimentos que o "objeto" fazia no céu seriam absolutamente impossíveis para qualquer avião, helicóptero, balão, satélite ou qualquer tipo de veículo de fabricação humana. Muito menos poderia se tratar de estrela, meteoro ou asteróide, devido à sua forma e, principalmente, movimento. O grau de aceleração e desaceleração, e as curvas que foram executadas, seriam capazes de romper qualquer material terrestre, e nenhum sistema de propulsão seria capaz de chegar nem perto daquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2º - Tanto o primeiro quanto o segundo objetos, eu posso afirmar com certeza que eram dotados de movimentos guiados, provocados "artificialmente", e pareciam estar se mostrando propositalmente aos expectadores em terra. Digo isso baseado nas evoluções espetaculares que faziam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A quem estiver interessado, deixo o caminho para assistir um filme onde poderão ver algo bastante parecido com o que eu vi quando era criança. A grande diferença é que o OVNI que eu vi parecia muito maior e mais fulgurante do que o que se vê neste filme, e as incríveis manobras, que são a principal evidência de que não se tratava de qualquer fenômeno comum ou natural, também não estão presentes. Mas a cor e a forma são semelhantes. - Entrem no site da &lt;a href="http://www.tvinfa.com.br/arquivos.html" target="_blank"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;TV Infa&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; e cliquem na opção "&lt;em&gt;30/06/2006 - O Filme da Mikson&lt;/em&gt;". Depois de uma breve entrevista com o cinegrafista que fez o filme, Heraldo, vocês poderão assistir à filmagem na íntegra e depois uma reportagem do programa "Fantástico" sobre o tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes e depois dos avistamentos que relatei, eu sempre tive sonhos extremamente vívidos com OVNIs. Um dos que mais me marcou, foi assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acordo em minha cama, no meio da noite. Sinto-me desperto, sem sono pra voltar a dormir, e começo a experimentar uma forte atração me impelindo a levantar e caminhar até a janela. Eu faço isso, e vejo uma "frota" de objetos voadores no céu escuro, bem acima da minha casa. Eu saio até o quintal, e continuo observando, em silêncio. Há muitos deles, alguns maiores e outros menores. Eles vêm e vão. Sinto uma compulsão irresistível de seguir estas luzes, elas parecem me atrair a sair de minha casa... Eu saio à rua, sempre olhando para o céu e acompanhando os OVNIs. Ando pela rua até chegar num viaduto próximo. Eu começo a subir o viaduto, sempre atraído pelas "naves", e quando chego no ponto mais alto, paro. Então, a maior delas começa a descer, vindo em minha direção. Ela chega muito perto de mim, como se fosse me "pegar", de alguma maneira. Então, agora sim, eu me assusto. Mas fico estático, sem me mover. A nave chega realmente muito próximo, logo acima de mim, e eu vejo que é muito grande. É fantástica! Não me lembro bem dos detalhes, para descrever como era, apenas me lembro que havia muitas luzes, de muitas cores. E que não se parecia com um disco, era mais como alguma espécie de "máquina", de formato alongado. E se mantinha no ar sem fazer nenhum ruído. O pavor agora toma conta de mim, meu corpo todo fica paralisado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então eu acordo em minha cama, e já é de manhã. Sem me lembrar de nada do que aconteceu depois. Estou cansado, com a sensação de que não dormi a noite, mas olhando no relógio vejo que já são 9 horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6514/3707/1024/UFODIAZ1.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6514/3707/400/UFODIAZ1.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326372-116138145373175826?l=sounada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/116138145373175826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/116138145373175826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sounada.blogspot.com/2006/10/o-v-n-i-parte-2.html' title='O V N I ? - parte 2'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12422440324898666553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/0237outros-messbrasil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326372.post-116120805907418084</id><published>2006-10-18T16:59:00.000-03:00</published><updated>2006-11-10T15:23:58.023-02:00</updated><title type='text'>O V N I ?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,102,0);font-size:180%;" &gt;&lt;strong&gt;O ano&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; é 1973. São aproximadamente 21 horas. Estou na sala da minha casa, na Vila Zelina, bairro da região leste de São Paulo. Estou quase certo de que é uma quarta feira e estamos assistindo, eu e meus pais, a mais um episódio da série Kung Fu, com David Carradine. Subitamente, entra meu irmão, esbaforido, olhos arregalados, gritando e gesticulando: "Vem ver! Vem ver!" - "O que foi?" - Perguntam em coro meu pai e minha mãe, mas ele já tinha saído novamente, correndo, em direção ao quintal, e de lá de fora podemos ouvir sua voz eufórica: "Disco-voador!!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/skylight.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/400/skylight.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Saímos todos para o quintal, meu irmão já subiu no muro, para ver melhor. Meu pai e minha mãe soltam exclamações desconexas, abismados. Eu olho para o céu, na mesma direção que eles, para o lado oeste. E vejo algo que nunca mais esqueceria (Tanto que estou contando para vocês, trinta e três anos depois): Um luz em forma circular/esférica desfila pelo céu, que está muito limpo nesta noite. Algo como uma "esfera" de cor alaranjada, de um tom muito bonito, semelhante à cor de carvão em brasa. Essa "forma" faz evoluções, vai e volta, sobe e desce, tudo numa velocidade vertiginosa. Faz movimentos elípticos, depois geométricos. Acelera e desacelera de uma maneira completamente impossível. Eu tenho seis anos de idade. Peço ao meu irmão que me pegue, me coloque também em cima do muro, ao seu lado, para poder ver melhor. Ele me atende sob os protestos e pedidos de "Cuidado!" de minha mãe. Por alguns preciosos segundos, talvez um minuto ou um pouco mais, permanecemos os quatro, eu, meus pais e meu irmão, assim, anestesiados, observando aquele "show" surrealista, inesquecível. É uma sensação como a de se estar sonhando, mas estamos todos bem acordados. De repente, de modo ainda mais improvável, a esfera some. Simplesmente desaparece. Lembro-me que isso, o fato de ter desaparecido, me impressionou mais do que a aparição em si. No dia seguinte e durante toda a semana, o assunto preferido nas rodas de conversa do bairro é a aparição do fenômeno. Muitas outras pessoas também tinham visto o que chamavam de "UFO".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ano é 1984. Eu e meu irmão fomos ao shopping center Iguatemi, aqui em São Paulo, assistir ao filme "Um Tira da Pesada", com o Edie Murphy. E morremos de rir. Na saída, paramos numa cantina italiana para devorar uma "mezza" portuguesa "mezza quatro formaggio". Caminho de volta. Já devem ser algo em torno de uma e meia da manhã (não me lembro o dia da semana, provavelmente uma quinta ou sexta). Estamos passando pela Av. D. Pedro II, no bairro do Ipiranga, mais ou menos no meio dela, quando eu olho pela janela do carro e vejo uma lua cheia extremamente brilhante e muito bela. Eu digo: "Olha como a Lua está bonita! Cheia e enorme!" - Meu irmão responde: "É mesmo..." - Até aí, tudo parece normal, mas quando eu olho pra ele, percebo que está olhando para o lado oposto de onde está a lua que eu vi! Então eu digo: "Mas ela está &lt;strong&gt;desse&lt;/strong&gt; lado!" - E ele: "Não, ela está aqui, olha!" - Eu olho para o ponto que ele mostra, no céu, e me sinto gelar. Ele tem razão! A Lua estava do outro lado, o lado da janela dele, do carro. Só que do &lt;strong&gt;meu&lt;/strong&gt; lado havia uma outra "Lua"! Um objeto(?) prateado, circular, muito brilhante, que poderia mesmo ser confundido com a Lua. Mas agora que eu sabia que &lt;strong&gt;não&lt;/strong&gt; era a lua, observando bem, percebia que não tinha o mapa lunar. Era completamente "lisa", brilhante por inteiro, e mais fulgurante do que o nosso satélite natural. &lt;strong&gt;E estava acompanhando o carro!!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quase posso sentir a incredulidade de muitos que vierem a ler estas linhas. Acho que é porque eu, muito provavelmente, não acreditaria, se alguém me contasse. E se estava difícil acreditar até agora, esperem só pelo final...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Meu irmão também viu o UFO(?). E ficou muito impressionado. Era impressionante olhar para um lado do céu e ver a Lua, e olhar para o lado oposto e ver uma segunda "Lua"! Prosseguimos com o OVNI dando a impressão que nos acompanhava, até a praça do Monumento do Ipiranga (Lá mesmo, onde D. Pedro I deu o famoso grito...). Naquela época, a praça não era cercada, como hoje, era possível parar o carro e ter acesso direto àquela grande área verde. Meu irmão estacionou o carro na praça, apressado, de qualquer jeito. Estávamos afobados, meio sem respirar. Percebemos que já havia uma meia dúzia de carros parados, de pessoas que também passavam por ali e viram o fenômeno. É uma sensação muito curiosa que se experimenta, numa situação tão inusitada, como de se estar "anestesiado"... Lembrei-me das passagens bíblicas que associam "Sinais no céu" ao advento do fim dos tempos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Descemos do carro. Era uma noite quente, mas havia uma brisa fresca à essa hora, lembro-me bem. Todos olhavam para o céu (óbvio) e lá estava ele... E de repente já não estava mais. Todos continuam procurando, e então... de uma hora para a outra, simplesmente toda a "abóbada celeste", toda a região visível do céu, &lt;strong&gt;começa a "piscar", em alta velocidade!!&lt;/strong&gt; Como se estivéssemos dentro de um quarto escuro e uma criança travessa estivesse pressionando, intermitente, a tecla de acender/apagar a luz! Todo o céu ao nosso redor acendia e apagava, uma vez atrás da outra, num ritmo muito rápido, sem parar. Era como uma série de raios, mas sem trovão, sem nenhum som, iluminando o céu; um após o outro, a intervalos regulares e curtos, matemáticos. Mas não havia nenhum raio, apenas os flashes brancos de luz. Fortíssimos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu vi as pessoas ao meu redor. Olhos arregalados, não mais do que os meus próprios deveriam estar. A sensação que pairava no ar era algo como: "O que vem agora?" Confesso que foi assustador, inquietante. Mas eu não tive medo. Como não tive da primeira vez, quando tinha seis anos de idade. Esse fenômeno, do céu piscando, deve ter durado cerca de um minuto. E do mesmo jeito que começou, parou.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="COLOR: rgb(102,102,102)" align="justify"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(153,51,0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,102,102);" &gt;Continua.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326372-116120805907418084?l=sounada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/116120805907418084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/116120805907418084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sounada.blogspot.com/2006/10/o-v-n-i.html' title='O V N I ?'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12422440324898666553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/0237outros-messbrasil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326372.post-116088697789989025</id><published>2006-10-15T00:14:00.000-03:00</published><updated>2006-10-27T18:02:24.810-03:00</updated><title type='text'>De volta ao Espiritismo - conclusão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 0);font-size:130%;" &gt;&lt;strong&gt;No&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; post anterior eu disse que o &lt;a href="http://www.perseveranca.org.br/" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Perseverança&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; é o maior centro espírita do Brasil. Segundo algumas &lt;a href="http://www.ieja.org/portugues/Estudos/Artigos/p_evangelizacaoinfantilejuvenilnoscentros.htm" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;fontes&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, ele é o maior do mundo(!). Não poderia haver lugar melhor para concluir minha pesquisa. Através de uma visita prévia, fiquei sabendo que haviam atividades todos os dias da semana, em diferentes horários. Quando lá cheguei pela primeira vez, fiquei surpreendido com a excelente infra-estrutura e o tamanho das instalações. O &lt;a href="http://www.unimedpaulistana.com.br/site/_conc/noticias.asp?noticia=388" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Centro Espírita Perseverança&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; fica no Bairro Santa Clara, em São Paulo, na Rua Pe Maurício, e não seria exagero dizer que mais da metade dessa rua (que não é pequena - algo em torno de 800/900 mts) é ocupada por esse complexo de imóveis interligados, em ambas as calçadas, tudo pertencente ao Centro. Lojas de roupas (Amigos do Bem), lanchonetes (duas, grandes), livraria, um gigantesco salão de palestras, sala de oração/meditação, uma grande loja de conveniências(!)... Tudo isso sem contar o prédio de 5 andares que ocupa praticamente toda uma quadra, onde funciona o complexo principal (Que estava fechado na ocasião da minha primeira visita, devido ao horário). Na segunda vez que fui ao Centro, tive que me dirigir exatamente a este edifício, onde é feita a triagem inicial. E desta vez me impressionei ainda mais, com a organização do lugar e dos trabalhos, a maneira eficiente e correta com que visitantes e freqüentadores são atendidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo na entrada, sou recebido por monitores uniformizados. Estão na entrada e em todos os pontos estratégicos, usando jalecos de cor roxa, sempre dispostos a ajudar. Eles me pedem que me dirija ao “Salão de Passes”, antes de qualquer coisa, e que deveria tomar uma enorme fila que se formava no grande hall de entrada. Era uma quinta feira, dia de feriado, e havia muitos milhares de visitantes e frequentadores. Mas a coordenação impecável dos monitores organizava essa fila, silenciosa e comportada, por longos corredores até o tal salão. O salão de passes era um lugar imenso, onde eu imagino caibam mais de 800 pessoas sentadas. Eu não chego a ficar 10 minutos na fila. Ela anda muito depressa, o movimento para entrar e sair do salão é contínuo, entra uma grande turma, passa por uma sessão de passes de mais ou menos 5 minutos e sai por outra porta, enquanto a turma seguinte entra. Tudo perfeitamente calculado. No interior do salão reina uma agradável penumbra; há apenas uma fraca iluminação indireta, proveniente de mortiças lâmpadas azuis de algumas luminárias na parte frontal. Essa fraca luz ilumina, relaxante, a grande parede frontal, onde há uma pintura representando Jesus no centro e o Dr. Bezerra de Menezes ao lado direito. Logo abaixo há uma fonte, com rochas e uma suave cascata d'água; um som muito harmonioso, junto com música (Ave Maria) baixa. Alguns monitores, estrategicamente posicionados nos corredores, orientam entrada e saída. Num microfone um senhor repete a cada minuto: “Entidades amorosas zelam por vocês. Vocês estão sendo agraciados ao entrar nesse recinto, com bênçãos de amor, paz e alegria...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da sessão de passes, cada participante é encaminhado ao seu destino, conforme seus próprios objetivos no Centro. Em cada uma das muitas salas do edifício, são realizados os mais diversos trabalhos, voltados à necessidades específicas, como vários tipos de tratamentos. No meu caso, como queria conhecer, fui convidado a assistir uma palestra de Dona Guiomar de Oliveira Albanese, a legendária médium fundadora e dirigente do Centro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda feira seguinte, lá estava eu, pouco antes do horário do iníco da palestra. Novamente, milhares de pessoas apinham a rua e as dependências do Centro. Ainda tive tempo pra conhecer a livraria, a lanchonete e a loja de conveniências. Só há uma palavra pra descrever todas essas instalações: Excelente! Estrutura de primeiro mundo. Produtos e atendimento de alta qualidade. Fico sabendo que a quase totalidade dos atendentes são voluntários. Trabalham graciosamente, sua única paga é o bem do próximo. E são muito bons no que fazem. Chega a hora do início da palestra, e eu me dirijo ao salão de palestras (ainda maior que o salão de passes, devem caber ali umas 1500 pessoas sentadas). Algo interessante aconteceu nesse dia: Havia fila para entrar no salão, e uma senhora “furou” na minha frente, na maior cara de pau. Imediatamente eu penso: “Que falta de educação!” Lá dentro, até pela ordem de entrada, nos sentamos lado a lado, e acabamos fazendo amizade. Ela acabaria me servindo de cicerone e guia do Centro, nas outras oportunidades em que eu lá retornei, me dando dicas e me apresentando a vários outros membros importantes. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Hora de assistir à palestra. Conhecer Dona Guiomar, que ao lado de Divaldo Franco é um dos maiores nomes do espiritismo brasileiro e conseqüentemente mundial, e suas idéias. Isto seria de suma importância para meus objetivos. Dentro do salão, completamente lotado, com muitas pessoas sentadas no chão, alguns monitores sobem ao palco e começam a entoar canções religiosas. O público canta junto, fervorosamente. Reconheço vários hinos da Missa católica. Várias canções em honra de Nossa Senhora. Há muita fé no ar. Logo ao chegar, senti que havia muita energia positiva. Muitas pessoas com o desejo sincero de evoluir, encontrar coisas boas, fazer a coisa certa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de alguma espera, ela entra, absolutamente idolatrada. Aplausos frenéticos. Muitos choram. A senhora ao meu lado chora. Lá está Dona Guiomar, comparada por muitos a Chico Xavier. Já idosa, quase 70 anos, sobe ao palco de um pulo. Cheia de energia, saúda a todos. Bem humorada, conta piadinhas. Canta. Todos cantam junto. Depois da música, finalmente, a palestra começa. Ela retira de uma pilha em cima de uma mesa uma folha de papel. E lê. É um bilhete que havia recebido: “&lt;em&gt;Dona Guiomar, eu gostaria de saber se, como espírita, eu faria errado em beber álcool, só um pouquinho, socialmente, numa festa de Natal ou aniversário, por exemplo... Assinado, Fulano de Tal&lt;/em&gt;". A palestra seria em cima desse tema, então. Resposta: “&lt;em&gt;Você, Fulano de Tal, como bom espírita, não deve jamais beber nada que seja alcoólico, nem um pouquinho, nem champanhe no Natal. Porquê? Porque quando se tratam de bebidas alcoólicas, o primeiro gole é seu, mas o segundo já não é mais. Tenha certeza que cada vez que você ergue um copo de cerveja, alguém (espírito) já está ao seu lado, pronto para usufruir desse prazer. E ele fará de tudo para que você beba mais e mais. Por isso é que cada um tem uma reação diferente quando fica bêbado. Um fica alegre, outro violento. Isso depende do obsessor que foi atraído. Se for um espírito violento, você se tornará violento. Se for um espírito triste, você se tornará depressivo...&lt;/em&gt;” E por aí vai. Ela lê ainda outras cartas, relacionadas a temas parecidos, vícios e fraquezas humanas. Mas a conclusão é sempre parecida. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A palestra chega ao fim. Dona Guiomar pede a benção do espírito do Dr. Bezerra de Menezes e dos espíritos superiores, e se despede com mais música. Uma monitora sobe ao palco e pergunta a todos, pelo microfone: “Quem tem a ‘senha pro abraço?’” A senhora ao meu lado me explica que abraçar Dona Guiomar é sinônimo de benção, além disso é possível aproveitar esse momento para fazer uma pergunta pessoal. Dezenas de pessoas se levantam para a “fila do abraço” – Jovens, velhos, homens, mulheres... Os outros devem sair. A palestra está encerrada. Ainda tenho tempo de perguntar àquela senhora, minha nova amiga: “Você já ‘abraçou’? O que ela disse?” – A resposta veio rápido: “Só coisas boas...” &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Finalmente, minhas conclusões:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 51);"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 0);"&gt;Espiritismo, eu gosto:&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;#&lt;/strong&gt; Espíritas costumam demonstrar boa vontade no sentido de aceitar/conviver com tipos diferentes de fé (Embora esta não seja uma regra geral. Também existem espíritas "fanáticos").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;#&lt;/strong&gt; A história da origem do Espiritismo me agrada. Hyppolyte Leon Denizard Rivail, ou Allan Kardec, parece ter tentado realizar uma pesquisa científica verdadeira, e dentro das limitações da época em que viveu, organizar um sistema moral e ético justo e coerente com suas prerrogativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;#&lt;/strong&gt; Existem muitas e fortes evidências comprovadas em favor da teoria da reencarnação. Existem casos registrados em publicações médicas e científicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;#&lt;/strong&gt; Existem alegados casos de contatos entre espíritos e médiuns que ciência e parapsicologia não conseguem explicar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;#&lt;/strong&gt; A pesquisa em T. I. (transcomunicação instrumental) vem se desenvolvendo em todo mundo, e aqui mesmo no Brasil temos um expoente nessa área, a pesquisadora Sônia Rinaldi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;#&lt;/strong&gt; No caso do Centro Perseverança: Essa instituição mantém creche, programas de auxílio aos necessitados, promove diversas campanhas humanitárias, etc. Em todas as várias vezes que lá estive, em nenhum momento me foi pedido dinheiro. Todas as atividades se mantém por meio do patrocínio de simpatizantes e da iniciativa privada, pessoas que foram ajudadas, espiritualmente, e que agora se propõem a ajudar. Todos os "funcionários" do Centro são voluntários, e todos trabalham satisfeitos e parecem felizes. Isso para mim tem muita importância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 51);"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 0);"&gt;Espiritismo, não gosto:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;#&lt;/strong&gt; Apesar de ter começado com ideais científicos, o Espiritismo hoje é somente religião. Nada além disso. E com seus próprios dogmas. No que se refere aos contatos com o além, por exemplo, somos sempre advertidos de que, se não tivermos fé, não conseguiremos nada(???). Que tipo de ciência depende da fé? Se você pedir a um médium uma prova do seu poder de comunicação com os mortos, ele provavelmente vai exigir que você tenha fé, alguns (que eu conheci) até se ofendem diante de uma postura investigativa. Ora, se um fato é um fato, ele pode ser comprovado por A + B, independente de eu acreditar ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;#&lt;/strong&gt; O Espiritismo, exatamente por esse caráter, da aceitação de princípios ditos científicos mas que não precisam ser comprovados, acaba se tornando um "paraíso" para charlatões. Qualquer pessoa pode sair por aí afirmando que mantém contato com mortos, e sempre vai ter quem acredite. Aqui no Brasil, então, com este nosso povo extremamente crédulo, a coisa vira uma festa. Haja vista minhas próprias experiências. Posso afirmar sem medo de errar que existem, atuando em falsos centros de Espiritismo, muitíssimos falsos médiuns, alguns por malandragem, outros talvez por pura insanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;#&lt;/strong&gt; A teoria da evolução do espírito por meio do processo reencarnatório nunca me convenceu. Primeiro, pelo fato de nesse processo se perder a memória das vidas passadas. Automaticamente fica perdido o sentido de aprendizado. Isto é: Se eu não castigar meu cão logo que ele apronta a travessura, se eu deixar pra fazer isso no dia seguinte, quando ele já não se lembrar mais do que fez de errado, então ele nunca vai aprender. Segundo, pensar que teremos infinitas possibilidades de corrigir nossos erros, fatalmente provoca acomodação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;#&lt;/strong&gt; Nos cursos que fiz e palestras que assisti, percebi que dentro do Espiritismo existe o hábito de se alterar os textos bíblicos e dos Evangelhos, para adequá-lo aos princípios de Kardec. Isso costuma funcionar com leigos, mas não comigo, que conheço esses textos no original, em hebraico, aramaico e grego (Essa é uma outra história).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;#&lt;/strong&gt; Conheço histórias de pessoas esquizofrênicas. Uma garota que conheci "ouvia vozes" e procurou o Espiritismo, onde foi aconselhada a "desenvolver sua mediunidade". Depois de sofrer por anos a fio, finalmente procurou um psiquiatra. Depois de uma semana tomando o medicamento adequado, todas as vozes desapareceram para sempre, e ela se libertou. Hoje é uma pessoa feliz e livre. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;# &lt;/strong&gt;Essa história de que somos induzidos a fazer o mal por espíritos obsessores... Não desce! Desculpe, Dona Guiomar, mas eu gosto de tomar minha cervejinha, às vezes, um copo ou dois, e tenho certeza de que ninguém "se apossa" de mim naquele momento. Conheço pessoas que tem problemas com álcool, mas posso garantir que isso não acontece por conta da influência de espíritos, mas sim porque eles tem uma predisposição genética a qualquer tipo de vício. São os adictos. A ciência explica...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu respeito o Espiritismo. E ainda mais os espíritas. São pessoas especiais, com muitas das quais eu me identifico. Acredito na possibilidade da reencarnação, mas me furto do apego a dogmas humanos. Acredito na possibilidade da comunicação com espíritos, em casos como &lt;a href="http://silestcor.blogspot.com/2006/09/coisas-inexplicveis.html" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;este&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; e muitos outros. Acredito nos trabalhos de pesquisa sério, como parece ser o caso de &lt;a href="http://www.gravandovozes.kit.net/tci/index.html" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Sônia Rinaldi&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, reconhecido internacionalmente. Sempre acreditei nas melhores intenções do grande Chico Xavier. Mas não é da minha natureza aceitar nada que venha assim, pronto, e os rumos que o espiritismo anda tomando não me agradam. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326372-116088697789989025?l=sounada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/116088697789989025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/116088697789989025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sounada.blogspot.com/2006/10/de-volta-ao-espiritismo-concluso.html' title='De volta ao Espiritismo - conclusão'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12422440324898666553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/0237outros-messbrasil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326372.post-116075400326754743</id><published>2006-10-13T12:14:00.000-03:00</published><updated>2006-11-10T15:23:37.766-02:00</updated><title type='text'>De volta ao Espiritismo - parte 4</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666600;"&gt;&lt;strong&gt;Ainda&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; não havia desistido de conhecer a religião espírita na prática. Na teoria, como já disse, eu conhecia mais que o suficiente. Como também já disse, algumas das pessoas mais interessantes que eu conheço são adeptas da fé espírita. Além disso, a idéia de uma religião que associa ciência e fé era para mim por demais atrativa. Na primeira parte desse post eu narrei minha visita a um centro espírita filiado à &lt;a href="http://www.febnet.org.br/" target="_blank"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;FEB&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, onde vivi uma experiência extremamente desanimadora. Imagino que muitos teriam desistido ali mesmo, formado um conceito negativo e se afastado de uma vez por todas desse caminho. Mas não eu. Na minha segunda incursão por este terreno tão misterioso, conheci um outro centro, dirigido por um “médium” charlatão, o que me fez entender o quanto é fácil usar a fé das pessoas contra elas mesmas. Mas eu ainda não tinha me dado por vencido. Resolvi partir para uma experiência que seria decisiva. Depois dela, eu seria capaz de chegar a conclusões definitivas sobre o assunto. Resolvi conhecer aquele que é considerado o maior centro espírita aqui de São Paulo e um dos maiores do Brasil, em todos os sentidos; fundado e liderado por uma das médiuns mais respeitadas, iniciada por Chico Xavier em pessoa: O Centro Espírita Perseverança, fundado e dirigido por Da. Guiomar Albanese. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas, antes de contar como foi... gostaria ainda de tratar de algo importante, que me aconteceu, relacionado diretamente ao tema espiritismo. Sei que eu havia dito que esta parte seria a conclusão do post. Mas existe essa outra experiência importante porque passei, da qual achei que realmente seria relevante falar. Sinto que devo publicar mais esse, antes do post conclusivo de “De volta ao espiritismo”. Pra compensar o atraso, tentarei postar a conclusão amanhã mesmo. Serei o mais breve possível nesse relato, porque pretendo concluir logo esse grande post. Aí vai: &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666600;"&gt;&lt;strong&gt;Quando&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; comecei a freqüentar a &lt;a href="http://www.feesp.com.br/" target="_blank"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;FEESP&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; (Federação Espírita do Estado de São Paulo), assistindo palestras e fazendo cursos, como o de "Introdução ao Espiritismo" e "Mediunidade" e o de “Estudo do Livro dos Espíritos”, conseqüentemente fiz algumas amizades. Uma destas pessoas, sabendo que eu gostava de escrever e que tinha vários textos prontos sobre assuntos de espiritualidade, me recomendou uma editora espírita, que ficava justamente na região central de São Paulo, próxima a própria FEESP. Por um tempo refleti sobre o assunto. Mas, afinal, ter um livro publicado era um antigo sonho de adolescente, e assim, resolvi conhecer a tal editora. Entrei em contato por telefone e agendei horário para uma entrevista com o editor. No dia e horário marcados, fui até o local levando comigo uma pilha de folhas com textos em formato padrão. Bom, eu sempre escrevi muito, muito mesmo, desde a minha adolescência, e principalmente depois de começar a praticar &lt;a href="http://sounada.blogspot.com/2006/08/eu-vejo-parte-1.html#links" target="_blank"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;meditação transcendental&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;; quase sempre sobre temas espiritualistas: pequenos contos metafóricos, relatos de experiências interiores profundas, poesia, etc. Então não foi difícil fazer uma coletânea de alguns desses textos, os que eu achei mais interessantes, pra levar ao editor. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Chegando no lugar, uma grande casa onde funcionavam gráfica, livraria e um pequeno escritório editorial, fui recebido com muita atenção e cordialidade (o que não acontece normalmente em outros tipos de editora, isso eu sei). O tal editor (cujo nome não me lembro, e cujo cartão eu não acho), me pediu alguns minutos para analisar o material. Eu concordei e fiquei esperando. Depois de uns quinze ou vinte minutos, ele retorna com um grande sorriso no rosto e fala: “O material é ótimo! Podemos publicar, com boas chances de lucro! Esses lucros são modestos, a princípio, mas se com o tempo você se tornar um autor conhecido no meio espírita, aí já começa a se tornar possível viver só de escrever...” Eu assenti com a cabeça, animado, mas ponderei que o meu tipo de literatura não era necessariamente espírita, mas sim espiritualista, e que eu não tinha a intenção de me prender a nenhuma corrente religiosa ou filosófica. A resposta foi imediata: “Olha, eu só posso publicar os seus livros se você me disser que eles são psicografados. Eles foram psicografados, certo?”... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bem, não preciso contar o final dessa história. Eu nunca psicografei nada. Meus textos foram escritos por mim mesmo. Euzinho da silva, e acho que ainda estou bem vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que eu sinto que preciso dizer aqui, mesmo, é que se eu tivesse dito, ali naquele momento, que sim, que eu tinha "recebido" os livros por meio de psicografia, que o autor era alguém desencarnado há muito tempo... Bem, talvez hoje eu fosse um escritor espírita conhecido, vendendo muito e vivendo desse tipo de literatura. Bastaria eu ter dito: “Sim, esses textos são todos psicografados” (Imaginação para inventar um autor desencarnado interessante não me falta).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até hoje, quando entro numa &lt;em&gt;bookstore&lt;/em&gt; e vejo aquela estante enorme da sessão espírita, repleta de livros ditos psicografados, eu penso nisso. E eu também tento entender: Porque as palavras de alguém que já morreu devem ser consideradas mais importantes do que as de alguém que está vivo, pensando e existindo no aqui-agora? Na prática, é isso que acontece.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;No próxima, quinta e conclusiva parte desse post: Dona Guiomar e o Perseverança. Não percam a fé...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326372-116075400326754743?l=sounada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/116075400326754743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/116075400326754743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sounada.blogspot.com/2006/10/de-volta-ao-espiritismo-parte-4.html' title='De volta ao Espiritismo - parte 4'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12422440324898666553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/0237outros-messbrasil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326372.post-116049219028971214</id><published>2006-10-10T10:26:00.000-03:00</published><updated>2006-11-10T15:22:07.960-02:00</updated><title type='text'>De volta ao Espiritismo - parte 3</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,102,0);font-size:180%;" &gt;&lt;strong&gt;Claro&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; que eu não deixaria que uma primeira impressão me afastasse assim, de modo tão definitivo, de uma religião seguida por tantos amigos e pessoas interessantes que conhecia. Ainda mais porque essa religião parecia trazer casos importantes, de evidências concretas, da continuidade da vida após a morte do corpo físico. Desde a &lt;a href="http://sounada.blogspot.com/2006/05/descoberta-do-espiritismo.html#links" target="_blank"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,51,255)"&gt;minha infância&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; a religião espírita me intrigava, e eu não iria me deixar convencer por uma só experiência negativa. Portanto, resolvi seguir a indicação de uma amiga e fui conhecer um outro médium, que segundo me informaram era clarividente e capaz de se desdobrar no plano astral, além de ser um ótimo palestrante. O nome dele era (e é ) Moisés Esagüi. “Haverá uma palestra no Centro, com o Moisés, no próximo sábado, às duas e trinta!” – Disse essa amiga espírita - “Ótimo. Iremos juntos!” - foi a minha resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegado o dia, lá estava eu (Não vou divulgar o endereço). O Centro era uma casa, um grande e bonito sobrado antigo, transformado numa espécie de escola, com uma sala de espera na entrada, uma pequena biblioteca e um pequeno salão de palestras logo depois. O lugar estava apinhado de gente. Logo ao chegar, fomos interpelados por algumas moças, que serviam como ajudantes, que nos deram fichas para preenchermos com nossos nomes, endereços e telefones. As palestras aconteciam no salão, agora completamente lotado! Pessoas se espremiam também no corredor que havia do lado de fora da casa, disputando um lugarzinho na janela do salão! Do lado de dentro, todas as cadeiras ocupadas, e muita gente acomodada pelos cantos, no chão, e outras em pé, encostadas na parede do fundo. Minha amiga e eu tivemos também que nos ajeitar em pé, no último espacinho vago, logo atrás da porta. Apesar de apertados, dali teríamos ótima visão e audição da palestra toda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de algum atraso, entra o tal Moisés Esagüi. Sujeito magro, baixo, franzino, cabelos escuros encaracolados. Óculos com lentes finas, de aros dourados, e um ar tranqüilo. Usava calça social e camisa de flanela xadrez. Cumprimenta a platéia com uma voz suave, e com uma fala pausada e muito mansa, quase sussurrada, ele anuncia que o tema da palestra seria Projeção Extra Corpórea. Ouve-se um coro de “Oooooooohhhhh...” baixinho, ecoando pelo ambiente. Olho para os lados, todos os olhos estão brilhando. O homem é quase idolatrado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele resolve iniciar a palestra dando um exemplo do que é possível se fazer por meio da projeção ou desdobramento astral: Conta que certa noite foi acordado em sua cama por espíritos superiores, que precisavam e pediam a sua ajuda para auxiliar um detento, que se encontrava desesperado em sua cela, se preparando para cometer suicídio. E que então ele, Moisés Esagüi, saiu do corpo físico e se transportou à velocidade da luz até a cela onde o condenado já estava com uma corda enrolada no pescoço, pronto para dar termo à própria vida. Como não sabia o que fazer para demover o homem de sua triste determinação, teve uma idéia brilhante: Tomar uma forma visível, de alguém que o coitado com certeza iria ouvir e respeitar. E assim, o (super) médium se plasmou ali, dentro de uma cela de penitenciária, com a forma física de Jesus Cristo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez eu ouço um “Oooooooohhhhh...”, dessa vez ainda mais entusiasmado. Os olhinhos dos presentes brilham ainda mais. “Isso explica tudo”, continua o palestrante – “Toda vez que alguém diz que viu santos, anjos ou etês, vocês podem ter certeza que se trata de algum espírito brincalhão pregando uma peça. Lógico que eu só fiz isso pra poder salvar a vida daquele pobre homem. Quando ele me viu, sob a forma física de Jesus, na mesma hora achou que era um Sinal dos Céus e desistiu da idéia de se matar... Hoje ele é evangélico...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/m??gico.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 5px 2px 0px" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/320/m%3F%3Fgico.jpg" border="0" target="_blank" /&gt;&lt;/a&gt;“Aaaaaaaaaaahhhhh...”, fazem todos. Eu olho para minha amiga. Ela me espia de canto de olho. Uma moça sentada numa das cadeiras da primeira fila diz: “Então quer dizer que você pode sair do corpo, tomar a forma que quiser e aparecer pra qualquer pessoa?” – Ao que Moisés prontamente responde, fazendo pose de importante: “Ah, sim... qualquer um pode fazer isso, se souber como! Aliás, a partir deste mês eu vou começar a ministrar um curso sobre desdobramento astral, com um custo bastante acessível. E pra quem já faz o curso de ‘cura por imposição das mãos’, comigo, tem um desconto de 20%! Mais informações com minhas secretárias, no final da palestra”... Todos se mostram super empolgados, e alguns já começam a perguntar pela quantidade de vagas. Eu só observo e penso “Meu Deus, como é fácil enganar tantas pessoas, que, a seu próprio modo, estão buscando, como eu...” Imediatamente algo me diz que não. Estas pessoas não estão buscando como eu. Elas simplesmente querem se sentir confortáveis. Querem eleger como mestre ou guru alguém que lhes diga o que querem ouvir, que morrer não é o fim, e que elas são eternas. Querem alguém que lhes diga que elas têm superpoderes, que não precisam lutar para conquistar coisa alguma, ou trilhar um Caminho estreito. Querem um caminho largo, fácil, agradável... A Verdade? A Verdade pra elas é um fator secundário, de menor importância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já ia embora, afinal não tenho tempo a perder, e a única coisa que poderia aprender ali seria a arte da enganação. Mas, antes, resolvi provar pra minha amiga que ela estava se iludindo, naquele lugar. O “grande médium” agora falava da presença dos espíritos obsessores, que estão por todos os lados, que eles aparecem em todos os lugares, sempre ao nosso redor, prontos para nos prejudicar, nos “puxar” pra um nível vibratório inferior. Que a maioria das doenças físicas e vícios era provocada por esses espíritos sofredores e blábláblá... Uma senhora no canto da sala disse que sentia fortes dores nas costas, que os médicos não conseguiam diagnosticar, e perguntou se o palestrante podia “ver” alguma coisa. No mesmo instante ele disse que sim, estava vendo uma presença negativa nas costas dela. Novo “Oooooooohhhhh...”. A pobre senhora se apavorou, mas o "nobre" homem rapidamente lhe assegurou que depois iria explicar para ela, em particular, o que teria que fazer para se livrar do espírito inconveniente. Então eu puxei minha amiga e sussurrei ao seu ouvido: “Vou fingir que estou mal”. Ela me olhou, confusa. Entortei o pescoço para o lado direito, e comecei a encenar uma expressão de dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dou minha palavra a vocês, não foi preciso que eu dissesse nada: Em menos de cinco minutos, Moisés Esagüi, observando minha expressão e minha postura, disse: “Por exemplo, tem um rapaz aqui dentro que está com um espírito bem ao seu lado, agora, que o obriga a pender o pescoço para o lado. Isso acontece porque...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ri alto, endireitei o pescoço e puxei minha amiga pra fora da sala. Chegando na sala de espera, uma das secretárias, uma loura bonita, me perguntou pela fichinha com meus dados, e eu respondi: “Não vou entregar meus dados pessoais pra vocês”. Já do lado de fora, perguntei pra minha amiga: “POR QUÊ? POR QUE VOCÊ É ASSIM TÃO INGÊNUA?”?..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,102,102);font-size:85%;color:#cc0000;"  &gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;A seguir: Conclusão..&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326372-116049219028971214?l=sounada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/116049219028971214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/116049219028971214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sounada.blogspot.com/2006/10/de-volta-ao-espiritismo-parte-3.html' title='De volta ao Espiritismo - parte 3'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12422440324898666553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/0237outros-messbrasil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326372.post-116018442614393110</id><published>2006-10-06T22:20:00.000-03:00</published><updated>2006-10-07T11:45:57.546-03:00</updated><title type='text'>Revelações bombásticas!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pessoal, estou me esforçando agora em publicar novos posts todas as terças e sextas feiras, no mínimo, para que o blog não fique muito tempo sem atualização. Mas hoje (Sexta feira), exepcionalmente, não será possível postar a continuação das minhas memórias de buscador. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas não vou deixá-los na saudade (Me achando...). Resolvi aproveitar a ocasião para fazer duas grandes revelações para vocês, de coisas que eu acho que vocês precisam saber. Já venho pensando nisso há algum tempo, mas hoje tomei a decisão definitiva. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje, finalmente, vocês vão saber!..&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Revelação número 1&lt;/strong&gt;: O "H" do H. K. Merton, é de Henrique! Sim, este é o meu nome! Continuo preferindo não revelar meus dados pessoais, por motivos particulares, mas tenho percebido que muitos têm dificuldade, ou não se sentem à vontade para me tratar por H (Embora tenha sido meu apelido por um bom tempo: Agá), ou H K. Alguns me chamam de Merton, que não é meu sobrenome verdadeiro, é um nick em homenagem a alguém que eu admiro. Então, achei que seria melhor para todos revelar meu primeiro nome real. É isso - Henrique. Podem me tratar assim, a partir de agora.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Revelação número 2&lt;/strong&gt;: O Darth Vader, general do Império Intergaláctico, é, na verdade... o pai do Luke Skywalker!!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/palha??o.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/320/palha%3F%3Fo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Que foi? Só pra descontrair um pouco, afinal, é sexta feira!! Um ótimo find pra todos!!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326372-116018442614393110?l=sounada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/116018442614393110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/116018442614393110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sounada.blogspot.com/2006/10/revelaes-bombsticas.html' title='Revelações bombásticas!'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12422440324898666553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/0237outros-messbrasil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326372.post-115997550116061914</id><published>2006-10-04T11:46:00.000-03:00</published><updated>2006-11-10T15:22:44.196-02:00</updated><title type='text'>De volta ao Espiritismo - parte 2</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666600;"&gt;Quando&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; cheguei ao centro espírita mencionado no post anterior, no Bairro da Mooca, em São Paulo, cujo nome e endereço prefiro omitir, encontrei um alto muro pintado com cal tingido de amarelo, e um portão de ferro por cujas frestas se podia visualizar, no lado de dentro, uma ampla área livre. No papel que eu tinha em mãos, constava um horário de sessões às 15 horas, todas as terças feiras. Toquei a campainha e fui de pronto recebido, por uma moça toda vestida de branco, com grande amabilidade e simpatia. O centro em questão era nada mais que uma antiga casa térrea, bem ao estilão “retrô” típico da década de 70, com esse grande quintal gramado na frente e um jardim muito bem cuidado. Ao fundo do terreno havia um salão que mais parecia uma estufa para o cultivo de plantas, com as paredes da frente todas em vidro, e muitas samambaias e outras plantas ornamentais pendendo do beiral de madeira que ficava rente ao telhado. Essa moça me pediu que esperasse numa ante-sala, uma espécie de quartinho, de onde podia ver, pela janela, o salão principal, e através das suas paredes de vidro podia ver também a atividade das pessoas lá dentro, em volta de uma mesa comprida, com uma toalha branca, vasos com flores e alguns copos com água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até então, ninguém havia me perguntado absolutamente nada, apenas me cumprimentaram com um “boa tarde” e depois pediram que aguardasse, que a sessão já ia começar. Também não questionei nada, afinal estava ali para aprender, mesmo... Fiquei sentado aguardando por algo em torno de 15 minutos, mais ou menos o tempo que faltava para o início da sessão. Quando chegou a hora, uma senhora veio até o quartinho onde eu estava e me convidou para entrar no salão de vidro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrei e vi que haviam reservado um lugar para mim à mesa. Estranhei aquela atitude, porque afinal eu não me manifestara com intenção de participar da sessão, nem me declarara espírita, nem nada. Na verdade, como já disse, nenhuma pergunta me foi feita. Apenas me disseram que duas médiuns participariam da sessão: Uma que psicografava mensagens do além, e outra que costumava incorporar (e falar com as vozes de) espíritos desencarnados. E que se eu tivesse algum problema pendente, muito provavelmente não sairia dali sem uma resposta. Imediatamente pensei: “A ocasião é perfeita!” – Como mencionei no post anterior, o meu momento era extremamente difícil, eu me encontrava emocionalmente arrasado, por conta do fim de um relacionamento (Eu estava mesmo muito chateado, irritado, aturdido, procurando uma saída).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrei e a sessão começou. Foi colocado num antigo aparelho de som uma fita k7 com a música Ave Maria, de J S Bach, rolando sem parar; terminava e começava novamente a mesma música. As luzes foram apagadas, as cortinas se fecharam e o ambiente foi tomado por uma penumbra suave. A dirigente do centro, sentada à cabeceira da mesa, convidou todos os presentes a rezar um “Pai Nosso”, e logo em seguida uma “Ave Maria”. Depois das orações feitas, ela pediu que todos fechassem os olhos e elevassem o pensamento a Deus. Eu fechei meus olhos, e, depois de alguns minutos, comecei a ouvir um ruído de sussurros ecoando ao redor do ambiente. Todos estavam orando baixo, e o que se podia ouvir era uma profusão de cochichos pelo ar. Estavam presentes à reunião cerca de oito ou dez pessoas, aproximadamente. Chegou um momento em que o tom e o volume das vozes de todas essas pessoas, recitando orações ao mesmo tempo, começou a se elevar, chegando a ficar incômodo. Mais alguns minutos e o ruído voltou a se acalmar. Foi nesse exato instante que eu percebi que aquela senhora que se dizia psicógrafa, que estava sentada bem ao meu lado, começava a puxar folhas de papel sulfite de uma pilha e a rabiscar grandes letras em várias delas, uma após a outra, num ritmo frenético. Logo em seguida, a outra senhora, da qual haviam me dito que incorporava espíritos começou a falar sem parar, primeiro palavras ininteligíveis, e depois algumas frases desconexas. Num dado momento, ela começou a falar com uma voz como que de criança, perguntando pelo papai e pela mamãe. Continuamos todos imóveis, em volta daquela mesa, por cerca de uns quarenta minutos ou um pouco mais. Por fim, a sessão se encerrou e terminamos novamente com orações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As luzes se acenderam, todos se cumprimentaram, e a senhora que escrevia nas folhas de papel começou a ler em voz alta o que havia escrito. Eram diversas mensagens simples, frases de otimismo e chamados à fé cristã. Numa das últimas folhas, ela me disse que havia recebido uma mensagem dos espíritos superiores que deveria ser lida para mim! Imediatamente pensei: “Será que agora eu vou ter uma prova definitiva da autenticidade dos fenômenos espíritas?” – Um breve momento de tensão, ela ajeitou os óculos sobre o nariz e então começou a leitura. O conteúdo era o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;i&gt;O 'moço bonito’ que veio nos visitar atravessa um momento maravilhoso na sua vida, ele não veio procurar respostas para os seus problemas, veio para ajudar. Hoje foi a primeira de muitas visitas, a partir de hoje ele se tornará um freqüentador constante. Nosso conselho é que ele se esforce para manter esse estado de alegria em que se encontra, para que a sua fé seja constante e para renovar-se, diariamente, em festa de amor e luz&lt;/i&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/d??vida2.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/320/d%3F%3Fvida2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;&lt;strong&gt;O que eu achei de tudo:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bem, posso deixar aqui o meu testemunho de que aquela senhora, que supostamente incorporava espíritos desencarnados, em momento algum falou com uma voz que não fosse a dela própria. E no instante em que começou a falar com voz de criança... Bem, eu posso afirmar sem medo de errar que ela estava na verdade tentando imitar a voz e o jeito de falar de uma criança. Até porque crianças não &lt;em&gt;tentam&lt;/em&gt; falar “fino”. Elas falam assim porque suas vozes são naturalmente agudas, devido à conformação física das pregas vocais e da laringe. Portanto, se o espírito de uma criança viesse a falar por intermédio de um corpo físico adulto, a voz sairia com o mesmo timbre da voz desse adulto, falando normalmente. A diferença estaria no modo de se expressar, evidentemente. Além disso, todos os supostos espíritos que incorporaram na suposta médium durante a sessão tinham os mesmos vícios de linguagem da própria médium. Todos esses "espíritos" usaram a palavra “evidentemente", por exemplo. Exatamente a mesma palavra que a suposta médium tinha mania de repetir, em praticamente todas as frases que dizia. Então, só posso concluir que, se pessoas “desencarnadas” realmente falaram por meio desta senhora, por alguma incrível coincidência, todos eles tinham os mesmos vícios de linguagem que ela. Quanto a psicografia... Bem, no que dizia respeito à minha pessoa, não podia estar mais errada. Como já disse, eu atravessava um momento realmente muito difícil, meu espírito se encontrava agitado, ressentido, abalado. Portanto, dizer que eu atravessava “&lt;em&gt;um momento maravilhoso&lt;/em&gt;...” nada mais distante da verdade. Dizer que eu &lt;strong&gt;não&lt;/strong&gt; estava ali em busca de respostas, mas sim para "ajudar" também era totalmente equivocado. A verdade era o &lt;strong&gt;contrário&lt;/strong&gt; disso. E talvez o erro maior tenha sido dizer que “&lt;em&gt;Hoje foi a primeira de muitas visitas, a partir de hoje ele se tornará um freqüentador constante&lt;/em&gt;...” – Na verdade, eu nunca mais voltaria àquele lugar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;Ainda continua...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326372-115997550116061914?l=sounada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/115997550116061914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/115997550116061914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sounada.blogspot.com/2006/10/de-volta-ao-espiritismo-parte-2.html' title='De volta ao Espiritismo - parte 2'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12422440324898666553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/0237outros-messbrasil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326372.post-115992352033746626</id><published>2006-10-03T21:41:00.000-03:00</published><updated>2006-11-10T15:23:04.800-02:00</updated><title type='text'>De volta ao Espiritismo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666600;"&gt;&lt;strong&gt;Agora&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; que eu havia tomado uma decisão, ainda que provisória, sobre o modo como cuidaria da parte prática da minha vida, e agora que finalmente assumira, para mim mesmo, minhas reais prioridades, encontrei o tempo de que precisava para continuar minha Busca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iniciei uma fase muito produtiva. Agora que já tinha bases bem sólidas para usar como parâmetros, resolvi que teria que reiniciar essa Busca como se fosse do "zero". Através das práticas meditativas conquistara uma única certeza: &lt;em&gt;Sou nada e nada sei&lt;/em&gt;. O ser humano deixa de aprender e evoluir no exato instante em que começa a pensar que já sabe o suficiente. Manter-se consciente da própria insignificância é condição indispensável para qualquer um que se disponha a aprender. E lá estava eu de volta na "estrada".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já tinha conhecimento sobre muitas religiões e mestres, do muito que lera nos livros e pesquisara pelas bibliotecas da vida. Mas, como eu tenho por princípio não falar daquilo que eu não conheço realmente, só me permitia considerar conhecedor de alguma doutrina a partir do momento em que a conhecesse &lt;strong&gt;de fato:&lt;/strong&gt; Pra formar opinião, precisava conhecer o lugar, o templo, seus líderes ou sacerdotes, o culto, a doutrina e todos os seus rituais. Por isso, naquele momento eu percebia que, sendo eu um brasileiro, havia uma lacuna no meu “currículo” de buscador que precisava ser urgentemente preenchida. Precisava conhecer o Espiritismo. E, se havia verdade nesta doutrina, eu iria descobrir. Com pureza de coração e verdade na alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/kardec.1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 5px 10px 1px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/400/kardec.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Sobre a história do Espiritismo, sua doutrina e seus fundamentos, eu já sabia praticamente tudo que há para se saber, do muito que pesquisara. Provavelmente eu não tinha me interessado antes em conhecer mais de perto essa religião porque quis conhecer primeiro as mais antigas instituições religiosas do mundo: O Cristianismo; nas formas de Catolicismo, Protestantismo, Pentecostalismo e Neo-Pentecostalismo. Depois, as principais escolas e conceitos de meditação (num primeiro momento, ainda desvinculadas de suas origens religiosas). E então o Budismo. Como já disse, paralelamente à estas experiências, eu ia formando, através do estudo, as bases do meu conhecimento a respeito de outras religiões, entre elas o Judaísmo, o Hinduísmo, Brahmanismo, as religiões ameríndias e outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem. Meu primeiro passo foi procurar a Federação Espírita Brasileira, cujo braço aqui em São Paulo é o &lt;a href="http://www.feesp.com.br/" target="_blank"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;FEESP&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, que fica na Rua Maria Paula, Bairro da Bela Vista. Ali mesmo assisti algumas palestras, com o objetivo de consolidar meus conhecimentos a respeito da religião que vem crescendo tanto aqui no meu país, devagar mas solidamente, ao que parece. Na própria Federação, adquiri alguns endereços de Centros “Kardecistas” filiados. Os outros “tipos” de centros considerados espíritas, como os de Umbanda e Candomblé, realmente nunca me interessaram. Uma seita cujos terreiros alguém pode procurar com o objetivo de fazer o mal ao próximo não merece o título de religião, e também não vale o tempo de se conhecer, a não ser, talvez, por uma questão de pura curiosidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Centro a que fui indicado ficava no Bairro da Mooca, e lá fui eu atrás de conhecimento e Verdade. Como sempre, antes de me dirigir ao local, fiz uma oração pedindo orientação. Pedi que se ali estivesse a Verdade que eu tanto buscava, que eu tivesse a sensibilidade para perceber, e se fosse o caso, fazer daquele o meu caminho definitivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma detalhe interessante e que tem muito a ver com as conclusões a que eu haveria de chegar: Exatamente no dia em que programara minha visita ao Centro, aconteceu algo muito desagradável: Levei um fora de uma namorada com quem já me relacionava há alguns meses, e fiquei emocionalmente arrasado. Só não desisti de fazer a visita naquele dia porque achei que, além de tudo, seria uma ótima maneira de mudar o foco dos meus pensamentos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;Continua...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326372-115992352033746626?l=sounada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/115992352033746626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/115992352033746626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sounada.blogspot.com/2006/10/de-volta-ao-espiritismo.html' title='De volta ao Espiritismo'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12422440324898666553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/0237outros-messbrasil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326372.post-115957502163795309</id><published>2006-09-29T20:49:00.000-03:00</published><updated>2006-10-31T17:28:49.363-03:00</updated><title type='text'>Escolhas</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/Mundo.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/320/Mundo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666600;"&gt;Se&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; eu quisesse ser um padre cristão, teria que fazer voto de pobreza. Se eu quisesse ser um monge budista, teria que abrir mão de todos os confortos materiais, de um modo até mais radical, e &lt;b&gt;também&lt;/b&gt; fazer voto de pobreza. Eu não me interessava intensamente, &lt;i&gt;de verdade&lt;/i&gt;, por nada, absolutamente nada, que não fosse a Busca essencial. Eu não conseguia me concentrar em nada além disso. Tinha outros interesses, claro, mas nada tão a sério. E não me conformava em ver a indiferença das pessoas com relação às coisas que tão obviamente eram as mais importantes da vida. Quando comecei minhas práticas meditativas, por exemplo, tomei conhecimento de uma outra realidade, um estado de mente mais elevado, superior. Fiquei empolgado com a minha descoberta, e quis compartilhar com o mundo! Mas qual não foi minha surpresa (e decepção) ao descobrir que ninguém estava muito preocupado em evoluir, descobrir-se, “conhecer a si mesmo”, como já aconselhara &lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/socrates.htm" target="_blank"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Sócrates&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, aproximadamente 2.500 anos atrás. Cada ser humano ao meu redor simplesmente parecia satisfeito em viver sua curta e medíocre vida, sem se importar com nada além de conseguir e manter um bom emprego, para poder pagar contas - as contas das coisas consideradas indispensáveis, simplesmente porque era assim o costume dos humanos, desde tempos imemoriais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então era isso: Nascer, crescer, se reproduzir e morrer. E tentar fazer isso da maneira mais confortável possível. E pensar não é muito confortável. Estudar, para a maioria, só para conseguir um diploma. Diploma para conseguir um bom emprego. Bom emprego para poder comprar coisas. Coisas que atraem mulheres. Mas, na minha sociedade, eu só posso ter uma mulher. E sobre isso, pra falar a verdade, ainda que eu pudesse ter mais, acho que não ia querer. Sei muito bem que uma mulher só na vida de um homem já é mais que suficiente. Talvez alguns homens pensem o contrário, que seria divertido ter muitas mulheres, mas é só porque quando dizem “mulher”, não estão pensando em esposas, no sentido da palavra, mas sim em escravas sexuais, todas lindas e cheias de &lt;em&gt;glamour&lt;/em&gt;, sempre dispostas a satisfazer os desejos do seu “amo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, então, se a vida é só isso, então qual a diferença entre ter e não ter? Qual a diferença entre os ricos e os pobres?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde cedo eu enxerguei muito claro que a única diferença entre as classes sociais é que uns vivem em gaiolas de ouro, outros em gaiolas de arame e alguns em gaiolas de bambu. Todos escravos de um sistema desumano e irracional. E o pior de tudo é que a maioria nem sequer se dá ao trabalho de questionar essa situação miserável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem, você pode argumentar que viver numa gaiola de ouro tem lá as suas vantagens. E eu reconheço que talvez sim. Até porque o problema não está no dinheiro em si, mas na forma como temos que vender nossas almas ao diabo para poder tê-lo. Isto é, para um cara que não nasceu rico, qual a única maneira segura e honesta de ficar rico? TRABALHO, TRABALHO, TRABALHO... 12, 14, 16, 18 horas por dia (olha que eu sei do que estou falando). Se alguém aí conhecer uma outra maneira, além de ganhar na loteria ou dar o golpe do baú, sou todo ouvidos. Isto é que eu chamo de "vender a alma" por dinheiro, simplesmente porque você deixa de ser si mesmo em prol de gerar riqueza. O dinheiro exige de você todo seu tempo, todas as suas energias, seu pensamento, tudo que você tem de melhor, enfim. Assim você até consegue ficar rico. Em troca da sua alma... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Literalmente, troca-se a &lt;b&gt;evolução do ser&lt;/b&gt; pela &lt;b&gt;involução do ter&lt;/b&gt;. Por que será que os grandes homens de todas as religiões, praticamente sem exceção, ou eram ou se fizeram pobres?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha que entrar um rico no Reino do Céu”(Matheus 19:24 - Lucas 18:25). É uma afirmação clara, explícita, taxativa. Sim, sim, eu sei que uma série de “gurus da nova era” já se desdobraram para tentar suavizar essa frase, dizer que talvez o “fundo de agulha” em questão fosse o nome com que chamavam um determinado tipo de porta nos muros da cidade de Jerusalém, outros dizem que a palavra “camelo” significaria um tipo de corda usado na época, etc, etc... Tudo inútil, se considerarmos que essa não foi a única afirmativa de Jesus no sentido de condenar os que dedicam suas vidas a construir riqueza. Ele diz que não podemos ter dois senhores, Deus e o dinheiro, porque haveremos de amar um e odiar outro (Matheus 6:24 - Lucas 16:13). Somos exortados a guardar nossos tesouros no Céu, e não na Terra – “&lt;strong&gt;Porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração&lt;/strong&gt;” (Matheus 6:21 - Lucas 12:34). “&lt;strong&gt;Mas ai de vós, os ricos! Porque tendes a vossa consolação&lt;/strong&gt;” (Lucas 6:24). “&lt;strong&gt;Se queres ser perfeito, vai, vende tudo que tens e dá aos pobres. Depois, vem e me segue&lt;/strong&gt;” (Matheus, 19:20-21). Há inúmeras passagens no Novo Testamento condenando os ricos, e de forma inapelável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também Sidarta Gautama, o Buda, ao descobrir que no mundo existiam miséria, doença, dor e sofrimento, deixou seu título de nobre e todas as suas riquezas, para se empenhar de corpo e alma na busca da libertação. Francisco de Assis, quando ouviu o chamado do próprio Cristo, abandonou tudo que tinha (até as roupas do corpo); ele, que havia nascido rico, para dedicar-se em tempo integral à “reconstrução” da Igreja e o serviço aos pobres. Assim também diversos “homens santos” hindus, assim também Mahatma Ghandi, Ramana Maharshi, Teresa de Calcutá, Francisco Cândido Xavier, etc, etc, etc... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Parece que todos que viram a Verdade, de alguma forma, simplesmente deixaram de dar importância ao dinheiro, aderiram a um estilo de vida absolutamente minimalista, e foram muito mais felizes. Seres humanos realizados, mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a mim, ainda que de uma forma quase inconsciente, aos poucos, fui deixando de lado minhas expectativas de sucesso material, em prol daquilo que realmente me interessava. Conclui o ensino médio e resolvi dar um tempo com os estudos. Arranjei um trabalho como bancário, em meio período, e fui cuidar de fazer o que tinha nascido para fazer: Procurar o Autor da Vida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/trilhos.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/320/trilhos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666600;"&gt;Post dedicado ao meu amigo "Who Cares?"&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326372-115957502163795309?l=sounada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/115957502163795309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/115957502163795309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sounada.blogspot.com/2006/09/escolhas.html' title='Escolhas'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12422440324898666553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/0237outros-messbrasil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326372.post-115931924528871097</id><published>2006-09-26T21:45:00.000-03:00</published><updated>2006-10-31T17:35:51.620-03:00</updated><title type='text'>Amor: A Reposta!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666600;"&gt;&lt;strong&gt;Budismo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; não seria o Caminho. Ao menos para mim, ao menos por enquanto. E agora? Será que o Caminho para a Verdade não está nas religiões? Não me encontrei no Cristianismo, nem no católico nem no protestante/evangélico. Não me encontrei no budismo. “Me encontrei” fazendo meditação, sim, mas me parecia que não era suficiente. Precisava de um caminho definido, estruturado, para seguir, precisava saber o que estava fazendo e o que deveria fazer, e porquê. Queria encontrar um mestre, um guru, que me apontasse o Caminho. Além disso, ainda havia uma questão martelando em minha mente de sincero buscador: Sempre me lembrava da &lt;a href="http://sounada.blogspot.com/2006/06/descoberta-do-protestantismo.html#links" target="_blank"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;maneira especial como havia chegado até a Igreja Evangélica&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span target="_blank"&gt;. &lt;span style="color:#000000;"&gt;E me sentia culpado por estar agora buscando DEUS em outros caminhos. Me sentia às vezes como se o próprio DEUS houvesse me mostrado o Caminho que queria para mim, e eu tivesse rejeitado. Me sentia culpado, e ainda tinha medo do castigo. Minha primeira experiência com a Bíblia, a maneira como primeiro travei contato com o que eu chamo de meu Primeiro Pilar, &lt;a href="http://sounada.blogspot.com/2006/06/terror_06.html#links" target="_blank"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;extremamente traumática&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;, ainda estava guardada dentro de mim, ainda me perturbava, me tirava a paz. Por muitas vezes, me sentia perturbado durante a meditação, imaginando se eu não havia rejeitado o Caminho verdadeiro, no momento em que abandonei as igrejas evangélicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrei numa fase especialmente conturbada, pensando nessas coisas. Minha consciência não encontrava paz. Um belo dia, andando pelo centro da cidade de São Paulo, essas questões me assombravam intensamente. Pensava que não deveria ter medo, mas lembrava de uma passagem bíblica muito citada pelos evangélicos: “O Temor do Senhor é o Princípio da Sabedoria”. E agora? Devo ou não ter medo? O medo é bom ou atrapalha? E até que ponto? E eu deveria sentir medo por causa das minhas escolhas? Eu estava vindo da Galeria do Rock, e resolvi entrar numa loja "Livrarias Loyola". Pensava em abrir um exemplar da Bíblia, que eu não lia já há muito tempo, e ler alguma passagem, na esperança de encontrar orientação sobre o que fazer.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Entrei na loja, folheei algumas publicações interessantes. Então me encaminhei para a seção de Bíblias, com o pensamento intensamente focado nessa questão que me perturbava. Antes de chegar à prateleira das Bíblias, percebi, em cima de um balcão, um pequeno cesto com alguns cartõezinhos coloridos. Peguei um deles, o que estava em cima de todos. E senti um calafrio percorrer meu corpo! Ali estava exatamente a resposta que eu estava procurando:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6514/3707/1024/Perfeito-Amor.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6514/3707/400/Perfeito-Amor.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666600;"&gt;Eu trouxe o cartão para casa. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Eu &lt;strong&gt;entendi&lt;/strong&gt; que a mensagem era para mim, e era muito clara. Era como “ouvir” DEUS falando diretamente comigo! Trouxe o cartãozinho comigo, para casa, e o guardo até hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Bíblia está dividida em mil cento e oitenta e nove capítulos, subdivididos em trinta e um mil e cento e dois versículos. A cidade de São Paulo é considerada a quinta maior metrópole do planeta e a terceira mais populosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quais as chances de um homem que caminha no centro dessa cidade gigantesca entrar, por acaso, exatamente nessa determinada loja, entre milhares de outras, e dentro dessa loja se dirigir exatamente ao lugar onde, por acaso, há um pequeno cesto com cartões contendo versículos bíblicos aleatórios, e, também por acaso, pegar exatamente o cartãozinho que contem o versículo que tinha a perfeita resposta para a dúvida que o atormentava naquele exato momento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta não foi a única vez que algo assim me aconteceu. Mas foi uma das mais marcantes. Dei graças e parti para continuar minha caminhada. O tempo urgia, e eu tinha que achar minhas respostas. E agora podia descartar o medo irracional.&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326372-115931924528871097?l=sounada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/115931924528871097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/115931924528871097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sounada.blogspot.com/2006/09/amor-reposta.html' title='Amor: A Reposta!'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12422440324898666553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/0237outros-messbrasil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326372.post-115897051949877928</id><published>2006-09-22T20:17:00.000-03:00</published><updated>2006-10-31T17:29:41.673-03:00</updated><title type='text'>Eu, budista</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6514/3707/1024/shakyamuni3.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6514/3707/400/shakyamuni3.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#666600;"&gt;&lt;strong&gt;Eu&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; levava a Busca REALMENTE muito a sério. De verdade. Por isso para mim não bastava apenas estudar, ler livros, participar de cursos e seminários, apreciar as religiões e filosofias como quem olha peixinhos num aquário. Eu queria &lt;b&gt;encontrar&lt;/b&gt; a Verdade, eu queria vivê-la, experimentá-la, “me tornar um” com ela. Eu não estava disposto a escolher uma ideologia como quem escolhe a cor da roupa que vai vestir. Eu não queria “brincar” de ser budista; se eu viesse a entender que o Caminho era este, então me tornaria um monge. Pode parecer estranho, e sei que hoje meu comportamento seria diferente, mas este era o meu modo natural de ser. E lá fui eu, estudar o budismo. Mais uma vez, “enfiei a cara” nos livros sobre o assunto, para ao menos tentar entender as bases, os princípios por trás daquele modo de vida que me parecia tão atrativo. Comecei do começo, como é do meu costume. Sakiamuni. Sidarta Gautama. O Iluminado. Buda. Não vou contar aqui a história, ao menos por hora, mas ela já foi exaustivamente contada e resumida em outros &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.dharmanet.com.br/buddha/" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#3333ff;"&gt;lugares&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Na verdade, muito pouco se sabe a respeito desse controvertido personagem, sobre o que é histórico e o que é pura lenda. Mas me chamou muito a atenção o fato de os budistas simplesmente não se importarem com isso. Lhes basta seguir “O Caminho do Despertar”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Depois de estudar e me encantar com a saga do Buda histórico, procurei os grandes templos, para conhecer de perto a realidade do universo budista. Conheci monges, abades e reverendos de diversas linhas: &lt;strong&gt;Theravada&lt;/strong&gt; (do páli = Ensinamentos dos Antigos; escola do grupo Sthaviravada, fundada pelo monge Moggaliputta Tissa), &lt;strong&gt;Mahayana&lt;/strong&gt; (do sânscrito = Grande Veículo; movimento surgido por volta dos séculos I-II que procura valorizar a libertação de todos os seres através da compaixão dos Bodhisattvas), &lt;strong&gt;Vajrayana&lt;/strong&gt; ( do sânscrito = Veículo de Diamante; forma esotérica do buddhismo Mahayana, baseada nos ensinamentos dos Tantras)... Fiz especiais amizades na &lt;strong&gt;&lt;a href="http://http://www.sotozen.org.br/" target="_blank"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Comunidade Budista Soto Zenshu - Templo Busshinji&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;, no bairro da Liberdade, em São Paulo, na &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.dharmanet.com.br/honganji/" target="_blank"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Associação Religiosa Nambei Honganji&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; e no &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.centrodedharma.com.br/modules.php?name=Content&amp;pa=showpage&amp;amp;pid=3" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;Centro de Dharma da Paz Shi De Choe Tsog&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; – Budismo Tibetano. Mas foi no &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.shurendo.org/" target="_blank"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Templo Higashi Honganji&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;, no Bairro da Saúde, em São Paulo, que me matriculei no curso de formação em budismo. E foi nesse mesmo templo que eu conheci o homem que se tornaria para mim um verdadeiro guru, e me ensinaria, da maneira mais profunda e verdadeira possível, o que significa ser budista, na prática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse estágio, eu meditava na escola &lt;strong&gt;Soto Zenshu&lt;/strong&gt;, e estudava no &lt;strong&gt;Higashi Honganji&lt;/strong&gt;, com os Reverendos Neves e Imai. O ambiente dos templos era para mim simplesmente arrebatador, em termos de paz e serenidade; era simplesmente impossível permanecer nestes lugares sem me sentir invadido por uma sensação de intensa tranqüilidade e quietude. Quanto mais estudava, eu entendia que o Budismo, de um certo modo, provavelmente é o mais próximo possível da Verdade que os esforços humanos podem chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu tinha problemas com a questão ritualística. Se o budismo se pretende uma “ciência” da alma, então porque tantas formas e alegorias? Isso me incomodava. Toda aquela infinidade de Budas e Bodhisattvas, todo o folclore... Havia a questão da devoção ao Buda Amida (a divindade japónesa que governa a região da felicidade, o céu. É um dos cinco Niorais ou Budas da meditação; personifica a inteligência da prédica, e a caridade no amor). A única tradição que não possui este conceito é a Theravada. Sobre esse ser mítico não há muito consenso entre as linhas budistas, mas, num certo sentido, é ensinado que dependemos dele para nos iluminarmos. Os que já me conhecem podem imaginar que eu não me sentia nem um pouco a vontade com idéias como essa. E havia ainda a questão da reencarnação&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;**&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Como e porque crer e ter como verdade indiscutível algo que não podemos saber, realmente (pelo simples fato de que nunca experimentamos)? Afinal, ciência é isto, aceitar apenas o que se pode provar. Se fosse para aceitar preceitos tradicionais puramente pela fé, eu nunca teria deixado o Catolicismo, que era a religião dos meus pais. Minha &lt;/span&gt;&lt;a href="http://sounada.blogspot.com/2006/06/meu-caminho-foi-outro.html#links" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#3333ff;"&gt;idéia de ser padre&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; não vingou por causa desse tipo de coisa, lembram-se? Até que ponto eu era capaz de engolir alguma coisa que já chegava pronta e mastigada, como verdade absoluta? - “&lt;em&gt;Não acrediteis em coisa alguma apenas por ouvir dizer. Não acrediteis na fé das tradições só porque foram transmitidas por longas gerações. Não acrediteis em coisa alguma só porque é dita e repetida por muitos. Não acrediteis em coisa alguma pelo fato de vos mostrarem o testemunho escrito de algum sábio antigo. Não acrediteis em coisa alguma só porque as probabilidades a favorecem ou porque um longo hábito vos leva a tê-la como verdadeira. Não acrediteis no que imaginastes, pensando que um ser superior a revelou. Não acrediteis em coisa alguma com base na autoridade de mestres e sacerdotes. Aquilo, porém que se enquadrar na vossa razão, e depois de minucioso estudo for confirmado pela vossa própria experiência, conduzindo ao vosso próprio bem e ao de todas as outras coisas vivas, a isso aceitai como Verdade. E daí pautai a vossa conduta!&lt;/em&gt;" (Kalama Sutra, 17:49)&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;- Apesar dessa famosa frase do próprio Buda, na prática não era isso o que acontecia na maioria das ordens budistas que eu conheci. Nunca foi da minha natureza seguir rituais às cegas, sem saber exatamente o que estava fazendo e porquê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu havia manifestado, claro, meu interesse em me tornar monge a este admirável homem que mencionei, o reverendo Neves. Num belo dia ele me olhou bem nos olhos e me disse: “&lt;em&gt;Gafanhoto &lt;/em&gt;(brincadeira, ele falou meu nome real, que é segredo ;-)), &lt;em&gt;há uma coisa importante que você precisa saber: Mesmo que você venha a se tornar um monge, lembre-se que nada em sua vida vai mudar tanto, isto é, nada ‘especial’ vai acontecer simplesmente por você fazer votos e raspar a cabeça. Nossas vidas como monges não são tão diferentes da sua como cidadão comum. Eu, por exemplo; minha rotina é cuidar da horta, ir ao banco pagar as contas do templo, cuidar de diversas questões administrativas, ministrar aulas aos novatos e leigos... Nada muito diferente da sua vida. Ando ocupado o dia inteiro com a minha rotina. Se o seu objetivo é realmente encontrar a Verdade, saiba que não chegará mais perto dela entrando para o Templo. Nem deixando de entrar. A Busca pela Verdade é algo pessoal. Posso lhe assegurar que há monges que não tem a menor idéia do que seja essa Verdade que você procura, apenas estão no serviço religioso por comodidade, ou por amor as tradições. Então, lembre-se: Se você quiser se juntar a nós, no serviço, será muito bem vindo. Você é um garoto especial &lt;/em&gt;(desculpem a falta de modéstia, mas eu não achei que deveria suprimir um elogio sincero, que ganhei de um homem sincero). &lt;em&gt;Mas lembre-se que encontrar a Verdade não está, necessariamente, relacionado à vida monástica&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não preciso dizer que minhas esperanças se desvaneciam novamente. Eu não estava interessado em ser monge para dar continuidade a uma tradição, por mais bela que fosse. Eu queria... Bem, vocês já sabem o que eu queria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim terminou a minha fase budista. Mas não a minha amizade com os reverendos, que continua até hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Por mais que um grande fogo incendeie o universo de bilhões de mundos, devemos atravessá-lo para procurar ouvir o ensinamento, alegrando-nos na Mente Confiante, mantendo-a e praticando-a. Isto porque, mesmo que muitos bodhisattvas desejem ouvir este ensinamento, ainda assim é muito raro conseguí-lo. Caso alguém venha a ouvi-lo e seguí-lo, jamais retornará até atingir o Estado da Iluminação Suprema&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;".&lt;br /&gt;(Sutra Maior de Amida) &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;**&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;A palavra reencarnação é usada com frequência para se referir aos renascimentos. No entanto é geralmente aceito pelos instrutores budistas atuais que, em vista das doutrinas budistas de &lt;/span&gt;&lt;a title="Anatta" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Anatta" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#3333ff;"&gt;Anatta&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; (não-eu) e &lt;/span&gt;&lt;a title="Anicca" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Anicca" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#3333ff;"&gt;Anicca&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; (impermanência) que reencarnação é um conceito considerado por muitos como incompatível com o ensinamento budista. O renascimento (ou emanação) descrito pelo budismo é em vez disso uma herança de agregados impermanentes, não de uma verdadeira identidade permanente.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326372-115897051949877928?l=sounada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/115897051949877928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/115897051949877928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sounada.blogspot.com/2006/09/eu-budista.html' title='Eu, budista'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12422440324898666553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/0237outros-messbrasil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326372.post-115860205681264547</id><published>2006-09-18T14:32:00.000-03:00</published><updated>2006-09-21T19:36:55.280-03:00</updated><title type='text'>A descoberta do Budismo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666600;"&gt;&lt;strong&gt;Uma&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; coisa me incomodava: mesmo após longas e intensas sessões de meditação, eu retornava para o meu estado mental “normal”, depois de algumas horas. Ou então, na melhor das hipóteses, ao acordar no dia seguinte. O estado mental ordinário, de pensamentos compulsivos e ansiedade generalizada, era o meu padrão normal, até porque, eu sou um ser humano ansioso por natureza. Mas isso tinha que mudar! Caso contrário, eu não conseguiria chegar a lugar algum, na minha busca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em contrapartida, viver alienado do mundo, somente para a meditação, orações e estudo, o tempo todo, eu não podia. O mundo é dinheiro, tempo é dinheiro, a vida, aqui nesse planetinha (que era onde eu tinha nascido, afinal de contas) girava em torno do dinheiro. E eu precisava trabalhar, porque tinha nascido pobre. Mais do que isso, se eu quisesse ser “alguém” na vida, era preciso me interessar (e me dedicar) pelo menos o mínimo, pelas ciências secularistas. Precisava concluir meus estudos, me formar em alguma área, ainda que as coisas "do mundo" realmente não me interessassem o suficiente. Ou então eu poderia me tornar um andarilho, uma espécie de "&lt;a href="http://retrotv.uol.com.br/kungfu/index3.html" target="_blank"&gt;&lt;spam style="COLOR: #3333ff"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Kwai Chang Kaine&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;" tupiniquim, andando pelas ruas, vivendo de um “bico” aqui, outro ali, parando para meditar em cada banco de praça; levando a sabedoria e os benefícios do modo de vida Zen por todos os lugares em que eu passasse, através do meu exemplo(rs). Bem, mas eu achava que talvez a idéia não fosse de todo ruim. Alguém aí se lembra da série "&lt;a href="http://www.americanas.com.br/cgi-bin/WebObjects/AcomHome.woa/wa/materia?mat=4000" target="_blank"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Kung Fu&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;", com David Carradine? Eu até entendia de artes marciais! Ah, como era bom sonhar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas na cabeça de um garoto de 22 anos, preocupado mais do que tudo com a busca pela Verdade e pelas coisas de DEUS, isso não parecia tão insano quanto parece hoje. Ou talvez até parecesse loucura, mas no fundo era isso que eu mais queria: "Pirar" de vez, para o mundo materialista. Eu já me sentia mesmo um "estranho no ninho", nesse mundo, a maior parte do tempo... E foi exatamente nessa fase que eu conheci uma filosofia de vida que até então ainda me parecia distante e exótica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/320/buddha2.jpg" border="0" /&gt;O Budismo. Um caminho que me pareceu mais um modo de vida que uma religião, no qual a vida é interpretada com beleza e suavidade. A ênfase está mais no amor à sabedoria que nos rituais em si, e os devotos são exortados a realizar, cada um, sua própria “pesquisa” sobre as coisas, através da busca pessoal. Busca-se o fim do sofrimento, através do conhecimento da própria mente. Eu me encantei. Minha cara! Mas, antes de qualquer outra coisa, me encantou a história do fundador da religião, o Buda histórico, Sakiamuni, o príncipe Sidarta Gautama. Sua história de vida se parecia assustadoramente com a minha própria, dadas as devidas proporções. Ele abdicou de tudo para buscar a Verdade, a partir do momento que soube que existiam a morte, doença, miséria e sofrimento... Não tinha como não me identificar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim que encontrei uma bela oportunidade para abraçar de vez o tipo de vida com a qual eu sempre sonhara: Passar meus dias inteiros estudando e meditando. Uma vida completamente devotada à busca do Sagrado, da Verdade suprema por que tanto ansiava. Simplesmente poderia viver para aquilo que eu achava o mais importante, e o que mais me realizava, isso em tempo integral. Como? Me tornando um monge budista! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326372-115860205681264547?l=sounada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/115860205681264547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/115860205681264547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sounada.blogspot.com/2006/09/descoberta-do-budismo.html' title='A descoberta do Budismo'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12422440324898666553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/0237outros-messbrasil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326372.post-115798771400901485</id><published>2006-09-11T11:43:00.000-03:00</published><updated>2006-09-12T11:51:05.876-03:00</updated><title type='text'>Sentir e Pensar</title><content type='html'>&lt;a&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6514/3707/1024/escada_infinito.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666600;"&gt;Na&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; mesma época em que descobri e me entreguei com maior empenho e dedicação à prática da meditação (O que me trouxe benefícios inestimáveis), foi que tomei conhecimento do mais polêmico de todos os gurus espirituais: &lt;i&gt;Rajneesh Chandra Mohan Jain&lt;/i&gt;, ou Bagwan Shree &lt;span style="color:#000000;"&gt;Rajneesh&lt;/span&gt;, ou simplesmente Osho. Não pretendo entrar em detalhes sobre este controverso personagem, por hora, até porque penso em fazê-lo mais adiante. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4362" target="_blank"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Osho&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; fez fortuna por meio da sua pregação, a um público quase que completamente constituído por jovens. Ele provocou um escândalo internacional com suas cerimônias tântricas, que na opinião de muitos não passariam de alegres orgias sexuais. Possuía terrenos, hotéis, uma rede de casas de massagem na Europa (isto é, prostituição), e uma frota de 91 Rolls-Royces. Acusado de perversão, realização de lavagem cerebral e sonegação de impostos, foi deportado dos Estados Unidos para a Índia, onde morreu de Aids. Nos EUA, respondeu por 35 acusações e foi condenado a dez anos de prisão com sursis. Foi expulso também da Grécia, foi rechaçado da Alemanha e da Espanha, só conseguiu entrar na Irlanda porque seu piloto alegou ter um doente a bordo. Sua secretária Sheela Birustiel-Silvermann (Ma Anad Sheela) foi extraditada da Alemanha, onde estava no cárcere em Bühl, e foi condenada pelo tribunal federal de Portland (Oregon), em 1986, a quatro anos e meio de prisão, por fraude e envenenamento alimentar. A investigação revelou que centenas de jovens mulheres foram constrangidas a aceitar uma cirurgia de esterilização. E por aí vai... &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O “mestre” não era fácil. Só estou publicando este pequeno resumo da sua biografia, que mais parece uma ficha policial, porque sei que até hoje existe uma profunda espécie de idolatria em torno da memória deste homem, e, desde a sua morte, muitos mitos foram criados ao seu redor, prontamente aceitos como verdadeiros pelos buscadores mais inexperientes. Em resumo: Acho fundamental mantermos um “pé atrás” sempre que nos dedicarmos a estudar os “&lt;a href="http://www.vasantswaha.net/new/sharings/osho_movement/gunn_fossholm_port.html" target="_blank"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;ensinamentos&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;” de Osho, porque entendo como perfeito o princípio ensinado por Jesus: “&lt;b&gt;Uma árvore se conhece por seus frutos&lt;/b&gt;”(Mt. 7:15-20). Este princípio é uma verdade inexorável, impossível de ser negada. Trata-se da mais pura lógica. Uma árvore boa dá bons frutos, e não pode uma árvore boa produzir “maus frutos”.&lt;br /&gt;Em todo caso, foi através do “Livro Orange”, do próprio Osho, que primeiro encontrei uma definição clara e acessível do que é meditação, e como meditar - Embora este tema seja bastante controverso: Diversas escolas apresentam definições diferentes ou contraditórias, às vezes até antagônicas, para o termo “meditação”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como estava entrando numa fase de procurar os chamados grandes mestres, os mais influentes mentores da humanidade no quesito “espiritualidade”, não demorei muito até tomar conhecimento da obra de &lt;a href="http://www.krishnamurti.com.br/" target="_blank"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Jiddu Krishnamurti&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, este sim, um autêntico e inquestionável filósofo, no mais elevado sentido da palavra. Um homem que negou até o fim o título de “mestre” ou “guru” espiritual, que abriu mão de ser líder da Sociedade Teosófica de Anne Besant e madame Blavatsky, o que lhe proporcionaria conforto, fama e facilidades, para se dedicar a um caminho solitário em busca da Verdade (Uma árvore se conhece pelos frutos...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Etudando, a um só tempo, Osho e Krishnamurti. Não preciso dizer o tamanho da piração ;-). Os dois são completamente "loucos", cada qual ao seu estilo (Não vai aqui nenhum termo pejorativo. Ambos os autores se proclamam &lt;em&gt;loucos&lt;/em&gt;, este é exatamente um dos pontos em comum na fala de ambos: É preciso “enlouquecer” para o mundo, para encontrar a Verdade). Então é isso. Aos meus vinte e um anos, eu estudava e meditava, meditava e estudava. Muito. Constantemente pedia iluminação em minhas orações. Uma de minhas técnicas favoritas para entrar em estado de meditação era a Tratak, que é um método onde o praticante foca a visão num determinado objeto, como a chama de uma vela (Acredita-se que este método tem uma grande capacidade de gerar melotonina no cérebro, e por isso mesmo, seria uma prática, em especial, potencialmente redutora dos riscos de câncer).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, tenho que dizer, apenas a meditação, por si só, não bastava. Eu pensava que, se o Universo quisesse que eu ficasse apenas nesse estado de transcendência todo o tempo, então não precisaria ter nascido, poderia ter ficado no lugar onde estava antes. Eu tinha plena consciência de que estava aqui por alguma razão, havia nascido por algum motivo, e este motivo era para mim a coisa mais importante de todas. E eu tinha que começar logo! Além de tudo, os princípios e conhecimentos que adquiria através da prática meditativa eram ainda muito amorfos, isto é, não me davam um direcionamento definido para minha vida. E eu queria saber exatamente &lt;strong&gt;o que&lt;/strong&gt; eu tinha que fazer. Eu queria respostas. Dentro de mim ainda vivia aquele garotinho de quatro anos querendo desvendar os grandes segredos da vida. Eu ainda queria, mais que tudo, encontrar DEUS. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326372-115798771400901485?l=sounada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/115798771400901485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/115798771400901485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sounada.blogspot.com/2006/09/sentir-e-pensar.html' title='Sentir e Pensar'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12422440324898666553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/0237outros-messbrasil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326372.post-115741268881613295</id><published>2006-09-04T20:23:00.000-03:00</published><updated>2006-09-04T21:10:12.183-03:00</updated><title type='text'>Eu vejo!! - conclusão</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666600;"&gt;&lt;strong&gt;O&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; impacto que eu senti ao poder comprovar, na prática, que realmente era possível alterar o meu estado mental/consciencial, através da prática meditativa, fez com que eu passasse a me dedicar, cada vez mais e com maior freqüência, a este método de “pausar” a agitação ordinária dos pensamentos, para conseguir enxergar além do comum. E, de fato, eu podia sentir, na rotina do dia-a-dia, minha criatividade aumentando, a serenidade em todas as situações se fazendo presente, rendendo frutos palpáveis na minha história...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada nova complicação que surgia, na minha vida pessoal ou profissional, que eu não conseguia resolver “normalmente”, era solucionada na penumbra do meu pequeno quarto, que já exalava perfume de lótus e boas vibrações (ao menos para mim). Ao final de cada prática, eu emergia da penumbra para uma “luz” que sempre me parecia nova, com uma solução prática escrita num pedaço de papel. Pouco tempo depois de cada sessão, eu mesmo não conseguia mais me reconhecer nas letras que havia acabado de traçar. Preciso deixar bem claro, aqui, que não estou me referindo a fenômeno mediúnico ou a “canalizações” de qualquer tipo. O que ficava cada vez mais evidente nos palavras que eu escrevia, ainda em estado de consciência alterado, logo após as práticas meditativas, era a enorme diferença entre o “eu” vulgar, do cotidiano agitado, sem tempo pra parar e pensar em qualquer coisa que não fosse materialismo imediatista, e o “eu” que vinha à tona durante as práticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1024/zazen.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/400/zazen.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Num belo dia, enquanto meditava, o que eu sempre fazia diante de um espelho de corpo inteiro, olhei e vi uma imagem refletida inteiramente diferente da minha habitual. Vi um suave sorriso em minha face, harmonia extraordinária nas minhas feições e uma postura a um só tempo confiante e tranqüila. Também achei que estava um pouco mais magro que o normal, mas o que mais me impressionou foi a impressão de absoluta serenidade que minha própria imagem transmitia. Fui invadido por um sentimento de profunda paz, tomando conta de todo o meu ser, como se estivesse diante de um ser “superior”. Neste estado mental alterado, acabei me lembrando do que aprendera com a leitura do livro “Ilusões”, e comecei a me fazer perguntas, mentalmente, como se eu estivesse subdividido em duas “entidades” separadas. Era como se o “ser” a minha frente fosse um “mestre”, apto a me guiar pelo Caminho da Verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses “diálogos internos” acabaram por me ajudar muito, coisa que jamais poderia supor. Guardo até hoje uma pilha de cadernos velhos, com páginas amareladas e espirais deformados, com essas “conversas imaginárias” que registrei, sobre os mais variados assuntos. Ainda vou publicar algumas delas, algum dia. Na época, pensava em transformar esses textos em livro, porque as pouquíssimas pessoas a que mostrei alguns pequenos trechos, ficaram realmente entusiasmadas. O fato é que acabei sofrendo uma grande decepção com essa história de “editoras espiritualistas” (o que já é uma outra história, para ser contada numa outra ocasião), e assim, resolvi abandonar a idéia por um tempo. &lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326372-115741268881613295?l=sounada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/115741268881613295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/115741268881613295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sounada.blogspot.com/2006/09/eu-vejo-concluso.html' title='Eu vejo!! - conclusão'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12422440324898666553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/0237outros-messbrasil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326372.post-115716197410151198</id><published>2006-09-01T22:47:00.000-03:00</published><updated>2006-09-01T23:14:50.800-03:00</updated><title type='text'>Eu vejo!! - parte 2</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1024/cocoon.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/400/cocoon.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666600;"&gt;Depois&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; da meditação, abri a janela do quarto, e percebi que o sol ainda não brilhava no horizonte. Achei estranhíssimo, pois a impressão que eu tinha era de que tinha ficado por horas a fio num estado de suspensão das agitações do pensamento. Como eu tinha iniciado a sessão às 17 horas e 30 minutos, aproximadamente, naquele momento já deveria estar escuro... Saí no terraço, olhei o horizonte: Ainda devia faltar pelo menos uns vinte minutos até que o sol desaparecesse por trás de uma das torres da Av. Paulista. Em todo caso, voltei para dentro do quarto e peguei os papéis onde havia escrito coisas quando ainda em estado meditativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu havia acabado de escrever aquelas palavras, mas relendo tudo, agora, simplesmente parecia difícil crer que havia sido eu mesmo o autor! Gravados no papel, com letras que nem mesmo lembravam a minha caligrafia habitual, havia uma série de aforismos e máximas, sublimes, sobre alguns princípios básicos para uma vida espiritualizada. Pensei por um momento que somente alguém que viu a Verdade seria capaz de escrever aquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mente começava já, lentamente, a retornar ao estado habitual de agitação e ansiedade, e a sensação era de que o meu “eu” comum, ordinário, não seria capaz de entender aquelas palavras. Entender intelectualmente sim, o pequeno texto não era uma obra de erudição refinada/complicada, nem muito menos um amontoado de palavras ininteligíveis... Mas devo confessar que, naquele momento, eu não seria mais capaz de escrever aquelas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O valor incomum da escrita estava exatamente no significado das palavras. Eu não tenho mais esse papel (ou não sei onde foi parar, porque fora não joguei), mas haviam afirmativas sobre a transitoriedade do mundo físico, a importância de se manter a mente serena e da prática da auto-observação, e também sobre a igualdade entre todos os seres e a excelência do amor fraterno. Impressiona-me hoje pensar que coisas que apenas mais tarde eu viria a estudar, em especial quando enveredei pelas vias do hinduísmo, apareceram antecipadamente, de maneira espontânea, a partir do momento em que eu me dispus aquietar minha mente e apenas fazer uma pausa... Apenas porque eu me dispus a fazer uma pausa. Foi aí que eu percebi que, se eu apenas pudesse me acalmar, silenciar o lado racional da minha mente, esvaziando-me das preocupações materialistas, uma clareza quase sobrenatural tomaria conta dos meus pensamentos, e, conseqüentemente, da minha vida como um todo. Afinal, tudo que nos tornamos, tudo que somos e temos, começa com um pensamento.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326372-115716197410151198?l=sounada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/115716197410151198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/115716197410151198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sounada.blogspot.com/2006/09/eu-vejo-parte-2.html' title='Eu vejo!! - parte 2'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12422440324898666553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/0237outros-messbrasil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326372.post-115678496539134673</id><published>2006-08-28T13:52:00.000-03:00</published><updated>2006-08-31T16:58:35.053-03:00</updated><title type='text'>Eu vejo!! - parte 1</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1024/bodhisattva.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; WIDTH: 322px; CURSOR: hand; HEIGHT: 402px; TEXT-ALIGN: center" height="330" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/400/bodhisattva.jpg" width="357" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666600;"&gt;&lt;strong&gt;Eu&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; tinha entre 19 e 20 anos de idade. Sozinho em casa. Entrei no quarto vazio, fechei a porta. Desliguei o telefone. Já tinha limpado o ambiente, previamente. Acendi uma vareta de incenso, aroma de lótus, e uma vela. A vela acesa, por dois motivos: Obter uma iluminação mais tênue, intimista, propícia para meus objetivos, e porque observar a chama bruxuleante auxilia a acalmar os pensamentos. Estendi um edredom limpo, dobrado, sobre o piso, e diante deste, acomodei um espelho de corpo inteiro, apoiado no espaldar de uma cadeira. Sentei-me sobre o edredom em posição de meio lótus, e fechei os olhos por um momento, enquanto repetia vezes sem conta o mantra mais popular do mundo: &lt;a href="http://www.salves.com.br/om_mani.htm" target="_blank"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;“&lt;em&gt;Om mani padme hum&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; – om mani padme hum – om mani padme hum – om mani padme hum&lt;/em&gt;..." (sânscrito – &lt;em&gt;Om&lt;/em&gt; = corpo, fala e mente, &lt;em&gt;Mani&lt;/em&gt; = jóia, &lt;em&gt;Padme&lt;/em&gt; = sabedoria, &lt;em&gt;Hum&lt;/em&gt; = indivisibilidade). Ao repetir &lt;i&gt;o mantra da compaixão&lt;/i&gt;, procuro mentalizar suavemente o significado dessas palavras: “&lt;i&gt;A jóia no coração do lótus&lt;/i&gt;”, em analogia à alma no interior do corpo físico (existem outras interpretações). Final de tarde. Janela fechada, mas estreitos halos de luz atravessam, pelas frestas, figuras vazadas da fina cortina, formando desenhos improváveis nas paredes. É o fim da hora de Brahma , quase dezoito horas, num final de outono, quando o sol começa a se despedir no horizonte. Inicio um processo respiratório simples, para acalmar as oscilações mentais, usando intervalos iguais entre inspiração, expiração e pausas entre ambas. Depois de alguns minutos, minha respiração torna-se naturalmente calma, sem que eu precise prestar atenção à ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Permaneço de olhos fechados por 15, 20 minutos, meia hora... perco completamente a noção do tempo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abro os olhos. Diante de mim está o espelho. Está escuro, e a única luminosidade é a da vela. Vejo minha própria imagem refletida, e observo uma beleza nunca antes percebida. Minha face está extremamente serena, eu sinto a plenitude da Existência fluindo através do meu corpo. Sinto-me como que “preso” no chão, como se minhas pernas tivessem criado raízes no solo. Sinto-me extremamente feliz. Simplesmente realizado. Não há nada a fazer, nem há arrependimentos pelo que já foi feito. Não existem causas nem conseqüências, apenas o momento presente. Não penso em nada, apenas observo. Estou livre dos meus apegos, dos meus julgamentos, estou LIVRE!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me suavemente de alguns problemas que tinha para resolver. Eles agora me parecem ínfimos, mínimos, insignificantes. Como pude me preocupar por causa de coisas assim tão bobas? Todas as soluções surgem na minha mente, como que por mágica. Instantaneamente. Olho para o espelho e vejo-me transformado. Há um leve sorriso em minha face serena. Um sorriso involuntário, uma conseqüência inexorável da sensação de plenitude que me invade. Agora eu sei que a felicidade e possível!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levanto-me, em "estado de graça". Pego um papel e um lápis, e começo a escrever, porque sinto-me como se todo o conhecimento da Terra estivesse contido em mim, e não quero esquecer, depois, das coisas que agora vejo tão claramente... &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326372-115678496539134673?l=sounada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/115678496539134673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/115678496539134673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sounada.blogspot.com/2006/08/eu-vejo-parte-1.html' title='Eu vejo!! - parte 1'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12422440324898666553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/0237outros-messbrasil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326372.post-115654654664318005</id><published>2006-08-25T19:30:00.000-03:00</published><updated>2006-08-25T20:22:46.870-03:00</updated><title type='text'>Pra quem interessar...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Queridos, ultimamente tenho falado muito de Richard Bach, aqui. Por isso, achei que seria interessante indicar para vocês alguns endereços onde poderão encontrar informações sobre esta grande figura. &lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No primeiro, há uma pequena entrevista, feita pela escritora Eliane de Araujoh:&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.conscienciacosmica.com.br/richardbach.htm" target="_blank"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;http://www.conscienciacosmica.com.br/richardbach.htm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No segundo, um pequeno resumo da vida e obra do autor, no site Imagick:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.imagick.org.br/pagmag/turma2/bach.html" target="_blank"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;http://www.imagick.org.br/pagmag/turma2/bach.html&lt;/span&gt; &lt;p&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aqui, tem uma outra entrevista, feita por Débora Lerrer, tembém do Imagick:&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.imagick.org.br/pagmag/turma2/bach2.html" target="_blank"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;http://www.imagick.org.br/pagmag/turma2/bach2.html&lt;/span&gt; &lt;p&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Descobri até uma coisa que eu não sabia: Richard Bach é tataraneto do legendário compositor clássico J. Sebastian Bach(!). Outra surpresa: Eu sabia que esse livro tinha sido muito influente até um pouco antes da década de 1990, como já comentei antes, mas fiquei admirado ao fazer uma breve pesquisa na rede e verificar, que ainda hoje, muitas e muitas pessoas o citam como "o livro que mudou a minha vida". Trinta anos depois de ter sido escrito! Por isso mesmo, tem muita matéria sobre o assunto disponível online. É só colocar o nomezinho no buscador e clicar em "pesquisar"! ;-)&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Forte abraço!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326372-115654654664318005?l=sounada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/115654654664318005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/115654654664318005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sounada.blogspot.com/2006/08/pra-quem-interessar.html' title='Pra quem interessar...'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12422440324898666553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/0237outros-messbrasil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326372.post-115635556036567991</id><published>2006-08-23T14:17:00.000-03:00</published><updated>2006-08-23T22:42:39.560-03:00</updated><title type='text'>Encontro comigo</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/l??tus.2.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/320/l%3F%3Ftus.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666600;"&gt;É&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; a isto que eu chamo o meu "segundo pilar": O conhecimento de que olhar para dentro de si, com total e absoluta sinceridade, revela as respostas. Simples, como todas as leis da natureza, descobertas até agora. Simples como tudo que é genial - já ouviram composição mais simples que o “refrão” da quinta sinfonia de Beethoven? Ou a introdução de &lt;em&gt;Smoke on the Water&lt;/em&gt;, do Deep Purple? (Duas das mais geniais composições musicais jamais criadas, cada uma em seu estilo). Esta é uma "chave" da vida, o segredo está na simplicidade. E esta é outra chave: Quando fazemos perguntas, já sabemos as respostas. Mas precisamos fazê-las, perguntar é como uma espécie de “muleta”, necessária para o inconsciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo depois de ler &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Ilusões&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, o livro que me fez enxergar um modo novo de viver a vida, minha mente se abriu para a leitura de um sem número de outros autores, como Lobsang Rampa, que apesar de ter sido um grande charlatão, também me ajudou a entender o orientalismo e seus costumes, lá no início das minhas pesquisas. Foi por causa desse controvertido autor que eu tomei conhecimento, por exemplo, do &lt;a href="http://www.editorarocco.com.br/shopping/ExibirLivro.asp?Livro_ID=85-325-1296-8" target="_blank"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Livro Tibetano dos Mortos&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Também li Anthony Norwell, Mircea Eliade, Wulfing Rohr, Huberto Rohden, entre outros. E por meio da análise destas diversas obras encontrei algo tão básico e importante para a minha busca quanto a própria descoberta deste meu segundo pilar: Encontrei exatamente a melhor maneira para aplicar, na prática, minha nova e grande descoberta pessoal (Olhar para dentro de mim para encontrar as respostas) – Encontrei a Meditação! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu já meditava antes, de um modo intuitivo. Acho que o faço desde que era um bebê, isto é, eu sou um ser meditativo por natureza; nunca deixei de observar atentamente a vida, dentro e fora de mim. Mas agora eu havia encontrado uma ferramenta ideal para praticar: A técnica conhecida como Meditação Transcendental. O primeiro livro que eu li a respeito foi “ O Poder da Meditação Transcendental”, do Anthony Norwell. Fiquei encantado, e, mesmo antes de procurar uma &lt;a href="http://www.meditar.org.br/" target="_blank"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;escola&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, comecei a praticar por conta própria, &lt;span style="color:#000000;"&gt;dentro&lt;/span&gt; de casa, ou fugindo para algum parque ou lugar isolado. A técnica nada tem de muito diferente. Praticamente a mesma coisa que meditação &lt;a href="http://www.dharmanet.com.br/hsingyun/essencia.htm" target="_blank"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;em&gt;Zen&lt;/em&gt; (budismo japonês) ou &lt;em&gt;C´han&lt;/em&gt; (budismo chinês)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, com o diferencial de ser (quase) completamente não-devocional. Mas o importante mesmo foram os resultados... Vinculando meu novo conhecimento, adquirido com a leitura de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Ilusões,&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; à essa nova ferramenta, cheguei finalmente à consciência de que a Verdade que eu tanto buscava não estava fora, mas dentro de mim.&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;"O sábio corrige sua mente inquieta, agitada, ardilosa, não-confiável, tal como o arqueiro constrói a flecha."&lt;br /&gt;"Nem mãe, nem mãe nem pai, nem outro parente pode fazer tanto bem quanto uma mente bem dirigida."&lt;br /&gt;"Fácil é sempre ver as faltas alheias, difícil é ver as próprias. Espalhamos as faltas alheias como a palha do trigo ao vento, mas as nossas, ao contrário, as dissimulamos, como, no jogo, um astuto trapaceiro dissimula sua fraude."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;(Dhammapada versos 33, 43 e 252 )&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326372-115635556036567991?l=sounada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/115635556036567991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/115635556036567991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sounada.blogspot.com/2006/08/encontro-comigo.html' title='Encontro comigo'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12422440324898666553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/0237outros-messbrasil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326372.post-115577198868483911</id><published>2006-08-16T19:58:00.000-03:00</published><updated>2006-08-23T22:16:55.536-03:00</updated><title type='text'>O segundo Pilar - conclusão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666600;"&gt;&lt;strong&gt;Ok&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, a leitura deste livro foi muito importante. Mas muito mais importante foi a descoberta que eu fiz, direta ou indiretamente, por intermédio desta leitura. Na época em que tomei conhecimento destas novas idéias, minha mente ainda contava com muito “espaço livre”, ainda havia em mim tranqüilidade suficiente e disposição para auferir novos modelos de pensamento e novas formas de interpretar a vida. Ainda não haviam conceitos pré-instalados, como costuma acabar acontecendo com qualquer pessoa que tenha estudado muito. Também por isso as informações desse livro foram assimiladas e compreendidas com uma facilidade e uma totalidade que talvez hoje não seriam possíveis. Finalmente, agora você vai saber o porquê do título desse post, apresentado em três partes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história do livro se passa nos campos do meio-oeste americano, onde o protagonista - o próprio autor - um aquariano típico, sonhador e regido pelo elemento ar, abandonou tudo, para viver de levar passageiros para dar voltas no seu pequeno avião biplano (Richard Bach é apaixonado por aviões e o velho sonho humano de voar, essas mesmas alusões se encontram nos seus “Fernão Capelo Gaivota” e “Longe é um Lugar que Não Existe”). Num dado momento, esse protagonista encontra um homem que faz exatamente a mesma coisa pra viver: &lt;em&gt;Donald Shimoda&lt;/em&gt;, que não é outro senão o “messias”, descrito no primeiro capítulo, do qual transcrevi alguns trechos no post anterior. A empatia entre os dois é imediata, e, a partir deste encontro, os dois passam a trabalhar como parceiros. Convivendo diariamente com este ser misterioso, Richard passa a aprender a Verdade diretamente da boca de um autêntico Mestre. A partir daí, princípios fundamentais da tradição oriental começam a jorrar destas páginas leves, porém profundas. Importante frisar que estes princípios filosófico-espirituais são sempre apresentados de um ponto de vista absolutamente descontraído (o autor é um norte-americano convicto). E foi um dos primeiros ensinamentos deste “messias”, encontrado por Richard em algum imenso campo relvado entre Indiana e Illinois, que terminou por me levar à compreensão de uma base fundamental da vida. Fundamental principalmente para qualquer buscador da Verdade, questionador e irrequieto, como eu. Esta base está presente na Bíblia, nos Vedas e Upanishads, nos Sutras Budistas, e até onde eu sei, consta dos princípios básicos de todas as grandes religiões. Mas, por algum motivo, destes que não entendemos, eu a aprendi por meio de um &lt;em&gt;hippie&lt;/em&gt; americano meio amalucado, completamente avoado, assim como eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada vez que Richard perguntava algo muito importante para Shimoda, ao invés de uma resposta simples, quase sempre ganhava a seguinte resposta: “&lt;em&gt;Olhe para dentro de si. Ao perguntar, automaticamente você encontra sua resposta. Isso acontece porque a Verdade já está dentro de você&lt;/em&gt;”. Isto me marcou de uma maneira profundíssima, porque eu, de imediato, percebi que era &lt;strong&gt;real&lt;/strong&gt;. O entendimento desta realidade tão simples, porém essencial, tocou meu espírito. Meu modo de entender a vida e as minhas percepções de mundo instantaneamente mudaram, e para muito melhor. Encontrei o Segundo Pilar para minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;&lt;strong&gt;O Segundo Pilar:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Antes de qualquer coisa, devo consultar a mim próprio. Olhar para dentro de mim mesmo, com absoluta sinceridade, e fazer as perguntas. A resposta virá. Nem sempre o Caminho pode ser encontrado num livro, ainda que seja um Livro Sagrado. Nem mesmo os mestres irão abrir a minha mente para inserir lá o entendimento. Posso acumular conhecimento, colecionar citações bonitas, mas a compreensão só pode ser encontrada dentro, e não fora. A minha consciência é que me orienta, é meu guia infalível entre certo e errado. Mas escutá-la nem sempre é fácil! A Arte das artes é aprender como ver e ouvir a Verdade, que habita dentro de mim. E viver em acordo com ela. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/digo.3.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/400/digo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“&lt;em&gt;Nada lhe posso dar que não exista em você mesmo. Não posso abrir-lhe outro mundo além daquele que há em sua própria alma. Nada lhe posso dar, a não ser a oportunidade, o impulso, a chave. Eu o ajudarei a tornar visível o seu próprio mundo, e isso é tudo&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;(Hermann Hesse)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;A ciência é incapaz de resolver os mistérios finais da natureza, porque nós somos parte da natureza e, portanto, do mistério que tentamos resolver&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;(Max Planck)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;A música e o canto não criam no coração aquilo que não se encontra lá&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;(Abu Sulaiman Al-Davani; Filósofo do século IX)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Seja senhor de tuas vontades, e escravo de tua consciência&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;(Aristóteles)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;Não acrediteis em coisa alguma apenas por ouvir dizer. Não acrediteis na fé das tradições só porque foram transmitidas por longas gerações. Não acrediteis em coisa alguma só porque é dita e repetida por muitos. Não acrediteis em coisa alguma pelo fato de vos mostrarem o testemunho escrito de algum sábio antigo. Não acrediteis em coisa alguma só porque as probabilidades a favorecem ou porque um longo hábito vos leva a tê-la como verdadeira. Não acrediteis no que imaginastes, pensando que um ser superior a revelou. Não acrediteis em coisa alguma com base na autoridade de mestres e sacerdotes. Aquilo, porém que se enquadrar na vossa razão, e depois de minucioso estudo for confirmado pela vossa própria experiência, conduzindo ao vosso próprio bem e ao de todas as outras coisas vivas, a isso aceitai como Verdade. E daí pautai a vossa conduta!&lt;/em&gt;" 17:49.&lt;br /&gt;(Sidarta Gautama, o Buda – no Kalama Sutra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Ponham à prova todas as coisas, e fiquem com o que é bom&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;(Paulo apóstolo, em I Tessalonicenses)&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326372-115577198868483911?l=sounada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/115577198868483911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/115577198868483911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sounada.blogspot.com/2006/08/o-segundo-pilar-concluso.html' title='O segundo Pilar - conclusão'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12422440324898666553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/0237outros-messbrasil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326372.post-115558413601160752</id><published>2006-08-14T16:12:00.000-03:00</published><updated>2006-08-23T16:14:01.250-03:00</updated><title type='text'>O segundo Pilar - parte 2</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/avioneta.1.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/400/avioneta.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666600;"&gt;Por&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; que esse livro foi tão importante para mim?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Primeiro porque, como já disse, através dele tomei conhecimento de uma nova maneira de interpretar a relação homem-Deus, e, assim, eu pude vislumbrar um prenúncio da minha tão desejada liberdade. Como os que me acompanham já sabem, meu primeiro contato com a religiosidade, através do Cristianismo, mas que acabou se dando por intermédio da Torá Judaica, foi extremamente traumático. Meus terapeutas que o digam. Eu só conseguia enxergar medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O melhor Caminho a seguir era Cristo, até Deus Pai, que era um Deus amoroso. Até aí, tudo ótimo. O (grande) problema era que, para os que falhassem na tentativa de serem bons “cristãos”, estava reservado o fogo eterno de um inferno de sofrimento infinito. E ser um bom cristão significava, simplesmente, ser perfeito ("&lt;em&gt;Sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste&lt;/em&gt;" - Mateus 5:48). E isso me parecia simplesmente impossível... Alguma coisa não estava bem resolvida, ficou meio que pela metade dentro de mim, desde o dia em que resolvi deixar as igrejas. E minha consciência ainda me torturava por isso. Agora encontrara uma forma absolutamente diversa de entender Cristo, entender o Caminho, e entender o próprio Deus. Através de um livro único. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje, você dá um pulo na livraria e encontra vários títulos, com algumas idéias talvez até parecidas com as apresentadas em “Ilusões”. Porém, nos idos da década de 1970, época da geração &lt;i&gt;hippie,&lt;/i&gt; e no auge do movimento de contracultura (quando os jovens pensavam, e se preocupavam com algo mais que a dieta da moda ou curtir os últimos hits da parada MTV), estas idéias eram absolutamente pioneiras, significavam um protesto contra os padrões de pensamento dominantes. Mas a leitura de Richard Bach me levaria a um lugar ainda muito mais distante...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transcrevo abaixo um pequeno trecho do início do livro, o capítulo 1:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Mestre acreditava que tinha o poder de ajudar a si mesmo e a toda a humanidade, e, acreditando, assim era para ele, de modo que outros viram o seu poder e o procuraram para se curar de seus problemas e suas doenças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mestre acreditava que todo homem deve considerar-se filho de Deus, e, acreditando, assim era, e as oficinas e garagens &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;(ele era mecânico de automóveis)&lt;strong&gt;&lt;em&gt; em que trabalhava se apinhavam com aqueles que procuravam a suas sabedoria e o contato com ele, e as ruas de fora ficavam cheias daqueles que desejavam apenas que a sombra de sua passagem pudesse cair sobre eles, modificando suas vidas(...) E assim foi que seguiu para os campos, e os que iam com ele começaram a chamá-lo de o Messias, o que operava milagres, e, como eles acreditavam, assim era(...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando viu que a multidão cada vez o seguia mais de perto, mais terrível do que nunca, quando viu que insistiam para que ele os curasse sem descanso, e sempre os alimentasse com seus milagres, e aprendesse por eles e vivesse suas vidas, foi sozinho para o morro e rezou(...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando a turba o atormentava com seus males, implorando que os curasse, aprendesse por eles, os alimentasse constantemente com sua compreensão e os divertisse com suas maravilhas, ele sorriu pra multidão e disse amavelmente: “Eu desisto”. Por um momento a multidão ficou muda de espanto. E ele lhes falou:&lt;br /&gt;“Se um homem dissesse a Deus que o que queria mais que tudo era auxiliar o mundo sofredor, fosse qual fosse o preço para si, e Deus lhe respondesse o que devia fazer, o homem deveria fazer o que lhe era ordenado?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Pois claro, Mestre!” exclamaram. “Devia ser para ele um prazer sofrer as torturas do próprio inferno, se Deus lhe pedisse!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não importa quais fossem essas torturas, nem a dificuldade da tarefa?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria uma honra ser enforcado, uma glória ser pregado a uma árvore e queimado, se fosse isso que Deus pedisse”, disseram eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E o que fariam vocês”, perguntou o Mestre à multidão, “se Deus lhes falasse diretamente, em pessoa, e dissesse: ‘ORDENO QUE SEJAS FELIZ NO MUNDO, ENQUANTO VIVERES!’. O que fariam então?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a multidão calou-se e nem uma voz ou som foi ouvido sobre os morros e pelos vales.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326372-115558413601160752?l=sounada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/115558413601160752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/115558413601160752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sounada.blogspot.com/2006/08/o-segundo-pilar-parte-2.html' title='O segundo Pilar - parte 2'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12422440324898666553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/0237outros-messbrasil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326372.post-115504546010673324</id><published>2006-08-08T10:53:00.000-03:00</published><updated>2006-08-16T21:34:52.960-03:00</updated><title type='text'>O segundo Pilar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:180%;color:#666600;"&gt;&lt;strong&gt;Nem&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;preciso dizer que fui procurar pela fonte daquelas palavras, que tinham sido escritas no cartão de Natal que minha mãe recebera, e que para mim soaram absolutamente revolucionárias: &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;“E o que fariam vocês”, perguntou o Mestre à multidão, “se Deus lhes falasse diretamente, em pessoa, e dissesse: ‘ORDENO QUE SEJAS FELIZ NO MUNDO, ENQUANTO VIVERES’. O que fariam então?” &lt;/span&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Deus ordenando felicidade aos homens... Todos os homens e mulheres santos que eu conhecia, tiveram que sofrer tanto em nome da sua fé... Essa nova visão era, sem dúvida, uma possibilidade bastante atrativa. As imagens de terror no meu inconsciente, instaladas desde a época da leitura do Antigo Testamento da Bíblia, ainda me perturbavam. Imaginar que a vontade de Deus para minha vida, pudesse ser, afinal, simplesmente a minha felicidade, tinha feito surgir um vislumbre de esperança num novo tipo de vida. Na verdade, havia sempre uma ponta de culpa em minha consciência, por ter abandonado, primeiro a idéia da vida religiosa, e depois, por ter deixado de freqüentar a igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pessoa que tinha enviado o cartão havia sido uma prima minha, distante, que eu só via muito de vez em quando, uma ou duas vezes a cada dez anos, mais ou menos, apesar de morar também em São Paulo (minha família é extremamente desunida – nada me causa mais tristeza do que ver aquelas famílias grandes, super-unidas, em que todos se dão bem, que no Natal reúnem dezenas de pessoas...). Assim, eu entrei com contato com essa prima, mas ela de pronto não soube me informar a origem da mensagem – ela tinha copiado de um outro cartão, que recebera, de alguém que já não se lembrava(:P)... Mas eu pedi e insisti muito com ela, para que verificasse, porque eu queria mesmo muito saber de onde vinham aquelas palavras. Nessa época ainda não havia internet, e pesquisar coisas desse tipo eram MUITO mais difíceis. Bem, o fato é que após algumas dúzias de telefonemas, ela finalmente se dignou a me passar o telefone do tal amigo, para que, se eu quisesse, entrasse em contato com o rapaz e pedisse a informação que eu tanto queria. Ela se recusava a fazê-lo, não sei porque, achava que seria um “mico” fazer isso. Mas eu não tive dúvida: Peguei o telefone e liguei para o desconhecido. Atendeu a mãe do tal rapaz, muito desconfiada, dizendo que o filho trabalhava o dia inteiro, estudava a noite, e que não poderia me dar o nº comercial. Disse ainda que ele, aos finais de semana, costumava viajar, então seria praticamente impossível encontrá-lo. Após umas setecentas e quarenta e duas tentativas, a gentil senhora percebeu que eu não iria desistir tão fácil, e me passou o telefone do trabalho do moço...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me apresentei como primo da prima, para a qual ele havia enviado um cartão de Natal com os dizeres que me haviam despertado tanto interesse. Pela voz, o cara pareceu achar esse meu interesse um tanto quanto sem propósito. Eu tentava entender como alguém com sensibilidade pra mandar uma mensagem assim poderia reagir daquele jeito. Mas a resposta veio logo: Ele tinha recebido um cartão da namorada, com aqueles dizeres, achou bonito e resolveu repassar para um monte de gente. E agora? Eu não me deixei desanimar – perguntei se ele poderia me fazer o favor de checar com a menina, de onde tinha tirado a frase. O cara quis saber por quê, não gostou da minha intromissão nas coisas dele, tudo por causa de um cartão de Natal. Mas disse que ia ver. Pra ele eu não precisei ligar setecentas e quarenta e duas vezes (;P), acho que foram só umas quatro ou cinco... Afinal, consegui a informação que queria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A frase havia sido retirada da introdução do livro “Ilusões” do Richard Bach. Sim, sim, ele mesmo – o mesmo autor de &lt;em&gt;Fernão Capelo Gaivota&lt;/em&gt; (Nunca entendi por que &lt;i&gt;Fernão Capelo&lt;/i&gt; é mais conhecido. &lt;i&gt;Ilusões&lt;/i&gt;, para mim, é muito mais importante, em todos os sentidos). No mesmo dia, corri para a livraria do meu bairro, onde fui informado que o livro, escrito em 1977, estava fora de circulação já há algum tempo. A próxima etapa seria, então, uma corrida ao centro da cidade, para iniciar um garimpo pelos sebos da cidade. Isso teria que ser feito no dia seguinte, pois o horário comercial já se encerrava. Mas no dia seguinte aconteceu algo que eu até então sequer poderia imaginar. Eu estava pronto para ir ao centro, visitar os sebos que eu conhecia, em busca do livro, logo após o almoço. Mas nesse mesmo dia, meu irmão apareceu em casa, para almoçar, com uma novidade: Debaixo do braço trazia um pequeno livro de capa preta, com uma pena azul flutuando no espaço. O título, em letras brancas – Ilusões – as aventuras de um Messias indeciso!! Eu havia comentado com minha mãe sobre o livro, que comentou com meu irmão. E ele, meio sem querer, acabou comentando a respeito com um colega, no trabalho, que não só tinha o livro, como o deu de presente a ele!!!! &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/Ilus??es.2.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/320/Ilus%3F%3Fes.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;É isso. A coleção de letras que mudaria a minha vida para sempre, veio até mim dessa maneira espontânea, gratuita, como um abraço sincero ou o carinho de um filho pequeno. De graça, como tudo que há de melhor nessa vida. Mal podia esperar para conhecer o restante do conteúdo daquela obra, da qual um pequeno trecho me impressionara tanto. Abri aquele pequeno volume, e o prefácio já me encantou. Logo passei para o capítulo 1, que fora impresso com letras escritas a mão, reproduzindo as mãos de um mecânico, sujas de graxa (você vai entender depois): "&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Houve um Mestre que veio à Terra, nascido na terra santa de Indiana, criado nos montes místicos depois de Fort Waine&lt;/em&gt;...&lt;/strong&gt;"&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326372-115504546010673324?l=sounada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/115504546010673324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/115504546010673324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sounada.blogspot.com/2006/08/o-segundo-pilar.html' title='O segundo Pilar'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12422440324898666553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/0237outros-messbrasil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326372.post-115444423947978223</id><published>2006-08-01T11:17:00.000-03:00</published><updated>2006-08-11T11:04:22.076-03:00</updated><title type='text'>Fim e recomeço</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666600;"&gt;Passei&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; mais de um ano nessa vida de Conrai. Até uma ocasião em que contraí uma gripe fortíssima, daquelas que te deixam indisposto até para se mover. Mesmo assim, compareci ao dojô, fiz o treino da manhã e o da tarde, além de cumprir todas as minhas tarefas diárias. À noite, fiz mais um treino, mas já estava com febre alta e sem nenhuma condição física para participar do último, das vinte às vinte e duas horas. Pedi ao Shihan para me dispensar, por motivos óbvios. Ele me olhou bem e viu que eu estava mesmo mal. Mesmo assim, me disse que teria que participar do último treino, e que se eu me recusasse não precisaria mais retornar ao dojô. Aquilo me deixou muitíssimo irritado. Talvez isso tenha sido mais uma parte daquela história, mais um teste para saber o grau do meu comprometimento, etc, etc. Mas o fato é que, a essa altura, depois de tanto tempo servindo fielmente, sem nunca reclamar de nada, eu já estava mesmo era saturado de ser testado o tempo todo. E eu realmente não tinha condições de fazer mais um treino, extremamente rigoroso e com duas horas de duração. Tirei meu dogui, pendurei no meu armário, que deixei aberto, com a chave, e parti sem olhar para trás. E não voltei. Esse foi o fim da minha vida de Conrai. Deprimente, eu sei. Mas a essa altura eu realmente precisava de um mínimo de tempo para mim mesmo. Eu fiquei um ano sem poder namorar ou estar com meus amigos, nem curtir a vida (um garoto de dezessete anos precisa dessas coisas). Por um ano inteiro, e um pouco mais, esta foi minha rotina:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;§&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Trabalhar 15 horas por dia no dojô, sem receber nada além de uma pequena ajuda de custo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;§&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Ter que estar disponível 7 dias por semana, 30 dias por mês. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;§&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Esgotamento físico em tempo integral &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;§&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Ser testado psicologicamente todos os dias, em tempo integral. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Realmente já estava sendo demais pra minha cabeça. E assim uma linda história terminou. Claro que o Shihan, além de um mestre, era como um pai para mim, e eu senti muitíssimo tê-lo deixado assim. Mas ele era tão exageradamente duro, o tempo todo, que eu só tive coragem para voltar a procurá-lo anos depois (e foi emocionante). Ele chegou a me ligar algumas vezes, antes disso, mas um retorno meu já estava descartado àquela altura. Eu queria trabalhar, ganhar minha grana, aproveitar um pouco a vida. E assim fiz. A importância da minha vivência no karatê, como já disse, e como ficou claro, foi inestimável. Dentro do dojô eu aprendi uma outra maneira de entender a vida. Conheci o Bushido e aprendi sua importância. Entendi o valor da palavra dada, entendi o significado da palavra honra. Entendi o valor da paciência... Entendi que os limites do corpo podem ser superados, usando-se o poder da mente. As marcas e princípios do Caminho da Espada ficaram gravados de maneira indelével na minha alma e no meu ser, acho que para sempre. Isso que hoje a molecada vê em animes do tipo Dragon Ball, eu descobri, entendi e aprendi, na prática: Controlar e utilizar a energia do ki (Num momento oportuno falarei sobre o que isso, de verdade, significa). Descobri que a minha força poderia ser muito maior do que eu jamais imaginara. Agora eu podia quebrar grossas tábuas e pilhas de tijolos, que aumentavam a cada dia. Eu era veloz, resistente. Meu corpo parecia feito de pedra, minha aparência era a de um daqueles monges Shao Lin que eu via nos filmes: uma massa compacta e delgada de músculos sólidos. E eu guardaria para sempre uma certa maneira de preservar a forma física, que trago até hoje. Minha transformação foi grande e positiva, foi um estágio primordial para mim. Mas agora tinha chegado ao fim. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;&lt;strong&gt;Recomeço&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi um pouco antes de abandonar o treinamento no dojô que aconteceu o fato que justifica a palavra "recomeço" no título desse post. No Natal de 1983, minha mãe recebeu um cartão simples, com os seguintes dizeres, escritos à mão, no verso da figura, que representava um arranjo com pinhas e velas: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;“E o que fariam vocês”, perguntou o Mestre à multidão, “se Deus lhes falasse diretamente, em pessoa, e dissesse: ‘ORDENO QUE SEJAS FELIZ NO MUNDO, ENQUANTO VIVERES’. O que fariam então?” &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Aquela mensagem calou fundo em mim. Até então estava acostumado com o modelo tradicional judaico-cristão de encarar a vida espiritual: Tudo envolvia medo. “O temor ao Senhor é o princípio da sabedoria...” (Uma vez, tive a oportunidade de conversar com um monge beneditino irlandês, a respeito dessa passagem, e ele me confrontou com o original do texto bíblico, esclarecendo essa questão de uma vez para sempre. Mas isso é uma outra história...) Segundo sempre aprendera, até então, nas igrejas que conheci, a obrigação do homem para com Deus era a de servir e obedecer, com temor e total subserviência. O caminho para a salvação seria um só: “O caminho da cruz”, que significaria suportar a todas as provações desta vida com total resignação, sem direito a sequer almejar qualquer tipo de prazer ou alegria, que não fosse a de servir. Aquelas palavras, escritas com esferográfica azul, saltaram aos meus olhos, revelando um modo absolutamente novo de entender a vida espiritual. Ou ao menos levantava uma possibilidade inteiramente nova. O autor falava de algo que até então eu sequer havia considerado.&lt;br /&gt;Ainda que inconscientemente, minha noção pessoal dessa relação Criador-criatura era a seguinte: O Primeiro ordena, o segundo obedece. E esse binômio, quase sempre significava, para o segundo; dor, tristeza, sofrimento, frustração... O que vem agora, leitor, eu poderia chamar, sem dúvida, de o segundo pilar, um dos que sustenta toda a base do conjunto de coisas que eu chamo os meus princípios.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1166/3431/1600/penazul.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1166/3431/400/penazul.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326372-115444423947978223?l=sounada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/115444423947978223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/115444423947978223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sounada.blogspot.com/2006/08/fim-e-recomeo.html' title='Fim e recomeço'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12422440324898666553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/0237outros-messbrasil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326372.post-115393300458397227</id><published>2006-07-26T13:44:00.000-03:00</published><updated>2006-08-11T11:25:10.966-03:00</updated><title type='text'>Kiai!!! - conclusão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1024/bushido_gif.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/400/bushido_gif.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:font;"&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666600;"&gt;Um&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; ano deste treinamento físico e mental ultraintensivo, a que fui submetido, seria o equivalente a, no mínimo, 5 ou 6 anos de treinamento comum. Afinal, eu fazia quatro treinos por dia, fora as aulas extras, direcionadas. Os praticantes normais, em geral, fazem apenas um treino por dia, três vezes por semana. Eu também fazia dois treinos aos sábados, um de manhã e outro à tarde, e um especial todos os domingos, dos quais só participavam os faixas pretas e eu(!). Além de tudo isso, o tipo de treinamento que eu fazia era muito mais rigoroso que o normal, porque eu era um estagiário no dojô, aspirante a Senpai. Sim, eu realmente aprendi muito. Mas não vou falar aqui da minha evolução como artista marcial. Quero me ater à importância espiritual deste período em minha formação como ser humano. Também não vou entrar agora numa análise aprofundada do que vem a ser o Bushidô (pretendo fazer isto mais tarde, quando esse resumo da história da minha Busca estiver concluído - o mesmo vale para todas as doutrinas que conheci). Por hora, gostaria de compartilhar ainda algumas curiosidades da minha vida de "Conrai": &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Nove meses se passaram. Como disse antes, a sede administrativa do dojô Tanaka Karatê Dô funcionava num prédio de quatro andares: térreo, primeiro, segundo e terceiro andares, além de uma vasta sacada no topo, onde práticas também eram realizadas. No térreo funcionava a recepção. Os treinamentos ordinários eram realizados regularmente no primeiro andar. Os exames para faixa preta e graduação dos Senpais, e outros treinamentos especiais, aconteciam sempre no segundo andar. Mas o que havia no terceiro andar... era um completo mistério para todos, até mesmo para os alunos mais antigos! Nunca ninguém era autorizado a subir lá, e muito menos transpor aquela velha e pesada porta de pinho, que eu até então só tinha visto, fechada, nas poucas vezes que precisei subir ao topo do prédio, para a limpeza ou para algum treino diferenciado. Como o Shihan era o perfeito mestre conservador, que valorizava ao máximo as antigas tradições orientais, circulavam entre os alunos inúmeras “lendas” a respeito do que havia no “&lt;i&gt;andar proibido&lt;/i&gt;”. Até porque, lá ele se mantinha trancado as tardes inteiras. Alguns diziam que ele ficava trancado meditando, por horas a fio, e que lá dentro apenas havia um enorme salão vazio, repleto de castiçais e incensários. Conhecendo como o conhecia, tenho que dizer que esta hipótese, se confirmada, não me surpreenderia. Outros diziam que ele era uma espécie rara de vampiro japonês, que tinha mais de quinhentos anos, e que ficava deitado num caixão recarregando energias(sic). Como gaiatos nunca faltaram nesta terra, tinha um cara que falava que lá ele recebia amigos e muitas garotas, e ficava na farra o dia inteiro, daquelas da pesada, com bebidas, drogas e rock´n roll. Sacanagem... O fato é que minha imaginação de moleque de 16 anos, claro, ficava estimulada com essas histórias todas, sobre um homem que eu tinha aprendido a amar como um pai, e que era misterioso em sua própria natureza.&lt;br /&gt;Acho honestamente que fui um ótimo Conrai, servi sempre o mais fielmente que pude. O Shihan me lembrava constantemente que teria que retomar os estudos, pois não poderia ser um Senpai sem formação universitária em educação física. Como disse no post “&lt;em&gt;Uma nova descoberta&lt;/em&gt;”, eu havia perdido um ano na escola, por isso eu treinava e trabalhava no dojô em período integral, das 6:45 da manhã até algo em torno de 22:30 (após o último treino ainda permanecia para organizar e arrumar o salão). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Num belo dia, ao chegar para o treino da tarde, fui avisado pela recepcionista: “&lt;i&gt;O Sr. Tanaka o espera no terceiro andar&lt;/i&gt;” (&lt;b&gt;!!!!&lt;/b&gt;). Eu não pude deixar de pedir a ela pra repetir a afirmação, pois o que acabara de ouvir me parecia impossível! Ela apenas sorriu e confirmou. Claro que ela sabia de toda a mística envolvendo o &lt;em&gt;andar proibido&lt;/em&gt;. Fiquei super agitado! Torrentes de pensamentos explodiram na minha jovem cabeça! Eu sabia que aquilo era uma enorme honra para um Conrai!! Ou então... eu tinha feito algo muito errado, e uma bronca homérica me aguardava. Como a ordem era pra subir, antes de fazer qualquer coisa, sequer parei no primeiro andar para guardar meu "dogui" no meu armário. Como sempre cumpria as ordens ao pé da letra e de imediato, subi de pronto, dogui dobrado e amarrado com minha faixa (que já era azul), à maneira tradicional, às costas. Chegando lá, verifiquei a porta com cuidado... estava aberta! Entrei com cuidado ainda maior, pisando devagar, afinal, entrava em solo completamente desconhecido, tudo era novo, e eu não sabia o que me aguardava. Shihan Tanaka era um Sensei de outros tempos, mestre de uma arte que hoje não tem mais lugar em nossa sociedade. Alguém que estabelecia como uma das regras para a entrega da faixa preta, um teste no qual o aluno deveria se postar diante de um grande alvo de madeira, e se concentrar. O Shihan, à distância de cerca de uns vinte ou trinta metros, entortava um arco “&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.bushido-online.com.br/kyudo.htm" target="_blank"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;color:#3333ff;"&gt;kyudô&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;” e mirava uma flecha bem no peito do aspirante (que assinava um termo de responsabilidade em caso de acidentes!!)!! Eu sei que parece mentira, mas isso realmente acontecia; esse tipo de teste era exigido, como prova de coragem, determinação e domínio dos reflexos! Bem, mas o próprio Shihan resolveu parar com extremos como esses a partir da ocasião em que um dos aspirantes cometeu um movimento equivocado, escapando por milímetros de receber uma flechada que poderia ter sido fatal! Esse era o meu Shihan! O mesmo que me vinha golpear ruidosamente o abdômen tensionado, com uma "shinai" (espada de bambú), ao final de sessões de 500 abdominais! O mesmo que exigia o condicionamento/calejamento de todos os músculos envolvidos em luta, como punhos, abdominais, antebraços e canelas! Esse homem é que justificava a importância daquele momento, e a grande tensão que eu sentia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E devo dizer que o que vi, ao abrir a porta, não frustrou minhas expectativas. Você vai saber agora, em primeira mão, o que havia no interior do legendário &lt;strong&gt;andar proibido&lt;/strong&gt; do dojô sede Tanaka Karatê Dô! (rs)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao adentrar finalmente o tão misterioso aposento, vi que o espaçoso salão era completamente preenchido por uma espécie de intrincado labirinto, formado por muitas divisórias de madeira, com múltiplos corredores, que imaginei, levavam a várias salas, usadas para fins diversos. Mas havia um corredor principal, no meio dos outros, um pouco mais largo. O mais impressionante era que &lt;b&gt;todas&lt;/b&gt; as paredes divisórias que constituíam esse labirinto, eram, literalmente, cobertas por fotografias, de cima a baixo, do começo ao fim. Me aproximei e vi do que se tratavam: Eram fotos de todas as fases do meu Sensei. De cara, na entrada, algumas particularmente interessantes: Shihan ainda jovem, usando apenas a calça do dogui, ostentando um exuberante físico &lt;em&gt;a la&lt;/em&gt; Bruce Lee, posição “Zen Kutsu Dachi” (ataque avançado), estilhaçava com o punho esquerdo (e ele não era canhoto) uma pilha de &lt;b&gt;blocos de concreto!&lt;/b&gt; Numa outra, dois homens seguravam um outro bloco, maior, enquanto Tanaka voava num espetacular “ushiro-mawashi” (chute giratório), para destruir o bloco em vários pedaços. Numa outra ainda, das que mais me impressionou, aparecia um grão mestre no melhor estilo &lt;em&gt;Tao Pai Pai&lt;/em&gt; (aquele mesmo), com a cabeça raspada, cavanhaque e os longos e finos bigodes brancos, pendendo pelos lados da boca. Traje samurai tradicional, sentado em posição de alerta, observando enquanto meu Sensei, ainda muito jovem, decepava um tronco preso verticalmente numa base de pedra, com um golpe de “Shuto Te” (faca de mão). Movimento impressionante! Meu Sensei era o maior, mesmo! Esqueci completamente de mim mesmo, sentindo-me transportado no tempo e no espaço, observando aquelas fotos! Haviam centenas, talvez milhares delas. Uma mostrava o Shihan, seminu, postado sob as pesadas águas de uma grande cachoeira, olhos fechados, em postura “Kiba Dashi” (cavaleiro de ferro). Em outra ainda mais à frente, vi uma fileira interminável de Conrais, que corriam num imenso campo coberto de neve (provavelmente Oeste do Japão). De repente, do corredor principal, ecoou uma voz conhecida, firme e forte como sempre! Ele me chamava, impaciente. Seguindo o som, pelo corredor, fui passando, num estado quase letárgico, por aquelas paredes revestidas com tantas e tantas fotografias incríveis! Finalmente alcancei o final do corredor! Meu coração estava aos pulos. Cheguei numa sala ampla, ricamente decorada com móveis e ornamentos orientais, com uma grande tela com a palavra Karatê em pintura “kanji” na parede principal, atrás de uma longa mesa ornamentada. Sentado detrás desta mesa, o Shihan me esperava. Uma lenda viva! Quando me viu, desenhou-se levemente no seu rosto algo que poderia ser interpretado como um sorriso (coisa rara). Eu devia ter feito alguma coisa muito certa... Ficamos ali, separados por aquela mesa enorme, por segundos que me pareceram uma eternidade. Por fim, ele fez um gesto para que eu me aproximasse. Eu o fiz, e ouvi dele o mais completo inesperado: “&lt;i&gt;Eu tenho muita esperança em você. Sua evolução me agrada, você está indo muito bem. A partir de hoje, você começará a dar aulas para os iniciantes, e eu vou começar a remunerá-lo&lt;/i&gt;.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emoção! Emoção! Emoção! Não posso explicar o quanto era difícil agradar aquele homem! Só consegui contestar que ainda era faixa azul (neste estilo de karatê, a faixa azul é segunda, logo depois da branca). Ele franziu o cenho e respondeu: “&lt;i&gt;A única função da faixa é segurar as calças. Hoje mesmo você será testado, e estou certo que vai passar direto para a verde&lt;/i&gt;” ( a graduação é a seguinte: branca – azul – amarela – verde – marrom - marrom com graus, de um a quatro - faixa preta ). Nem preciso dizer que ganhei o dia!! Logo mais, à noite, passei no exame, que incluiu o “Jiu Kumitê” (luta de contato = combate real = porrada!). Desse dia em diante, me tornei uma espécie de Conrai-Senpai. Meu progresso era realmente incomum, como já disse, graças ao treinamento ultra-intensivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim eu passei um ano e tanto de minha vida, aprendendo, na prática, o real sentido da filosofia Karatê. Vivenciando as tradições. Sentindo, literalmente na pele, o valor e a importância do mais puro estilo de vida Bushidô... Por que terminou? Por que não continuei neste caminho, e porque não estou nele até hoje? É uma pergunta que me faço até hoje. Como essa história terminou? Aguarde o próximo post...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326372-115393300458397227?l=sounada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/115393300458397227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/115393300458397227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sounada.blogspot.com/2006/07/kiai-concluso.html' title='Kiai!!! - conclusão'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12422440324898666553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/0237outros-messbrasil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326372.post-115323717627792075</id><published>2006-07-18T11:55:00.000-03:00</published><updated>2006-08-28T20:57:13.370-03:00</updated><title type='text'>Kiai!!! - parte 2</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/karate3.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/320/karate3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:font;font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:180%;color:#666600;"&gt;Fui&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;submetido a um teste que mediu minha resistência, força, elasticidade e inteligência. Passei por uma bateria de exercícios físicos que deve ter durado algo em torno de 40 minutos. Também tive que repetir partes de “coreografias” de luta, os "katas&lt;em&gt;"&lt;/em&gt;, que são a alma do karatê. Depois de tudo, fiquei aguardando de pé, no centro do dojô, por alguns minutos, enquanto o Shihan deliberava com o Senpai. Lembro-me de tê-lo ouvido comentar a respeito da facilidade que tive nas séries de alongamento e com os chutes básicos. Não demorou muito, ele se virou para mim e disse: “&lt;em&gt;Você está apto. Tem certeza que é isso que você quer?&lt;/em&gt;” Eu já ia respondendo afirmativamente com a cabeça, mas logo me lembrei das orientações e mandei um sonoro “&lt;em&gt;Ôssu!!&lt;/em&gt;”. Meu novo Sensei, o Shihan Tanaka, pareceu satisfeito com meu desempenho e com a rapidez com que aprendi esta pequena regra, e disse: “&lt;i&gt;Amanhã, às seis e quarenta e cinco da manhã, no dojô da Vila Prudente&lt;/i&gt;”.&lt;br /&gt;Eu teria muito pra falar dessa fase tão importante na minha vida. Obviamente não poderei contar tudo, aqui. Não há espaço para falar de dez por cento do que vivi ao lado desta interessantíssima figura, ou das tantas e tantas coisas importantes que com ele aprendi. Foi uma experiência realmente extraordinária. Eu disse no post “Uma nova descoberta”, que essa história aconteceu no momento certo em minha vida, e disse isso porque encontrei este caminho justamente na época em que andava meio perdido, num rumo que pendia para um lado perigoso. E essa experiência completamente nova acabou meio que me recolocando de volta naquele Caminho Maior, de um certo modo. Costumo dizer que não servi ao Exército, mas “servi” num autêntico dojô de karatê japonês, o que é muito melhor. Eu poderia muito bem classificar essa experiência como meu “ritual de passagem” para a idade adulta. &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;color:#993300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;color:#000000;"&gt;Minha rotina diária no dojô: &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Meus dias começavam as seis da manhã, quando levantava da cama, sonolento, para um café rápido e uma caminhada de cerca de 30 minutos, da minha casa até o dojô. Chegava todos os dias pontualmente em torno de 6:45. Passava primeiro na relojoaria para cumprimentar o Shiham, que conferia o horário de minha chegada. Dali eu ia para o dojô, vestir o dogui e me preparar para o início do primeiro treino do dia, que durava uma hora e meia. As 8:30, o treino terminava, eu tirava o dogui e o dobrava à maneira ritualística, coisa que aprendi já no meu primeiro dia de Conrai. Terminado o treino, varrer o salão e uma ducha rápida. Depois, tarefas diversas. Às vezes, distribuir panfletos na esquina da Praça Padre Damião, outras vezes serviços de &lt;em&gt;Office boy&lt;/em&gt;, como pagar contas no banco ou entregar correspondências em alguma das filiais Tanaka Karatê Dô. Depois disso, quando sobrava algum tempo antes do almoço, quase sempre era chamado para uma conversa com o Sensei Shihan Tanaka. Eram constantes aulas de Bushidô, sobre comportamento, linha de conduta, moral e ética, orientações a respeito dos treinos e pequenos “toques” sobre saúde e condicionamento físico. Depois de tudo isso, em torno de 11:30, eu era dispensado para almoçar em casa. À tarde, retornar para o treino das 14 horas, no dojô Ipiranga. Após o treino, mais tarefas (com a diferença de que o dojô Ipiranga, que era a sede administrativa, era enoooorme pra varrer...). À noite, fazia mais dois treinos: O das 18 às 19:30 e o último, puxadíssimo, das 20 às 22:00 horas (ufa!). Depois, exausto, era levado pra casa, de carona, pelo Shihan em pessoa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Disse antes que meu Sensei parecia um personagem de histórias em quadrinhos, e o mesmo posso dizer de toda a minha vivência no dojô: seria digna de uma HQ ou um bom filme de artes marciais. Lembro-me que onde hoje é o anel viário do Sacomã, com todo aquele imenso emaranhado de viadutos, na época havia uma grande e bonita praça, com árvores e jardins floridos, com uma elevação, como uma “colina” em sua margem. Por muitas vezes, após o treino da tarde, quando saía para distribuir panfletos, após o serviço feito, me sentava no alto desta colina para meditar sobre os ensinamentos do dia. As lembranças destes finais de tarde eu guardo com grande carinho, o sol já se pondo, o corpo todo dolorido, do pesado treinamento, e eu ali, sereno, sentado, esperando chegar a hora dos treinos da noite...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Eu via meu corpo se transformar. Dia a dia, mês a mês, acontecia a metamorfose: Um rapaz alto, antes franzino, se tornava um feixe de músculos sólidos, não como um halterofilista, mas sim como um bailarino ou um atleta olímpico, de tendões alongados, cintura estreita e abdômen definido (pensar que hoje a tal “barriga tanquinho” está tão na moda...). Tomava água com limão, sem açúcar, o dia inteiro, nos intervalos entre as longas sessões de treino, que pra mim eram ainda mais puxados. O Shihan orientava a todos os Senpais: “&lt;em&gt;Não dêem moleza pra ele. É um estagiário! Vai ser Senpai!” – “Peguem firme com ele!&lt;/em&gt;” – Eu voltava pra casa cheio de manchas roxas pelo corpo, que escondia de minha mãe. Lembro-me das vezes em que, após completar 480 exercícios abdominais de solo, via aproximar-se o Shihan, com o “shinai” (espada de bambu) na mão direita, para golpear meu abdômen... Socar o makiwara (anteparo de madeira revestida de cizal), também era exercício que devia ser feito à exaustão, e por vezes passei horas a fio, sozinho no dojô, fazendo isso. Se parava por alguns minutos, lá vinha o Shihan, surgindo atrás de mim como um fantasma, perguntar: “&lt;em&gt;Por que parou? Continue! Direita, esquerda...&lt;/em&gt;” Eu sei que é difícil entender, mas práticas como essa literalmente “modelam o espírito”. Na verdade, estes não deixam de ser métodos extremamente eficientes para meditação zen. Socar um anteparo por longos períodos de tempo faz com que as agitações da mente se aquietem, e por fim cessem. Você se torna um “bambu oco”. Mas nessa época eu não fazia idéia do que isso significava. Enquanto o corpo progride, o condicionamento se torna perfeito, e os nós dos dedos se revestem de calos que fazem de suas mãos, armas. Armas para não serem usadas nunca. - "&lt;em&gt;O espírito ou intuição é mais importante que a técnica; o espírito pressente o perigo e evita o combate&lt;/em&gt;" (Gishin Funakoshi). Paradoxal, sim, como a maior parte das máximas e sutras da tradição oriental. Mas nessa época eu &lt;em&gt;também&lt;/em&gt; não fazia idéia do que &lt;em&gt;isso&lt;/em&gt; significava.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326372-115323717627792075?l=sounada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/115323717627792075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/115323717627792075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sounada.blogspot.com/2006/07/kiai-parte-2.html' title='Kiai!!! - parte 2'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12422440324898666553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/0237outros-messbrasil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326372.post-115281081141811281</id><published>2006-07-13T13:36:00.000-03:00</published><updated>2006-07-16T17:10:13.293-03:00</updated><title type='text'>Pausa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mais uma vez, infelizmente, me vejo "forçado" a fazer uma pausa na história da minha Busca, para falar sobre o caos instalado em minha amada cidade. Serei breve. Não vou desperdiçar nem o meu nem o vosso tempo, martelando nas mesmas teclas de sempre. Não vou falar aqui da incompetência do Estado em gerir a segurança pública, nem da falência do sistema carcerário, nem comentar a respeito dos fatores e/ou grupos responsáveis por essa situação trágica. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Só tem uma coisa que eu quero dizer: Se a polícia e o Estado sabem exatamente quais são os "cabeças pensantes" dessa facção criminosa que está assassinando pais de família e aterrorizando milhares de inocentes, então POR QUE não fazem o que todo mundo sabe que deve ser feito - &lt;strong&gt;ISOLAR ESSES CABEÇAS??&lt;/strong&gt; A solução, na boca do governador e dos secretários e ministros, só parece tão complicada porque deve lhes faltar uma destas coisas: &lt;strong&gt;coragem, honestidade ou inteligência&lt;/strong&gt;. Em qualquer dos casos, tenho que dizer que a situação é frustrante, preocupante, desanimadora...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não conseguimos acabar com a entrada de celulares nas cadeias. Ora, será que fazer isso seria assim tão difícil? A cada nova revista feita nos presídios são apreendidos dezenas de aparelhos celulares, certo? Pois bem, como esses aparelhos entram lá? Escondidos na vagina ou no ânus de visitas, ou então são levados pelos advogados dos presos. Eu repito: &lt;strong&gt;É assim tão difícil resolver esse problema?? &lt;/strong&gt;Ok, a legislação não permite revista íntima, diz a promotora Aljacira Terra, representante do Ministério Público. Acontece que as visitas são feitas, sempre, duas vezes por semana, comumente às quartas e domingos. &lt;strong&gt;Então, porque simplesmente não se faz uma revista completa nas celas, sempre após as visitas????&lt;/strong&gt; Isso é assim tão difícil???? Se os celulares entram com as visitas, e as revistas íntimas não são permitidas(o que já é um completo absurdo), que seja feita uma revista completa após cada visita!!!! Será que eu sou um gênio???? ? Só eu pensei nisso???? A Itália ACABOU com a máfia por meio de medidas tão simples quanto essas. É só. Peço perdão pelo desabafo...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326372-115281081141811281?l=sounada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/115281081141811281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/115281081141811281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sounada.blogspot.com/2006/07/pausa.html' title='Pausa'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12422440324898666553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/0237outros-messbrasil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326372.post-115272512781134744</id><published>2006-07-12T14:11:00.000-03:00</published><updated>2006-08-01T12:33:52.446-03:00</updated><title type='text'>Kiai!!!</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4842/3051/1024/SHIHAN%20seido%20brazil.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4842/3051/400/SHIHAN%20seido%20brazil.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:180%;color:#666600;"&gt;&lt;strong&gt;Tsunioshi&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;a href="http://community.seido.com/?q=gallery&amp;g2_view=core.ShowItem&amp;amp;g2_itemId=1819" target="_blank"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Tanaka&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; é um dos nomes mais respeitados no mundo (não é exagero), em termos de artes marciais. Ele foi, ao lado de Masutatsu Oyama, o introdutor do Karatê estilo &lt;a href="http://www.geocities.com/tokyo/4166/" target="_blank"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Kyokushin&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; (luta de contato) no Brasil. Referência absoluta. Mas eu nem imaginava nada disso quando o conheci. Ele me pareceu um pouco engraçado (Shihan, eu não creio que o senhor venha a ler isto algum dia, mas, se o fizer, saiba que estou falando com o máximo respeito). Digo engraçado porque me parecia um personagem de história em quadrinhos. Ou então, um daqueles mestres que eu via nos filmes de artes marciais, que tanto gostava, materializado ali, diante de mim. Homem forte, em todos os sentidos. Sério, controlado. Verdadeiro praticante do Bushidô, isso eu posso garantir. Eu tenho o privilégio de poder dizer que conheci intimamente um verdadeiro samurai, um dos poucos de fato, que pisou em terras tupiniquins. Recentemente visitei o Instituto Niten (do mestre Jorge Kichikawa, na Vila Mariana, aqui em SP, a maior e mais respeitada escola de kenjustsu do Brasil), e, ao mencionar o seu nome, todas as frontes se reclinavam. O homem é uma sumidade. Mas agora chega de tietagem em cima do meu antigo Sensei, e vamos a continuação da minha história...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele, o &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Shihan" target="_blank"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Shihan&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; em pessoa, nos explicou, para mim e para o amigo que me acompanhava, a natureza da oportunidade que estava oferecendo em suas escolas. Ele estava abrindo vagas para “Conrai”. O Conrai é uma espécie de aprendiz, dentro de uma escola de artes marciais japonesa. No Japão, é costume o jovem idealista procurar um dojô (escola de artes marciais) para servir como uma espécie de “ajudante geral”. Em troca, ganham o direito a um tipo de treinamento especial, com o objetivo de se formar "Senpai" (instrutor), e depois "Sensei" (mestre). "Shihan" é um título honroso que significa algo assim como Grande-Mestre, normalmente adquirido após a conquista do 6º grau da faixa preta. Os mestres costumam ter um carinho especial por esse tipo particular de aluno, e muitas vezes é para eles que acabam revelando seus maiores segredos. Eles costumam se tornar, mesmo, grandes expoentes dentro do Karatê. Shihan Tanaka, naquela primeira explicação, fez questão de não falar dos aspectos mais &lt;em&gt;glamourosos&lt;/em&gt; de ser um Conrai. Deixou claro que teríamos que fazer, no mínimo, quatro treinos por dia: um de manhã, um à tarde e dois à noite. Além disso, teríamos que permanecer o dia inteiro na academia, sendo dispensados somente às 22 horas, para dormir em casa; reiniciando no dia seguinte às 7 da manhã (!). A única liberação seria para ir à escola, de manhã ou á tarde, já que os treinos mais importantes aconteciam à noite. Ele não nos poupou de nenhum detalhe: Que teríamos que varrer o dojô, todos os dias; limpar todas as salas de treino, lavar os banheiros, distribuir panfletos na rua, servir em tudo que fosse necessário. Condição indispensável era o desejo incondicional de se tornar um mestre em Karatê. Karatê Kyokushin não é um estilo de arte marcial “tranqüila”, trata-se de luta de contato, combate real, com simulação de situações de agressão e tudo, inclusive tendo sido adotada por militares, no Japão, como tática de combate corpo a corpo. Por isso mesmo, o treinamento seria muito duro. Eu e meu companheiro ouvimos tudo em silêncio, trocando breves olhares. Por fim, o Shihan terminou a explicação e disse para pensarmos no assunto, e que, se interessasse, deveríamos conversar com nossos pais e voltar a procurá-lo. Ficamos os dois em silêncio, por um tempo. Shihan Tanaka já fazia um gesto com a mão, para que nos retirássemos. Chegamos a dar meia volta, mas, então, afinal meu amigo Gilson (cadê você, cara?) voltou a se virar, e, tomando coragem, perguntou: - “E quanto vamos ganhar por mês?” – Bem, parecia uma pergunta bastante coerente, óbvia. Mas eu não sei bem porque, pela maneira como a coisa tinha sido exposta, estávamos sem coragem de tocar no assunto dinheiro. Shihan Tanaka tinha ficado o tempo todo falando em honra, no quanto uma experiência como esta iria nos ajudar a crescer espiritualmente, fazer com que nos tornássemos “homens de verdade”, e etc. Bem, mas, afinal, era uma oportunidade de trabalho, não era? Quer dizer, um emprego. E então, a pergunta foi feita. “Quanto é o salário?” O Shihan fechou o semblante, olhou bem fixo em nossos olhos, e disse. “&lt;em&gt;A recompensa maior será o aprendizado. Se vocês se mostrarem dignos, se tornarão professores, e então receberão um salário, ou serão comissionados de acordo com a quantidade de alunos da filial que forem administrar. Além disso, eu pessoalmente vou pagar a universidade de educação física, se achar que vale a pena investir em algum de vocês. Mas esse reconhecimento demora alguns anos. Vocês ainda são muito jovens, é preciso que demonstrem paciência. Isso também faz parte do treinamento. É só&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saímos da velha relojoaria, meio anestesiados. Aquilo tudo soava tão estranho, quase surreal... Repito que o Shihan parecia &lt;strong&gt;mesmo&lt;/strong&gt; um personagem de HQ ou de um daqueles filmes chineses cheios de clichês. Quer dizer que ele queria um garoto para se dedicar completamente, de corpo e alma, sete dias por semana, praticamente morar no dojô e servir de escravo, por anos? E tudo apenas com o objetivo de um dia se tornar um fera das artes marciais? Meu amigo comentou: “Que loucura! Onde ele pensa que está? No Japão feudal?” Eu concordei com a cabeça. Parecia muito sacrifício em prol de um objetivo meio incerto. Afinal, ser um professor de Karatê até parecia uma idéia interessante, e os ”mannagers” da rede Tanaka Karatê Dô não deviam ser mal remunerados; mas o fato é que o Shihan não dava nenhuma garantia. Você corria o risco de servir fielmente por meses, e, de repente, ele simplesmente chegar à conclusão de que você não era bom o bastante. Voltei para minha casa, pensei sobre aquilo por um tempo e depois esqueci.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns dias depois, logo após uma das muitas discussões com a minha mãe (naquela época discutíamos muito), com a impulsividade que era minha marca registrada, voltei à relojoaria na rua Profº Capitão Pacheco Chaves. Cheguei diante da vitrine, torcendo para que o cartaz ainda estivesse lá... e estava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Shihan Tanaka me recebeu com um sorriso disfarçado. Olhou pra mim de um jeito que me fez pensar que, de algum modo, ele já sabia que eu iria voltar. Eram dez da manhã. Ele só me deu um papel, onde escreveu, com uma letra belíssima ( Ele tinha uma caligrafia desenhada, perfeita. O Shihan é do tipo que procura a perfeição em tudo que faz – alguém aí assistiu “O Último Samurai”? – pois é, tudo a ver), um endereço no bairro do Ipiranga. Perguntou se eu conhecia o lugar, e se sabia como chegar lá. "&lt;em&gt;Rua Greenfeld, 19&lt;/em&gt;&lt;em&gt;"&lt;/em&gt;... Não eu não sabia. Ele me deu uma explicação rápida e pediu que eu estivesse lá, às 14 horas, vestindo agasalho esportivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No horário combinado, lá estava eu. O endereço em questão era um prédio de quatro andares, na esquina das ruas Greenfeld e Bom Pastor. Um edifício comercial daqueles antigos, com salões enormes e amplas janelas, já meio castigado pela ação do tempo. Uma secretária me recebeu na recepção do térreo, pedindo que subisse ao segundo andar e aguardasse. O prédio não tinha elevador. Quando cheguei ao segundo andar, fiquei impressionado com o tamanho da sala de treino. Um dojô imenso, deveria ter aproximadamente uns 20 metros de largura por uns quarenta de fundo. Logo na entrada, do lado esquerdo, um velho saco de pancada de couro. Na esquerda, dois bancos compridos para assistir às sessões de treino. E na parede oposta, alguns "makiwaras" e "punch balls". Havia também um pequeno altar xintoísta, e, ao fundo, "katanás", "bos", "bokens", bastões e lanças acomodados em cestas altas, além de outras armas brancas dispostas ao lado de uma estante de troféus. Também um grande retrato do Shihan quando jovem. Olhei e pensei que ele tinha mudado muito pouco. Uma placa pedia para tirar os sapatos antes de pisar no assoalho de madeira. Eu olhei em volta, achando tudo muito “cool”. Tirei meus sapatos, dei alguns socos tímidos no saco de pancadas. Olhei os troféus e fui até a imensa janela no fundo do salão. Dali podia ver uma boa parte da bonita paisagem do bairro do Ipiranga e Sacomã. Arredores arborizados... Não sei porque, sempre achei que esse bairro emana uma energia super positiva. Fiquei ali um tempão, na janela, admirando a paisagem. Depois voltei e sentei no banco de assistência. Havia um forte cheiro no ar, do pinho do assoalho misturado com um aroma ocre, reminiscência do suor dos milhares de atletas que por décadas a fio tinham pisado aquele lugar quase mitológico (Tanaka ministra aulas no Brasil desde 1963. Alguns dos maiores karatecas do Brasil em todos os tempos treinaram naquele lugar, eu vim a saber depois). Fiquei esperando por muito tempo, sem saber que minha paciência já estava sendo testada. O Shihan era do tipo que testa seus alunos o tempo todo, vai até o limite, até que conquistem a sua confiança. A partir do momento que ele achasse que sua fé estava justificada, seria capaz de tudo por um bom aluno. Por fim, ele apareceu, usando, como sempre, jeans e camisa xadrez. Atrás dele vinha um senpai, vestindo o “dogi” (dogui = roupa de treino, que a maioria das pessoas erradamente chama de kimono – kimono é traje de passeio no Japão. A roupa para treinar artes marciais chama-se dogui: do = caminho, no sentido de arte / gui = traje). Shihan Tanaka olhou bem para mim, muito sério. Eu disse um “&lt;em&gt;oi!&lt;/em&gt;” meio envergonhado. Ele respondeu que eu sempre deveria me dirigir a ele como “Sensei”, e que sempre que fosse solicitado, deveria responder com um vigoroso “&lt;em&gt;ossu!&lt;/em&gt;” (pronuncia-se "ôss!", e quer dizer algo como “sim, senhor!”). Eu disse “&lt;em&gt;Ôss!&lt;/em&gt;” e ele me repreendeu, dizendo que o som deveria partir do esfíncter, que essa palavra deve ser dita com energia, demonstrando máxima disposição em atender a solicitação do mestre. Sentou-se no banco e deu ordem ao Senpai: “&lt;em&gt;Inicie o teste!&lt;/em&gt;”...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326372-115272512781134744?l=sounada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/115272512781134744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/115272512781134744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sounada.blogspot.com/2006/07/kiai.html' title='Kiai!!!'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12422440324898666553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/0237outros-messbrasil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326372.post-115246554252020543</id><published>2006-07-09T14:14:00.000-03:00</published><updated>2006-07-25T11:10:08.430-03:00</updated><title type='text'>Uma nova descoberta</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:180%;color:#666600;"&gt;&lt;strong&gt;Estava&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; adiando esta continuação do post “Fim de uma fase”, porque o que vem a seguir são coisas que foram difíceis de atravessar. Não que lembrar ainda cause dor, tudo está perfeitamente resolvido. Mas foi uma fase complicada, as lembranças não são agradáveis. Bem, aí vamos nós... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Como havia dito anteriormente, eu tinha me resolvido prescindir um pouco da minha Busca, para conhecer as coisas e prazeres do mundo. Hoje acho que isso foi importante, afinal, o monge que já viveu no mundo tem mais possibilidades de entender e ajudar a todos, do que o que foi criado, desde pequenino, no templo. Algo como aquilo que é contado no filme &lt;em&gt;Samsara&lt;/em&gt;, que apresenta uma reflexão profunda e realista do que se passa na cabeça das pessoas que resolvem abdicar de tudo, para adotar uma vida estritamente espiritual. Eu achava que tinha que me aventurar mais, me permitir conhecer coisas novas. Na verdade, eu vivi alternando momentos de pura dedicação ao Caminho do buscador, com outros, de vivências mais materialistas, a maior parte da minha vida. Porém, nunca abri mão de certos princípios, dos quais me imbuí desde o princípio, quando me resolvi a encontrar Deus. Mas então eu, que não era monge, achava que precisava viver mais aventuras. As coisas estavam cada vez mais difíceis em casa, as brigas entre meus pais aumentando... meu irmão era um “turista” dentro de casa, eu só via o cara, mais ou menos, uma vez a cada quinze dias, e mesmo assim, por meia hora, no máximo. Ele trabalhava o dia inteiro e à noite ia pras suas baladas. Nos finais de semana sempre arranjava viagens ou passava os dias inteiros na casa de alguma das suas (muitas) namoradas. Ficávamos eu e minha mãe em casa, à noite, ela chorando pelos cantos e eu assistindo seriados na TV. Meu pai só chegava tarde da noite, aí recomeçava o quebra pau. E eu estava me cansando dessa vida. Não tinha conseguido me transformar no super homem que eu imaginava, ao me tornar um membro da Igreja Batista, não podia transformar as coisas. Crise fora e dentro da minha mente. E muita energia dentro de mim, pedindo pra ser liberada. Eu começava a entrar na idade de sentir aquela curiosidade enorme pelas coisas, um desejo incontido por novas descobertas e experiências. Começava a sair mais de casa, o poder de minha mãe sobre mim diminuindo gradativamente. Dos passeios vespertinos e matinês para as baladas noturnas, foi um pulo. Deixei de freqüentar igrejas, definitivamente. Tive minhas primeiras namoradinhas e meu primeiro contato com drogas. Um dia o inevitável aconteceu: Meus pais se separaram. Numa manhã cinzenta, meu pai foi embora para nunca mais voltar. Simplesmente saiu pela porta sem dizer “adeus”. Eu só voltaria a vê-lo depois de anos. Meu pai tinha sido um cara incrível, lembro-me dele cantando no meu berço, para eu dormir... E agora, aquela angústia de pensar que nunca mais o veria. Nós nos mudamos para uma casa menor e mais simples, num bairro mais simples, eu minha mãe e meu irmão. A partir destes fatos, mais do que nunca, eu passei a procurar, na rua, distrações da minha vida que se tornava tão incerta e triste. Perdi um ano da escola. Cabulava aula quase todos os dias. Costumava tomar um ônibus e ir para o centro da cidade, passear na galeria do rock, ou então ia ver filmes de artes marciais, num daqueles cinemas pulgueiro. Também jogava muito fliperama (alguém aí lembra do filme &lt;em&gt;Tommy, a Ópera Rock&lt;/em&gt;?). Na rua, cada vez fazia mais amizades com indivíduos de caráter duvidoso. O Caminho do buscador ficava mais distante a cada dia. Mas, como eu ouvi uma vez, parecia que “&lt;em&gt;alguém lá em cima gosta de mim&lt;/em&gt;”, porque quando eu realmente começava a me enveredar por essas vias tortuosas, algo inesperado aconteceu.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Eu procurava um emprego para poder ajudar em casa, porque a situação ficara muito difícil depois da separação dos meus pais. Andava pela rua, ali na Profº Pacheco Chaves, Vila Prudente, quando, ao passar em frente à uma velha relojoaria, vi colado na vitrine, com durex, um cartaz de papelão, com os seguintes dizeres: "&lt;em&gt;PRECISA-SE DE ESTAGIÁRIO PARA ACADEMIA DE KARATÊ – RAPAZES DE 14 A 18 ANOS&lt;/em&gt;". Estava com um amigo. Entramos para pedir informações, e fomos atendidos por uma senhora japonesa, que parecia ter dificuldades para falar o português. Pediu que esperássemos. Desapareceu por trás de uma cortina colorida, para os fundos da relojoaria, e alguns instantes depois apareceu um homem oriental, de baixa estatura, cabelos muito pretos empastados com brilhantina, penteados carichosamente para trás. Sapatos pretos, calças jeans e uma camisa xadrez escura. Olhar muito sério. Cara de professor, daqueles bem bravos. A senhora japonesa disse: “&lt;em&gt;Este é o &lt;strong&gt;&lt;a href="http://community.seido.com/?q=gallery&amp;g2_view=core.ShowItem&amp;amp;g2_itemId=1819" target="_blank"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Sensei Tsunioshi Tanaka&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;; ele explica tudo para vocês&lt;/em&gt;”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326372-115246554252020543?l=sounada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/115246554252020543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/115246554252020543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sounada.blogspot.com/2006/07/uma-nova-descoberta.html' title='Uma nova descoberta'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12422440324898666553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/0237outros-messbrasil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326372.post-115188769354542712</id><published>2006-07-02T21:40:00.000-03:00</published><updated>2006-07-25T11:10:43.270-03:00</updated><title type='text'>Fim de uma fase</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;color:#996633;"&gt;&lt;strong&gt;Conclusão de "A descoberta do Protestantismo"&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:180%;color:#666600;"&gt;&lt;strong&gt;O pastor&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; Eduardo Giovanetti já não me agüentava mais. Eu o cobria de perguntas após todos os cultos. Ficava esperando a sua saída, na porta da igreja, e aí perguntava, perguntava e perguntava. Nunca aceitava uma explicação de pronto. Quer dizer, no começo tudo bem. Eu estava sedento por respostas que os católicos com seu modo geralmente distante e morno não podiam me oferecer. Aí encontrei essa outra comunidade, com um outro jeito de buscar esse Deus por quem eu tanto ansiava. Nesse primeiro momento, quando me sentia eufórico, até por minha inexperiência e imaturidade, aceitei uma série de coisas que me chegaram prontas, sem questionar &lt;b&gt;muito&lt;/b&gt;. Mas, depois de pouco tempo, as indagações afloraram dentro de mim, e eu mandava uma enxurrada de perguntas fundamentais, desde Teologia clássica até História Antiga e Filosofia, pra cima da cabeça do pobre pastor. Um belo dia, ele meio que não agüentou mais e me respondeu assim: “Olha irmão, eu não sei responder a essa questão, não!! Procura aceitar essas coisas pela fé, que eu já vi muitas vidas serem destruídas, de pessoas assim tão questionadoras quanto você!” &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Ele me respondeu isso quando eu perguntei por que Deus haveria de castigar os pecadores, sendo que ele criou cada um com um propósito, e o propósito de alguns seria justamente fazer o mal, para que um Plano maior se pudesse cumprir. O exemplo maior seria o do próprio Judas, que teria vindo ao mundo exatamente com esse propósito, de trair Jesus. Foi para isso que ele veio, essa era sua missão. O próprio Evangelho de João nos diz que Jesus lhe deu um pedaço de pão molhado na última ceia, sendo que após este bocado, imediatamente teria entrado nele Satanás, para faze-lo cumprir seu destino. Sendo assim, Judas não teve escolha, então por que teria que ser castigado, ainda mais pagando com um castigo &lt;b&gt;eterno&lt;/b&gt;, sem nenhuma possibilidade de perdão, nem agora nem daqui a um milhão de anos? &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Mas esse pastor era muito “gente boa”. Na verdade, posso dizer que ele foi um dos grandes responsáveis por eu ter persistido por tanto tempo freqüentado a igreja. Lembro-me que uma vez, numa das reuniões de oração, uma senhora levantou uma questão recorrente até hoje em igrejas evangélicas, nos seguintes moldes: “&lt;em&gt;Pastor, o Sr. não acha que as mulheres cristãs não deveriam jamais usar calças compridas, já que a Bíblia nos adverte que mulher não deve usar roupa de homem, e vice versa?&lt;/em&gt;” – O paciente homem olhou bem para a mulher, fez uma pequena pausa, provavelmente contando mentalmente até dez, e após um profundo suspiro, respondeu em alto e bom som, diante de toda platéia: “&lt;em&gt;Irmã... roupa de homem pra mim é cueca! E roupa de mulher é sutiã...&lt;/em&gt;” Depois desse dia, eu passei a respeitá-lo. Esse pastor era uma figura ímpar, um cantor lírico super bem humorado. Parecia-me sério nas horas apropriadas, mas sabia com maestria evitar aquela tradicional pieguice que tantas vezes acompanha os homens de fé. Ele sem dúvida contribuiu muito para a minha decisão de me batizar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Num belo domingo ensolarado, arrumei minha mochilinha com toalha e roupas secas. Joguei a mochila pela janela que dava para o corredor, dei a volta e saí, dizendo que voltaria antes de anoitecer. Meus pais não poderiam nem desconfiar aonde eu estava indo. Se soubessem que me resolvera ser batizado na igreja protestante, com certeza tentariam me proibir. O meu batismo foi um momento marcante em minha vida, sem dúvida, mas de uma certa maneira, me causou alguma frustração. É que o batismo era considerado condição indispensável para que o cristão pudesse se considerar “&lt;i&gt;salvo&lt;/i&gt;”. Só depois do batismo, me diziam, é que eu poderia me considerar verdadeiramente um homem que “&lt;em&gt;nasceu de novo&lt;/em&gt;“. O pastor explicava de um modo bastante coerente que não adiantava nada o batismo realizado pela Igreja Católica, porque a decisão de ser batizado teria que ser consciente, partir do próprio indivíduo. Este ato deveria ser encarado como uma espécie de confirmação da sua conversão ao Cristianismo, algo como uma ratificação da decisão de se tornar, daqui para frente, uma “&lt;em&gt;nova criatura&lt;/em&gt;”. Além disso, para que eu pudesse ser considerado, efetivamente, um membro da igreja, eu teria que me batizar. Por isso tudo, eu acalentava, no meu íntimo, a doce esperança de que, após emergir das águas, eu seria realmente uma criatura completamente transformada. Um ser repleto de sabedoria, imune às antigas tentações da carne. Achava que a partir desse dia nunca mais voltaria aos antigos questionamentos, porque as respostas seriam impressas em meu espírito, e que agora estaria sereno e tranqüilo para o resto de minha vida, apenas cumprindo o meu sagrado trabalho de evangelizar ao próximo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bem... não foi exatamente isso que aconteceu.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O pastor já não conseguia responder à todas as minhas perguntas. E eu não estava conseguindo me enturmar muito bem no grupo de jovens da igreja; haviam certas “panelinhas”. Pô, panelinhas dentro da igreja?? Isso me parecia inadmissível! Eu até tentei voltar a freqüentar a igreja anterior, a primeira. Mas já não conseguia mais me sentir à vontade no meio daquela comunidade, com todas aquelas pessoas gritando na hora da oração... Aquilo realmente me incomodava. Por que gritar? Não está escrito que o Senhor conhece nossas necessidades antes mesmo de dizermos qualquer palavra? Além disso, o pastor batista era contrário a estas práticas:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;p&gt;Agora, porém, irmãos, se eu for ter convosco falando em outras línguas, de que vos aproveitará? (...) instrumentos inanimados, como a flauta ou a cítara, quando emitem sons, se não os derem bem distintos, como se reconhecerá o que se toca na flauta ou cítara?(...) Assim, vós, se, com a língua, não disserdes palavra compreensível, como se entenderá o que dizeis? Porque estareis como se falásseis ao ar. (...) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Se eu, pois, ignorar a significação da voz, serei estrangeiro para aquele que fala; e ele, estrangeiro para mim. Contudo, &lt;b&gt;prefiro falar na igreja cinco palavras com o meu entendimento, para instruir outros, a falar dez mil palavras em outra língua&lt;/b&gt;. (...) &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Que fazer, pois, irmãos? Quando vos reunis, um tem salmo, outro, doutrina, este traz revelação, aquele, outra língua, e ainda outro, interpretação. Seja tudo feito para edificação. &lt;b&gt;No caso de alguém falar em outra língua, que não sejam mais do que dois, ou quando muito três, e isto sucessivamente, e haja quem interprete&lt;/b&gt;. Mas, não havendo intérprete, &lt;b&gt;fique calado na igreja, falando consigo mesmo e com Deus&lt;/b&gt;. Tratando-se de profetas, &lt;strong&gt;falem apenas dois ou três&lt;/strong&gt;, e os outros julguem. Se, porém, vier revelação a outrem que esteja assentado, &lt;strong&gt;cale-se o primeiro&lt;/strong&gt;. (...) porque Deus &lt;strong&gt;não é de confusão&lt;/strong&gt;, e sim de paz. Como em todas as igrejas dos santos. (...) &lt;b&gt;Tudo, porém, seja feito com decência e ordem&lt;/b&gt;. &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;- I Coríntios 14:7 – 33 &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas, sem nenhuma dúvida, o fator mais importante a me afastar das Igrejas Evangélicas, foi o “chamado do mundo”. Eu tentei ser santo, o quanto pude. Mas eu tinha coisas a conhecer. Tinha coisas a descobrir e experimentar. O mundo me esperava e convidava para suas delícias, de portas abertas. A luta entre carne e espírito, dentro de mim, começava, finalmente (fatalmente?), a ser vencida pela primeira.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4842/3051/1024/estrada%20terra.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/pegadas.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/400/pegadas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326372-115188769354542712?l=sounada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/115188769354542712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/115188769354542712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sounada.blogspot.com/2006/07/fim-de-uma-fase.html' title='Fim de uma fase'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12422440324898666553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/0237outros-messbrasil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326372.post-115160503141389227</id><published>2006-06-29T15:11:00.000-03:00</published><updated>2006-11-10T20:32:05.846-02:00</updated><title type='text'>Encontrei meu caminho?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1024/Martin_Luther.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/400/Martin_Luther.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1024/Martin_Luther.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;Continuação de “A descoberta do Protestantismo”&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:180%;color:#666600;"&gt;&lt;strong&gt;Então&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; era isso: Eu comecei a freqüentar a Igreja Cristã Evangélica. Os dias se passavam e eu me sentia, cada vez mais, fazendo parte desta congregação. Esta não era e não é uma igreja protestante, mas sim pentecostal, ou seja, uma derivação das protestantes. Foi ali que eu primeiro tomei conhecimento das principais “novidades” instituídas por &lt;a href="http://www.luteranos.com.br/lutero.html" target="_blank"&gt;Martinho Lutero&lt;/a&gt;, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;como a supressão do culto à Virgem Maria e aos santos, e a censura às imagens e esculturas, de qualquer tipo. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Eu não perdia nenhum culto, nem os de sábado, nem os de domingo, e estava sempre nas reuniões às quartas-feiras. Também comecei a freqüentar a escola de estudo bíblico dominical, pela manhã, e o grupo de jovens. Estava realmente muito empolgado, porque agora tudo havia mudado, na minha Busca, e para melhor. Tudo era muito diferente do que na Igreja Católica. Tudo era baseado exclusivamente na Bíblia, tudo muito compreensível e lógico. E essa nova interpretação me parecia muito mais coerente que a dos católicos. Agora eu podia entender que absurdo era usar imagens de escultura no ofício! Como podiam usar imagens para devoção, ornamentação e até adoração, se a Bíblia explicitamente as condena? E por que render culto aos santos, se Jesus é o único intercessor entre Deus e os homens? tsc, tsc... Agora estava tudo claro. Tudo fazia sentido. Eu era chamado de irmão, e me tratavam como tal. Encontrara finalmente a minha família verdadeira. Duas lembranças desta época são muito claras em minha memória:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira é a de uma “irmã” que tinha mais ou menos a mesma idade que eu, muito bonita e sensual. Não chegamos a fazer amizade, e que me lembre, nem mesmo fomos apresentados. Mas, algumas vezes, durante o culto, na hora da oração, ela se aproximava de mim, me abraçava forte e acariciava meu peito, enquanto pedia ao Senhor que me guiasse pelos Seus Caminhos. E tudo sem nenhuma maldade, de ambas as partes! Ela tinha o costume de orar assim, pelas pessoas com que tinha mais afinidade; fazia o mesmo com todas as suas amigas. Por quê eu achei isso digno de nota? Porque eu tinha 15 anos de idade, meus hormônios estavam em ebulição, e ficávamos os dois lá, eu e uma garota linda, por vários minutos, abraçando-nos muito apertado (ela faltava sentar no meu colo) e mesmo assim o meu pensamento, nem por um milésimo de segundo, se desviava da atenção &lt;strong&gt;total&lt;/strong&gt; a Deus. Dou minha palavra: Nunca houve o menor vestígio de segunda intenção em nossos corações. Como era verdadeira minha fé, irrepreensível a minha disposição! Eu só sei e disse que a menina era “sensual” porque me lembro dela, muito vívidamente: Tinha um belo corpo e cabelos longos e pretos. Mas eu garanto, durante os cultos, nunca senti por ela absolutamente nada diferente do que um amor de irmão. Porque tudo que eu buscava naquele lugar era a Verdade, e sinceramente acredito que ela também.&lt;br /&gt;A segunda lembrança que trago muito forte é a da vez em que saí de casa escondido, de madrugada, como um ladrão, pela janela do meu quarto, deixando uma fileira de almofadas debaixo do cobertor, para simular o meu corpo deitado na cama, caso meus pais resolvessem checar o meu descanso. Estava indo para a vigília de oração, que iria durar toda a noite, até o raiar do dia. Tinha que sair escondido porque meus pais eram totalmente contra minha nova fé. Quando souberam que estava freqüentando “&lt;em&gt;igreja de crente&lt;/em&gt;”, todos em minha casa foram contra, em especial minha mãe e meu irmão dez anos mais velho. Por isso, acabava freqüentando aos cultos, muitas vezes, escondido, sem dizer exatamente para onde estava indo. Enquanto meus colegas começavam a fumar e freqüentar festinhas, escondido, eu freqüentava escondido os cultos e eventos da igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim por alguns meses. A religião era a realização, a coisa que mais me dava prazer na vida. Era amigo do pastor, era amigo de todos. Todos me explicavam a Bíblia com todos os detalhes, todos me faziam entender, ao seu modo, as passagens mais difíceis. E eu realmente acreditava que tinha encontrado a Verdade das verdades. Um belo dia, na escola, descobri que um dos meus melhores amigos de classe era evangélico (como já explicado, há alguns anos, os evangélicos eram minoria. A quase totalidade das pessoas que eu conhecia e com que me relacionava eram católicas, pr isso esse encontro foi totalmente inesperado). Ele me disse que era um “cristão batista”. Fiquei surpreso, porque ele parecia ser um dos mais "&lt;em&gt;malucos&lt;/em&gt;" da classe. O moleque simplesmente era terrível, um bagunceiro de 1ª linha! É que eu , na minha inocência, acreditava que todos os evangélicos eram exemplos de comportamento ético e correção. Ele me falou que uma tia sua freqüentava a mesma igreja que eu, que tinha me visto por lá. Então fiquei sabendo que ele era membro da "Igreja Batista da Paz", de linha tradicionalista (Esta sim, considerada &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://www.espacoacademico.com.br/059/59ferreira.htm"&gt;&lt;span  target="_blank" style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;protestante&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; – embora por vezes os próprios batistas repudiem este rótulo). Eles, os batistas, eram chamados por muitos dos representantes de outras comunidades evangélicas de “&lt;em&gt;católicos disfarçados&lt;/em&gt;”, por causa de sua postura tranqüila, sua maneira mais calma de praticar a fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aceitei o convite para conhecer a sua igreja. Fui uma vez, e me encantei. Os freqüentadores eram em tudo tão "bons" quanto os da minha congregação, mas com uma diferença que me pareceu imperativa: Eles não gritavam nem pulavam na hora das orações. Louvavam e apresentavam pedidos a Deus em silêncio, cada um em si mesmo, frontes baixas, todos em pé - isto sim, à maneira católica. A&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;contece que, para muitas denominações evangélicas, ser chamado de católico era sinônimo da pior ofensa. Eu nunca pude entender o porquê disto. Afinal, ainda que por meios e de modos diferentes, todos buscavam o mesmo Deus. Se cometiam equívocos, a ordem principal de Jesus não tinha sido no sentido de perdoar setenta vezes sete? E não foi o próprio Cristo quem disse que "&lt;em&gt;Quem não é contra nós, está a nosso favor&lt;/em&gt;"? Será que ninguém conseguia enxergar isso? Queria que todos compreendessem, mas só encontrava radicalismo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;color:#996633;"&gt;&lt;strong&gt;continua...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326372-115160503141389227?l=sounada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/115160503141389227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326372/posts/default/115160503141389227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sounada.blogspot.com/2006/06/encontrei-meu-caminho.html' title='Encontrei meu caminho?'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12422440324898666553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4174/2755/1600/0237outros-messbrasil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326372.post-115145487701459396</id><published>2006-06-27T21:13:00.000-03:00</published><updated>2006-07-05T16:56:30.843-03:00</updated><title type='text'>Isso aconteceu mesmo!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#993300;"&gt;O segundo homem mais rico do mundo, W. Buffett, doa 85 % do seu patrimônio líquido, cerca de US$ 30,7 bilhões, para instituto de caridade!!!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Faço agora uma pausa na narrativa da história da minha Busca, para um breve comentário à essa &lt;a href="http://www.estadao.com.br/ultimas/mundo/noticias/2006/jun/26/8.htm" target="_blank"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;notícia&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, que parece quase impossível, utópica. Alguém aí tem idéia do que é possível fazer com &lt;strong&gt;sessenta bilhões e setecentos milhôes de DÓLARES&lt;/strong&gt;? Esse é o valor de que vai dispor, a partir de agora, a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Fundação Bill &amp;amp; Melina Gates&lt;/strong&gt;,&lt;/em&gt; para ajudar necessitados ao redor do mundo. Esta cifra é maior do que o produto interno bruto de muitos países, como por exemplo o Kuweit. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Bem, eu só fiz questão de publicá-la porque não pude deixar de imaginar o que aconteceria, se todas as pessoas "&lt;em&gt;podres de ricas&lt;/em&gt;" deste mundo fizessem o mesmo que Warren Buffett. Tipo Antônio Ermírio de Morais, Señor Abravanel ou o próprio Bill Gates, só para citar alguns (não estou com tempo para checar a lista da Forbes agora, e penso que o que importa aqui é a idéia). Imagine, como queria John Lennon. E pense: Este cara não vai ter que abrir mão de nada daquilo à que está acostumado, absolutamente. Com os 15% que restaram do seu patrimônio líquido, algo em torno de &lt;strong&gt;R$11.000.000.000,00&lt;/strong&gt;, ele vai poder continuar mantendo o mesmíssimo padrão de vida. Ele vai poder manter a sua coleção de carros de corrida, vai continuar viajando de primeiríssima classe ao redor do mundo duas vezes por ano, e o futuro dos seus dois filhos homens continua mais do que garantido, em cargos de gerência em algumas de suas empresas. Esse homem não ficou 85 por cento mais pobre. Ele apenas se desfez da maior parte de um montante sobrenatural de dinheiro que estava parado, apodrecendo e sendo roído por traças em cofres pelo mundo afora... Também não é difícil imaginar com que velocidade um homem com esta experiência e estas posses vai conseguir construir 
